OS NAVIOS
As cartas de quitação apenas viabilizam para certos períodos uma ima-gem aproximada dos ritmos de produção e confirmam o carácter excepci-onal da actividade da Ribeira das Naus no contexto do reino, não tanto pelonúmero de unidades produzidas — 8 navios: quatro naus, um galeão e trêscara-velões—, mas antes pela tonelagem desses efectivos
11. Neste particular,as diferenças relativamente ao quotidiano do Arsenal de Veneza não são
mais relevantes do que as semelhanças. Mas a escala destas unidades fica,porém, mais reduzida diante do desempenho dos estaleiros ao serviço da Companhia das Índias Orientais, holandesa, um século mais tarde, capazes de lançar ao mar numa década (1690-1699) 90 navios, 33 dos quais de tonelagem equiparável às naus produzidas em Lisboa, 12 entre as 800 e 1000
toneladas e 8 com mais de 1000 12.
A composição das armadas, os calendários de viagem, o regime da carreira e natureza das cargas são dos aspectos mais bem tratados13. Se ficaram os nomes de centenas de navios que fizeram a viagem Lisboa-Cochim ou Goa14, pouco se sabe da sua tonelagem média, embora se reconheça uma tendência para o seu gigantismo a partir da década de 50 do século xvi. Questão complexa e de resposta não linear. As fontes são omissas quanto à arqueação da maioria dos navios e, quando conhecida, o facto de vários terem tomado nomes idênticos na mesma época em que estão em funções acresce as dificul-dades do investigador.
http://74.125.77.132/search?q=cache:8ql-ayP9Q2EJ:analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223394132T7qWY0tz6Zx28LH5.pdf+linha+Lisboa-Cochim&hl=es&ct=clnk&cd=4
sábado, 17 de enero de 2009
viernes, 16 de enero de 2009
O mundo que o português criou ou relações imprevisíveis entre “colonos” e “colonizados”?
Em costas brasileiras, existiram homens, como o bacharel da Cananeia, João Ramalho ou Diogo Álvares, o Caramurú, e tantos outros degredados e náufragos mais ou menos anónimos, que foram fundamentais como elo de contacto entre índios e recém-chegados. Durante muito tempo, estiveram encarregados de explorar o território e avaliar os seus recursos económicos e importa salientar que, durante muito tempo, estiveram afastados de qualquer contacto com a civilização portuguesa. Estes intermediários foram coevos dos primeiros colonos: na sua maioria homens, solteiros, aventureiros, muitos degredados e foragidos, mas também indivíduos da pequena nobreza. Muitos deles tornaram-se, por sua vez, intermediários culturais na medida em que estavam integrados nas sociedades indígenas, adoptando hábitos e comportamentos autóctones e aprendendo a falar as línguas ameríndias. Alguns miscigenaram-se com as mulheres da terra, filhas de principais, em uniões duráveis e estáveis, e apropriaram-se dos atributos inerentes aos chefes índios, o que lhes conferia prestígio e poder dentro das estruturas ameríndias[5]. Foi graças à intervenção destes indivíduos que a presença colonizadora portuguesa se conseguiu implantar com sucesso em regiões como São Vicente, São Paulo de Piratininga ou a Baia, sendo a influência e prestígio destes homens decisivos na definição de alianças e dos apoios indígenas aos portugueses. [6]
http://www2.iict.pt/index.php?idc=102&idi=12913
http://www2.iict.pt/index.php?idc=102&idi=12913
Indias Portuguesas Orientales
Entre 1526 a 1707, a hegemonia muçulmana atinge seu ponto máximo, coincidindo com a presença européia, impulsionada pelo comércio das especiarias. Em 1510, os portugueses conquistam Goa, cidade situada na costa oeste, onde estabelecem a Índia Portuguesa, abrindo caminho para a chegada de comerciantes ingleses, holandeses e franceses. Em 1690, os ingleses fundam Calcutá e a partir de 1763 passam a controlar o sistema político e econômico local.
Percebe-se, pois, que o processo que gerou a consolidação da unidade territorial e cultural da Índia, a despeito das diversidades internas, é milenar, diferentemente do Brasil, que sequer existia quando os portugueses iniciaram a colonização de sua parte das Índias Ocidentais. Além de não haver, àquela época, unidade territorial que pudesse ser definida como Brasil, não havia também unidade cultural; tão pouco se reconhece algum momento de apogeu de algum grupo social estabelecido63.
http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000416829
Percebe-se, pois, que o processo que gerou a consolidação da unidade territorial e cultural da Índia, a despeito das diversidades internas, é milenar, diferentemente do Brasil, que sequer existia quando os portugueses iniciaram a colonização de sua parte das Índias Ocidentais. Além de não haver, àquela época, unidade territorial que pudesse ser definida como Brasil, não havia também unidade cultural; tão pouco se reconhece algum momento de apogeu de algum grupo social estabelecido63.
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Hijos Livres
1871, que tornava livres os filhos de escravos nascidos a
partir de então. Posteriormente, em 1885, decreta-se a libertação dos escravos com mais de
59 anos de idade. Por fim, em 1888, ocorre a abolição da escravidão. Uma vez destruída a
base da oligarquia que sustentava a monarquia, o domínio hereditário de Portugal sobre o
Brasil chega ao fim.
http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000416829
partir de então. Posteriormente, em 1885, decreta-se a libertação dos escravos com mais de
59 anos de idade. Por fim, em 1888, ocorre a abolição da escravidão. Uma vez destruída a
base da oligarquia que sustentava a monarquia, o domínio hereditário de Portugal sobre o
Brasil chega ao fim.
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Poblamiento de Brasil- El "Cuñadismo"
Recorte Libro: (pag 32) A nação mercantilista. Escrito por Jorge Caldeira-http://books.google.es/books?id=ga3frlFrOOIC
CUADRO:http://www.ibge.gov.br/brasil500/index2.htmlO povoamento do atual Nordeste, primeira área colonizada, deveu-se à exploração de madeira, cana-de-açúcar e algodão – primeiras atividades econômica dos europeus na colônia. A conquista das terras que constituiriam a Paraíba e o Rio Grande do Norte só ocorreu no fim do século XVI, em 1586 e 1598, respectivamente; a do Ceará, em 1611; a do Maranhão data de 1615 e o fim da ocupação holandesa se dá em 1684. Para Portugal, Minas Gerais passou a existir praticamente apenas após a descoberta de ouro em suas terras, tendo sido fundada oficialmente em 1720. O vilarejo do Rio de Janeiro, por sua vez, só se tornou uma cidade a partir do momento em que a Corte Portuguesa lá se instalou; já o povoamento do estado se daria muito tempo após sua fundação. No caso de São Paulo, umas das cidades mais antigas, fundada em 1554, constata-se total falta de expressão até a descoberta do ouro em Minas Gerais e, sobretudo, o início do cultivo do café – sendo este um fenômeno do século XIX. Da mesma forma, embora Belém tenha sido fundada em 1615, só passa a ter importância a partir do início da exploração de borracha, no fim do século XIX. O Rio Grande do Sul, fundado oficialmente em 1737; Goiás, em 1740, e Mato
Grosso, em 1748, só foram ocupados ao longo do século XIX. O Tratado de Madri, a partir do qual se reconheceram as possessões de Portugal a oeste do Tratado de Tordesilhas, data de janeiro de 1750. Assim, mesmo no início do século XVIII, o termo Brasil se referia apenas ao Nordeste. Ou seja, do ponto de vista geográfico, o país a que hoje chamamos Brasil, considerando suas dimensões e povoamento, nasce a partir do século XIX, após 1828, quando a Província Cisplatina consegue sua independência. Ainda assim, seu contorno geográfico não se encontrava totalmente definido, pois o estado do Acre só foi anexado no início do século XX, com a cessão de parte do Mato Grosso à Bolívia22.
............
Quanto às distinções raciais, devemos observar que, além das diferenças entre os próprios portugueses que iniciaram a exploração, oriundos de diversas regiões de Portugal– o que implica relativas diferenças lingüísticas, culturais e étnicas –, houve uma série de invasões de holandeses e franceses, que deixaram alguns descendentes em partes específicas da colônia; a captação de negros de diferentes nações africanas – caracterizados por todas as demais diferenças que isso pressupõe – e o contato com os nativos de diversas nações indígenas – que também apresentavam diferenças entre si. Devido à miscigenação em variados graus entre europeus brancos e mestiços (com mouros, por exemplo), nativos indígenas e africanos negros, não se pode esperar homogeneidade étnica capaz de fazer com que os naturais da colônia se identificassem entre si como pertencentes a uma mesma etnia.
.............
Após perder os navios para as Índias Orientais, Staden embarcou como artilheiro no
navio do Capitão Penteado – um misto de navio mercante e de guerra –, partindo de Lisboa
em junho de 1548 (cf. Ziebell, 2002, p. 240).
O navio foi abastecido na Ilha da Madeira e depois se dirigiu ao Marrocos. Lá capturou um navio mercante mouro e retornou à Madeira para deixar as mercadorias apreendidas. Depois foi para Olinda, onde entregou alguns prisioneiros e mercadorias para abastecer os colonos. Como, no momento em que chegou, os caetés haviam sitiado Igaraçu, povoado próximo a Olinda, alguns homens do Capitão Penteado foram requisitados para lutar ao lado dos portugueses do povoado, entre os quais, Staden. Quando, pouco depois, o cerco chegou ao fim, o capitão e sua tripulação seguiram para a Paraíba, onde atacaram um navio francês que estava sendo carregado com pau-brasil. Em seguida, rumaram para Portugal, chegando em Lisboa em outubro de 1549 (cf. ibid., p. 240).
http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000416829
Grosso, em 1748, só foram ocupados ao longo do século XIX. O Tratado de Madri, a partir do qual se reconheceram as possessões de Portugal a oeste do Tratado de Tordesilhas, data de janeiro de 1750. Assim, mesmo no início do século XVIII, o termo Brasil se referia apenas ao Nordeste. Ou seja, do ponto de vista geográfico, o país a que hoje chamamos Brasil, considerando suas dimensões e povoamento, nasce a partir do século XIX, após 1828, quando a Província Cisplatina consegue sua independência. Ainda assim, seu contorno geográfico não se encontrava totalmente definido, pois o estado do Acre só foi anexado no início do século XX, com a cessão de parte do Mato Grosso à Bolívia22.
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Quanto às distinções raciais, devemos observar que, além das diferenças entre os próprios portugueses que iniciaram a exploração, oriundos de diversas regiões de Portugal– o que implica relativas diferenças lingüísticas, culturais e étnicas –, houve uma série de invasões de holandeses e franceses, que deixaram alguns descendentes em partes específicas da colônia; a captação de negros de diferentes nações africanas – caracterizados por todas as demais diferenças que isso pressupõe – e o contato com os nativos de diversas nações indígenas – que também apresentavam diferenças entre si. Devido à miscigenação em variados graus entre europeus brancos e mestiços (com mouros, por exemplo), nativos indígenas e africanos negros, não se pode esperar homogeneidade étnica capaz de fazer com que os naturais da colônia se identificassem entre si como pertencentes a uma mesma etnia.
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Após perder os navios para as Índias Orientais, Staden embarcou como artilheiro no
navio do Capitão Penteado – um misto de navio mercante e de guerra –, partindo de Lisboa
em junho de 1548 (cf. Ziebell, 2002, p. 240).
O navio foi abastecido na Ilha da Madeira e depois se dirigiu ao Marrocos. Lá capturou um navio mercante mouro e retornou à Madeira para deixar as mercadorias apreendidas. Depois foi para Olinda, onde entregou alguns prisioneiros e mercadorias para abastecer os colonos. Como, no momento em que chegou, os caetés haviam sitiado Igaraçu, povoado próximo a Olinda, alguns homens do Capitão Penteado foram requisitados para lutar ao lado dos portugueses do povoado, entre os quais, Staden. Quando, pouco depois, o cerco chegou ao fim, o capitão e sua tripulação seguiram para a Paraíba, onde atacaram um navio francês que estava sendo carregado com pau-brasil. Em seguida, rumaram para Portugal, chegando em Lisboa em outubro de 1549 (cf. ibid., p. 240).
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Franceses no Nordeste de Brasil
Já em 1503, porém, os franceses haviam aportado no sul do futuro Brasil, estabelecendo contato comercial com os carijós.
