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jueves, 18 de diciembre de 2008

Macuas e suaílis na companhia de cipaios da Terra Firme-Moçambique 1763

libro:Página 320 Los actuales macua de Mozambique viven en el norte del país y muchos también en Ilha de Mozambique, donde se asentó la antigua capital de esa colonia ...


Macuas e suaílis na companhia de cipaios da Terra Firme:
...........o acelerado incremento do tráfico de escravos, em disputa com os frances, ocasionava repetidos confrontos com as chefaturas macuas e suaílis.Reavivou-se, então, a discussão sobre o recrutamento das tropas do regi-mento moçambicano.Tanto o novo governador-geral, José Vasconcelos e Almeida (1779-1781), como o comandante do regimento, o tenente-coronel Maia Vasconce-los, se inclinaram para a contratação de cipaios indianos, replicando argu-mentos antigos.As tropas asiáticas acabariam por ser enviadas para Moçambique,não para acudir aos recorrentes conflitos na Terra Firme, mas para se dirigi-rem a Lourenço Marques, onde os austríacos da Companhia Asiática deTrieste tinham instalado uma feitoria62. Os portugueses negociavam na baíahá muito, mas não tinham aí nenhum estabelecimento permanente. Agravi-
dade da situação justificou o envio de uma expedição militar de Goa para expulsar os concorrentes europeus. Em abril de 1781, chegou à ilha de Moçambique uma fragata com três companhias: uma de cipaios, sob a de-signação de Voluntários Reais, uma de infantaria e outra de artilharia, a quese deveriam juntar cem soldados da praça63. A companhia de cipaios era
constituída por 60 homens, dos quais chegaram apenas 14, tendo falecido os restantes durante a viagem, mormente num naufrágio em Zanzibar. Mas,os cipaios eram novamente begarins, ciertamente sem treino militar, e o go-vernador-geral, Pedro Saldanha de Albuquerque (1782-1783), considerou-os inúteis, declarando-os “mais brutos que os cafres desta África”64
.A imprestabilidade dos soldados enviados de Goa, numa difícil conjunção político-militar, apontou para o recurso a outras fontes de recru-tamento. Em 1784, a guerra na Terra Firme, com o chefe macua Uticulo, emresposta à política de preços da companhia de comércio recentemente cria-da, actualizou a premência de encontrar uma solução para os ralos contin-
gentes militares da colónia. O conselho que então detinha interinamente o governo optou por constituir uma companhia de naturais do país, angaria-dos na Terra Firme entre suaílis e macuas, a que chamou de cipaios.A importação de soldados asiáticos, cujo fluxo não fora assegurado pelo governo da Índia, terá sugerido a for-mação de companhias regulares africanas, que mimeticamente foram deno-minadas de cipaios. Essa designação, reportando-se originariamente aos militares indianos, penetrou, então, na terminologia marcial moçambicana
para referir os soldados africanos.Logo depois, o governador-geral António de Melo e Castro (1786-1793), experiente na utilização de combatentes africanos durante a sua ante-rior administração dos Rios de Sena, agregou o corpo de cipaios à compa-nhia de artilharia,recentemente autonomizada do regimento66, visando o seu adestramento no manejo das espingardas e das bocas de fogo. A instru-ção dos soldados foi confiada ao capitão de artilharia Jerónimo José No-gueira de Andrade, que estudara na Academia Militar do Rio de Janeiro.
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/historia/article/viewFile/7945/5594

