sábado, 20 de diciembre de 2008

O papel das tropas locais e dos “casados” no seio da organização militar portuguesa no Oriente (séc. XVI)


LIBRO:Glossário luso-asiático Escrito por Sebastião Rodolfo Dalgado, Joseph M. Piel
http://books.google.com/books?id=c8_98MK7C28C&pg=PA161&lpg=PA161&dq=panicais&source=bl&ots=hfDzRMcNJ2&sig=hWLSVEjyj5WDld1tNtkDc1XgA3c&hl=es&sa=X&oi=book_result&resnum=3&ct=result#PPA161,M1
VER CITA: http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/01/naique-e-panicai.html

ARTICULO:O papel das tropas locais e dos “casados” no seio da organização militar portuguesa no Oriente (séc. XVI)
Por : Vitor Luís Gaspar Rodrig

O papel das tropas locais e dos “casados” no seio da organização militar portuguesa no Oriente (séc. XVI) Por : Vitor Luís Gaspar RodrigTratando-se de um assunto ainda hoje mal conhecido do grande público – o da acção desenvolvida pelas tropas locais e pelos “casados” no seio da organização militar portuguesa no Oriente – poderá, de alguma forma, contribuir para um melhor conhecimento das interacções étnicas e culturais no mundo luso-asiático.A utilização de tropas locais pelos portugueses remonta aos primórdios do seu estabelecimento no sub-continente indiano. Com efeito, o apoio prestado pelos naires do rei de Cochim às forças de Duarte Pacheco Pereira, em 1504, se por um lado resultou da conjugação de esforços de dois poderes soberanos que almejavam alcançar um objectivo comum - a destruição do poderio económico e político-militar do Samorim de Calicute -, por outro marcou o momento a partir do qual pela primeira vez essas tropas foram enquadradas sob a chefia unificada de um capitão português.A importância das tropas locais é atestada, ainda, pelos grandes contingentes que anualmente embarcavam nas armadas portuguesas destinadas a vigiar e controlar as rotas comerciais do Índico ou organizadas com a finalidade de proceder à conquista de novas praças, estando presentes em elevado número nas principais refregas militares da governação de Afonso de Albuquerque - conquista de Goa, Malaca, Ormuz e no ataque a Adém.Às tropas gentias coube, desde o início, a defesa de Goa, tendo os seus passos sido providos com “peões da terra”, capitaneados por portugueses[2]. Com o correr dos anos, o aumento do número de passos fortificados e a conquista das terras firmes de Salsete e Bardez foram provocando um crescimento do número de efectivos e bem assim dos seus capitães, ao mesmo tempo que as estruturas defensivas se complexificaram, surgindo corpos de espingardeiros da terra e peões para vigiar e correr o campo[3].
Noutros locais, como em Baçaim e Damão, a sua acção foi igualmente decisiva na defesa das suas fortalezas e tranqueiras, tendo sido criados corpos especiais de “frecheiros”, lanceiros e adargueiros que, com o apoio de peões da terra e de Goa[4] comandados pelos seus naiques[5], (VER NOTA)
Por outro lado, a presença destes contingentes no seio da estrutura militar portuguesa acarretou-lhe, também, alguns problemas sérios de segurança, sobretudo quando o Estado da Índia se defrontava com os seus crónicos períodos de falta de liquidez financeira e, por isso, se atrasavam os pagamentos dos soldos e mantimento às tropas. Nesses casos chegavam mesmo a eclodir rebeliões, como a célebre rebelião dos lascarins[9]
Diferentes concepções técnico-tácticas relativamente à "arte da guerra" e todo um conjunto de preconceitos relativamente às aptidões militares dessas tropas - a quem apelidavam de “negrinhos nús” -, agravados pela necessidade de partilhar uma função que entendiam exclusiva, estiveram na base dessa animosidade.Elemento igualmente decisivo para a afirmação do “Estado da Índia” eram os escravos, utilizados aí nas mais diversas tarefas: nas obras de construção de fortalezas e tranqueiras; como remeiros das galés; no trabalho das ribeiras e nas tripulações dos navios ou, simplesmente, nas tarefas domésticas. Para além disso, e a exemplo do que era usual no Oriente, integraram também, desde muito cedo, as estruturas militares portuguesas combatendo ao lado dos demais homens de armas e apoiando os seus senhores durante as refregas[10].

NOTA[5]Naique era o termo utilizado pelos portugueses para designar o capitão ou chefe dos soldados nativos de infantaria, podendo aparecer por vezes com o sentido de cabo ou capitão em geral. Não confundir com naire, designativo de um indivíduo pertencente a uma casta nobre e militar do Malabar, nome oriundo do malayala nãyar, derivado do sânscrito nãyaka, "chefe, director, guia, condutor". Cf. Sebastião Rudolfo Dalgado, Glossário Luso-Asiático, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1919-21. Integrados também, por vezes, na estrutura militar portuguesa do Oriente encontramos os panicais (que pertenciam à casta naire), mestres de esgrima e ginástica militar e de instrução primária, que eram originários do Malabar.
NOTA 9]Soldado indígena da Índia. Do persa lashkari, derivado de lashkar, "exército". Os cronistas portugueses fazem a distinção entre lascarim e lascar, entendendo pelo primeiro "soldado da terra", e pelo segundo "o soldado do mar ou marinheiro". O motivo é que os naturais empregavam a palavra lashkar com o nome colectivo para designar "a tripulação inteira". Cf. Sebastião Rodolfo Dalgado, Glossário Luso-Asiático, já cit..
http://www2.iict.pt/index.php?idc=102&idi=12798
otras citas:http://purl.pt/12121/3/var-2326/var-2326_item2/var-2326_PDF/var-2326_PDF_01-B-R0300/var-2326_0002_16-30_t01-B-R0300.pdf

Entre Oriente e o Atlántico

Entre o Oriente e o Atlântico: «interdependências» no Império Português, no final da Idade Moderna
Entre o Oriente e o Atlântico:
«interdependências» no Império Português, no final da Idade Moderna
Luís Frederico Dias Antunes
(Departamento de Ciências Humanas do IICT

..........O aumento do número de mercadores portugueses e o primeiro esboço de um corpo mercantil só se tornaria visível, a partir de finais da década de 1770 e no início da década de 1780, com a expansão do tráfico de escravos desenvolvido pelos franceses das Mascarenhas e pelos brasileiros na costa oriental africana, especialmente na ilha de Moçambique, nas Querimbas e em Quelimane.
No início de oitocentos, estamos perante uma classe completamente distinta da que continuava a dominar a sociedade fundiária ligada aos prazos da Zambézia[10]. Esse grupo de mercadores possuía recursos para armar navios negreiros e viajar para as Maurícias e para a América. Em 1801, dos 14 navios utilizados no comércio externo moçambicano, 5 deles estavam envolvidos no tráfico de escravos para o Brasil e região platina (Buenos Aires e Montevideu)[11]. Os outros navios dedicavam-se ao comércio com a Índia, com as Ilhas francesas do Índico e, ainda, ao comércio de cabotagem, tanto de marfim como de víveres.
Este núcleo mercantil integrava ainda outros indivíduos que se serviam dos cargos políticos e administrativos, desde o Governador geral da colónia até ao fiscal das alfândegas, passando pela inspector das cargas e pelos angariadores de escravos, para intervir directamente nesse comércio. Entre as famílias de negociantes realçam-se entre outros, os Rosário Monteiro, os Silva Guedes, o Ferreira da Graça, os Costa Portugal e os Cruz e Almeida.
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1808-***Comercio entre Goa-Mozambique- Mauricias- Rio de Janeiro

Recorte libro: Memoria estatistica sobre os dominios portuguezes na Africa Oriental Escrito por Sébastiao Xavier Botelho. http://books.google.com/books?id=6fsRAAAAYAAJ&hl=es&source=gbs_navlinks_s
Artículo:
Entre o Oriente e o Atlântico: «interdependências» no Império Português, no final da Idade Moderna
Entre o Oriente e o Atlântico:
«interdependências» no Império Português, no final da Idade Moderna
Luís Frederico Dias Antunes
(Departamento de Ciências Humanas do IICT)