De fato, até 1548, o litoral do território que viria a constituir o Brasil fora mais visitado por bretões e normandos do que por portugueses. Piratas de Rouen, Dieppe e Saint-Malo supriam a demanda de corante vermelho da indústria têxtil francesa com o pau-brasil retirado com o auxílio dos índios tamoios, potiguaras e kaetés, além dos carijós. Seu contato amistoso com os nativos propiciaria as sucessivas tentativas de tomada de posse da terra, com a formação da França Antártica (1510-1575), na Ilha de Serigipe, na Baía de Guanabara, em frente à atual cidade do Rio de Janeiro, e França Equinocial (1594-1615), na Ilha de São Luís, no Maranhão. Entre os colonizadores, estavam católicos e huguenotes, aos quais fora oferecida a liberdade religiosa. O território que se estende entre os atuais estados do Rio Grande do Norte e Santa Catarina16, ou seja, praticamente todo o litoral da América Portuguesa, encontrava-se em mãos estrangeiras (não portuguesas). Foi a primeira tentativa de estabelecimento de uma colônia francesa que levou D. João III a iniciar a colonização de suas possessões na América, enviando Martim Afonso de Souza. Não haveria, pois, mais razões para continuar procurando Hy Brasil. Em 1624, a ilha da bem-aventurança17 já se encontrava ocupada por exploradores, catequistas e escravos: donatários das capitanias hereditárias, governos gerais, bandeirantes (1600-1630), piratas franceses, normandos, bretões, ingleses e holandeses, aventureiros alemães, religiosos franciscanos (desde 1500), jesuítas (desde 1549), carmelitas (desde 1580), beneditinos (desde 1581), capuchinhos (desde 1584) e escravos da Guiné e da Angola (desde os anos quarenta do século XVI).
.................
(Não existe pecado abaixo do Equador). Este, repetido ao longo dos séculos, chega-nos, atualmente, como referência aos costumes lascivos dos índios e de seus supostos descendentes, nós, os brasileiros. Porém, a origem deste clichê se encontra na doutrina dos exploradores e em suas práticas. Tais exploradores – degredados e soldados e marinheiros desertores – viam a colônia como um paraíso exótico, onde podiam fazer tudo o que em Portugal seria punido ou era simplesmente impossível: capturar e escravizar nativos e se apossar de terras e mulheres, no local e quantidade que desejassem. Teriam eles sido o maior entrave para os jesuítas, pois, ao invés de levar a civilização ao Novo Mundo, teriam se comportado de modo mais selvagem que os próprios nativos.
http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000416829
De fato, até 1548, o litoral do território que viria a constituir o Brasil fora mais visitado por bretões e normandos do que por portugueses. Piratas de Rouen, Dieppe e Saint-Malo supriam a demanda de corante vermelho da indústria têxtil francesa com o pau-brasil retirado com o auxílio dos índios tamoios, potiguaras e kaetés, além dos carijós. Seu contato amistoso com os nativos propiciaria as sucessivas tentativas de tomada de posse da terra, com a formação da França Antártica (1510-1575), na Ilha de Serigipe, na Baía de Guanabara, em frente à atual cidade do Rio de Janeiro, e França Equinocial (1594-1615), na Ilha de São Luís, no Maranhão. Entre os colonizadores, estavam católicos e huguenotes, aos quais fora oferecida a liberdade religiosa. O território que se estende entre os atuais estados do Rio Grande do Norte e Santa Catarina16, ou seja, praticamente todo o litoral da América Portuguesa, encontrava-se em mãos estrangeiras (não portuguesas). Foi a primeira tentativa de estabelecimento de uma colônia francesa que levou D. João III a iniciar a colonização de suas possessões na América, enviando Martim Afonso de Souza. Não haveria, pois, mais razões para continuar procurando Hy Brasil. Em 1624, a ilha da bem-aventurança17 já se encontrava ocupada por exploradores, catequistas e escravos: donatários das capitanias hereditárias, governos gerais, bandeirantes (1600-1630), piratas franceses, normandos, bretões, ingleses e holandeses, aventureiros alemães, religiosos franciscanos (desde 1500), jesuítas (desde 1549), carmelitas (desde 1580), beneditinos (desde 1581), capuchinhos (desde 1584) e escravos da Guiné e da Angola (desde os anos quarenta do século XVI).
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(Não existe pecado abaixo do Equador). Este, repetido ao longo dos séculos, chega-nos, atualmente, como referência aos costumes lascivos dos índios e de seus supostos descendentes, nós, os brasileiros. Porém, a origem deste clichê se encontra na doutrina dos exploradores e em suas práticas. Tais exploradores – degredados e soldados e marinheiros desertores – viam a colônia como um paraíso exótico, onde podiam fazer tudo o que em Portugal seria punido ou era simplesmente impossível: capturar e escravizar nativos e se apossar de terras e mulheres, no local e quantidade que desejassem. Teriam eles sido o maior entrave para os jesuítas, pois, ao invés de levar a civilização ao Novo Mundo, teriam se comportado de modo mais selvagem que os próprios nativos.
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jueves, 15 de enero de 2009
Lusofonias perdidas e identidades sociais
Grabado:
Iles Celèbes: Danse Guerrière, exécutée chex le Résident hollandais. (Bourou.). (1830-1835) . http://digitalgallery.nypl.org/nypldigital/id?1266977
Iles Celèbes: Danse Guerrière, exécutée chex le Résident hollandais. (Bourou.). (1830-1835) . http://digitalgallery.nypl.org/nypldigital/id?1266977Os cristãos de Amboino, embora incorporando algum sangue de portugueses que se estabeleceram neste porto da rota das especiarias indonésias, são na sua maior parte descendentes dos chamados mardika ou «libertos», cuja origem remonta ao grupo de nativos, escravos dos sultões de Ternate, que, tendo sido alforriados por padres da Companhia de Jesus e depois baptizados, foram deslocalizados das Molucas setentrionais para as ilhas centrais. Desenraizados, aprenderam as técnicas militares europeias com os portugueses, ao lado dos quais combateram nas contínuas guerras em que estes se viram envolvidos, conquistando, assim, a reputação de guerreiros e o respeito das comunidades nativas.
Os holandeses, que fizeram de Amboino a sua sede para operações marítimo-comerciais na Indonésia oriental, referiram-se aos cristãos locais como «portugueses-negros» e tomaram-nos ao seu serviço como funcionários intermediários entre a administração colonial e os nativos em processo de acelerada islamização. Do ponto de vista sócioeconómico, esta sociedade foi caracterizada pela existência de uma elite rica e pouco numerosa, de funcionários e mercadores que viviam «à lei» dos portugueses, isto é, rodeados de servidores, escravos e concubinas, vasta prole e parentelas, no habitual quadro de família alargada, sendo o número de dependentes o modo de aferir a riqueza e o estatuto social nestas regiões.
Embora não saibamos se estas comunidades luso-asiáticas usavam a língua portuguesa na sua vida diária, ou se apenas se serviam dela como lingua franca – o que aliás era prática corrente na região, já que até membros das elites nativas, designadamente os próprios sultões de Ternate e de Tidore, nas ilhas Molucas, ou o rico e poderoso sultão de Macassar, no sul das Celebes, falavam fluentemente português –, acabaram por abandoná-la não perdendo, contudo, a sua identidade de «portugueses», que algumas famílias cristãs de Amboino ainda hoje reivindicam, ao mesmo tempo que exibem orgulhosamente um apelido condizente – «Pirira» ou outro – a par de artes tradicionais, designadamente musicais, de inspiração europeia, provavelmente holandesa. Curiosamente, a sua adesão ao reformismo holandês durou apenas o tempo em que lhes faltou a assistência espiritual dos padres católicos de Malaca e das Filipinas, em fins do século XVII, até à chegada de missionários franceses já no século XVIII.
http://www2.iict.pt/index.php?idc=102&idi=11701
The Endeavour Journal of Joseph Banks 1768–1771 [Volume Two]
Some account of Batavia
1 Mardijker, a Dutch transformation of Malay merdeheka, freedom (as opposed to servitude) or free: apparently assimilated to the Mardijker of Mardijk, a small port near Dunkirk, from which Spanish privateers in the seventeenth century made themselves a great nuisance to Dutch shipping. The Mardijkers, descendants of former slaves, mostly imported from the coast of India, were Christians and therefore not compelled to wear a national costume, as were other Asiatics at Batavia. ‘They wear so-called European costume, but without shirt, socks or shoes. They parade, dressed up like a quack's monkey at a country fair, and are the shrewdest and most self-conceited of Batavia's inhabitants.’—Chastelein, the humanitarian Batavian estate-owner (d. 1714), quoted by B. H. M. Vlekke, Nusantara (Cambridge, Mass. 1944), p. 173.
http://www.nzetc.org/tm/scholarly/tei-Bea02Bank-t1-body-d4-d6.html#reference-to-fn1-199
Os holandeses, que fizeram de Amboino a sua sede para operações marítimo-comerciais na Indonésia oriental, referiram-se aos cristãos locais como «portugueses-negros» e tomaram-nos ao seu serviço como funcionários intermediários entre a administração colonial e os nativos em processo de acelerada islamização. Do ponto de vista sócioeconómico, esta sociedade foi caracterizada pela existência de uma elite rica e pouco numerosa, de funcionários e mercadores que viviam «à lei» dos portugueses, isto é, rodeados de servidores, escravos e concubinas, vasta prole e parentelas, no habitual quadro de família alargada, sendo o número de dependentes o modo de aferir a riqueza e o estatuto social nestas regiões.
Embora não saibamos se estas comunidades luso-asiáticas usavam a língua portuguesa na sua vida diária, ou se apenas se serviam dela como lingua franca – o que aliás era prática corrente na região, já que até membros das elites nativas, designadamente os próprios sultões de Ternate e de Tidore, nas ilhas Molucas, ou o rico e poderoso sultão de Macassar, no sul das Celebes, falavam fluentemente português –, acabaram por abandoná-la não perdendo, contudo, a sua identidade de «portugueses», que algumas famílias cristãs de Amboino ainda hoje reivindicam, ao mesmo tempo que exibem orgulhosamente um apelido condizente – «Pirira» ou outro – a par de artes tradicionais, designadamente musicais, de inspiração europeia, provavelmente holandesa. Curiosamente, a sua adesão ao reformismo holandês durou apenas o tempo em que lhes faltou a assistência espiritual dos padres católicos de Malaca e das Filipinas, em fins do século XVII, até à chegada de missionários franceses já no século XVIII.
http://www2.iict.pt/index.php?idc=102&idi=11701
The Endeavour Journal of Joseph Banks 1768–1771 [Volume Two]
Some account of Batavia
1 Mardijker, a Dutch transformation of Malay merdeheka, freedom (as opposed to servitude) or free: apparently assimilated to the Mardijker of Mardijk, a small port near Dunkirk, from which Spanish privateers in the seventeenth century made themselves a great nuisance to Dutch shipping. The Mardijkers, descendants of former slaves, mostly imported from the coast of India, were Christians and therefore not compelled to wear a national costume, as were other Asiatics at Batavia. ‘They wear so-called European costume, but without shirt, socks or shoes. They parade, dressed up like a quack's monkey at a country fair, and are the shrewdest and most self-conceited of Batavia's inhabitants.’—Chastelein, the humanitarian Batavian estate-owner (d. 1714), quoted by B. H. M. Vlekke, Nusantara (Cambridge, Mass. 1944), p. 173.
http://www.nzetc.org/tm/scholarly/tei-Bea02Bank-t1-body-d4-d6.html#reference-to-fn1-199
O tráfico de escravos entre Pernambuco e a Costa da Mina
libro: Página 615 Manoel de Sousa Coutinho pa. q os Casados e mores, ...1663-Comercio entre Mozambique y Madagascar( Sao Lourenço)O tráfico de escravos entre Pernambuco e a Costa da Mina: notas e comentários à palestra Nas Margens da História: o tráfico de escravos e a economia de Pernambuco na dinâmica do Império atlântico português (1655-1755),
de Gustavo Acioli.
A primeira questão diz respeito ao argumento que apresenta como sendo oposto à historiografia brasileira da última década e que diz respeito ao facto do «tráfico bipolar encetado pelas capitanias do Brasil não constituir, aos olhos da coroa e seus agentes, um elemento contrário ao sistema colonial». Ou seja, que «o tráfico realizado pelos súbditos do Brasil [foi sempre] considerado como parte integrante da condição colonial e necessário à reprodução das estruturas do império português».
Contudo, o argumento do tráfico bipolar, aqui transformado em teoria, não parece resistir aos estudos mais recentes sobre a dinâmica e a complexidade das construções económicas, políticas e sociais do império colonial português. Ao usar o conceito de tráfico bipolar entre as capitanias do Brasil e a Costa da Mina, ou a noção de comércio triangular e bilateral envolvendo também Portugal, Gustavo Acioli parece não ter em conta a fluidez das redes de financiamento do tráfico negreiro. O que existia era um enorme mercado ultramarino que se expandia e retraía com extrema maleabilidade, um mercado com múltiplos pólos de oferta e de procura de mercadorias: Lisboa, Rio de Janeiro, Baía, Pernambuco, Luanda, Moçambique, Goa e Macau. Um mercado que, em muitos pontos, extravasava mesmo o domínio ou a influência política portuguesa, em particular quando se situava nos sertões africanos, ou mesmo, em diversos portos da Índia, nomeadamente Surrate, Bombaim ou Bengala.
http://64.233.183.132/search?q=cache:983_IAXKP5wJ:www2.iict.pt/%3Fidc%3D102%26idi%3D13546+navios+por+ano+carregados+de+escravos&hl=es&ct=clnk&cd=16&gl=es
de Gustavo Acioli.
A primeira questão diz respeito ao argumento que apresenta como sendo oposto à historiografia brasileira da última década e que diz respeito ao facto do «tráfico bipolar encetado pelas capitanias do Brasil não constituir, aos olhos da coroa e seus agentes, um elemento contrário ao sistema colonial». Ou seja, que «o tráfico realizado pelos súbditos do Brasil [foi sempre] considerado como parte integrante da condição colonial e necessário à reprodução das estruturas do império português».