lunes, 1 de diciembre de 2008

Curiosidades en los Tercios de Henriques e Pardos


A análise desses eventos, que externavam as sociabilidades de “pretos” e “pardos”, deve ser secundada pelo exame das centenas de cartas enviadas por eles solicitando cargos, soldos, promoções, graças, franquias e mercês. Esse amplo conjunto documental,
pouquíssimo explorado, pode revelar muito dessas sociabilidades, e externar conflitos entre pretendentes a postos nos terços e entre homens de cor e autoridades coloniais. Em janeiro de 1801, por exemplo, o sargento mor do Regimento dos Homens Pardos do Recife, Anastácio Clemente José, escreve ao secretário de Estado da Marinha e Ultramar, Dom Rodrigo de Sousa Coutinho, queixando-se dos seus superiores por não o terem promovido e por estar sendo constrangido a pedir sua reforma. Com todas as letras, ele acusa um “homem bom” da capitania, o Tenente Coronel Miliciano dos Nobres, Manuel Francisco Maciel Monteiro, de estar favorecendo ao pardo Dionísio Antônio Gomes de Sá na ocupação do cargo de Mestre de Campo de seu regimento. O Tenente Monteiro — acusava Anastácio — era amigo de um dos governadores de Pernambuco à época do triunvirato encabeçado pelo bispo D. José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho. Vai daí suas
prerrogativas, que o permitiam passar por cima da norma crioula, e mesmo das normas metropolitanas, e impor novos critérios, decorrentes de relações de patronato, nos processos de promoção aos cargos elevados da hierarquia dos terços de Henriques e Pardos.
Muitos pretendentes aos postos de oficiais nos corpos dos Henriques e de Antônio Felipe Camarão se diziam seus herdeiros e sucessores, e nada há mais falso que isto. Henrique Dias nem um filho deixou, onde se conservasse seu nome, ao mesmo tempo, que qualquer Negro, que daqui vai para essa Corte requerer, vai logo dizendo que é Neto de Henrique Dias, como fizeram dois capitães, que aqui andam, os quais ambos escaparam ao Cativeiro, e como de presente estão fazendo nessa Corte dois sargentos Mores Pardos destes Terços, que ambos há pouco anos foram cativos, e hoje querem as honras, e soldos de sargentos mores, sem merecimento ou utilidade; do mesmo jaez são os Mestres de Campo, homens ordinariamente de inferior condição. 16
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Joaquim dos Santos. Estes, conforme o senhor S., “se informaram de mim mesmo, sabendo que eu tinha estado nas Antilhas, da maneira que vivem os rebeldes de São Domingos. Eu lhes disse que muito mal; e acrescentei: ‘tudo quanto fizeram os franceses seus senhores, eles têm estragado e arruinado e se os ingleses os não patrocinassem, já há muito os tinha levado o demônio’.
Porém, suas idéias de raça e cor acabaram por pesar novamente em fevereiro de 1823, quando Pedroso, juntamente com outros militares de cor, depôs a Junta dos Matutos, encabeçada pelo morgado do Cabo, Francisco Paes Barreto, e tornou-se senhor absoluto do Recife por uma semana. “A Pedrosada”, escreve Evaldo Cabral de Mello (2001: 29), “foi um levante de conotações raciais, que obrigou a Junta dos Matutos a se retirar para o interior e entregou o Recife, durante vários dias, aos batalhões de pretos e mestiços que aclamavam Pedroso como outro Cristóvão, o ‘imortal haitiano’, prometendo represálias contra brancos e ‘caiados’”. Perdoado pelo Imperador Pedro I por este ato, Pedroso terá papel destacado, servindo à causa imperial, na ocupação da província quando da eclosão Confederação do Equador (1824) (Silva 2001: 515-520). Em 1834, o caudilho negro fez sua última aparição na esfera pública. Naquele ano, ouvira na Corte que José Bonifácio foi Em primeiro lugar, considerar-se-á os projetos formulados pelo reformismo ilustrado na segunda metade do século XVIII e inícios do século seguinte, a exemplo do elaborado pelo marquês do Lavradio, o qual consistia em suprimir a oficialidade de cor e subordinar os batalhões negros a legiões mais amplas, comandadas por oficiais brancos regressos das tropas de Ordenanças. Tais projetos foram encaminhados em Pernambuco a partir do governo de José César de Meneses (1774-1787), o qual evocara, em abril de 1782, exemplos de outras partes do império para fundamentar sua proposta: “bem se vê que na Índia, onde servi posto de 7 anos, as Companhias de Sipais, cujo exercício é o mesmo que
dos Henriques
, que correspondem aos Pardos e Pretos nesta capitania, sempre os seus
Capitães são brancos e tirados da Tropa”. Ademais, lembrava ainda Meneses do exemplo baseado no que “louvavelmente ordenou no Rio de Janeiro o Marquês de Lavradio, pois me
consta fizera os oficiais maiores dos Corpos em que estão homens brancos e de cuja honra
se podem fiar”.