3. As novas dependências do comércio indo-brasileiro (1808-1820).
Finalmente, vejamos em traços gerais os circuitos comerciais que Goa manteve com portos pouco distantes, em especial com Surrate e Bombaim, bem como as interdependências com os portos de África Oriental, Macau e Rio de Janeiro no quadro das transformações dos fluxos mercantis coloniais ocorridas no processo de emancipação do império brasileiro, entre 1808 e 1820.
A análise dos mapas estatísticos do comércio do Estado da Índia nesse período, permite realçar as seguintes conclusões: o Brasil, especialmente o Rio de Janeiro, foi a parcela do Império que mais beneficiou do comércio transoceânico com o Índico, correspondendo as remessas de mercadorias indianas, em média, a 73.4% do total das exportações do porto de Goa; por outro lado, 97% dessas mercadorias indianas, que seguiam o rumo do Brasil, eram compostas por têxteis; a esmagadora maioria dos tecidos reexportados por Goa era de origem guzerate e provinha do porto de Surrate e, em menor quantidade, dos chamados Portos do Sul; finalmente, foram enviadas para Goa quantidades apreciáveis de ouro e prata brasileiras que, no entanto, estavam longe de pagar os géneros asiáticos.
O valor total dos têxteis indianos remetidos para o Rio de Janeiro, entre 1809 e 1819, girou em torno de 8:400:000$000 réis (c. de 2370.000 libras esterlinas), uma quantia enorme se tivermos em conta que o total de ouro e prata brasileira enviado para Goa, no mesmo período, para saldar a factura dos têxteis foi apenas de 656:948$900 réis (185.055 libras esterlinas). Ou seja, nas transacções entre Goa e o Rio de Janeiro o valor dos metais preciosos apenas cobria cerca de 1/13 dos têxteis indianos.
Em relação ao movimento comercial entre o Brasil e a Índia os Mapas indicam a entrada de 36 navios em Goa. Só nos anos de 1817 a 1819 chegaram a aportar 4, 8 e 7 navios, respectivamente, cifras que estavam ao nível dos anos áureos da Carreira da Índia. A maioria das embarcações partiu do Rio de Janeiro o que parece confirmar a tese de Fragoso a propósito da «dinâmica própria» dos comerciantes privados cariocas.[13] Da Baía largaram cinco navios e de Pernambuco apenas um. Convém entretanto realçar que as rotas entre o Brasil e o Índico não se dirigiram apenas ao porto de Goa. Cerca de metade dos navios que navegavam em direcção à Índia fazia escala nos Portos do Norte, principalmente em Surrate e Bombaim, para comprar tecidos guzerates. Outros, interrompiam a viagem em Moçambique ou nas Maurícias para carregar cera e marfim que levavam para Surrate e Bombaim, ou paravam na ida para o Brasil para adquirir escravos.
http://www2.iict.pt/?idc=102&idi=12905
2. A atracção do Brasil em finais do século XVIII.
Só a partir de 1761 - quase uma década depois do início do processo de autonomia administrativa de Moçambique em relação ao Estado da Índia -, o poder metropolitano manifestou especial interesse em dinamizar o comércio com a Índia e alargá-lo a os outros domínios ultramarinos, nomeadamente ao Brasil.
O conjunto de medidas desenvolvidas pela coroa através das instruções dadas a Calixto Pereira de Sá,[7] nomeadamente a concentração e organização das alfândegas e a liberdade de comércio para todos os súbditos da Coroa portuguesa que quisessem negociar nos portos moçambicanos, promoveu o desenvolvimento de toda a actividade comercial na colónia. O afluxo de avultadas somas em dinheiro provenientes do tráfico de escravos em larga escala com as ilhas francesas do Índico e com o Brasil, foram os elementos que mais contribuíram para a criação de um pequeno grupo mercantil relativamente organizado e para a transformação da ilha de Moçambique numa plataforma giratória de mercadorias e homens, convertendo-a num grande centro económico e comercial, no último quartel do século XVIII.
http://www2.iict.pt/?idc=102&idi=12905
1. Vínculos de Moçambique ao espaço Índico setecentista.
Em Moçambique setecentista, o comércio e grande parte da vida económica esteve sob o domínio de uma minoria indiana oriunda do Guzerate[5].
Pelo menos desde 1686 - data em que o monopólio das viagens comerciais para a costa oriental africana passou da mão dos capitães das «praças do Norte» da Índia, para a dos comerciantes hindus e jainas, vulgarmente chamados de baneanes, a maioria residente em Damão e Diu -, foi manifestamente evidente a vitalidade da sua presença económica e social, em diversos domínios da economia moçambicana.
Do monopólio das viagens ao monopólio da actividade comercial na costa oriental africana, foi um pequeno passo. A coroa ainda tentou opor-se, mas, no fim de contas, sem grande sucesso. Com muito esforço e persuasão de vários governadores e vice-reis junto dos comerciantes reinóis que ainda possuíam alguma capacidade económica, gastos oito anos em consultas, reuniões e troca de correspondência entre Lisboa e Goa, o vice-rei D. Pedro António de Noronha de Albuquerque, lá conseguiu constituir uma Companhia de Comércio para os domínios ultramarinos do oriente, em 1694. O modelo queria-se inglês ou holandês, mas, ao contrário das suas congéneres, o consórcio não durou nem meia dúzia de anos. Quem leu a documentação sobre a constituição desta sociedade comercial e conhece a situação política e económica do Estado da Índia, facilmente conclui que a empresa estava destinada ao fracasso porque era notória a «falta de entusiasmo» dos comerciantes portugueses e porque os territórios de Macau e Timor recusaram-se a nela participar, o que restringiu imenso o âmbito da sua actuação.
Mas o que é curioso é que esta companhia comercial chegou ao fim da sua actividade, em 1699, com lucro. É certo que não tanto quanto gostariam os seus accionistas, mas, ainda que assim fosse, pode-se perguntar a razão de tal atitude.
Sem entrar em grandes detalhes, podemos dizer que o Estado da Índia - do qual Moçambique foi parte integrante até 1752 -, não conseguiu encontrar no seio do seu corpo mercantil, um número suficiente de negociantes com condições económicas para suportar a tenaz concorrência indiana que, ano após ano, colocou nos mercados africanos grandes quantidades de panos asiáticos a preços baixíssimos, com os quais comprou em abundância marfim, ouro e alguns escravos.
À coroa, a extinção da companhia de comércio das Índias orientais foi apresentado como um facto consumado. O poder em Lisboa, inebriado com as primeiras remessas de ouro do Brasil, rapidamente esqueceu a «urgente necessidade» de revitalizar a economia da colónia. Em pouco tempo, as autoridades metropolitanas perceberam que a actividade económica indiana em Moçambique enchia os cofres das alfândegas, a tal ponto que a sua presença criou laços de interdependência indispensáveis à manutenção do aparelho administrativo e militar, instituições que garantiam a soberania portuguesa num território que, sendo periférico no contexto do Império português, era, ainda assim, «o único cantinho de que todos [os que residiam no Estado da Índia] se remedeão».[6]
http://www2.iict.pt/?idc=102&idi=12905

O Terço de Antônio Filipe Camarão

Recorte libro:Olinda restaurada guerra e açúcar no Nordeste, 1630-1654 Escrito por Evaldo .http://books.google.es/books?id=Ep4vwiTdiCIC


Principais grupos étnicos no Brasil, séc XVI - XIX Fonte: WRIGHT, Robin M. SALOMON, Frank & SCHWARTZ, Stuart B. (org.)The Cambridge History of the Native Peoples of the Americas. Volume III, Part 2. Cambridge: Cambridge University Press, 1999, p. 288.



O regimento do Governador Tomé de Souza é o primeiro documento a fixar, já em 1548, normas para a o recrutamento de guerreiros junto às tribos amigas[23



José Augusto Moreira Jr.Mestrando em História Social - USPjaugusto72@yahoo.com.br



A invasão holandesa apenas acabaria por fortalecer a importância do elemento indígena para a manutenção da colônia. Para o frei Manuel Calado, a culpa da perda de Pernambuco recaía sobre os índios potiguares e tapuias que haviam se aliado aos holandeses[29] , opinião partilhada por Bagnuolo que considerava que se não fossem os indígenas aliados dos holandeses, estes não se atreveriam a trilhar os caminhos e veredas da região[30]. Já para Nassau, “da amizade dos índios depende em parte o sossego e conservação da colônia do Brasil”[31]. Dentro desta idéia, ambos os lados buscaram cooptar o elemento indígena para a sua causa, prova disso pode ser encontrada nas inúmeras honrarias atribuídas ao capitão-mor dos índios Antônio Filipe Camarão que recebeu o hábito da Ordem de Cristo, o título de Dom e o direito a várias rendas[32]. Os holandeses por sua vez levaram vários indígenas a serem educados na Europa, que depois retornaram ao Brasil, além de buscar arregimentar as tribos descontentes com os Portugueses.