Contudo, o argumento do tráfico bipolar, aqui transformado em teoria, não parece resistir aos estudos mais recentes sobre a dinâmica e a complexidade das construções económicas, políticas e sociais do império colonial português. Ao usar o conceito de tráfico bipolar entre as capitanias do Brasil e a Costa da Mina, ou a noção de comércio triangular e bilateral envolvendo também Portugal, Gustavo Acioli parece não ter em conta a fluidez das redes de financiamento do tráfico negreiro. O que existia era um enorme mercado ultramarino que se expandia e retraía com extrema maleabilidade, um mercado com múltiplos pólos de oferta e de procura de mercadorias: Lisboa, Rio de Janeiro, Baía, Pernambuco, Luanda, Moçambique, Goa e Macau. Um mercado que, em muitos pontos, extravasava mesmo o domínio ou a influência política portuguesa, em particular quando se situava nos sertões africanos, ou mesmo, em diversos portos da Índia, nomeadamente Surrate, Bombaim ou Bengala.
http://64.233.183.132/search?q=cache:983_IAXKP5wJ:www2.iict.pt/%3Fidc%3D102%26idi%3D13546+navios+por+ano+carregados+de+escravos&hl=es&ct=clnk&cd=16&gl=es
Roda - Influencias externas

A Escrita-de-Roda e Influências Externas
Explicou-me um conhecido mestre de capoeira (1990) que Paraná, citado na conhecida cantiga, foi o mestre baiano que introduziu a capoeira no estado do Paraná, merecendo por isso aquele nome. Eu então lhe perguntei em que época isso se deu, e ele apontou-me para a década de (19)50, quando grande número de baianos foram trabalhar nas frentes de colonização do Paraná. A força dos detalhes que acompanham a informação seria perfeitamente crível se eu não soubesse tratar-se Paraná da canhoneira tripulada por capoeiristas baianos que combateu na Guerra do Paraguai (1865-1870). Dessa forma, a educação oral metamorfoseia e reinventa a história das culturas não-escritas, dando-lhes os elementos de atualidade que elas necessitam para ter credibilidade para pessoas sem educação formal. A guerra do Paraguai está longe, mas a colonização do Paraná está perto. Isso em nada desmerece a tradição narrada, porque tal nova enrredação mítica preserva a tradição que é possível preservar. Isso também se dá no plano religioso.
Certo chefe religioso da África Ocidental, explicando-me o jogo de Ifá, disse-me que seu fundador, cuja coluna vertebral não se sustinha, jogava para trás os elementos da adivinhação por este motivo, quando saiu de Meca para dirigir-se à Nigéria.
Ora, o jogo de Ifá já existia quando Meca não havia sido fundada. O islamismo data apenas do século sétimo da era cristã e não tem qualquer precedência temporal sobre as religiões afro antigas, de que é, na verdade, um subproduto gerado desde a influência do antigo Egito no mundo da península arábica. A Nigéria é uma formadora mais antiga de religião do que sabem seus altos sacerdotes. Eles apenas reinventam a tradição e devem fazê-lo sob a pressão do islamismo, que paradoxalmente se torna assim um elemento de credibilidade para atualizar a tradição no tempo coetâneo. É por essa razão também que a cultura criada pelo povo não é primitiva, pois cada geração a recria, para conformar-se a suas dificuldades ambientais, étnicas e sociais.
Portanto, formar discípulo é uma tarefa cuja centralidade requer a adaptação da tradição a necessidade vivas, sendo o ambiente real em que a cultura se mantém atuante. É interessante observar que a capoeira dura desapareceu no Rio de Janeiro na década de (19)70, quando ela deixou de formar discípulos. De certa forma, ela sofreu naquela mesma década uma reinvenção, através do famoso Nastor Capoeira e, em certa extensão, pelo mestre Quarentinha, que recuperou alguns de seus movimentos para a capoeira angola. Vê-se que a independência do mestre não apenas transforma culturalmente uma linha de capoeira, como pode chegar a mudar o destino de um ramo específico da mesma. O mestre não apenas fornece ao aluno os meios para se desenvolver e personalizar a forma de luta, como fornece os valores que permitem ler o passado e construir o futuro. A chave de tais elementos se encontra na prática da escrita-de-roda.
O mesmo se poderia dizer das supostas relações dos jogos de varapau e de savate e a capoeira dura. Os jogos de varapau já existiam na cultura européia e asiática antigas, há dois mil anos, e atingiram na Europa grande difusão até o século 18. O savate, luta francesa com os pés das pessoas pobres, foi retomado por sobreviventes da aristocracia francesa, quando o governo da Revolução (fim do século 18) proibiu o uso da espada por civis em lugares públicos. Os nobres sobreviventes, tendo a frente a famigerada “juventude dourada”, formou círculos de auto defesa, em que se desenvolveu a técnica do savate e do seu inseparável jogo de bengalas. A bengala passava no savate e ser uma arma mortífera.
http://74.125.77.132/search?q=cache:M4gSkPDj-iAJ:dnbwilson.googlepages.com/ACapoeiraDuraeaReligioAfro-Brasileir.doc+Valente+tamb%C3%A9m+foi+um+negro+capoeirista+conhecido+por+Cir%C3%ADaco&hl=es&ct=clnk&cd=10
Explicou-me um conhecido mestre de capoeira (1990) que Paraná, citado na conhecida cantiga, foi o mestre baiano que introduziu a capoeira no estado do Paraná, merecendo por isso aquele nome. Eu então lhe perguntei em que época isso se deu, e ele apontou-me para a década de (19)50, quando grande número de baianos foram trabalhar nas frentes de colonização do Paraná. A força dos detalhes que acompanham a informação seria perfeitamente crível se eu não soubesse tratar-se Paraná da canhoneira tripulada por capoeiristas baianos que combateu na Guerra do Paraguai (1865-1870). Dessa forma, a educação oral metamorfoseia e reinventa a história das culturas não-escritas, dando-lhes os elementos de atualidade que elas necessitam para ter credibilidade para pessoas sem educação formal. A guerra do Paraguai está longe, mas a colonização do Paraná está perto. Isso em nada desmerece a tradição narrada, porque tal nova enrredação mítica preserva a tradição que é possível preservar. Isso também se dá no plano religioso.
Certo chefe religioso da África Ocidental, explicando-me o jogo de Ifá, disse-me que seu fundador, cuja coluna vertebral não se sustinha, jogava para trás os elementos da adivinhação por este motivo, quando saiu de Meca para dirigir-se à Nigéria.
Ora, o jogo de Ifá já existia quando Meca não havia sido fundada. O islamismo data apenas do século sétimo da era cristã e não tem qualquer precedência temporal sobre as religiões afro antigas, de que é, na verdade, um subproduto gerado desde a influência do antigo Egito no mundo da península arábica. A Nigéria é uma formadora mais antiga de religião do que sabem seus altos sacerdotes. Eles apenas reinventam a tradição e devem fazê-lo sob a pressão do islamismo, que paradoxalmente se torna assim um elemento de credibilidade para atualizar a tradição no tempo coetâneo. É por essa razão também que a cultura criada pelo povo não é primitiva, pois cada geração a recria, para conformar-se a suas dificuldades ambientais, étnicas e sociais.
Portanto, formar discípulo é uma tarefa cuja centralidade requer a adaptação da tradição a necessidade vivas, sendo o ambiente real em que a cultura se mantém atuante. É interessante observar que a capoeira dura desapareceu no Rio de Janeiro na década de (19)70, quando ela deixou de formar discípulos. De certa forma, ela sofreu naquela mesma década uma reinvenção, através do famoso Nastor Capoeira e, em certa extensão, pelo mestre Quarentinha, que recuperou alguns de seus movimentos para a capoeira angola. Vê-se que a independência do mestre não apenas transforma culturalmente uma linha de capoeira, como pode chegar a mudar o destino de um ramo específico da mesma. O mestre não apenas fornece ao aluno os meios para se desenvolver e personalizar a forma de luta, como fornece os valores que permitem ler o passado e construir o futuro. A chave de tais elementos se encontra na prática da escrita-de-roda.
O mesmo se poderia dizer das supostas relações dos jogos de varapau e de savate e a capoeira dura. Os jogos de varapau já existiam na cultura européia e asiática antigas, há dois mil anos, e atingiram na Europa grande difusão até o século 18. O savate, luta francesa com os pés das pessoas pobres, foi retomado por sobreviventes da aristocracia francesa, quando o governo da Revolução (fim do século 18) proibiu o uso da espada por civis em lugares públicos. Os nobres sobreviventes, tendo a frente a famigerada “juventude dourada”, formou círculos de auto defesa, em que se desenvolveu a técnica do savate e do seu inseparável jogo de bengalas. A bengala passava no savate e ser uma arma mortífera.
http://74.125.77.132/search?q=cache:M4gSkPDj-iAJ:dnbwilson.googlepages.com/ACapoeiraDuraeaReligioAfro-Brasileir.doc+Valente+tamb%C3%A9m+foi+um+negro+capoeirista+conhecido+por+Cir%C3%ADaco&hl=es&ct=clnk&cd=10
Sinhozinho e a Capoeira dura


As máximas de Sinhozinho revelam um mundo de guerra, em que vivia o matimbeiro. Isto evidenciava porque a capoeira não havia se tornado, no Rio de Janeiro, uma arte de “academias”. Sinhozinho era uma exceção, porque fora instrutor de capoeira na Marinha e da Polícia Especial (depois tornada Polícia de Vigilância). Tinha, pois muitos alunos e amigos na Polícia .
Daí as dificuldades que a “arte do buzo” passou, com o desaparecimento (e policiamento) dos terrenos vazios, ermos etc. A partir dos anos 50, com a abertura de academias Regional e de Angola no Rio de Janeiro, a tendência da matimba foi descaracterizada. Isto é compreensível também pela sua violência, muito mais aberta do que a capoeira baiana e, por isso, identificada como “coisa de malfeitores” no Rio.
Outro ponto que deve haver contribuído para o quase desaparecimento da matimba foi sua consciência mimética, ou seja a ênfase com que ela copiava os animais e era autohipnótica. Uma boa parte do movimento corporal da capoeira hoje é prazer estético, compartilhado com que assiste a roda, particularmente leigos. Esta situação psicológica difere da prática do buzo, em que havia uma ruptura com o público eventual, praticamente ignorado. As constantes saídas do ritmo da ginga, para surpreender o adversário, davam à matimba uma “eletricidade ruim”, bastante similar às brigas verdadeiras, em que o “público” tinha que cuidar-se, para não “levar as sobras”.
O mimetismo impunha uma grande exigência performática ao praticante. Carregadores, estivadores, pescadores e pedreiros de um mundo sem máquinas, descendentes de escravos, encontravam-se fisicamente a altura das demandas étnico-culturais da arte do buzo. No entanto, num ambiente de tratores, caminhões, guindastes e pás-carregadeiras; um mundo em que predomina o trabalho industrial, há uma oferta menor de praticantes potenciais para a arte corpórea ‘Nbantu. A matimba era um modo de vida, em que seus praticantes eram também a “segurança” dos “terreiros-de-santo”. Este ambiente deixou de existir.
O vigor físico dos matimbeiros criou lenda. Sinhozinho dizia que Neném e que Sinhô, “passavam mais tempo no ar do que na terra”. Mas que isso “não seria de admirar em Neném”, que era esguio, mas era assombroso em Sinhô, que “era um negro parol”. Ora, parol é um barril ou caçamba grande, o que significa que Sinhô era gigante. Mangueira, Mangueirinha, Vavá e Waltão, jogadores que conheci, saltavam em “mortais”, deixando os tamancos e enfiavam neles os pés, quando caíam, sem qualquer deslize. Percebe-se a dificuldade, quando se tenta fazê-lo. Vê-los praticar dava-nos a impressão que, qual beija-flores, pairavam, por instantes, no ar, sem respeito pela lei da gravidade.
“Derruba esse nego
bota no chão, quero ver
se ele é bom
oi, derruba esse nego”
etc
No jogo ritmado pelas caixas a velocidade se fazia perigosa, e os pares se substituíam rapidamente. É possível que a explosão vertiginosa da “capoeira dura” no Rio de Janeiro fosse devida a uma grande concentração ali de ex-combatentes dos batalhões especiais da Guerra do Paraguai. Deste modo, a “Corte”, futuro “Distrito Federal”, assistiu uma consolidação da arte corporal mais rapidamente do que a Bahia e o Recife.
Daí as dificuldades que a “arte do buzo” passou, com o desaparecimento (e policiamento) dos terrenos vazios, ermos etc. A partir dos anos 50, com a abertura de academias Regional e de Angola no Rio de Janeiro, a tendência da matimba foi descaracterizada. Isto é compreensível também pela sua violência, muito mais aberta do que a capoeira baiana e, por isso, identificada como “coisa de malfeitores” no Rio.