Em segundo lugar, sublinhe-se que no interior das lutas políticas ocorridas nas primeiras décadas do século XIX vários foram os projetos formulados em torno dos regimentos de “pretos” e “pardos”. Na verdade, o espírito de projetos desse tipo reside na questão da mobilização desses segmentos — que, como se viu, constituía parte majoritária da população —, por parte de diferentes grupos políticos. Assim, tal aspecto ganha relevância surpreendente ao se considerar que as forças políticas em confronto contra o Reino Unido em 1817, contra o governador Rego Barreto em 1821 — quando do conflito inspirado pelo movimento constitucional que levou ao poder a primeira Junta de Governo da província —, bem como contra o Império, quando da Confederação do Equador, em 1824, precisaram da participação maciça de milícias recrutadas entre a população de cor para fazer valer seus interesses. Afinal, contar com força armada formada por gente local constituía um dos pilares fundamentais dos projetos políticos então em construção em torno do formato do Reino Unido e, depois, do Estado independente. Nessa direção, leve-se em conta o longo e detalhado projeto, elaborado à luz dos acontecimentos da revolução de 1817, pelo último governador colonial da província de Pernambuco, Luís do Rego Barreto (1817-1821). A 20 de novembro de 1818, este informa a Tomás Antônio Vila Nova Portugal da “organização a que estou procedendo dos Corpos de Milícias segundo o Novo Plano”.
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Neste, seguia-se à risca as sugestões anteriores, pois se reduzia drasticamente os efetivos e o número dos antigos terços de “pretos” e “pardos” existentes no Recife, bem como os transformava em legiões sob controle de oficiais brancos. Assim, os corpos militares das gentes de cor perdiam sua organização em forma de “terço” e passavam a se estruturar em forma de legiões. Isto equivalia mudar o comando dos corpos, que na antiga forma cabia ao mestre de campo, ou coronel, e ao sargento-mor (Salgado 1985: 98). Contudo, este tipo de estruturação dos corpos constituídos pelos negros já havia sido implementado, pelo menos aparentemente, ao longo do breve governo 23 revolucionário de 1817 (março a maio). Isso é sugerido na defesa de um dos implicados, o sargento-mor do terço dos Henriques do Recife, Joaquim Ramos de Almeida. Conforme uma das peças de sua defesa, o batalhão dos negros ao longo da revolução “era pequeno, e todo bisonho, e aumentado com escravos, que se tiraram à força de seus senhores: esta gente como é público foi mandada disciplinar por oficiais brancos, aquartelada na
Soledade, atalaiada pela cavalaria de brancos”. 30 . Em geral, carece-se de elementos mais precisos e abundantes acerca da organização dos corpos militares ao longo do breve governo revolucionário de 1817. Contudo, se os negros foram de fato destacados para servir em batalhões chefiados por oficiais brancos, como é afirmado na defesa do “preto” Joaquim Ramos de Almeida, a revolução esteve em franco desacordo com os anseios e demandas dos homens de cor.
Finalmente, considere-se o plano radical elaborado ao tempo da junta de governo
presidida por Gervásio Pires Ferreira (1821-1822). Ora, este primeiro governo constitucional da província de Pernambuco foi garantido, como se sabe, graças à força das armas. Em primeiro lugar, sua instauração decorreu da conflagração entre as forças locais, armadas pelos grandes senhores de terras da Zona da Mata Norte e pelos grandes comerciantes do Recife — a exemplo do próprio Pires Ferreira —, que combateram as débeis e combalidas tropas leais ao último governador colonial, Luís do Rego Barreto (1817-1821). Este, pois, capitula em face da superioridade das tropas locais. Em segundo lugar, Pires Ferreira, como se sabe, repeliu durante várias vezes o desembarque de tropas egressas do Algarves, as quais ameaçavam se instalar na província por ordem do Congresso de Lisboa (Melo 1973, I: 62). Assim, tornava-se imprescindível constituir forças militares.
Como se percebe, as tropas de “pretos” e “pardos” eram mais numerosas que as dos
“brancos” e, além disso, foram estruturadas em formato profissional, pois, estes “três
corpos”, informa Pereira da Costa (1983, VII: 66), foram “devidamente armados, fardados
e disciplinados, vencendo soldo”. Aparentemente, conforme Joaquim de Melo, sua criação
havia sido inspirada pelas brigadas napoleônicas
, mas parece claro que se ofereceu aos
“pretos” e “pardos” naquelas circunstâncias vantagens e compensações tipicamente
barrocas.Assim, não importava se o grupo de Pires Ferreira era mais constitucional, ou mais resistente ao projeto do Rio de Janeiro, que o grupo liderado pelos irmãos Cavalcanti e pelo morgado do Cabo, Francisco Paes Barreto: todos careciam ter os soldados de cor ao seu lado.
Esse quadro, como sugeriu Hendrik Kraay (2003) em relação ao caso da Bahia, mudará radicalmente após 1831, ano da abdicação de D. Pedro I e da criação da Guarda Nacional. Daí em diante, inicia-se o processo de nacionalização do Estado — o qual, até então, revelava-se mais senhorial que propriamente nacional.