Em 1648, durante a primeira batalha de Guararapes, os índios de Camarão eram parte importante do dispositivo militar luso brasileiro, ocupando o flanco direito[40], o que indica uma evolução do “Modus Faciendi” destas tropas.



http://www.klepsidra.net/klepsidra22/felipecamarao.htm

Corveta Bahiana

1877

Em 14 de janeiro, deixou o Rio de Janeiro em viagem de instrução sob o comando do Capitão-de-Fragata Eduardo Wandenkolk com destino a Capetown, aonde permaneceu por motivos de força maior por 6 meses seguindo depois viagem em direção do Oceano Indico aonde visitou os portos de Bourbon; Bombaim; Diu; Goa; Colombo; Batávia; Ilhas Mauricio e Port Elizabeth antes de regressar ao Rio de Janeiro.
http://www.naviosdeguerrabrasileiros.hpg.ig.com.br/B/B011/B011.htm
B i b l i o g r a f i a

- Mendonça, Mário F. e Vasconcelos, Alberto. Repositório de Nomes dos Navios da Esquadra Brasileira. 3ª edição. Rio de Janeiro. SDGM. 1959. p.37-38.

- Andréa, Júlio. A Marinha Brasileira: florões de glórias e de epopéias memoráveis. Rio de Janeiro, SDGM, 1955.

- Folheto da Cerimonia de Aceitação e Incorporação da Fragata Defensora, Southampton, Shirley Press Ltd., 5 março 1977.

- Mendonça, Lauro N.F. História Naval Brasileira Quarto Volume. Rio de Janeiro SDM - 2001.

Le mariage des cultures à l'île de la Réunion Escrito por Françoise Dumas-Champion




LIBRO:Le mariage des cultures à l'île de la Réunion Escrito por Françoise Dumas-Champion.

Les reliques royales à Madagascar -Lutte Moraingy


Les reliques royales à Madagascar Escrito por Marie-Pierre Ballarin, Françoise Raison-Jourde

viernes, 19 de diciembre de 2008

brigueiros e capoeiras


PINTURA:
Capoeira en Río de Janeiro en 1824 obra de Augustus Earle.
FOTO:kandeka de Angola: Fighting for honor: the history of African martial art traditions in the ... Escrito por M. Thomas J. Desch-Obi http://books.google.es/books?id=HNYwa1VeLIIC&dq=Neves+e+Souza,+Da+minha+Africa+do+Brazil&source=gbs_navlinks_s




Essa espécie de gente são o refugo dos habitantes livres da capital, os chamados brigueiros.34 Ser vindo de espiões à polícia ou de seus asseclas, as soldada dos pelos agitadores políticos medro sos de riscos pessoais, ou alcoviteiros, estão sempre prontos a praticar qualquer patifaria,
livres de remorsos, salvo talvez os de não terem completamente executado o que lhes foi en comendado e pago 34 À palavra portuguesa, transcrita sob forma alemã, em que og soa forte, Brigueiros, o autor acrescentou na sua língua, entre parêntesis: Tagediebe, literalmente ladrões diurnos , o que equivale ao vaurien francês, vagabundos, gatunos. Valentões, desordeiros, capadócios, capangas, antecessores dos famosos capoeiras, que só se acabariam na República. Formavam súcias ou maltas, pondo-se a soldo dos políticos da época. Seu ponto predileto de reunião era o mal afamado Botequim da Corneta, na Rua dos Escrivães ou das Violas, que fora antes dos Três Cegos, de Serafim de Andrade e de Domingos Coelho, sendo hoje Teófilo Otoni. O próprio José Bonifácio subsidiava um bando de capangas chefiados pelo famigerado Joaquim Inácio Costa Orelha ou Corta Orelha. Era este facundo e pernóstico, de modo que bem poderá ter sido o orador a que alude o autor do livro. Em nenhuma outra obra contemporânea se encontra o termo brigueiro aplicado pelo autor.
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/sf000060.pdf
http://www.scribd.com/doc/6715782/O-Rio-como-e


(Diário do Rio de Janeiro, 9 de março de 1874):
...............Mais uma sanguinolenta proeza contam estes assassinos que infestam nossa cidade.
Às oito horas da noite de anteontem, uma numerosa malta de capoeiras estava reunida na
rua dos Ourives, esquina de são José, ponto de predileção dos capoeiras (...). De repente,
levantou-se o tumulto, sacaram-se facas e aquele pedaço transformou-se em campo de
batalha (...). É indispensável que se ponha termo a estes atos de canibalismo que nos
cobrem de vergonha. Nos domingos e dias santificados percorre as ruas da cidade uma
horda de assassinos, uns de instintos ferozes, outros inconscientes do mal que praticam,
mas arrastados pelo exemplo, perpetram-se dois ou três assassinatos, e no próximo dia
santo repete -se a cena de sangue. (Diário do Rio de Janeiro, 9 de março de 1874)

1824-1826-Saltimbancos de oficiais imperiais-Brasil

"""Encon trei ali como oficiais imperiais brasileiros condutores de ursos e saltimbancos,
tendo à testa de tão honroso grupo o sr. von S.,5 jovem cavalheiro, cujo nome jamais encontrei no Livro dos Torneios de Kürner nem nos Registros de nossa nobreza.6"""

5 Trata-se provavelmente do Alferes do 1º Batalhão de Granadeiros Alemães von Strube. Ele figura na lista de oficiais estrangeiros ao fim do volume.
6 Se se trata na verdade do Alferes von Strube, o armorial de Reitstap registra a família como nobre, no Hannover e na Prússia. A observação do autor, no entanto, é muito verdadeira em relação a vários dos oficiais mercenários que se intitulavam nobres.



http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/sf000060.pdf
otra cita:http://www.scribd.com/doc/6715782/O-Rio-como-e


Jules Vallès, écrivain et journaliste français né au Puy en 1832, mort à Paris en 1885.
série "Les Saltimbanques", Paris:l'Époque, 22 juin 1865



http://www.capoeira-palmares.fr/histor/valles.htm

OTRA CITA:
Histoire de la savate, du chausson et de la boxe française, 1797-1978
La boxe française moderne, discipline de combat de percussion pied-poing, est devenue un sport de compétition après bien des avatars. Ses origines remontent au début du XIXe siècle, période où le peuple parisien lui donne vie en l'appelant " savate " ou " chausson ". La pratique est alors essentiellement tournée vers l'auto-défense et ses représentants les plus fameux sont Michel dit Pisseux et L. Leboucher. Puis, elle évolue dans deux directions : d'une part, vers une forme saltimbanque avec, notamment, l'influence de L. Vigneron et de Rambaud, et d'autre part, vers une pratique gymnastique avec les frères Lecour. Se surajoute, dans les années 1870, le modèle de Joinville avec la célèbre leçon sur les quatre faces : il étend principalement son influence sur l'Ecole et l'Armée. Enfin, au tournant du siècle, cette discipline connaît une certaine stabilité avec la boxe française académique des Charlemont malgré quelques formes concurrentes comme la boxe française de combat développée par Leclerc, Chabrier, Léon, etc... Cependant, à l'orée de la Grande Guerre, tous ces modes de pratique finissent par tomber dans l'oubli.
http://books.google.com/books?id=wQX3rKYD3k8C&dq=Histoire+de+la+savate,+du+chausson+et+de+la+boxe+fran%C3%A7aise+(1797-+1978),&lr=&as_brr=0&ei=m_tsSqikIonOzQTD2L3EAg&hl=es