Outro ponto que deve haver contribuído para o quase desaparecimento da matimba foi sua consciência mimética, ou seja a ênfase com que ela copiava os animais e era autohipnótica. Uma boa parte do movimento corporal da capoeira hoje é prazer estético, compartilhado com que assiste a roda, particularmente leigos. Esta situação psicológica difere da prática do buzo, em que havia uma ruptura com o público eventual, praticamente ignorado. As constantes saídas do ritmo da ginga, para surpreender o adversário, davam à matimba uma “eletricidade ruim”, bastante similar às brigas verdadeiras, em que o “público” tinha que cuidar-se, para não “levar as sobras”.
O mimetismo impunha uma grande exigência performática ao praticante. Carregadores, estivadores, pescadores e pedreiros de um mundo sem máquinas, descendentes de escravos, encontravam-se fisicamente a altura das demandas étnico-culturais da arte do buzo. No entanto, num ambiente de tratores, caminhões, guindastes e pás-carregadeiras; um mundo em que predomina o trabalho industrial, há uma oferta menor de praticantes potenciais para a arte corpórea ‘Nbantu. A matimba era um modo de vida, em que seus praticantes eram também a “segurança” dos “terreiros-de-santo”. Este ambiente deixou de existir.
O vigor físico dos matimbeiros criou lenda. Sinhozinho dizia que Neném e que Sinhô, “passavam mais tempo no ar do que na terra”. Mas que isso “não seria de admirar em Neném”, que era esguio, mas era assombroso em Sinhô, que “era um negro parol”. Ora, parol é um barril ou caçamba grande, o que significa que Sinhô era gigante. Mangueira, Mangueirinha, Vavá e Waltão, jogadores que conheci, saltavam em “mortais”, deixando os tamancos e enfiavam neles os pés, quando caíam, sem qualquer deslize. Percebe-se a dificuldade, quando se tenta fazê-lo. Vê-los praticar dava-nos a impressão que, qual beija-flores, pairavam, por instantes, no ar, sem respeito pela lei da gravidade.
“Derruba esse nego
bota no chão, quero ver
se ele é bom
oi, derruba esse nego”
etc
No jogo ritmado pelas caixas a velocidade se fazia perigosa, e os pares se substituíam rapidamente. É possível que a explosão vertiginosa da “capoeira dura” no Rio de Janeiro fosse devida a uma grande concentração ali de ex-combatentes dos batalhões especiais da Guerra do Paraguai. Deste modo, a “Corte”, futuro “Distrito Federal”, assistiu uma consolidação da arte corporal mais rapidamente do que a Bahia e o Recife.
Na década de 1930 Sinhozinho ensinava e praticava capoeira em academias e instituições militares, sua capoeira visava um tipo de eficiência que a diferencia da capoeira atual.
Quando perguntado sobre a capoeira do Sinhozinho, Mestre Celso nos respondeu:
“Não cheguei a ver não, na polícia especial tinha uns caras que diziam que eram capoeiristas do Sinhozinho, naquela época eu não cheguei a ver. Eu era garoto meu irmão foi guarda civil. Meu irmão não chegou a fazer isso não, a ser capoeirista do Sinhozinho. Na polícia especial tinha capoeira.” (Mestre Celso, 23/04/2002)
Capoeira dura


Alguns desses homens excepcionais:
Nascimento Grande (no Rio, 1935) era um pernambucano de elevada estatura, exímio “bengalista”. Bengalista era o jogador de bengala, “instrumento de trabalho” com que os antigos capoeiristas substituíam os dois paus, a faca e o facão. No ambiente urbano , a bengala não era tão “evidente” como instrumento de agressão. Não se tratava porém de uma bengala qualquer. Eram bengalas lavradas em madeiras de lei. Pesavam aproximadamente, com seu miolo de chumbo, ¼ e meia arroba (4kg; 7,5 kg). Nascimento Grande veio “fugido” para o Rio de Janeiro, segundo diziam no meio, porque estaria “jurado de morte” pelos “coronéis” pernambucanos que dominavam a Secretaria de Segurança de lá. Morou em Jacarepaguá, onde costumava receber visitas de seus amigos e admiradores, promovendo-se, nessas ocasiões, “rodas”. Nascimento costumava, no seu dizer, “despachar os inconvenientes”, com uma ou duas bengaladas. Raramente, dizia ele, havia aplicado uma terceira..
Dizia-se do “turco” Mamede que era neto de africano por parte de mãe e o pai seria sírio-libanês. Aprendeu capoeira na sua infância, quando trabalhava como auxiliar de taxista (atenção; veículo a tração animal) na Lapa e no Largo da Carioca. Foi também carregador no porto (estiva). Sua característica seria o jogo com dois punhais, ou um punhal e uma faca. Exímio na “raiz” (golpe extinto).
O “Quebra-Côco” era um “mulato” pernambucano, ativo na área do então morro de Santo Antônio e no Castelo (1910-30). Mortal cabeceiro, ainda era reverenciado muito após sua morte, nos anos 50.
Cazuza, que cheguei a conhecer, era um pernambucano ou alagoano de baixa estatura, cerca de 1,60m. Freqüentava terreiros-de-santo em Botafogo e em subúrbios, quando mais idoso (1940-60). Silencioso, modesto, não falava de seus possíveis feitos, mas apenas sobre outras pessoas. No entanto mesmo idoso, sem apresentar ser o que dele se dizia, carregava consigo três punhais à cinta e duas navalhas no bolso da camisa. As navalhas ficavam encobertas por cigarreira de metal , mas ninguém, parece-me, via Cazuza fumar.
Sinhô era um capoeira baiano que praticava o “jogo duro”. Foi amigo e contemporâneo do famoso Ciríaco. Era geralmente comparado a este, com Pedro Lele, Nenem, Manduca da Praia, ou seja, com os melhores capoeiristas do Rio de Janeiro. Pedro Lele (1910-1925) era um tanto mitológico na capoeira carioca. Foi dono de um terreiro em Bonsucesso, e uma vez por ano oferecia uma peixada na rua, servida no logradouro onde morava. Sobre ele contam estórias, cenas de maldade e grandeza, que, incríveis, não se pode dizer se reais ou imaginadas.
Ciríaco (1908-30) derrotou os portugueses campeões de “braço-de-ferro” no Rio de Janeiro; venceu, na mesma prática, mestre francês de halterofilismo (pudiera ser Paul Pons)que ensinava aos filhos da elite. Conta-se, que ao vergar o braço direito deste professor de ginástica, pediram-lhe para disputar com o esquerdo. Ao dobrar-lhe o braço esquerdo, teria arrastado o oponente sobre a mesa e dito “Que pouca porcaria”. Valendo-se de sua força e agilidade, matou vários oponentes em lutas corporais. Derrotou dois mestres orientais de passagem pelo Rio, em épocas distintas. Dizia-se que colocava sobre a cabeça de uma só vez três ou quatro sacas de café.
Nenem (1910-30), considerado exímio capoeira, era possuidor de movimentos imprevisíveis e fôlego de gato. Teria sido morto com um tiro de arma longa, desfechado a certa distância, pelas costas. Certamente, devido ao temor do assassino em chegar-lhe perto.
Nego Treze (1905-1920) foi “segurança” de cabarés, cassino, pessoas com poder político e do submundo. Era jogador de todos os jogos de azar, sendo bem sucedido nestas artes. O pai de Nego Treze era português, o que significava que era mestiço. Sua característica na capoeira era combinar saltos contínuos e imprevisíveis, explosão de velocidade, mestria no desfecho rápido.
Sinhôzinho (1925-68?), baiano, tornou-se lentamente referência da capoeira carioca. Morreu atropelado em circunstância não esclarecida, quando se dirigia à sua academia do Leblon. Ex-estivador, respeitado pela polícia, foi instrutor da Marinha e ensinou a filhos da burguesia e pequena burguesia.
No círculo de nossa gente não interessava quem era quem, desde que fosse “nosso”. Na roda, respeitava o lele, e as normas que ele impunha. Vê-se, por isso, criminosos famosos, como Nego 13, Sete Coroas e Camisa Preta serem conhecidos também como “bambas”, ou seja, “lele”.
“Lele” no Rio de Janeiro também é masculino de “iaiá:, sendo esta “senhora”, será aquele “senhor”, ou “chefe”.
http://74.125.77.132/search?q=cache:M4gSkPDj-iAJ:dnbwilson.googlepages.com/ACapoeiraDuraeaReligioAfro-Brasileir.doc+Valente+tamb%C3%A9m+foi+um+negro+capoeirista+conhecido+por+Cir%C3%ADaco&hl=es&ct=clnk&cd=10
Nascimento Grande (no Rio, 1935) era um pernambucano de elevada estatura, exímio “bengalista”. Bengalista era o jogador de bengala, “instrumento de trabalho” com que os antigos capoeiristas substituíam os dois paus, a faca e o facão. No ambiente urbano , a bengala não era tão “evidente” como instrumento de agressão. Não se tratava porém de uma bengala qualquer. Eram bengalas lavradas em madeiras de lei. Pesavam aproximadamente, com seu miolo de chumbo, ¼ e meia arroba (4kg; 7,5 kg). Nascimento Grande veio “fugido” para o Rio de Janeiro, segundo diziam no meio, porque estaria “jurado de morte” pelos “coronéis” pernambucanos que dominavam a Secretaria de Segurança de lá. Morou em Jacarepaguá, onde costumava receber visitas de seus amigos e admiradores, promovendo-se, nessas ocasiões, “rodas”. Nascimento costumava, no seu dizer, “despachar os inconvenientes”, com uma ou duas bengaladas. Raramente, dizia ele, havia aplicado uma terceira..
Dizia-se do “turco” Mamede que era neto de africano por parte de mãe e o pai seria sírio-libanês. Aprendeu capoeira na sua infância, quando trabalhava como auxiliar de taxista (atenção; veículo a tração animal) na Lapa e no Largo da Carioca. Foi também carregador no porto (estiva). Sua característica seria o jogo com dois punhais, ou um punhal e uma faca. Exímio na “raiz” (golpe extinto).
O “Quebra-Côco” era um “mulato” pernambucano, ativo na área do então morro de Santo Antônio e no Castelo (1910-30). Mortal cabeceiro, ainda era reverenciado muito após sua morte, nos anos 50.
Cazuza, que cheguei a conhecer, era um pernambucano ou alagoano de baixa estatura, cerca de 1,60m. Freqüentava terreiros-de-santo em Botafogo e em subúrbios, quando mais idoso (1940-60). Silencioso, modesto, não falava de seus possíveis feitos, mas apenas sobre outras pessoas. No entanto mesmo idoso, sem apresentar ser o que dele se dizia, carregava consigo três punhais à cinta e duas navalhas no bolso da camisa. As navalhas ficavam encobertas por cigarreira de metal , mas ninguém, parece-me, via Cazuza fumar.
Sinhô era um capoeira baiano que praticava o “jogo duro”. Foi amigo e contemporâneo do famoso Ciríaco. Era geralmente comparado a este, com Pedro Lele, Nenem, Manduca da Praia, ou seja, com os melhores capoeiristas do Rio de Janeiro. Pedro Lele (1910-1925) era um tanto mitológico na capoeira carioca. Foi dono de um terreiro em Bonsucesso, e uma vez por ano oferecia uma peixada na rua, servida no logradouro onde morava. Sobre ele contam estórias, cenas de maldade e grandeza, que, incríveis, não se pode dizer se reais ou imaginadas.
Ciríaco (1908-30) derrotou os portugueses campeões de “braço-de-ferro” no Rio de Janeiro; venceu, na mesma prática, mestre francês de halterofilismo (pudiera ser Paul Pons)que ensinava aos filhos da elite. Conta-se, que ao vergar o braço direito deste professor de ginástica, pediram-lhe para disputar com o esquerdo. Ao dobrar-lhe o braço esquerdo, teria arrastado o oponente sobre a mesa e dito “Que pouca porcaria”. Valendo-se de sua força e agilidade, matou vários oponentes em lutas corporais. Derrotou dois mestres orientais de passagem pelo Rio, em épocas distintas. Dizia-se que colocava sobre a cabeça de uma só vez três ou quatro sacas de café.
Nenem (1910-30), considerado exímio capoeira, era possuidor de movimentos imprevisíveis e fôlego de gato. Teria sido morto com um tiro de arma longa, desfechado a certa distância, pelas costas. Certamente, devido ao temor do assassino em chegar-lhe perto.
Nego Treze (1905-1920) foi “segurança” de cabarés, cassino, pessoas com poder político e do submundo. Era jogador de todos os jogos de azar, sendo bem sucedido nestas artes. O pai de Nego Treze era português, o que significava que era mestiço. Sua característica na capoeira era combinar saltos contínuos e imprevisíveis, explosão de velocidade, mestria no desfecho rápido.
Sinhôzinho (1925-68?), baiano, tornou-se lentamente referência da capoeira carioca. Morreu atropelado em circunstância não esclarecida, quando se dirigia à sua academia do Leblon. Ex-estivador, respeitado pela polícia, foi instrutor da Marinha e ensinou a filhos da burguesia e pequena burguesia.