martes, 25 de noviembre de 2008

LAS TROUPES DE MARINE -FRANCE

foto: 1913-Soldados Malgaches Marsella-Fr. http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b69261315.r=malgaches.langES


Journal: defaite des Sakalaves
El origen de las tropas negras :El primer antecedente de empleo de nativos en las fuerzas de las colonias francesas en ultramar, se remonta a mediados del siglo XVIII, en que se organizó un cuerpo de cipayos en las posesión de la India (cipayo provienen de la voz persa “sipahi”, que significa "hombre de guerra"), pero dicho cuerpo se disolvió tras la Guerra de los 7 años, en que Francia tuvo que ceder los establecimientos de la India a Inglaterra (mejor dicho, a su Compañía de las Indias); esta experiencia puso de manifiesto que era posible crear cuerpos similares con otros indígenas de las colonias. La prueba se intentó en Guyana, donde no dió resultados alentadores, y luego se volvió a intentar en el Senegal, donde, durante el Segundo Imperio, se formón una Compañía de soldados negros (1853). Esta Compañía, años más tarde, se expandió a un cuerpo de infantería indígena que se denominó "Tiradores senegaleses", formado por cuatro compañías con oficiales blancos, y que tenían como uniforme una chéchia, una chilaba con capucha, estivo de los zouaves, un chaleco y un “boléro” de paño azul ribeteado de amarillo, y pantalones de los llamados "turcos" en cotonada o paño azul. El personal fue aumentado progresivamente, hasta formar un regimiento en 1884. También hubo Tiradores gaboneses (1887), haoussas (1891) annamitas, estos últimos formando un regimiento; tonkineses (1884), de los Voluntarios de la Reunión (1883-1885); Tiradores sakalaveses, que se emplearon durante la campaña de Madagascar de 1885, incluso Tiradores comorenses, de Diégo-Suarez.
http://www.militar.org.ua/foro/reduccion-infanteria-marina-sobredimensionada-t14647.html

domingo, 9 de noviembre de 2008

Os Sipais nas colônias portuguesas

Os Sipais nas colônias portuguesas
Portugal, nas suas possessões na Índia, e mais tarde no Estado Português da Índia, teve várias unidades de sipais de características semelhantes, que serviram nas forças armadas locais e nas várias colónias portuguesas, em particular em Moçambique[2], que en 1763, año en quepasó a villa. Este giro resultó de la decisión del gobierno colonial de separar la colonia africana de la India portuguesa y crear una Capitanía General del Estado de Mozambique ubicada en la isla, en 1752. La villa volvió a prosperar y, en 1810 es promovida a ciudad.
La exportación de esclavos era el principal artículo comercial de la isla, tal como lo era de Ibo pero la independencia de Brasil en 1822
Das presenças fora da Índia dos Sipais, o maior contingente de sipais foi estabelecido em Moçambique, passando o termo a designar nos anos vindouros, sob dominação portuguesa, uma força militar, mais vocacionada para o policiamento local e rural, que era comandada por um oficial europeu. As forças de sipais estiveram envolvidas na Guerra do Ultramar, incluindo no Massacre de Mueda.
Nota del pesquisador:Em 1686, o Vice-Rei português baptizava, em Diu, a "Companhia dos Mazanes", formada por ricos comerciantes indianos, à qual eram dados privilégios no comércio entre aquele território e Moçambique. Ao abrigo desta companhia, começaram a fixar-se em Moçambique dezenas de comerciantes indianos, suas famílias e empregados. Apesar das boas relações entre os indianos e os governantes coloniais, a situação financeira da colónia não melhorou.
Em 1752, em face da decadência da Ilha de Moçambique, o governo do Marquês de Pombal decidiu retirar a colónia africana da dependência do Vice-Rei do Estado da Índia e nomear um Governador Geral, que passou a habitar o Palácio dos Capitães-Generais, confiscado aos jesuítas.

martes, 28 de octubre de 2008

Militares Portugueses en Brasil e India convivieron con Sipais(Cipaios)

Francisco da Cunha e Menezes (10 de Abril de 1747 — 12 de Junho de 1812) foi um militar português.
Foi governador e capitão-geral da Índia de 1786 a 1794. No Brasil foi Governador e Capitão-General da Capitania de São Paulo, de 16 de Março de 1782 a 1786 e também Governador e Capitão-General da Capitania da Bahia, de 5 de Outubro de 1802 a 1805. Em 1807 foi nomeado tenente-general.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_da_Cunha_e_Menezes