Problemas de Recrutamento para as Armadas da Carreira da Índia Séculos XVI-XVII

Notícias sobre motins a bordo, embora não sejam frequentes, não deixam de surgir e é mesmo referenciada a perda de uma embarcação na sequência de uma rebelião em alto mar. Em 1524, numa nau, provavelmente de armadores, conhecida por "Garça" e capitaneada por um maiorquino de seu nome Gaspar, a tripulação amotinou-se, matando o capitão, o mestre e o piloto e abandonou a armada em que seguia, nas imediações de Moçambique, para se dedicar à pirataria. Mais tarde, seriam capturados por António de Miranda, sendo levados até à Índia onde foram sentenciados à morte, por enforcamento (cf. Correia 1975, I, 816 e Sousa 1945, I, 162-163).
...................Perante esta situação, a figura central na tripulação de uma destas embarcações era o piloto, o verdadeiro responsável pelo (in)sucesso da viagem. Apesar dos cuidados postos na sua selecção e formação são vários os testemunhos mais ou menos directos que indiciam a sua escassez, em particular à medida que as décadas iam passando. No Índico, tornou-se comum, no início de Quinhentos, o recurso a pilotos árabes, guzerates ou hindus como estratégia útil para ultrapassar o desconhecimento e as dificuldades de navegação na região. Por outro lado, à partida de Lisboa não era também caso raro encontrarem-se pilotos castelhanos, maiorquinos ou de outras origens mediterrânicas nas naus portuguesas.
...............Relembre-se que em 1580 e 1640 (Rodrigues 1993, 202) são considerados aptos para o serviço militar 180.000 e 200.000 homens, respectivamente, e que algumas das maiores armadas com destino ao Índico chegavam a embarcar 4.000 soldados de cada vez (2% do contingente disponível). Só assim se explica que, em Portugal e na Índia, se lamentasse a falta de meios humanos, quando, aparentemente, os efectivos disponíveis (totais) não eram assim tão escassos.
http://nautarch.tamu.edu/shiplab/01guifrulopes/Pguinotemilit96.htm

O RECRUTAMENTO MILITAR NA AMÉRICA PORTUGUESA:

O RECRUTAMENTO MILITAR NA AMÉRICA PORTUGUESA:
O esforço conjunto para a defesa da Colônia do Sacramento (1735-1737)
Paulo César Possamai*
Artigo publicado na Revista de História, do Departamento de História da Universidade de São Paulo, nº 151, 2º semestre de 2004, pp. 151-180 (ISSN 0034-8309)

A Coroa portuguesa também não deixou de incluir a metrópole no esforço de guerra. A notícia de que os espanhóis preparavam duas naus com reforços para D. Miguel de Salcedo levou D. João V a ordenar o apresto de alguns navios de guerra com destino a Colônia (SÁ, 1993, p. 107). A 25 de março de 1736, zarpavam de Lisboa duas naus de 60 peças e uma fragata de 54, sob o comando do coronel Luís de Abreu Prego que, com o pretexto de acompanhar a frota mercante do Rio de Janeiro, destinavam-se a reforçar a presença naval portuguesa no Rio da Prata. Seguia com o coronel Abreu Prego o mestre de campo André Ribeiro Coutinho, considerado um dos mais brilhantes oficiais portugueses, com larga experiência na Índia.
http://gehscal.sites.uol.com.br/publica/Recrutamento.pdf

MARINHEIROS, PORTOS E SOCIABILIDADES: O BRASIL E A ASCENSÃO DO ATLÂNTICO SUL (1780-1850).1

MARINHEIROS, PORTOS E SOCIABILIDADES: O BRASIL E A ASCENSÃO DO ATLÂNTICO SUL (1780-1850).1
José Carlos Barreiro.2
Congresso Internacional da Brasa, 2006
A cidade do Recife é uma das que testemunhou preocupações das elites políticas e econômicas com a modernização de seu porto. Alguns governantes expunham a necessidade de que nos principais portos de sua província22 houvesse uma boa alfândega para se evitarem os furtos e descaminhos de mercadorias, e se intensificarem a vigilância e repressão à força de trabalho dos portos e dos navios. Havia uma grande preocupação com os marinheiros que fugiam de qualquer controle lançando-se ao mar, nadando para os navios que ancoravam perto da terra, passando de um para outro, escondendo-se e encontrando-se com outros marinheiros. 23 Para "conter em subordinação e obediência os marinheiros" e controlar navios nacionais e estrangeiros, o governador daquela província contou com o trabalho de vigilância e repressão de uma fragata de guerra e com a instalação de telégrafos e sentinelas por toda a costa.24
O problema de escassez de marinheiros e de disciplina de trabalho atingia generalizadamente a marinha mercante e a militar. Aliás, por volta de 1700 o trabalho marítimo havia sido inteiramente standartizado. Marinheiros circulavam de navios para navios, mesmo de navios mercantes para navios reais, para navios de pirataria ou guerra, necessitando para todos eles executar basicamente as mesmas tarefas, que requeriam as mesmas habilidades. 30 A Marinha militar brasileira, tendo desde o início a percepção da intensidade do problema referente à formação e disciplinarização da mão-de-obra marítima, reconheceu o papel que tinha a desempenhar nesta questão.
Além disso, novas leis teriam que ser criadas, para que eles mantivessem a mais estrita e rigorosa disciplina no navio e conservassem a tensa cadeia de subordinação que deveria se estabelecer desde o mais graduado oficial até o simples grumete. Discutiu-se então (sobretudo a partir do grande levante de marinheiros ocorrido na Ilha das Cobras no Rio de Janeiro em 1831) a elaboração de um novo Regimento, a regulamentação dos Corpos da Armada e da Artilharia e dos Serviços de bordo dos navios da Marinha.
Entre 1828 e 1833 foram apresentadas pelos Ministros da Marinha, sugestões de mandar certo número de jovens oficiais brasileiros para servirem como voluntários em França e na Inglaterra à custa do Estado. Caberia também a eles inteirarem-se das novidades tecnológicas e pesquisarem a estrutura e o funcionamento da Força Naval dessas nações, apresentando os resultados por escrito para a Marinha brasileira 35. Esta prática teve continuidade, tendo sido enviados vários Segundos Tenentes para navios norte americanos e ingleses, por volta de meados do século XIX. Os Ministros avaliavam positivamente os resultados desse tipo de treinamento, bem como o material trazido pelos oficiais para ser aproveitado na organização da marinha brasileira 3
Em meados do século um Comandante Geral da Marinha do Rio, ao solicitar a criação de mais uma Companhia de Aprendizes Marinheiros apresenta bons resultados ao Ministro da Marinha, quanto à transformação de meninos abandonados em bons marinheiros 47.
Por volta de 1850, inicia-se uma outra fase da Marinha, caracterizada pelo surgimento do navio a vapor. Trata-se, então, de um momento propício para marcar o fim de uma periodização histórica, uma vez que o processo de inovação tecnológica transforma a dinâmica da organização do processo de trabalho no navio e influi na organização do processo disciplinar do marinheiro.
http://74.125.77.132/search?q=cache:aVlpJKL7HpUJ:sitemason.vanderbilt.edu/files/ew6hAQ/Barreiro.doc+marinheiros+nos+navios+do+tr%C3%A1fico+brasileiro+asiaticos&hl=es&ct=clnk&cd=2

jueves, 18 de diciembre de 2008

SUPERSTIÇÃO, FÉ E RITUALISMO: A RELIGIOSIDADE DOS HOMENS DO MAR

A verdade é que pouco se sabe sobre o que esses homens pensavam a respeito de temas teológicos clássicos do cristianismo: o que seria do corpo e da alma após a morte, qual era o caminho da salvação ou a natureza do céu e do inferno. No entanto, pode-se afirmar que o leque da filiação religiosa era amplo, indo do catolicismo e do protestantismo à imensa gama de crenças religiosas de tripulantes africanos, asiáticos e nativos americanos, todas elas coexistindo a bordo. Assim, para autores como Rediker, a religião era uma questão secundária para a identidade dos homens do mar, que pareciam subordinar a fé à atividade prática. Mas isto não significa que a religião formal estivesse totalmente ausente entre eles. Parece ter sido regra mais ou menos geral a obrigação legal de levar capelães a bordo. No início do século XVIII, a lei obrigava a marinha de guerra inglesa a embarcar capelães e, nos navios mercantes, o serviço religioso era feito por insistência do capitão e conduzido por ele ou por um membro da tripulação. Ocasionalmente, alguns navios tinham serviço religioso45. No âmbito da lei, Portugal talvez tenha sido o pioneiro na exigência de levar um sacerdote a bordo dos navios - no caso, navios negreiros: já em 1684, a Coroa lusa dava ordens nesse sentido e estabelecia como punição pela falta o pagamento de uma multa eqüivalente a duas vezes o valor dos negros carregados, além de seis anos de degredo na Índia para os culpados. De acordo com Luiz Vianna Filho, o alvará real jamais deixou de ser apenas letra morta, já que os traficantes davam propinas aos responsáveis pela fiscalização. A determinação, reiterada em 181346, não parece ter vingado, a julgar pela quantidade ínfima de relatos acerca de presença de sacerdotes a bordo de navios negreiros.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-01881999000200002&script=sci_arttext&tlng=en