No círculo de nossa gente não interessava quem era quem, desde que fosse “nosso”. Na roda, respeitava o lele, e as normas que ele impunha. Vê-se, por isso, criminosos famosos, como Nego 13, Sete Coroas e Camisa Preta serem conhecidos também como “bambas”, ou seja, “lele”.
“Lele” no Rio de Janeiro também é masculino de “iaiá:, sendo esta “senhora”, será aquele “senhor”, ou “chefe”.
http://74.125.77.132/search?q=cache:M4gSkPDj-iAJ:dnbwilson.googlepages.com/ACapoeiraDuraeaReligioAfro-Brasileir.doc+Valente+tamb%C3%A9m+foi+um+negro+capoeirista+conhecido+por+Cir%C3%ADaco&hl=es&ct=clnk&cd=10
Capoeira es Defensa, Ataque, Ginga Corporal y Malicia


Capoeira es Defensa, Ataque, Ginga Corporal y Malicia
Como afirmó Annibal Burlamaqui, conocido como “Zuma”, un eximio capoeirista de la década de los años 20 del siglo XX:
En Brasil ya se practican, es posible afirmar, todos los deportes: tenemos campeonato de remo, natación, foot-ball, basket-ball, box, lucha romana, tenis, atle- tismo en general, etc. Actualmente incluso el polo y golf ya son disputados en nuestra tierra. Sin em- bargo, es de lamentar que, hasta hoy, nada se haya llevado a cabo en pro del deporte nacional. Siempre se piensa en un arte nacional, brasileño, en la músi- ca brasileña. Incluso en la política brasileña.
Zuma fue un importante inventor de esta nueva capoeira carioca y afirmó que varios golpes fueron extraídos de los “batuques” y “sambas”, como en el caso del “baú”. Se trata de un golpe dado en el adversario con la barriga, siendo similar a los movimientos del “samba de ombligada”. El “baú” tam- bién era usado durante los “batuques lisos”, segundo Zuma, los más delicados. El “rapa” habría sido un golpe usado en los “batuques pesados”. Él también explica los golpes de “en- gaño”, que servían solamente para burlar al adversario.
Zuma también se refirió a algunas reglas, ejercicios y en- trenamientos para la enseñanza de la práctica de la capoeira:
“Primeramente pensé en un campo de lucha donde, con es- pacio suficiente, se pudiese realizar la gimnasia brasileña”. (2) Partido es lo mismo que cuadrilla de capoeiristas. Los locales de referencia eran las antiguas feligresías (barrios) de Rio de Janeiro. Page 4 ,, 58
Al mismo tiempo en que los practicantes en Rio de Janeiro proyectaban una capoeira vinculada con las artes marciales, los practicantes bahianos, que no obtuvieron gran visibilidad histórica en el siglo XIX, se destacaron con dos proyectos de capoeira diferentes: la capoeira angola y la capoeira regional. Mestre Pastinha y Mestre Bimba fueron los dos practicantes más importantes
de estos estilos o modelos de capoeira. El campo de lucha, idealizado por Zuma, era formado
por un círculo, dibujando en su interior la letra “Z”. Para las competencias, habría un juez que controlaba el tiempo de juego y los movimientos de los jugadores. El tiempo de lucha era de una hora como máximo, dividida en enfrentamientos de 3 minutos, con descansos de 2 minutos. En cada interva- lo debería haber una presentación de los luchadores en el medio del círculo, como una forma de control del juego por parte del juez. En caso de empate, había media hora más de
tiempo con intervalos mayores para descanso. En el caso de que el juego continuase empatado, el juez pasaba a la etapa de la “muerte”, cuando los jugadores luchaban hasta caer, sin intervalo para descanso. Los embates eran realizados en campos de fútbol.
A pesar de la fuerte represión contra los capoeiras desde el inicio del siglo XIX hasta su tipificación como crimen en 1890, la resistencia fue mayor y su práctica fue reinventada a partir de los años 20 del siglo XX. Sus practicantes la con- sagraron como símbolo nacional, construyendo identidades vinculadas con el deporte, la danza, la música y las artes mar- ciales, principalmente. La práctica de la capoeira en la Bahía del siglo XIX no su- frió una fuerte represión, como en Rio de Janeiro. La policía bahiana no procesó a nadie por el artículo 402 del código penal de 1890. Sin embargo, hubo varios arrestos de capo- eiristas bahianos al comienzo del siglo XX. Los motivos de los procesos eran agresiones físicas (artículo 303 del código penal de 1890). Los capoeiras bahianos también siguieron el modelo de organización de las cuadrillas cariocas, es decir, una organización cuya referencia principal eran los barrios de la ciudad de Salvador. Los capoeiras bahianos se volvieron famosos y permane- cieron en la memoria colectiva de los practicantes de la actu- alidad con mayor énfasis que los practicantes cariocas. Aquí mencionamos a apenas algunos de los principales nombres de la época: Pedro Mineiro, Antonio Boca de Porco, Bemenol, Chico Três Pedaços, Feliciano Bigode de Seda y Besouro Man-
gangá, este último el más famoso de todos. Un rasgo común de todos los practicantes de la capoeira en Brasil fue adquirir un apodo, costumbre que perdura hasta los días de hoy.
Al mismo tiempo en que los practicantes en Rio de Janeiro proyectaban una capoeira vinculada con las artes marciales, los practicantes bahianos, que no obtuvieron gran visibilidad histórica en el siglo XIX, se destacaron con dos proyectos de capoeira diferentes: la capoeira angola y
la capoeira regional. Mestre Pastinha y Mestre Bimba fue- ron los dos practicantes más importantes de estos estilos o modelos de capoeira. La capoeira regional y la capoeira angola presentan la misma estructura, siendo semejantes desde el entrenamiento en serie hasta en la utilización de indumentarias. Sus diferencias fundamentales están en el estilo del juego y en la musicalidad.
La capoeira angola aparece en Bahía en los años 20, principalmente con el grupo de Querido de Deus, un capoeirista (continua abajo)
En Brasil ya se practican, es posible afirmar, todos los deportes: tenemos campeonato de remo, natación, foot-ball, basket-ball, box, lucha romana, tenis, atle- tismo en general, etc. Actualmente incluso el polo y golf ya son disputados en nuestra tierra. Sin em- bargo, es de lamentar que, hasta hoy, nada se haya llevado a cabo en pro del deporte nacional. Siempre se piensa en un arte nacional, brasileño, en la músi- ca brasileña. Incluso en la política brasileña.
Zuma fue un importante inventor de esta nueva capoeira carioca y afirmó que varios golpes fueron extraídos de los “batuques” y “sambas”, como en el caso del “baú”. Se trata de un golpe dado en el adversario con la barriga, siendo similar a los movimientos del “samba de ombligada”. El “baú” tam- bién era usado durante los “batuques lisos”, segundo Zuma, los más delicados. El “rapa” habría sido un golpe usado en los “batuques pesados”. Él también explica los golpes de “en- gaño”, que servían solamente para burlar al adversario.
Zuma también se refirió a algunas reglas, ejercicios y en- trenamientos para la enseñanza de la práctica de la capoeira:
“Primeramente pensé en un campo de lucha donde, con es- pacio suficiente, se pudiese realizar la gimnasia brasileña”. (2) Partido es lo mismo que cuadrilla de capoeiristas. Los locales de referencia eran las antiguas feligresías (barrios) de Rio de Janeiro. Page 4 ,, 58
Al mismo tiempo en que los practicantes en Rio de Janeiro proyectaban una capoeira vinculada con las artes marciales, los practicantes bahianos, que no obtuvieron gran visibilidad histórica en el siglo XIX, se destacaron con dos proyectos de capoeira diferentes: la capoeira angola y la capoeira regional. Mestre Pastinha y Mestre Bimba fueron los dos practicantes más importantes
de estos estilos o modelos de capoeira. El campo de lucha, idealizado por Zuma, era formado
por un círculo, dibujando en su interior la letra “Z”. Para las competencias, habría un juez que controlaba el tiempo de juego y los movimientos de los jugadores. El tiempo de lucha era de una hora como máximo, dividida en enfrentamientos de 3 minutos, con descansos de 2 minutos. En cada interva- lo debería haber una presentación de los luchadores en el medio del círculo, como una forma de control del juego por parte del juez. En caso de empate, había media hora más de
tiempo con intervalos mayores para descanso. En el caso de que el juego continuase empatado, el juez pasaba a la etapa de la “muerte”, cuando los jugadores luchaban hasta caer, sin intervalo para descanso. Los embates eran realizados en campos de fútbol.
A pesar de la fuerte represión contra los capoeiras desde el inicio del siglo XIX hasta su tipificación como crimen en 1890, la resistencia fue mayor y su práctica fue reinventada a partir de los años 20 del siglo XX. Sus practicantes la con- sagraron como símbolo nacional, construyendo identidades vinculadas con el deporte, la danza, la música y las artes mar- ciales, principalmente. La práctica de la capoeira en la Bahía del siglo XIX no su- frió una fuerte represión, como en Rio de Janeiro. La policía bahiana no procesó a nadie por el artículo 402 del código penal de 1890. Sin embargo, hubo varios arrestos de capo- eiristas bahianos al comienzo del siglo XX. Los motivos de los procesos eran agresiones físicas (artículo 303 del código penal de 1890). Los capoeiras bahianos también siguieron el modelo de organización de las cuadrillas cariocas, es decir, una organización cuya referencia principal eran los barrios de la ciudad de Salvador. Los capoeiras bahianos se volvieron famosos y permane- cieron en la memoria colectiva de los practicantes de la actu- alidad con mayor énfasis que los practicantes cariocas. Aquí mencionamos a apenas algunos de los principales nombres de la época: Pedro Mineiro, Antonio Boca de Porco, Bemenol, Chico Três Pedaços, Feliciano Bigode de Seda y Besouro Man-
gangá, este último el más famoso de todos. Un rasgo común de todos los practicantes de la capoeira en Brasil fue adquirir un apodo, costumbre que perdura hasta los días de hoy.
Al mismo tiempo en que los practicantes en Rio de Janeiro proyectaban una capoeira vinculada con las artes marciales, los practicantes bahianos, que no obtuvieron gran visibilidad histórica en el siglo XIX, se destacaron con dos proyectos de capoeira diferentes: la capoeira angola y
la capoeira regional. Mestre Pastinha y Mestre Bimba fue- ron los dos practicantes más importantes de estos estilos o modelos de capoeira. La capoeira regional y la capoeira angola presentan la misma estructura, siendo semejantes desde el entrenamiento en serie hasta en la utilización de indumentarias. Sus diferencias fundamentales están en el estilo del juego y en la musicalidad.
La capoeira angola aparece en Bahía en los años 20, principalmente con el grupo de Querido de Deus, un capoeirista (continua abajo)
Capoeira es Defensa, Ataque, Ginga Corporal y Malicia Ministerio de Relaciones Exteriores Revista Textos de Brasil Page 5 59 Antonio Liberac Cardoso Simões Pires. Doctor en Historia Social por la Unicamp Prof. Dr. Adjunto de la Uni- versidad Federal del Recóncavo de Bahia. Obras publicadas:
“Bimba, Pastinha e Besouro de Mangangá, Três Persona- gens da Capoeira Baiana”. Tocantins/Goaiania, UFT/Grafset, 2001. “A capoeira na Bahia de Todos os Santos”. Tocantins,
UFT/Grafset, 2004. (org). “Sociabilidades Negras”, Belo Ho- rizonte, Ministerio de Educación, Daliana, 2006 Este artículo está basado en la obra del autor intitulada:
Movimentos da cultura afro-brasileira, Campinas, tesis de doctorado, Departamento de Historia, Unicamp, 2001.
..............(continuación)estibador en la Dársena de Oro de la vieja Bahía. Pero fue Mestre Pastinha quien sistematizó a la capoeira angola en sus reglas rituales, toques y ritmos de varias bellezas y unifor- mizó a los practicantes, dando un carácter también depor- tivo a la práctica cultural. Para Mestre Pastinha, la capoeira angola era parte de la cultura nacional brasileña. Hubo una gran diversidad de practicantes de la capoeira angola, como el Mestre Valdemar da Paixão, Mestre Noronha, Mestre Tibúr- cio, Mestre Canjiquinha, Mestre Caiçara, Mestre João Peque- no y Mestre João Grande, entre muchos otros. Mestre Bimba, por otro lado, diversificó los golpes y ritmos, dando énfasis a los cantos y al reglamento de los instrumentos musicales en apenas dos panderos y un berimbau. Invenciones que se volvieron hegemónicas en todo Brasil.
La capoeira regional, a través de sus practicantes bahianos, rápidamente migró a todo Brasil. Es raro encontrar un municipio de Brasil donde no haya practicantes de la capo- eira, a no ser en áreas rurales extremadamente lejanas. Los practicantes de la capoeira angola acompañaron ese mismo movimiento de expansión de la capoeira regional algunas décadas después. Pero, cuando lo hicieron, dieron un nuevo impulso al proceso de cristalización de la capoeira como cul- tura global. Actualmente, la capoeira es practicada en todos los continentes y, es cada vez más una importante práctica cultural y símbolo de nacionalidad.