Bernardo José Maria de Lorena e Silveira, quinto conde de Sarzedas, (Campo Grande, 20 de Abril de 1756 — Rio de Janeiro, 1818) foi um fidalgo e administrador colonial português.
Seu pai Nuno Gaspar de Lorena, nascido em 1704, moço fidalgo, era veador da rainha D. Maria I, tenente-general, governador das armas do Alentejo; sua mãe D. Maria Inácia da Silveira (nascida em 1723), era ao mesmo tempo sua cunhada, pois no primeiro casamento de D. Nuno Gaspar casara com sua irmã mais velha, segundo informa «Nobreza de Portugal», tomo III, página 363. Dona Maria Inácia era por sua vez riquíssima, filha do segundo casamento do antigo governador de Minas Gerais, Dom Brás Baltazar da Silveira (conforme se lê nas páginas de Genea Portugal na internet).
Moço fidalgo com exercício nomeado em 3 de fevereiro de 1766; capitão de cavalaria agregado à 1ª Corte. Grã-cruz da Ordem de São Tiago e comendador da Ordem de Cristo; capitão-general de Minas Gerais e Vice-rei da Índia. Em 1786 recebeu a carta de conselheiro. A 19 de agosto de 1786 nomeado capitão-general governador da capitania de São Paulo, no Brasil, cargo de que só tomou posse a 5 de junho de 1788 (mas Nobreza de Portugal cita outra data: 25 de julho).
No Brasil:
Seu governo em São Paulo durou nove anos, terminando em 28 de junho de 1797. Entre suas obras mais importantes, a Calçada do Lorena, o primeiro caminho calçado com pedras na Serra do Mar que ligou o litoral ao planalto e à cidade de São Paulo. Terminado este seu gpverno, que durou até 28 de junho de 1797, quando entregou o mando a António Manuel de Melo Castro e Mendonça, foi render o Visconde de Barbacena no governo da província de Minas Gerais. Ali fundou a cidade de Campanha.
Concluída em 1805 a comissão, foi agraciado com o título de 5º Conde de Sarzedas, como descendente de um irmão do 1º conde de Sarzedas.
No Reino:
Nomeado conselheiro de capa e espada do Conselho Ultramarino, deputado da Junta de administração do Tabaco, e finalmente a 17 de setembro de 1806 vice-rei da Índia.
Na Índia:
Em 1806 foi nomeado vice-rei da Índia, que governou por também nove anos até 29 de Novembro de 1816. Tal título havia sido extinto em 1774.
Entrou a barra de Goa a 27 de maio de 1807, sendo recebido com entusiasmo por vir investido na dignidade de vice-rei, que em 1774 fora suprimida pelo marquês de Pombal. Achavam-se ainda em Goa uns 30 mil e tantos soldados ingleses (e Sipais),que ocupavam a cidade sob pretexto de a proteger contra empresas dos franceses. No governo de Veiga Cabral, seu antecessor, «homem inábil e de curtas vistas», os ingleses governavam a pretexto de defender Goa das tropas napoleônicas. As tropas lhe haviam sido impostas pelo Marquês de Wellesley, irmão do duque de Wellington. Não sucedeu, porém, assim com o Conde: Sarzedas mostrou dignidade e força de caráter.
Só a 1º de novembro de 1810 começaram os ingleses a retirar-se. A 2 de abril de 1813 saiu de Goa o último regimento.
Sarzedas governou a Índia durante nove anos. Conseguiu a extinção completa da Inquisição de Goa, restabelecida em 1779, na reação contra a política pombalina, e conseguiu revigorar a autoridade portuguesa com tato e firmeza.
Entregando o governo ao seu sucessor, o 1º conde de Rio Pardo, a 29 de novembro de 1816, retirou-se para Lisboa, onde veio a falecer três anos depois.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bernardo_José_Maria_Lorena_e_Silveira

Gurkhas y Sipais(Cipaios) mercenarios en los ejercitos coloniales


A Unidade Gurca (Gurkha)é o nome de uma força de elite a serviço do exército britânico composta por soldados do Nepal. Ela é conhecida pela sua bravura, pela utilização do kukri e de técnicas de artes marciais.
A coragem dos gurcas em combate, destacada durante a guerra do Nepal, entre 1814 e 1816, impressionou os ingleses, que os encorajaram a alistar-se como mercenários junto às forças armadas da Companhia das Índias Orientais.
Sob a lei internacional, os gurcas britânicos não são mercenários, mas sim soldados que integram o exército britânico, estando sujeitos a todas as regras e leis como outro qualquer soldado do Reino Unido.
Além do exército britânico, os Gurcas também são recrutados pela Força Policial de Cingapura, compondo seu Contingente Gurca.