1795 e 1811 os escravos 2.058 marinheiros nos navios do tráfico brasileiro

tripulantes e africanos faziam juntos a travessia dos oceanos por um tempo que, no século XIX, podia variar de sessenta a noventa dias (considerando viagens de Angola e Moçambique, respectivamente, para o Rio de Janeiro) se tudo transcorresse normalmente, sem calmarias ou outros imprevistos que atrasassem a viagem.
não podemos esquecer a já mencionada existência de africanos de diversas etnias nas equipagens. Pelos cálculos de Herbert Klein, entre 1795 e 1811 os escravos totalizavam 2.058 dos 12.250 marinheiros nos navios do tráfico brasileiro (em média 14 marinheiros escravos por navio). Eles também estavam presentes na navegação de cabotagem do final do século XVIII, na qual trabalhavam cerca de dez mil marinheiros escravos39. Como afirmei anteriormente, a presença de tripulantes africanos nos navios negreiros poderia se dar pela necessidade de um elo de comunicação entre os demais tripulantes e as "cargas", para saber o que murmuravam os escravos encarcerados no porão e prevenir revoltas. Esta hipótese conta com o aporte testemunhal de um capitão negreiro inglês atuante na África Ocidental, que certa feita se lamentou por ter realizado uma viagem "sem intérpretes para ajudar no necessário intercurso com nossos escravos. Não havia nenhum a bordo que conhecesse uma palavra do dialeto deles". A ausência de um tripulante que cumprisse esse papel e o uso indiscriminado do chicote como "emblema da disciplina" a bordo acabaram ensinando "a mais triste das lições" ao capitão: logo depois da partida, ele teve de enfrentar à bala uma revolta de escravos40. Cumprindo ou não um papel na prevenção das revoltas de escravos, o fato é que a simples presença de marujos africanos a bordo certamente possibilitou contatos culturais com os demais tripulantes de diversas nacionalidades européias e americanas que também compunham a grupo de marinheiros e o corpo de oficiais.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-01881999000200002&script=sci_arttext&tlng=en

Engajamento compulsorio no Trafico Negreiro

Se para os homens livres e pobres podemos discutir o engajamento compulsório ou opcional no trabalho marítimo, para os escravos essa opção era inexistente: a iniciação no trabalho, embora também ocorresse cedo, estava sob o arbítrio do senhor ou de quem os tomava em aluguel. Na colônia, a escassez de trabalhadores qualificados nos estaleiros - onde encontramos profissões idênticas às dos navios - foi contornada pela formação de mão-de-obra livre ou escrava, comprando-se cativos especialmente destinados às tarefas da construção naval ou outros que já dominassem as técnicas do ofício.
Também para os escravos embarcadiços do tráfico negreiro o recrutamento apresentava esse duplo caráter compulsório e livre. Ao que tudo indica, era bastante antigo o costume dos capitães de separarem os escravos mais robustos do carregamento para substituírem os tripulantes que morriam durante as viagens - conforme esclareceu François Froger, engenheiro voluntário e escrivão do diário da viagem de De Gennes, que em 1695 tentou fundar uma colônia francesa no Estreito de Magalhães11. O mesmo ocorreu com o africano Ochar, que aparece na lista dos tripulantes a bordo da escuna Dona Bárbara: pelo seu depoimento, fica claro que ele era um africano recém-capturado que foi colocado a serviço da embarcação12. Por outro lado, os navios também funcionaram como rotas de fuga para escravos que se fizeram passar por marinheiros livres e se engajaram no trabalho marítimo. De acordo com Scott,
(...) mesmo escravos sem experiência de navegação poderiam conhecer alguns termos náuticos através dos versos de uma ou mais canções populares, e passar por marinheiros livres. Os capitães dos navios normalmente não estavam dispostos a inquirir cuidadosamente cada marinheiro engajado13
Além do que, a presença de africanos (escravos ou não) a bordo de navios negreiros poderia se dar pela necessidade de um elo de comunicação entre os tripulantes e as "cargas", pelo imperativo de saber o que murmuravam ou tramavam os escravos encarcerados no porão. Se os africanos embarcados puderam ou se dispuseram a cumprir essa função, pouco sabemos. Também entre os africanos a diversidade cultural era enorme, mas é plausível supor que um africano de etnia diversa (e inimiga) daqueles que vinham no porão pode ter sido muito útil às tripulações negreiras. Inversamente, um africano de qualquer origem pode ter sido um elo importante na rede de solidariedade dos "malungos" contra o tratamento dispensado a eles pelo restante da tripulação.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-01881999000200002&script=sci_arttext&tlng=en

Cultura marítima: marinheiros e escravos no tráfico negreiro para o Brasil (sécs. XVIII E XIX)

Navíos de la Carreira da India:
Goa and Portugal Escrito por Charles J. Borges, Hannes Stubbehttp://books.google.es/books?id=diISslZgIAkC&pg=PA214&dq=lamartine+pereira+da+costa&lr=&as_brr=3


Cultura marítima: marinheiros e escravos no tráfico negreiro para o Brasil (sécs. XVIII E XIX)1 Jaime RodriguesDoutorando - UNICAMP .

Em seu estudo sobre as tripulações da marinha inglesa, Marcus Rediker identificou pessoas de várias origens a serviço de Sua Majestade britânica: franceses, alemães, portugueses, espanhóis, escandinavos, africanos, asiáticos e americanos. Também na colônia francesa de São Domingos em fins do século XVIII havia uma extraordinária diversidade de origem entre os marinheiros europeus que ali arribavam; espanhóis insulares, italianos, malteses e outros de diversas nacionalidades vinham ter a São Domingos no curso de uma longa viagem. Esse "caldeirão de internacionalismo", na expressão de Linebaugh, era ainda mais notório nas tripulações piratas8.
Contudo, a origem nacional das equipagens negreiras destinadas ao Brasil parece ter sido mais homogênea. Os dados a respeito de trinta tripulações negreiras do século XIX demonstram as seguintes proporções de distribuição conforme a nacionalidade:
TABELA I

Excetuando os sete cabo-verdianos da amostra e outros três homens livres africanos e negros, os demais africanos mencionados eram ou haviam sido escravos, o que nos remete a outros aspectos importantes na formação da cultura marítima do tráfico negreiro: a presença marcante das culturas africanas e escravas a bordo e a diversidade social existente nas equipagens. Os tripulantes africanos, quase sempre na condição de marinheiros - ainda que por vezes em tarefas especializadas - estavam submetidos ao domínio dos oficiais, como de resto todos os marinheiros. Entretanto, sua situação poderia ser de discriminação e eventualmente suas falhas no trabalho seriam punidas de forma mais rigorosa.

No caso dos moços ou grumetes escravos, a média etária deles contrariava a propalada regra de que os rapazes deveriam iniciar-se cedo no aprendizado do trabalho marítimo. No entanto, quase nada sabemos sobre as formas de recrutamento dos tripulantes. Amaral Lapa nos diz que a maneira mais comum de recrutar homens para a Carreira da Índia era a compulsória, o que ajuda a compreender falta de civilidade quando em terra e as constantes deserções10. Entretanto, o engajamento de homens livres e pobres em navios para aprenderem uma profissão também estava de acordo com as regras do mercado de trabalho existente para essa camada popular, que tinha no mar uma possibilidade arranjar trabalho em troca de salário - e em se tratando do Brasil colonial, uma das raras possibilidades de emprego disponíveis para esse tipo de mão-de-obra.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-01881999000200002&script=sci_arttext&tlng=en

eixo: Israel - Etiópia/Madagascar - Egito/Arábia - Nigéria".