En efecto, las miradas discriminatorias de la sociedad y de sus instituciones policiales sobre la capoeira pierden in- tensidad con el pasar del tiempo. En 1937, la capoeira fue liberada, porque ya se encontraba en otro nivel de los valores sociales. La cultura negra conquistaba importancia en el pro- ceso de transformación de los símbolos étnicos en símbolos nacionales y Brasil presentaba la capoeira al mundo con uno de sus tesoros más preciosos y como fruto de un proceso de sincretismo en el cual los aportes de las diversas etnias africanas, europeas e indígenas se convierten en una misma cosa, es decir, en la capoeira, una peculiaridad brasileña.
“Bimba, Pastinha e Besouro de Mangangá, Três Persona- gens da Capoeira Baiana”. Tocantins/Goaiania, UFT/Grafset, 2001. “A capoeira na Bahia de Todos os Santos”. Tocantins,
UFT/Grafset, 2004. (org). “Sociabilidades Negras”, Belo Ho- rizonte, Ministerio de Educación, Daliana, 2006 Este artículo está basado en la obra del autor intitulada:
Movimentos da cultura afro-brasileira, Campinas, tesis de doctorado, Departamento de Historia, Unicamp, 2001.
..............(continuación)estibador en la Dársena de Oro de la vieja Bahía. Pero fue Mestre Pastinha quien sistematizó a la capoeira angola en sus reglas rituales, toques y ritmos de varias bellezas y unifor- mizó a los practicantes, dando un carácter también depor- tivo a la práctica cultural. Para Mestre Pastinha, la capoeira angola era parte de la cultura nacional brasileña. Hubo una gran diversidad de practicantes de la capoeira angola, como el Mestre Valdemar da Paixão, Mestre Noronha, Mestre Tibúr- cio, Mestre Canjiquinha, Mestre Caiçara, Mestre João Peque- no y Mestre João Grande, entre muchos otros. Mestre Bimba, por otro lado, diversificó los golpes y ritmos, dando énfasis a los cantos y al reglamento de los instrumentos musicales en apenas dos panderos y un berimbau. Invenciones que se volvieron hegemónicas en todo Brasil.
La capoeira regional, a través de sus practicantes bahianos, rápidamente migró a todo Brasil. Es raro encontrar un municipio de Brasil donde no haya practicantes de la capo- eira, a no ser en áreas rurales extremadamente lejanas. Los practicantes de la capoeira angola acompañaron ese mismo movimiento de expansión de la capoeira regional algunas décadas después. Pero, cuando lo hicieron, dieron un nuevo impulso al proceso de cristalización de la capoeira como cul- tura global. Actualmente, la capoeira es practicada en todos los continentes y, es cada vez más una importante práctica cultural y símbolo de nacionalidad.
En efecto, las miradas discriminatorias de la sociedad y de sus instituciones policiales sobre la capoeira pierden in- tensidad con el pasar del tiempo. En 1937, la capoeira fue liberada, porque ya se encontraba en otro nivel de los valores sociales. La cultura negra conquistaba importancia en el pro- ceso de transformación de los símbolos étnicos en símbolos nacionales y Brasil presentaba la capoeira al mundo con uno de sus tesoros más preciosos y como fruto de un proceso de sincretismo en el cual los aportes de las diversas etnias africanas, europeas e indígenas se convierten en una misma cosa, es decir, en la capoeira, una peculiaridad brasileña.
miércoles, 14 de enero de 2009
Os Maltas en Rio de Janeiro
RECORTE LIBRO: Onosarquistas e patafísicos . http://books.google.es/books?id=dJprurN6VJwC
dibujo:KOSMOS, Revista Artistica, Scientifica e Literaria, rua da Assembleia, n. 62, Rio de Janeiro. Ano III, 1906, n. 3, Março. Mensal, 2R$000, 25cm.O CALÇO OU A RASTEIRA
Cahi no baniano rente a poeira, e isquei-lhe um rabo-de raia que o marreco voôu na alegria do tombo, indo amarro-tar a tampa do juizo n'uma canastra, e ahi gritei: -- Entranegrada! O turuna enfeitou-se outra vez... Oh! cabra cutuba!
leiam o texto completo em grafia moderna.
vejam a reprodução em .jpg:
página 1 (634,4kB).
página 2 (613,7kB).
página 3 (691.8kB).
página 4 (388,6kB).
Agradecimos ao historiador Carlos C. Cavalheiro, de Sorocaba, pela contribuição da reprodução digital. Original pertencente ao historiador Adolfo Frioli.
http://www.capoeira-palmares.fr/histor/kosmos.htm
Tradições sociais do banditismo urbano carioca
Entre 1850 e 1890, a zona urbana mais densamente ocupada do Rio de Janeiro era dividida em territórios controlados pelas "maltas", grupos organizados formados por capoeiras, que tinham suas roupas, suas insígnias e sua identidade. As duas principais maltas, os "Nagoas" e os "Guaiamus", formaram-se a partir de várias falanges ou grupos de capoeiras que dividiram as freguesias da cidade entre si, no início do Segundo Império.[11] Mantinham entre si rivalidade intransigente, fazendo guerra uma à outra e chegaram a reunir, em seu apogeu, milhares de escravos, negros libertos, brancos de diversas origens e jovens imigrantes portugueses. "Formada por três, vinte ou até mesmo cem indivíduos, a malta era a forma associativa de resistência mais comum entre escravos e homens livres pobres no Rio de Janeiro da segunda metade do século XIX" (Soares, 1994: 40). Nesse mesmo período, é grande a quantidade de sentenciados ou presos no Rio de Janeiro: em 1850, são 1.676 presos (813 por cem mil habitantes), sem contar os sentenciados por crimes mais graves, cujo número é desconhecido; em 1868, são seis mil (três mil por cem mil habitantes); em 1874, são mais de oito mil (3.500 por cem mil habitantes) e em 1876 alcançam quase 13 mil (5.200 por cem mil habitantes), diminuindo nos anos seguintes até estabilizar-se, na década de 80, numa média anual de seis mil presos.[12]Com a proclamação da República, o novo Código Criminal transforma a prática da capoeira de simples contravenção em crime, agravado se existir formação de grupo ou malta. Em seguida, as maltas foram maciçamente reprimidas no primeiro governo republicano pelo chefe de polícia Sampaio Ferraz e mais de mil capoeiras foram desterrados em Fernando de Noronha. As maltas desapareceram, mas não os capoeiras, que reaparecem na Revolta da Vacina, em 1906, embora cada vez mais isoladamente. Hernani de Irajá ainda fala deles agindo no Rio dos anos 20, principalmente na Lapa (Irajá, 1960).
http://www.letras.puc-rio.br/catedra/revista/6Sem_16.html
Marineiros malaios na Marinha portuguesa
Os portugueses, desde que principiaram as grandes navega- ções, compreenderam a importância de ter intérpretes na tripula-ção. Os tripulantes mauritanos, os marujos mouros, malaios e in-
dianos eram tão necessários numa viagem quanto os conhecedo-res da direção dos ventos, das correntes marinhas, da posição das estrelas e do litoral africano. É certo que os primeiros encontros entre portugueses e africanos não foram amistosos. Flechas enve-nenadas de um lado e mosquetes de outro fizeram algumas baixas, entretanto, coube aos tradutores dos portugueses estabelecer con-tatos amistosos com a gente da terra. E, ali, nas proximidades do rio Senegal tratava-se de gente e terras que faziam parte do impé-rio jalofo.
http://www.ceao.ufba.br/livrosevideos/pdf/uma%20historia%20do%20negro%20no%20brasil_cap01.pdf
dianos eram tão necessários numa viagem quanto os conhecedo-res da direção dos ventos, das correntes marinhas, da posição das estrelas e do litoral africano. É certo que os primeiros encontros entre portugueses e africanos não foram amistosos. Flechas enve-nenadas de um lado e mosquetes de outro fizeram algumas baixas, entretanto, coube aos tradutores dos portugueses estabelecer con-tatos amistosos com a gente da terra. E, ali, nas proximidades do rio Senegal tratava-se de gente e terras que faziam parte do impé-rio jalofo.
http://www.ceao.ufba.br/livrosevideos/pdf/uma%20historia%20do%20negro%20no%20brasil_cap01.pdf
1565-Desertores en Brasil-Carreira da India
Provisão régia de 6 de Março de 1565 impediu que as naus destinadas à Índia, que lá não pudessem chegar, de modo algum arribassem ao Brasil, mas tornassem a Portugal, além de outros motivos porque, dessas freqüentes arribadas, resultava fugir a gente de bordo para terra: marca a preferência dos Portugueses pelo Brasil, à Índia ou ao Reino. Prefiro crer no gosto da aventura, do que apenas no medo ao enjôo. Passados três séculos e mais, não é a mesma coisa? Contra o interesse de Portugal, que os preferiria nas suas colônias, eles aqui vêm, vencendo obstáculos. Contra disposições legais do Brasil — quem o diria?! eles aqui vêm, sem cartas de chamada, seja como for. É uma cegueira: só amor, que não tem explicação, o explica.
http://74.125.77.132/search?q=cache:JQKxvFAd7W0J:www.ebooksbrasil.org/eLibris/peixoto.html+mareschal+%22florIANO+PEIXOTO%22&hl=es&ct=clnk&cd=4&gl=es
http://74.125.77.132/search?q=cache:JQKxvFAd7W0J:www.ebooksbrasil.org/eLibris/peixoto.html+mareschal+%22florIANO+PEIXOTO%22&hl=es&ct=clnk&cd=4&gl=es
Acervo inédito-Grabado de Capoeira siglo XIX
Conjunto documental: Registro de ofícios da Polícia ao comandante da Real e depois Imperial Guarda da Polícia
Notação: códice 327, vol. 01
Data-limite: 1811-1815
Título do fundo: Polícia da CorteCódigo do fundo: ØEArgumento de pesquisa: quilombosEmenta: ofício de Paulo Fernandes Vianna, intendente de polícia, para o coronel José Maria Rebello de Andrade Vasconcelos e Souza, primeiro comandante da guarda real de polícia da corte, ordenando a prisão de todos os negros e mulatos que fossem encontrados em jogos ou capoeiras, pelos Rocios da Sé, Carioca, Santa Rita, São Domingos, Praça do Capim, São Francisco de Paula, São Joaquim e Praia dos Mineiros, cercando, prendendo e os conduzindo a prisão do Calabouço para ali ser dada a ‘correção que merecem’.Data do documento: 05 de Setembro de 1817
Local: Rio de JaneiroFolha(s): 76vhttp://209.85.229.132/search?q=cache:98U9JzsBbPwJ:www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm%3Finfoid%3D777%26sid%3D64+Jos%C3%A9+Maria+Rebello+de+Andrade+Vasconcellos+e+Souza&cd=1&hl=es&ct=clnk
foto:MESTRES JOÃO PEQUENO & JOÃO GRANDE .(Vadiação in Europe, c. 2000)
Diseño: Movimiento del libro de Annibal Buerlamaqui,precursor de la Capoeira Deportiva-1928.Observamos la similitud de los dos diseños.http://www.capoeira-infos.org/ressources/textes/t_zuma_methode.html
imagen inferior:Objeto FUENTE:Digital:icon395061_73v_238.tifAutor/Criador:Ender, Thomas, 1793-1875.Título:[Estudos de atitudes: capoeira.]Data:[18--].Em:Zeichnungen von schiffen, gräsern und figurenNotas:Outros desenhos na mesma página.Assunto(s):Desenho austríaco Séc. XIX Drawing austrian 19th centuryLocalização do original:Iconografia C.I,4,10Suporte do original:DesenhoDireitos:Biblioteca Nacional (Brasil)
Notação: códice 327, vol. 01
Data-limite: 1811-1815
Título do fundo: Polícia da CorteCódigo do fundo: ØEArgumento de pesquisa: quilombosEmenta: ofício de Paulo Fernandes Vianna, intendente de polícia, para o coronel José Maria Rebello de Andrade Vasconcelos e Souza, primeiro comandante da guarda real de polícia da corte, ordenando a prisão de todos os negros e mulatos que fossem encontrados em jogos ou capoeiras, pelos Rocios da Sé, Carioca, Santa Rita, São Domingos, Praça do Capim, São Francisco de Paula, São Joaquim e Praia dos Mineiros, cercando, prendendo e os conduzindo a prisão do Calabouço para ali ser dada a ‘correção que merecem’.Data do documento: 05 de Setembro de 1817
Local: Rio de JaneiroFolha(s): 76vhttp://209.85.229.132/search?q=cache:98U9JzsBbPwJ:www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm%3Finfoid%3D777%26sid%3D64+Jos%C3%A9+Maria+Rebello+de+Andrade+Vasconcellos+e+Souza&cd=1&hl=es&ct=clnk
foto:MESTRES JOÃO PEQUENO & JOÃO GRANDE .(Vadiação in Europe, c. 2000)
Diseño: Movimiento del libro de Annibal Buerlamaqui,precursor de la Capoeira Deportiva-1928.Observamos la similitud de los dos diseños.http://www.capoeira-infos.org/ressources/textes/t_zuma_methode.html
imagen inferior:Objeto FUENTE:Digital:icon395061_73v_238.tifAutor/Criador:Ender, Thomas, 1793-1875.Título:[Estudos de atitudes: capoeira.]Data:[18--].Em:Zeichnungen von schiffen, gräsern und figurenNotas:Outros desenhos na mesma página.Assunto(s):Desenho austríaco Séc. XIX Drawing austrian 19th centuryLocalização do original:Iconografia C.I,4,10Suporte do original:DesenhoDireitos:Biblioteca Nacional (Brasil)
Foi nesse início de século XIX, mais exatamente em 1817, que o pintor austríaco Thomas Ender chegou ao Rio, acompanhando a comitiva de Dona Leopoldina de Habs- burgo, a prometida de D. Pedro I. Nos11 meses de permanência no Brasil, pro-duziu 782 aquarelas e desenhos.