Os sipais (do híndi shipahi, "soldado") eram soldados indianos que serviam no exército da Companhia Britânica das Índias Orientais, sob as ordens de oficiais britânicos. As presidências de Bombaim, Madras e Bengala mantinham seus próprios exércitos - em 1857, contavam entre si cerca de 200 000 sipais, comparados aos cerca de 40 000 homens do exército britânico regular na Índia.
Os sipais estavam descontentes com certos aspectos da vida militar. Embora recebessem um soldo baixo, eram obrigados a pagar pelo transporte de sua bagagem quando eram deslocados para teatros de operações distantes. Outro problema era o recrutamento de indianos de outras castas além da brâmane e da xátria. Ademais, em 1856, os sipais foram deslocados por mar para operações na Birmânia - a viagem marítima resultava em grande impureza para os membros das castas altas.
O motivo mais conhecido da rebelião foi o uso de gordura animal na fabricação (impermeabilização) dos cartuchos do novo fuzil Lee-Enfield. Os sipais haviam sido treinados para rasgar o cartucho com os dentes para inserir o conteúdo no fuzil; os soldados hindus e muçulmanos suspeitavam que a gordura empregada era o sebo (de boi, abominável para hindus) ou a banha (de porco, abominável para muçulmanos) e, em 1857, recusaram-se a usar os novos cartuchos. Os britânicos passaram a fabricá-los com cera de abelha ou óleo vegetal, mas os rumores continuaram.

lunes, 27 de octubre de 2008

William Carr Beresford mercenario de los ejercitos coloniales


NOTA: Este mercenario de los ejercitos coloniales ,no cabe duda que estando en India y Suráfrica conoció las artes marciales asiaticas precticadas por los Sipais(Cipaios).Seguramente ,al mando de las tropas portuguesas ,sus oficiales enseñarias sus experiencias en la India.

William Carr Beresford :(2 de octubre de 1768 - 8 de enero de 1854) militar y político británico. Fue general en el ejército británico y mariscal en el ejército portugués. Durante tres meses fue gobernador de la efímera colonia británica de Buenos Aires.
Carrera militar :Era hijo natural del marqués de Waterford, el más influyente noble de Irlanda. Siendo joven, su padre le consiguió el título de barón de Beresford.
En 1785 estudió en la escuela militar de Estrasburgo; hizo la guerra contra los independentistas norteamericanos en Nueva Escocia, en Canadá, donde quedó tuerto en un accidente. Peleó contra los franceses en Tolón, en Córcega y en Jamaica.
Finalmente fue destinado a la India, donde conoció al Duque de Wellington, quien lo consideró su favorito. Hizo la campaña contra Napoleón Bonaparte en Egipto, con brillantes resultados, junto con los futuros generales David Baird y Samuel Auchmuty.
Era un hombre enorme, de una fuerza descomunal, y un general muy capaz. Fue también miembro del Parlamento, en la Cámara de los Lores.
Formó parte del ejército con que el general Baird invadió Ciudad del Cabo, que era colonia holandesa, la cual fue tomada el 19 de Enero de 1806. Cuando Gran Bretaña se alió a España contra Napoleón, fue puesto al mando de una división en La Coruña, y en 1809 organizó el ejército portugués. Fue reconocido como Mariscal en el ejercito portugués, y combatió junto al Duque de Wellington. Después de la derrota de Napoleón, siguió un tiempo al servicio de Portugal. En 1816 pasó a Río de Janeiro, Falleció en Londres en 1854 .
http://es.wikipedia.org/wiki/William_Carr_Beresford

viernes, 24 de octubre de 2008

Sipais(Cipaios) e soldados brasileiros em Moçambique

Nota : En las dos citas siguientes observamos que soldasos de Brasil(aún colonia) conviven en Mozambique con los Sipais(Cipaios) que allí se encontraban procedentes de de Goa y en la segunda cita ya encontramos a soldados paulistas como capoeiras.Debemos vuscar esta relación para entender la corporaleidad oriental de la Capoeira Regional.