(pag 378,80,81 y 382)libro:Ethiopia oriental Escrito por João dos Santos, Santos Joao Dos, Luciano Cordeiro.
http://books.google.com/books?id=VSBl-N_XZaQC&pg=PA281&dq=%22Companhia+dos+Moradores%22&ei=zX9KSdzNAYyuyATWvMzCBQ&hl=es#PPA280,M1
OTRA CITA:Etiopía mantuvo estrechas relaciones comerciales con Egipto, de hecho, el tercer faraón de la dinastía VI ( PepyI), tuvo al país bajo su influencia y al culto de "Amón-Ra". Durante los periodos venideros las tornas se viraron y Etiopía lograría el control sobre Egipto y su capital Tebas, aunque más adelante volvería a caer ante el recobrado Imperio Persa. Luego llegaría el turno al expansionista Imperio Romano, momento en el cual Etiopía estaba dividida en la llamada región Napata, y al sudeste por el IMPERIO DE AXUM: Una brillante civilización de donde parte la legendaria reina de Saba...No se sabe el momento concreto en el que Axum( ahora el norte de la actual Etiopía) se gestara, pero parece ser que sería entre los siglos I y XI de nuestra era. Y alcanzó su pleno apogeo al inicio de la era Cristiana; siendo el centro del tráfico entre el Alto Nilo y puertos del Mar Rojo que comerciaban con Arabia y la India, ya que se había cortado el tráfico terrestre entre Roma y la India por los persas.
http://www.waweros.com/2008/05/el-arca-de-la-alianza.html

Macuas e suaílis na companhia de cipaios da Terra Firme-Moçambique 1763

libro:Página 320 Los actuales macua de Mozambique viven en el norte del país y muchos también en Ilha de Mozambique, donde se asentó la antigua capital de esa colonia ...


Macuas e suaílis na companhia de cipaios da Terra Firme:
...........o acelerado incremento do tráfico de escravos, em disputa com os frances, ocasionava repetidos confrontos com as chefaturas macuas e suaílis.Reavivou-se, então, a discussão sobre o recrutamento das tropas do regi-mento moçambicano.Tanto o novo governador-geral, José Vasconcelos e Almeida (1779-1781), como o comandante do regimento, o tenente-coronel Maia Vasconce-los, se inclinaram para a contratação de cipaios indianos, replicando argu-mentos antigos.As tropas asiáticas acabariam por ser enviadas para Moçambique,não para acudir aos recorrentes conflitos na Terra Firme, mas para se dirigi-rem a Lourenço Marques, onde os austríacos da Companhia Asiática deTrieste tinham instalado uma feitoria62. Os portugueses negociavam na baíahá muito, mas não tinham aí nenhum estabelecimento permanente. Agravi-
dade da situação justificou o envio de uma expedição militar de Goa para expulsar os concorrentes europeus. Em abril de 1781, chegou à ilha de Moçambique uma fragata com três companhias: uma de cipaios, sob a de-signação de Voluntários Reais, uma de infantaria e outra de artilharia, a quese deveriam juntar cem soldados da praça63. A companhia de cipaios era
constituída por 60 homens, dos quais chegaram apenas 14, tendo falecido os restantes durante a viagem, mormente num naufrágio em Zanzibar. Mas,os cipaios eram novamente begarins, ciertamente sem treino militar, e o go-vernador-geral, Pedro Saldanha de Albuquerque (1782-1783), considerou-os inúteis, declarando-os “mais brutos que os cafres desta África”64
.A imprestabilidade dos soldados enviados de Goa, numa difícil conjunção político-militar, apontou para o recurso a outras fontes de recru-tamento. Em 1784, a guerra na Terra Firme, com o chefe macua Uticulo, emresposta à política de preços da companhia de comércio recentemente cria-da, actualizou a premência de encontrar uma solução para os ralos contin-
gentes militares da colónia. O conselho que então detinha interinamente o governo optou por constituir uma companhia de naturais do país, angaria-dos na Terra Firme entre suaílis e macuas, a que chamou de cipaios.A importação de soldados asiáticos, cujo fluxo não fora assegurado pelo governo da Índia, terá sugerido a for-mação de companhias regulares africanas, que mimeticamente foram deno-minadas de cipaios. Essa designação, reportando-se originariamente aos militares indianos, penetrou, então, na terminologia marcial moçambicana
para referir os soldados africanos.Logo depois, o governador-geral António de Melo e Castro (1786-1793), experiente na utilização de combatentes africanos durante a sua ante-rior administração dos Rios de Sena, agregou o corpo de cipaios à compa-nhia de artilharia,recentemente autonomizada do regimento66, visando o seu adestramento no manejo das espingardas e das bocas de fogo. A instru-ção dos soldados foi confiada ao capitão de artilharia Jerónimo José No-gueira de Andrade, que estudara na Academia Militar do Rio de Janeiro.
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/historia/article/viewFile/7945/5594

CIPAIS EN EL EJERCITO PORTUGUÉS


................o governo da Índia recusou o envio de novos combatentes 52 e, presumivelmente, os sobreviventes do contingente chegado em 1767 regressaram à Índia. Com efeito, pouco se sabe acerca do percurso destes homens. Aparentemente, apenas o sargento Nicolau Pascoal da Cruz, um siamês (1)que pisara pela primeira vez a colónia na nau de transporte dos jesuítas expulsos para Portugal, se estabeleceu nos Rios de Sena, integrando a elite da região. Asua notoriedade, todavia, deveu-se a ter sido o progenitor de uma linhagem que estaria na origem de notáveis desastres do exército português, durante Oitocentos 53

......................Em 1784, dos 46 soldados da chamada companhia de cipaios, entre os naturais da região. Não foi indicada a naturalidade dos restantes 12 elementos, onde se incluíam os oficiais, o cirurgiãomor e o tambor 54 .
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/historia/article/view/7945/5594
(1)Nicolau Pascoal da Cruz , luso-siamês, ou até sino-tailandês) ao serviço de Portugal. Chegou à Zambézia em 1767, casou ali com uma senhora mestiça e passou a ser um pequeno senhor de prazo, de fortuna diminuta mas com muitos descendentes que, naturalmente, se ligaram às outras famílias de senhores de prazos.
http://209.85.229.132/search?q=cache:hJFC5ZABngsJ:www.macua.org/livros/historiarp.html+sargento+Nicolau+Pascoal+da+Cruz+siames&hl=es&ct=clnk&cd=1&gl=es

Marco Antonio de Azevedo -Cipaios de Moçambique

LIBRO:Ser nobre na colônia Escrito por Maria Beatriz Nizza da Silva.(PAG 286)
http://books.google.com/books?id=bmOekh8sWgQC&pg=PA286&lpg=PA286&dq=%22Marco+Ant%C3%B3nio+de+Azevedo+Coutinho+Montaury%22&source=bl&ots=3FZhUNHo1p&sig=5iJrKvzUnvIJbcnPpvI-aLJRehY&hl=es&sa=X&oi=book_result&resnum=2&ct=result
Perante a crescente instabilidade político-militar na região, em 1762, o governador dos Rios de Sena, Marco António de Azevedo Coutinho Montaury, que servira vários anos em Goa, propôs a importação de corpos de cipaios da Índia. Aqui existia uma já longa tradição de recrutamento de
soldados naturais, designados lascarins ou cipaios 9 , para as forças regula-res do exército português. O governante argumentava com os altos custos do transporte das tropas europeias, desperdiçadas em Moçambique pelas elevadas taxas de morbilidade e mortalidade. Considerou inviável o recurso aos “filhos da terra”, os patrícios, dadas as desconfianças suscitadas pela sua lealdade política. A favor dos cipaios salientou a experiência militar adquirida nos combates nos matos, com armas de fogo e rodelas, apropria- das para acometer os inimigos na África Oriental. Prevenindo a possibilida- de de estes soldados, maioritariamente hindus e muçulmanos, difundirem a sua religião entre a população africana, o tenente-general advogava que fossem escolhidos apenas entre os católicos. Os duzentos cipaios, forma- dos em quatro companhias, cada uma com dois oficiais, distribuir-se-iam por Sofala, Inhambane, Sena e Mossuril 10.
Este projecto propendia, assim, para resolução num quadro regio-nal do problema da escassez de soldados no reino e da sua, agora, sugeridaineficácia nas guerras de África. Durante os séculos anteriores, o alistamen-to de indivíduos de Goa, luso-indianos ou canarins católicos11, para servi-rem em Moçambique fora comum, atento não só o facto de esta colónia integrar o Estado da Índia, como também o constante fluxo de mercadorias e de gente entre as duas margens do Índico.
A proposta de Montaury foi secundada pelo governador-geral Pedro de Saldanha de Albuquerque (1758-1763) e encontrou acolhimento na corte, donde seguiram ordens para o vice-rei da Índia, D. Manuel de Saldanha de Albuquerque, remeter soldados para Moçambique. Eles deveriam ser rendidos no fim da sua comissão e seriam autorizados a transportar as mu-lheres
12. Todavia, o processo foi retardado em Goa, cuja administração de-frontava igualmente inimigos em várias frentes e dificuldades em recrutar soldados para servirem em Moçambique por baixos soldos.
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/historia/article/viewFile/7945/5594