Parte desse acervo inédito – 70 obras– compõe a exposição Thomas Ender 1817- 1818: O Encontro Com Uma Nova Luz, montada na Caixa Cultural até 2 de dezembro. Procedente do Gabinete de Gravuras do Museu de Belas Artes de Viena, o conjunto retrata paisagens rurais e urbanas e cenas do cotidiano.
Parte desse acervo inédito – 70 obras– compõe a exposição Thomas Ender 1817- 1818: O Encontro Com Uma Nova Luz, montada na Caixa Cultural até 2 de dezembro. Procedente do Gabinete de Gravuras do Museu de Belas Artes de Viena, o conjunto retrata paisagens rurais e urbanas e cenas do cotidiano.
http://www.roteirobrasilia.com.br/sites/500/551/00001425.pdf.
Zeichnungen von schiffen, gräsern und figuren
Zeichnungen von schiffen, gräsern und figuren
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_iconografia/icon395061/icon395061_73v_238.jpg
otra cita:Thomas Ender-http://www.dezenovevinte.net/artistas/thomas_ender.htm
http://www1.caixa.gov.br/imprensa/imprensa_release.asp?codigo=6507293&tipo_noticia=26
martes, 13 de enero de 2009
Ladja-Moringue-Capoeira
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
DOUTORADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS À
EDUCAÇÃO
CAPOEIRA ANGOLA: CULTURA POPULAR E O
JOGO DOS SABERES NA RODA
Pedro Rodolpho Jungers Abib
CAMPINAS – SÃO PAULO
BRASIL
2004
Desde a década de 1940, afirma Luiz Renato Vieira (1998), antropólogos como Herskovits têm apontado para a existência de “danças de combate” que trazem semelhanças com aquilo que conhecemos hoje como capoeira, não só na África - como o Muringue, em Madagascar -, como também em vários pontos da América, nos locais em que a diáspora negra se instalou. Relatos sobre o Mani em Cuba, e a Ladja na Martinica são dois exemplos dessas práticas. Sobre a Ladja, Vieira mostra a impressionante semelhança com a capoeira, verificada não somente do ponto de vista da execução de movimentos e golpes, como, o que é mais importante, o fato de congregar aspectos lúdicos, musicais (pratica-se ao som de atabaques) e de combate corporal.
Ao criticar um certo “essencialismo” que busca na pureza da África perdida, a origem da capoeira enquanto uma estratégia daqueles que insistem na africanização dessa manifestação, Vieira ressalta que é importante considerar a história da capoeira no contexto mais amplo das manifestações afro-brasileiras, e mesmo afro-americanas, sobretudo aquelas que, como a capoeira atual, associavam dança, luta e jogo. “Certamente as influências e empréstimos recíprocos entre as diferentes manifestações foram importantes ao longo dos séculos, e provavelmente eram bem poucos os que se preocupavam então com a ‘pureza’ delas” (p.96).
É certo que não podemos desconsiderar o processo híbrido que caracterizou a formação das manifestações afro-brasileiras e mesmo as afro-americanas. Também é certo que, no Brasil
como em poucos lugares do mundo, podemos verificar o quanto a influência africana foi marcante e mesmo preponderante em boa parte das manifestações envolvendo os elementos lúdicos de dança, música, jogo e brincadeira. Não podemos desvincular o contexto de surgimento da capoeira, do contexto do surgimento do maracatu, por exemplo, ou das congadas e moçambiques, do jongo e do próprio samba, apenas para citar as manifestações mais conhecidas, que partilham, juntamente com a capoeira, de um mesmo núcleo cultural proveniente da África, responsável por claras semelhanças entre essas manifestações.
http://www.grupomel.ufba.br/textos/download/teses/capoeira_angola_cultura_popular_e_jogos_dos_saberes_na_roda_tese.pdf
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
DOUTORADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS À
EDUCAÇÃO
CAPOEIRA ANGOLA: CULTURA POPULAR E O
JOGO DOS SABERES NA RODA
Pedro Rodolpho Jungers Abib
CAMPINAS – SÃO PAULO
BRASIL
2004
Desde a década de 1940, afirma Luiz Renato Vieira (1998), antropólogos como Herskovits têm apontado para a existência de “danças de combate” que trazem semelhanças com aquilo que conhecemos hoje como capoeira, não só na África - como o Muringue, em Madagascar -, como também em vários pontos da América, nos locais em que a diáspora negra se instalou. Relatos sobre o Mani em Cuba, e a Ladja na Martinica são dois exemplos dessas práticas. Sobre a Ladja, Vieira mostra a impressionante semelhança com a capoeira, verificada não somente do ponto de vista da execução de movimentos e golpes, como, o que é mais importante, o fato de congregar aspectos lúdicos, musicais (pratica-se ao som de atabaques) e de combate corporal.
Ao criticar um certo “essencialismo” que busca na pureza da África perdida, a origem da capoeira enquanto uma estratégia daqueles que insistem na africanização dessa manifestação, Vieira ressalta que é importante considerar a história da capoeira no contexto mais amplo das manifestações afro-brasileiras, e mesmo afro-americanas, sobretudo aquelas que, como a capoeira atual, associavam dança, luta e jogo. “Certamente as influências e empréstimos recíprocos entre as diferentes manifestações foram importantes ao longo dos séculos, e provavelmente eram bem poucos os que se preocupavam então com a ‘pureza’ delas” (p.96).
É certo que não podemos desconsiderar o processo híbrido que caracterizou a formação das manifestações afro-brasileiras e mesmo as afro-americanas. Também é certo que, no Brasil
como em poucos lugares do mundo, podemos verificar o quanto a influência africana foi marcante e mesmo preponderante em boa parte das manifestações envolvendo os elementos lúdicos de dança, música, jogo e brincadeira. Não podemos desvincular o contexto de surgimento da capoeira, do contexto do surgimento do maracatu, por exemplo, ou das congadas e moçambiques, do jongo e do próprio samba, apenas para citar as manifestações mais conhecidas, que partilham, juntamente com a capoeira, de um mesmo núcleo cultural proveniente da África, responsável por claras semelhanças entre essas manifestações.
http://www.grupomel.ufba.br/textos/download/teses/capoeira_angola_cultura_popular_e_jogos_dos_saberes_na_roda_tese.pdf
Presos capoeiras en Rio 1811
Conjunto documental: Relação de presos feitos na PolíciaNotação: códice 403, vol. 01Data-limite: 1812-1816Título do fundo: Polícia da CorteCódigo do fundo: ØEArgumento de pesquisa: Ementa: registro da prisão dos escravos, Felipe Lebolo, Manoel Benguela, José Benguela, Serafim Congo e Augusto Angola, todos por praticarem a capoeira, fazendo tal desordem que quebraram a perna de um negro que teve seu nome ignorado. Data do documento: 5 de junho de 1811Local: Rio de JaneiroFolha(s): 8
Conjunto documental: Registro de ofícios da Polícia ao comandante da Real e depois Imperial Guarda da PolíciaNotação: códice 327, vol. 01Data-limite: 1811-1815Título do fundo: Polícia da CorteCódigo do fundo: ØEArgumento de pesquisa: quilombosEmenta: registro do ofício de Paulo Fernandes Vianna, intendente de polícia, para o brigadeiro José Maria Rebello de Andrade Vasconcelos e Souza, primeiro comandante da guarda real de polícia da corte, no qual cita a prisão ilegal de Francisco, escravo de João dos santos Cardoso, preso e punido com 300 açoites, por estar jogando capoeira no Matadouro. O intendente averiguou o caso e constatou se tratar na verdade de vingança dos soldados contra o verdadeiro dono do negro, o senhor Francisco Batista, não existindo assim culpa nenhuma e nem capoeiragem. Paulo Fernandes defende a punição dos soldados, pedindo que no futuro a verdade seja averiguada na antes de ser dada punição aos suspeitos de crimes.Data do documento: 14 de Março de 1818Local: Rio de JaneiroFolha(s): 77v
http://74.125.77.132/search?q=cache:15-Z-fer6-MJ:www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm%3Ffrom_info_index%3D6%26infoid%3D777%26query%3Dsimple%26search_by_authorname%3Dall%26search_by_field%3Dtax%26search_by_headline%3Dfalse%26search_by_keywords%3Dany%26search_by_priority%3Dall%26search_by_section%3Dall%26search_by_state%3Dall%26search_text_options%3Dall%26sid%3D64%26text%3Dcapoeira+escravo+de+Manoel+Cardoso+Fontes+capoeira&hl=es&ct=clnk&cd=19
Conjunto documental: Registro de ofícios da Polícia ao comandante da Real e depois Imperial Guarda da PolíciaNotação: códice 327, vol. 01Data-limite: 1811-1815Título do fundo: Polícia da CorteCódigo do fundo: ØEArgumento de pesquisa: quilombosEmenta: registro do ofício de Paulo Fernandes Vianna, intendente de polícia, para o brigadeiro José Maria Rebello de Andrade Vasconcelos e Souza, primeiro comandante da guarda real de polícia da corte, no qual cita a prisão ilegal de Francisco, escravo de João dos santos Cardoso, preso e punido com 300 açoites, por estar jogando capoeira no Matadouro. O intendente averiguou o caso e constatou se tratar na verdade de vingança dos soldados contra o verdadeiro dono do negro, o senhor Francisco Batista, não existindo assim culpa nenhuma e nem capoeiragem. Paulo Fernandes defende a punição dos soldados, pedindo que no futuro a verdade seja averiguada na antes de ser dada punição aos suspeitos de crimes.Data do documento: 14 de Março de 1818Local: Rio de JaneiroFolha(s): 77v
http://74.125.77.132/search?q=cache:15-Z-fer6-MJ:www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm%3Ffrom_info_index%3D6%26infoid%3D777%26query%3Dsimple%26search_by_authorname%3Dall%26search_by_field%3Dtax%26search_by_headline%3Dfalse%26search_by_keywords%3Dany%26search_by_priority%3Dall%26search_by_section%3Dall%26search_by_state%3Dall%26search_text_options%3Dall%26sid%3D64%26text%3Dcapoeira+escravo+de+Manoel+Cardoso+Fontes+capoeira&hl=es&ct=clnk&cd=19
Lutas simbólicas e violência física: fazendeiros e trabalhadores negros no Oeste Paulista, 1888-1914
Desordeiros e vagabundos
.....................No início de 1890, o delegado de Santa Rita do Passo Quatro quis recrutar um liberto por ser “conhecido e afamado desordeiro, individuo turbulento e temivel capoeira.”47 Em setembro deste ano, um fazendeiro de São Carlos prendeu e remeteu David, aparentemente liberto, porque “é homen torbulento, dezrespeitador de família, é vagabundo e da-se ao vicio da embreaguez; e, como este individuo, ms de uma vez tenha perturbado o sucego de minha fazenda, como tãobem de minha família”.48
http://74.125.77.132/search?q=cache:TkpdkA6-PqoJ:sitemason.vanderbilt.edu/files/lO6gAo/Monsma.doc+escravo+de+Manoel+Cardoso+Fontes+capoeira&hl=es&ct=clnk&cd=12
.....................No início de 1890, o delegado de Santa Rita do Passo Quatro quis recrutar um liberto por ser “conhecido e afamado desordeiro, individuo turbulento e temivel capoeira.”47 Em setembro deste ano, um fazendeiro de São Carlos prendeu e remeteu David, aparentemente liberto, porque “é homen torbulento, dezrespeitador de família, é vagabundo e da-se ao vicio da embreaguez; e, como este individuo, ms de uma vez tenha perturbado o sucego de minha fazenda, como tãobem de minha família”.48
http://74.125.77.132/search?q=cache:TkpdkA6-PqoJ:sitemason.vanderbilt.edu/files/lO6gAo/Monsma.doc+escravo+de+Manoel+Cardoso+Fontes+capoeira&hl=es&ct=clnk&cd=12
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1890-reclutamento de Capoeiras en Sao Paulo
REVOLTA E TEATRALIDADE, UMA PERSPECTIVA ARTAUDIANA
MESTRADO EM TEATRO
CURSO: INVENTANDO O BRASIL: IDENTIDADE, MEMÓRIA E PERFORMANCE
PROFESSORES: ZECA LIGIÉRO, MARTHA TUPINAMBÁ ULHÔA E GERALDO MOREIRA PRADO
ALUNA: LARISSA CARDOSO FERES ELIAS
Passava pouco das sete horas da noite de domingo, 8 de março de 1874, quando uma malta de capoeiras, composta de 'crioulos, mulatos e brancos' atravessava a rua da Lapa, vinda dos lados da Glória. Na frente da malta vinha o preto Oscar, escravo do Dr. Taylor, morador na Rua da Lapa 88... Entre outros se destacava no grupo o menor Isaías, escravo de Maria Taylor, filha do mesmo Dr. Taylor, copeiro, nascido na província do Rio, e Henrique, africano, com cerca de quarenta anos, cozinheiro...A malta atravessou o largo da Lapa, onde ficou Isaías, na confeitaria do largo. Em seguida, o grupo atravessou a rua dos Barbonos, atual Evaristo da Veiga, subiu a rua da Ajuda, passou pelo largo da Carioca, e adentrou o território guaiamu, ao chegar à rua dos Ourives, em frente à igreja de Nossa Senhora do Bom Parto.Uma malta contrária ali se colocara. Na esquina da rua São José, uma grande taverna seria palco do encontro. Em pouco tempo os dois grupos, tendo de uma lado as maltas da Marinha (região do cais Pharoux) e Santa Rita, e do outro a malta da Glória, se digladiavam, jogando cacos de garrafas uns nos outros. O conflito transbordou para a rua em frente, alarmando moradores e autoridades da área. ...Em minutos o som dos apitos era ouvido por toda a redondeza, mas tardou para surgir alguma autoridade policial. Quando começaram a aparecer policiais, os dois grupos se dispersaram. Enquanto a malta da Glória seguiu pela rua da Assembléia, os "partidos" de Santa Rita e Marinha foram em direção à rua dos Ourives, no sentido da Candelária.Neste momento, um dos assistentes da cena da pancadaria, Nemésio Ferreira da Costa, da janela do Salão dos Acadêmicos, na rua São José, veio à rua para apitar, perseguindo um integrante do bando de Santa Rita, chamado Zeferino... Na esquina de Ourives com Assembléia, este desafiou o outro com o grito tradicional - entra! - e foi surpreendido com o gesto de prisão de Nemésio. De acordo com a testemunha, ele não resistiu a prisão.Mas o desfecho do conflito já estava consumado. Oscar, chefe da malta da Glória, estava morto, vítima de uma perfuração no pulmão esquerdo. Quanto a Henrique, o africano de César Farani, acabou vítima de uma punhalada no estômago, dada pelo capoeira conhecido como Coruja, vendedor de pescados na praia do Peixe, reduto do lendário Manduca da Praia. Do lado dos guaiamus também houve baixas: ficou ferido no braço direito Raimundo, preto, escravo de...