-Moçambique:Em 1760, a guarnição foi elevada para 10 companhias e no ano seguinte para 11.Os soldados chegavam principalmente de Portugal, de Goa e, na segunda metade da centúria, do Brasil, na sua maioria, como degredados1
-Sao Paulo: Em março de 1892 houve um confronto entre os “morcegos” (praças da polícia fardada) e soldados do exército paulista que eram capoeiras, ocasionando distúrbios na cidade de São Paulo2.
---2) Ver: http://www.institutocariocadecapoeira.hpg.ig.com.br/historico.htm acessado em 31/01/2004. http://www.portalcapoeira.com/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=1117
---1) http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/historia/article/viewFile/7945/5594

miércoles, 22 de octubre de 2008

Os Cipaios desertores en Timor y mercenarios en las guerras tribais em Timor


Geoffrey C. Gunn em “Timor Loro Sae 500 anos” ed. Livros do Oriente, 1999 afirma (pp. 16-17, 176-189:




Em 1861,a 10 de Junho o Governador declarou o estado-de-emergência em Díli e distribuiu armas aos cidadãos enquanto preparava a defesa da cidade. A situação era tão grave que até mesmo o capitão China foi convocado para “armar todos os chineses, seus filhos e os escravos”. O Governador podia contar também com o apoio de 40 “fundus”, ou soldados indianos, exilados em Timor em consequência da sua deserção das Forças Armadas britânicas depois da Revolta dos Cipaios em 1857. Embora Castro tenha tomado a precaução de pedir reforços a Goa, em tropas e mantimentos, sabia que estes demorariam a chegar


De 1911 a 1917 foi introduzida uma nova taxa sobre a produção de copra. A introdução destas medidas, em especial a utilização de trabalho escravo, criou um grande ressentimento entre os timorenses. Houve reinos que se uniram sob a liderança dum “Liurai” do distrito de Manufai (Same) chamado Dom Boaventura. A rebelião durou dezasseis anos culminando numa revolta que abarcou toda a colónia durante dois anos, de 1910 a 1912. Os portugueses foram forçados a trazer tropas de Moçambique e uma lancha canhoneira de Macau. As forças de Dom Boaventura foram destroçadas em Agosto de 1912. Um jornal australiano, o “Angus”, de Melbourne, escrevia que mais de três mil timorenses foram mortos e quatro mil capturados.´

martes, 21 de octubre de 2008

A PARTILHA DA ÁFRICA E DA ÁSIA


Grabado::Sipaios de Bengala que se rebeleram em 1857 contra as práticas de exploração da Companhia das Índias Orientais



Articulo:Paulo h.Matos de Jesús, em 4 July 2008
India:
Em 1857, estourou a revolta dos sipaios, http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolta_dos_sipais última tentativa de resis-tência à conquista britânica, dura-mente reprimida pelo exército colonialista. Em 1876, a rainha Vitória, da Inglaterra, foi coroada imperatriz da Índia. O domínio britânico na Índia permaneceu inabalável até 1919.
China:Em 1851, estourava na China uma grande revolta popular, liderada pelo movimento Taiping, “a grande paz”. Essa revolta só foi debelada em 1864. Mas sua herança não se perdeu e, em 1901, outro movimento estourava na China: era a Revolta dos Boxers, O Levante, Rebelião ou Guerra dos Boxers (1899-1900)http://pt.wikipedia.org/wiki/Levante_dos_boxers - chamado também de Movimento Yijetuan - foi um movimento popular antiocidental e anticristão na China.assim conhecida porque seus integrantes utilizavam-se das artes marciais chinesas ,boxe chinês (Kung Fu), para atacar os europeus. Também foi duramente reprimida.



Africa:Em 1867, foram descobertas as jazidas de diamantes do Transvaal. Logo depois, importantes reservas de cobre foram encontradas no território da futura Rodésia. Iniciou-se então a partilha do território africano. Em troca de álcool ou algumas garrafas de gim, os chefes ou reis, induzidos pelos exploradores, cediam todo o seu território às sociedades anônimas.Atrás das companhias, vinha o governo, organizando a infra-estrutura para a exploração da colônia, preservando os direitos de exploração do território da concorrência estrangeira e submetido os nativos “rebeldes”. Assim, em menos de 20 anos, todo o território ao sul do Saara foi submetido ao colonialismo europeu.



A partilha:A França foi um dos primeiros países a conquistar colônias na África. Em 1830, a Argélia foi ocupada com o auxilio da legião estrangeira, corpo expedicionário criado pelo governo francês e composto por criminosos, desertares, imigrados políticos e aventureiros. Em 1844, o Marrocos foi parcialmente subme-tido ao controle francês e, em 1854, foi a vez do Senegal. Partin-do desses pontos, a França avan-çou para o interior do continente, conquistando a Guiné, o Gabão, uma parte dos territórios do Congo e do Sudão. Em 1910, esses territórios formavam a África Ocidental Francesa.Na mesma época, Madagascar e a Tunísia foram incorporados ao império colonial francês, apesar da disputa com a Itália pela Tunísia.