Pernambucanos gobernadores en Macau,Timor y Sobor

António Coelho Guerreiro, um pernambucano, governou Timor-Leste de 1700 a 1704.Outro pernambucano, António de Albuquerque Coelho, foi no século XVIII governador de Macau e, em 1721, passou a governar Timor e Solor. António Coelho Guerreiro foi nomeado para Timor pelo 57º vice-rei da Índia, António Luís Gonçalves da Câmara Coutinho (1638-1701), empossado neste cargo em 1697. Câmara Coutinho foi capitão-general de Pernambuco e, por morte de Matias da Cunha, tomou posse do cargo de capitão–general do Brasil. Atribui-se a este capitão-general a introdução de culturas novas no território brasileiro como a canela e a pimenta da Índia, embora o coqueiro, a mangueira, a carambola e a árvore do fruta-pão já tivessem sido levados do Oriente para o Brasil pelos portugueses no século XVI e XVII. António Coelho Guerreiro, enquanto governador de Timor, devido á disputa com os Holandeses, tal como havia sido instituído no Brasil, atribuiu a patente de coronel a alguns reis e de coronela a algumas rainhas timorenses, instituição que permaneceu até 1975, à excepção da patente de coronela que, por determinação do governador Celestino da Silva, acabou em finais do século XIX com D. Margarida Ribeiro Pires, rainha de Cová, chefe dos reis rebeldes do Oeste e um dos principais personagens deste romance.
http://www.revista.agulha.nom.br/ag64ruas.htm
Libro: Jornada que Antonio de Albuquerque Coelho, Governador e Capitão General da Cidade do Nome de Deos de Macao na China fez de Goa até chegar à dita cidade no anno de 1718, Lisboa Occidental, 1732 [H.G. 3735 V.]
http://purl.pt/12034/4/P1.html

miércoles, 17 de diciembre de 2008

PORTUGUESES E MALAIOS: Malaca e os Sultanatos de Johor e Achém 1575-1619

Libro:PORTUGUESES E MALAIOS: Malaca e os Sultanatos de Johor e Achém 1575-1619Paulo Jorge de Sousa Pinto
© 1997:http://www.ship.pt/publicacoes/livros.php





DOCUMENTO:OS PORTUGUESES E A ÁSIA MARÍTIMA, C. 1500 - C. 1640: CONTRIBUTO PARA UMA LEITURA GLOBAL DA PRIMEIRA EXPANSÃO EUROPEIA NO ORIENTE. 2ª PARTE: O ESTADO PORTUGUÊS DA ÍNDIA
Francisco Roque de OliveiraUniversitat Autònoma de Barcelonamailto:Barcelonafranciscoroliveira@mail.telepac,pt

Uma observação de carácter geral e mais ou menos elementar dá-nos a ver que, decorrido um século sobre a viagem de Vasco da Gama, a realidade em que os recém-chegados protestantes penetram oferece uma conexão comercial estabelecida a nível mundial. Os séculos que se seguem aprofundam este panorama, mas as economias do Índico, da Europa e do Novo Mundo encontravam-se já por esta altura ligadas entre si. O processo é inseparável do adensamento das redes comerciais que unem distintas partes da Ásia marítima e do crescimento dos montantes de produção que muitas destas destinam ao mercado, dois aspectos verificados ao longo das décadas seguintes a 1500. Quem quer que viesse para se instalar dispunha à partida de um conhecimento de mercados inexistente nesta última data, de uma lingua franca — o português, ou melhor, uma versão crioula do português, porque este coabitava desde Madagáscar às Filipinas com termos emprestados fosse do malaio, do tâmil ou do árabe[70] —, de uma difusão generalizada de metais preciosos e de outros meios de pagamento, assim como de armas de fogo, tudo factores autónomos em relação a qualquer novidade introduzida no dealbar do século XVII pelos novos contendores europeus e que, desde logo, proporcionam uma redução substancial dos riscos.Um outro elemento contextual oferece-o o processo de transformação da generalidade dos Estados asiáticos que decorre desde o início do século XVI. Se até esta data se podem identificar grosso modo duas categorias, a dos grandes Estados agrários e tributários e a dos, por regra, pequenos Estados mercantis (Ormuz, Adém, Calecute ou Malaca), tal dicotomia vai-se esbatendo progressivamente a partir daí, à medida que se generaliza o espírito mercantilista. O Irão do Xá Abbas I, o Estado Mogol, Golconda ou, mesmo, a Birmânia exemplificam o novo modelo de Estado da transição do século XVI para o seguinte, com o seu regime intermédio, semi-agrário, semi-comercial. Recorde-se como depois de ter acedido em meados de Quinhentos a retirar-se da condução directa de muito do comércio realizado à sua sombra, o Estado da Índia não resistiu a “regredir” e viu-se envolvido, ao longo dos anos de 1580 e 1590, em projectos de expansão territorial em Ceilão e no Sudeste asiático continental, parte por efeito de imitação da experiência espanhola no Novo Mundo e nas Filipinas, parte por perceber a mudança política em curso em várias dessas áreas. No entanto, consumada esta consolidação em muitos dos Estados asiáticos, tais projectos deixam de ter qualquer viabilidade, o que continua a ser válido caso, entre outros aspectos, o Estado da Índia tivesse podido contar com um empenho diferente da parte dos Habsburgo, notórios favorecedores dos seus interesses no Novo Mundo em contraste com os do Império Português do Oriente.http://www.ub.es/geocrit/sn/sn-151.htm

LIBRO:Os Portugueses e a Ásia Marítima, c. 1500 - c. 1640: contributo para uma leitura global da primeira expansão europeia no Oriente. 2ª Parte: o Estado Português da ÍndiaAutores: Francisco Nova: Revista electrónica de geografía y ciencias sociales ISSN 1138-9788, Nº. 7, 133-156, 2003

Reino de Kaupelan-Período Colonial séc.XVI – séc. XIX


O declínio de Rajakaopalan começa com as constantes lutas contra os portugueses e culmina com a destruição de Purikali em 1532. O sultão Abdul Muhamad Kisakurak morre em seu kèratun ("palácio") defendendo a cidade contra o invasor. No lugar da cidade destruída, os colonizadores constroem as igrejas de São Gabriel do Hube, em 1557 e de São Lucas de Massar, em 1561. Em torno dessas igrejas, surgem vilas que darão origem às atuais cidades de Purikali e Masar.
Os nativos são submetidos a um regime escravocrata e opressor e a coroa portuguesa passa a dominar e explorar as tão faladas Índias Orientais. A cultura européia passa a ser assimilada pela população local. Os educadores lusos trazem a religião católica, ainda hoje majoritária no arquipélago, e a língua portuguesa que influenciou os idiomas locais. Por outro lado, muito da cultura tradicional dos kaupelaneses se perde nesse período.
Em meados do século XVII, novos colonizadores tiram o monopólio português das ilhas: os holandeses. No início, ocupam apenas algumas ilhas, como Nilau, em território de Kaupelan. Diferente dos portugueses, os holandeses aproveitam-se das rivalidades locais para conquistar novas terras. O lirai ("rei") de Bandajaya (no norte de Kiwangar), e os régulos de Jalabarat (no sudoeste de Wisanu) e Palimaata (sudeste de Nilau), inimigos dos portugueses e nativos cristianizados, aliam-se aos holandeses. O Daqe Islam Bandajaya ("reino islâmico de Bandajaya"), fortalecido por essa aliança e por um grande contingente de soldados malaios, entra em guerra com os cristãos. A resistência cristã não é suficiente para impedir a invasão muçulmana, vinda do norte. Em 1687, a partir da vila de Kuruwan, São Gabriel é reconquistada pelo lirai Ahmad bin Hasan Uninpèraing e volta a se chamar Purikali. Em comemoração, é construída uma grande mesquita, em Purikali, que volta a ser a capital do reino. O frei Joaquim Gonçalo é capturado e condenado à morte pelos muçulmanos, tonando-se um mártir dos cristãos.