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Cipaios(Sipais) convivieron con Brasileños(Brasil aún Colonia) en Mozambique no siglo XVIIII



FOTO:Agrupamento de sipaios indígenas(Moçambique), e seu comandante europeu, no período colonial.Crédito: Parte de uma foto, autor desconhecido, propriedade de Prof. Henrique Martins.

Em 1760, a guarnição foi elevada para 10 companhias e no ano seguinte para 11.Os soldados chegavam principalmente de Portugal, de Goa e, na segunda metade da centúria, do Brasil, na sua maioria, como degredados. Contudo, os reforços enviados para Moçambique eram, em geral, diminutos e, mesmo procedendo ao recrutamento local, raramente o regimento estava completo.No século XVIII, os portugueses deparavam com dificuldades crescentes para preencher o regimento de infantaria de Moçambique. Não só o Brasil atraía a maior parte dos que saíam de Portugal, como a elevada mortalidade verificada na costa oriental africana contradizia qualquer esforço de completar o exército com reinóis. Desenvolvendo um discurso sobre a inadequação dos soldados europeus ao meio moçambicano, durante a segunda
metade da centúria, a administração da colónia tentou encontrar alternativas no quadro do Índico. As soluções ensaiadas centraram-se, numa primeira fase, no recurso aos cipaios (Sipais) importados da Índia para conduzirem, posteriormente, ao recrutamento para o exército regular de soldados naturais da colónia, nomeadamente dos patrícios, nos Rios de Sena, e dos macuas
e suaílis, no litoral da ilha de Moçambique. Esse processo desembocaria no projecto, formulado na colónia e desenvolvido em Lisboa, de naturalizar o regimento de Moçambique, reservando o oficialato para os europeus. Não obstante, os inúmeros obstáculos levantados ao recrutamento local inviabilizariam a constituição de um regimento completamente preenchido
com gente da colónia. Integrando um longo processo de trocas intercoloniais entre a Índia
e Moçambique
, a experiência de recrutamento de cipaios indianos, a que sucedeu a constituição de companhias de cipaios moçambicanos, reflectirse- ia em Moçambique não apenas em termos militares, como também lingüísticos. De facto, a designação de cipaios importada da Índia transitou para os soldados africanos, incorporando-se na terminologia marcial moçambicana. Primeiro, para identificar as companhias de naturais da colónia que integravam o exército regular português, como foi o caso da companhia de macuas e suaílis da Terra Firme. Progressivamente, essa denominação estendeu-se a quaisquer combatentes africanos. As descrições sobre os confrontos militares oitocentistas identificam os combatentes moçambicanos,
tanto os soldados regulares ao serviço do exército português como os que eram mobilizados pelos senhores dos prazos, como cipaios89. As denominações locais para os soldados moçambicanos, como “cafres de arco” e achikunda, foram progressivamente elididas pela nomenclatura indiana.

Sipais(Cipaios),soldados Hindúes, mercenarios dos exercitos coloniais Inglés,Francés e Portugués.


35 Sipais ou cipais – nome com que passaram a ser designados os antigos achicunda após a abolição da escravatura, conforme adiante se desenvolve. Aulete, Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa _ sipais, soldados indígenas da Índia, ao serviço dos ingleses. Soldados ao serviço da Companhia de Moçambique. F. pars. Sipahi.


Um episódio da ilustre casa de Ramires:Gonçalo Mendes Ramires abandonou a cadeira de deputado para ser prazeiro na Zambézia-Moçambique.Os sipais eram a sua tropa pessoal, a sua jagunçada, os xicundas, os escravos soldados, sempre de armas na mão. Membroa de uma escravaria privilegiada, não alterara a vida desses xicundas, três décadas antes da Abolição da Escravatura, como tampouco dela tomaram conhecimento os chamados bichos-de-corredor. Eram os escravos domésticos que, por consentimento, ou por não haver alternativa ou remédio, continuaram a vida de servidão na Casa-grande.


Os Sipais nas colônias portuguesas:
Portugal, nas suas possessões na Índia, e mais tarde no Estado Português da Índia, teve várias unidades de sipais de características semelhantes, que serviram nas forças armadas locais e nas várias colónias portuguesas, em particular em Moçambique[2].
Das presenças fora da Índia, o maior contingente de sipais foi estabelecido em Moçambique, passando o termo a designar nos anos vindouros, sob dominação portuguesa, uma força militar, mais vocacionada para o policiamento local e rural, que era comandada por um oficial europeu. As forças de sipais estiveram envolvidas na Guerra do Ultramar, incluindo no Massacre de Mueda.