Companhia de Moradores de Sika-Timor


Já em 1883, o viajante inglês Forbes escrevia: «fiquei surpreendido ao descobrir que, contrariamente ao que sucedia nas colónias holandesas, todos os negócios eram tratados, não na língua franca do arquipélago, o malaio, mas em português »; e, mais adiante: «o teu é, mais ou menos, a língua franca de Timor Leste».
O declínio do uso do malaio parece ralacionar-se com vários factores:

a)a crescente difusão do português levada a cabo pelas escolas missionárias e, mais tarde, pelas governamentais;

b) a presença portuguesa, cada vez mais virada para o interior e menos para o mar, dando prioridade ao tétum (a língua da rede de comunicação internas da ilha) em detrimento do malaio, a língua veicular da rede de comunicação marítimas entre os diferentes povos do arquipélago;

c) a crescente ruptura de relacções entre Timor, dominado pelos Portugueses, e as ilhas vizinhas, todas elas incluídas nas Índias Orientais Holandesas;

d) a transferência da capital, em 1769, de Lifau, em Oé-cussi, Timor Ocidental, para Díli, em Timor Leste;

e) o desaparecimento, a partir de 1851 (devido à cedência à Holanda dos estabelecimentos portugueses das Flores e de Solor), da «Companhia dos Moradores de Sica», um corpo de voluntários recrutados no reino de Sika, em Flores, que usavam o malaio como língua falada

http://64.233.183.132/search?q=cache:xKuoUHZwro0J:www.geocities.com/joseramelau/diasporatimorense/timor.htm+malaios+e+malgaxes+soldados+holanda&hl=es&ct=clnk&cd=11

FONTE BOA:http://webzoom.freewebs.com/jpesperanca/Timor%20e%20cultura/crioulo_Timor.pdf

escravos malaios e malgaxes recém-libertos e cristianizados (Ciudad del Cabo)


LIBRO :
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Bíblia do Vinho, A Escrito por Karen MacNeil http://books.google.es/books?id=TZqRCaSuC0MC&pg=PA705&dq=%22escravos+malaios%22&lr=&as_brr=3

HISTÓRIA
Os primeiros habitantes daquele extremo sul africano foram bosquímanos, seguidos por outros agrupamentos tribais de negros (khoi, xhosas, zulus), que foram dispersos com a invasão de bantos, a partir do Século XI. Bem mais tarde, já no Século XV, navegadores portugueses chegaram até o litoral sul-africano: Diogo Cão, em 1485, e Bartolomeu Bueno da Silva, em 1488. No Século XVII, holandeses, alemães e franceses ocupam a área - eram os chamados bôeres ou africânderes, que criam, inclusive, uma língua própria, o africânder. Cem anos depois, a Companhia das Índias Ocidentais instalou no Cabo da Boa Esperança (nome dado por navegadores portugueses, assim como o anterior, Cabo das Tormentas) um entreposto para o armazenamento de provisões a serem utilizadas pelos comerciantes da rota comercial para as Índias. Em 6 de abril de 1652, Jan van Riebeeck (1) fundou uma colônia ali, que foi posteriormente ocupada por huguenotes franceses, escravos malaios e malgaxes recém-libertos e cristianizados que a expandiram. Houve ali forte mestiçagem, que mais tarde acarretaria em problemas de natureza social.De 1781 a 1784, aquela região esteve sob domínio da França, mas foram os ingleses, a partir de 1785, que ocupam o território mais meridional da África. Em 1806, os ingleses tomam a Cidade do Cabo, enfrentando negros e bôeres. Os choques levam os bôeres a emigrarem maciçamente para o nordeste, na chamada Grande Jornada, em 1836, onde fundam duas repúblicas independentes, Transvaal e Estado Livre de Orange. Lá, abrem guerra contra os zulus e os expulsam da região, instalando-se também em Natal (nome dado pelos portugueses, no Século XVI). Os britânicos expandem seus domínios, especialmente atraídos pelas jazidas de diamantes e os enfrentam na sangrenta Guerra dos Bôeres, conflito que durou de 1899 a 1902, sendo vencido pela Inglaterra. Milhares de bôeres são confinados em campos de concentração, causando a morte de cerca de 20 mil deles.





(1)Johan van RIEBEECK, comúnmente conocido como Jan, nació en 1618 en Culemborg, Holanda. Murió en las Indias Orientales en 1677. Su madre era Isabel van Gasbeek que murió en 1629 en Shiedam, donde está enterrado. Su padre era el alcalde de Culemborg. Su padre Anthony van Riebeeck era un capitán que estaba ausente en el momento del su nacimiento . El padre se cree que ha muerto en Brasil en 1639 y está enterrado allí en la Iglesia de St. Paul en Olinda, Pernambuco, conocida hoy como Recife.Johan se enteró de su muerte estando en Sierra Leona.(ver pag 17 de biografía de Johan Van Riebeeck)














DIBUJO: Cape Town Escrito por Nigel Worden, E. Van Heyningen, Vivian Bickford-Smith(PAG 108)http://books.google.es/books?id=ntsyoxWIB44C

Revisitando as origens malgaxes*Professor do Departamento de História da McGill University, Montreal, Canadá




O Princípio da Colonização em Madagáscar
A maioria dos investigadores aceita que a primeira ocupação de Madagáscar teve início entre o começo da era comum e os anos 300-400, como resultado seja da imigração direta da Indonésia, seja através da Índia, ou ainda via Comores, em direção ao norte de Madagáscar41. Os estudiosos que optam pela Tese Africana aceitam esta possibilidade; inclinam-se, entretanto, para a opção da colonização direta, ao invés daquela através da África Oriental. James Allen defende que os indonésios provavelmente chegaram a Madagáscar no primeiro século da era comum, diretamente da Indonésia, ou fazendo escala nas colônias indonésias, no sul da Índia42. Embarcações poderiam facilmente zarpar do sudoeste asiático, durante os meses de verão, para o norte e o noroeste de Madagáscar e, para chegar à costa nordeste da ilha, usar a seu favor os ventos ao redor do Cabo Ambre, regressando com os ventos das estações mais frias, quando também era mais fácil velejar do nordeste de Madagáscar até a região noroeste da ilha, assim como para Comores e para a costa leste do continente africano43
A terra natal dos protomalgaxes:
Madagáscar foi avistada por marinheiros portugueses em 1500 e recebeu a primeira visita intencional em 1506. Desde então, os europeus começaram a especular sobre a origem da população desta ilha. Nessa época, excluídos os suaílis (ou swahili) e os indianos (conhecidos como karana), eram poucas as comunidades que participavam das rotas do comércio internacional. Segundo os investigadores, os suaílis chegaram a Madagáscar oriundos da costa leste do continente africano e da Arábia, entre os séculos IX e X; já os indianos vieram da região de Gujarat, na Índia, entre os séculos XI e XII1. Além destes dois grupos, havia também um pequeno grupo malgaxe, assimilado à cultura árabe (chamado de antalaotra) que se mantinha próximo aos suaílis. Assim, parecia existirem em Madagáscar dois grupos étnicos básicos: um de pele mais clara e com características físicas de malaios, ocupando o planalto central; e outro de pele mais escura, negros, habitando as planícies da ilha.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-77042006000100002&lng=e&nrm=iso&tlng=e
http://www.historia.uff.br/tempo/artigos_dossie/artg20-2.pdf