fuente:(RIO, João do. A alma encantadora das ruas. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, 1987, p. 80. (Coleção Biblioteca Carioca v. 4). In: SOARES, Carlos Eugênio Líbano. Op. cit.)
http://hemi.nyu.edu/unirio/studentwork/imperio/projects/Larissa/Larissawork.htm
CURSO: INVENTANDO O BRASIL: IDENTIDADE, MEMÓRIA E PERFORMANCE
PROFESSORES: ZECA LIGIÉRO, MARTHA TUPINAMBÁ ULHÔA E GERALDO MOREIRA PRADO
ALUNA: LARISSA CARDOSO FERES ELIAS
Passava pouco das sete horas da noite de domingo, 8 de março de 1874, quando uma malta de capoeiras, composta de 'crioulos, mulatos e brancos' atravessava a rua da Lapa, vinda dos lados da Glória. Na frente da malta vinha o preto Oscar, escravo do Dr. Taylor, morador na Rua da Lapa 88... Entre outros se destacava no grupo o menor Isaías, escravo de Maria Taylor, filha do mesmo Dr. Taylor, copeiro, nascido na província do Rio, e Henrique, africano, com cerca de quarenta anos, cozinheiro...A malta atravessou o largo da Lapa, onde ficou Isaías, na confeitaria do largo. Em seguida, o grupo atravessou a rua dos Barbonos, atual Evaristo da Veiga, subiu a rua da Ajuda, passou pelo largo da Carioca, e adentrou o território guaiamu, ao chegar à rua dos Ourives, em frente à igreja de Nossa Senhora do Bom Parto.Uma malta contrária ali se colocara. Na esquina da rua São José, uma grande taverna seria palco do encontro. Em pouco tempo os dois grupos, tendo de uma lado as maltas da Marinha (região do cais Pharoux) e Santa Rita, e do outro a malta da Glória, se digladiavam, jogando cacos de garrafas uns nos outros. O conflito transbordou para a rua em frente, alarmando moradores e autoridades da área. ...Em minutos o som dos apitos era ouvido por toda a redondeza, mas tardou para surgir alguma autoridade policial. Quando começaram a aparecer policiais, os dois grupos se dispersaram. Enquanto a malta da Glória seguiu pela rua da Assembléia, os "partidos" de Santa Rita e Marinha foram em direção à rua dos Ourives, no sentido da Candelária.Neste momento, um dos assistentes da cena da pancadaria, Nemésio Ferreira da Costa, da janela do Salão dos Acadêmicos, na rua São José, veio à rua para apitar, perseguindo um integrante do bando de Santa Rita, chamado Zeferino... Na esquina de Ourives com Assembléia, este desafiou o outro com o grito tradicional - entra! - e foi surpreendido com o gesto de prisão de Nemésio. De acordo com a testemunha, ele não resistiu a prisão.Mas o desfecho do conflito já estava consumado. Oscar, chefe da malta da Glória, estava morto, vítima de uma perfuração no pulmão esquerdo. Quanto a Henrique, o africano de César Farani, acabou vítima de uma punhalada no estômago, dada pelo capoeira conhecido como Coruja, vendedor de pescados na praia do Peixe, reduto do lendário Manduca da Praia. Do lado dos guaiamus também houve baixas: ficou ferido no braço direito Raimundo, preto, escravo de...
fuente:(RIO, João do. A alma encantadora das ruas. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, 1987, p. 80. (Coleção Biblioteca Carioca v. 4). In: SOARES, Carlos Eugênio Líbano. Op. cit.)
http://hemi.nyu.edu/unirio/studentwork/imperio/projects/Larissa/Larissawork.htm
GRITO ESCRAVO: RELATOS DA REBELDIA ESCRAVA NA CIDADE DO RIO
GRITO ESCRAVO: RELATOS DA REBELDIA ESCRAVA NA CIDADE DO
RIO DE JANEIRO. SÉC. XIX (1840-1850).
São inúmeros os casos de negros “fujões” dos engenhos, casas dos senhores e até de alguns
conventos. Muitos escapavam e se dirigiam para a comunidade de fugitivos: o quilombo. Mas, nem todos os fugitivos engrossavam às fileiras dessas comunidades quilombolas. Não raras às vezes em que estes escravos se misturavam aos libertos na cidade criando seus espaços de sobrevivências. Se olharmos para a Capital baiana no ano de 1844, veremos um outro tipo de “espaço” conseguido pelos cativos, ou seja, a insurreição dos escravos aussás, tapas e nagôs.10
Destaca-se na ação isolada da resistência, particularmente fugas e assassinatos, a prática das
capoeiras. A capoeira na primeira metade do século XIX esteve atrelada à questão da escravidão e a procedência africana. Alguns dos “fujões” se misturavam aos capoeiras para se esconderem e se esquivarem das perseguições policiais. Ora,. “O fugido muitas vezes se misturava com o capoeira, pronto para enfrentar qualquer estranho que quisesse suprimir sua liberdade”11, pelos guetos, vielas e ruas lá estavam os negros agenciando suas próprias vidas, dispostos a quaisquer coisas para continuarem, pelo menos, no sentimento de liberdade. O negro capoeira, indivíduo isolado, igualmente temidos conhecedores de hábeis golpes de corpo, habitando às ruas, juntamente com todo o grupo de desocupados: rameiras, vagabundos, malandros, etc, marcou fortemente a vida social da cidade do Rio de Janeiro no século XIX. Lembramos que a Cidade do Rio de Janeiro neste período estava construída desordenadamente pelas vontades individuais, com pouca intervenção ou regulamentação do poder público12, o que possibilitou a ação dos negros rebeldes.
http://www.rj.anpuh.org/Anais/2006/conferencias/Everson%20Sofiste%20y%20Guthierrez.pdf
RIO DE JANEIRO. SÉC. XIX (1840-1850).
São inúmeros os casos de negros “fujões” dos engenhos, casas dos senhores e até de alguns
conventos. Muitos escapavam e se dirigiam para a comunidade de fugitivos: o quilombo. Mas, nem todos os fugitivos engrossavam às fileiras dessas comunidades quilombolas. Não raras às vezes em que estes escravos se misturavam aos libertos na cidade criando seus espaços de sobrevivências. Se olharmos para a Capital baiana no ano de 1844, veremos um outro tipo de “espaço” conseguido pelos cativos, ou seja, a insurreição dos escravos aussás, tapas e nagôs.10
Destaca-se na ação isolada da resistência, particularmente fugas e assassinatos, a prática das
capoeiras. A capoeira na primeira metade do século XIX esteve atrelada à questão da escravidão e a procedência africana. Alguns dos “fujões” se misturavam aos capoeiras para se esconderem e se esquivarem das perseguições policiais. Ora,. “O fugido muitas vezes se misturava com o capoeira, pronto para enfrentar qualquer estranho que quisesse suprimir sua liberdade”11, pelos guetos, vielas e ruas lá estavam os negros agenciando suas próprias vidas, dispostos a quaisquer coisas para continuarem, pelo menos, no sentimento de liberdade. O negro capoeira, indivíduo isolado, igualmente temidos conhecedores de hábeis golpes de corpo, habitando às ruas, juntamente com todo o grupo de desocupados: rameiras, vagabundos, malandros, etc, marcou fortemente a vida social da cidade do Rio de Janeiro no século XIX. Lembramos que a Cidade do Rio de Janeiro neste período estava construída desordenadamente pelas vontades individuais, com pouca intervenção ou regulamentação do poder público12, o que possibilitou a ação dos negros rebeldes.
http://www.rj.anpuh.org/Anais/2006/conferencias/Everson%20Sofiste%20y%20Guthierrez.pdf
Nireu Cavalcanti encontra registro de capoeira em 1789.

Crônicas históricas do Rio colonial
Nireu Oliveira CavalcantiCivilização Brasileira/FAPERJNúmero de páginas: 220Ano de lançamento: 2004
Crônicas históricas do Rio colonial reúne os acontecimentos no Rio de Janeiro entre os anos de 1700 e 1810. Os textos foram publicados originalmente no Caderno B do Jornal do Brasil, todas as semanas ao longo do ano de 1999.
Nireu Oliveira CavalcantiCivilização Brasileira/FAPERJNúmero de páginas: 220Ano de lançamento: 2004
Crônicas históricas do Rio colonial reúne os acontecimentos no Rio de Janeiro entre os anos de 1700 e 1810. Os textos foram publicados originalmente no Caderno B do Jornal do Brasil, todas as semanas ao longo do ano de 1999.
Nireu Cavalcanti encontra registro de capoeira em 1789.
O arquiteto e historiador Nireu Cavalcanti relevou no Arquivo Público do Rio de Janeiro a mais antiga prova documental da existência da capoeira.
en françaisin english
Matéria tirada doJornal do Brasil
REVISADO 19 DEZ 2004
Jornal do Brasil
15 de novembro de 1999Caderno B, p.22 - 1ª Edição
CRÔNICAS DO RIO COLONIAL20ª semana, 36ª crônica
NIREU CAVALCANTI
O capoeira
..........O mulato Adão, escravo de Manoel Cardoso Fontes, comprado ainda moleque, tornou-se um tipo robusto, trabalhador e muito obediente ao seu senhor, servindo-lhe nas tarefas da casa.
Manoel resolveu explorá-lo alugando-o a terceiros como servente de obras, carregador ou outro qualquer serviço braçal. Tornou-se Adão deste modo uma boa fonte de renda para seu senhor.
Com o passar do tempo, o tímido escravo, que antes vivera sempre caseiro, tornou-se mais desenvolto, independente e começou a chegar tarde em casa, muito tempo depois do término do serviço. Manoel questionava-o: o que levava à mudança de conduta? As desculpas eram as mais inconsistentes para o senhor. Até ocorrer o que já o preocupava: Adão não mais voltou para casa. Certamente fugira para algum quilombo do subúrbio da cidade.
Para sua surpresa, Manoel foi encontrar Adão por trás das grades da cadeia da Relação. Havia sido preso junto a outros desordeiros que praticavam a capoeira. Naquele dia ocorrera uma briga entre capoeiras e um deles fora morto. Crimes gravíssimos para as leis do reino: a prática da capoeiragem, ainda resultando em morte.Teve seu peido homologado pelo Tribunal em 25/4/1789 (ANRJ, Tribunal da Relação, cod.24, livro 10)
Manoel resolveu explorá-lo alugando-o a terceiros como servente de obras, carregador ou outro qualquer serviço braçal. Tornou-se Adão deste modo uma boa fonte de renda para seu senhor.
Com o passar do tempo, o tímido escravo, que antes vivera sempre caseiro, tornou-se mais desenvolto, independente e começou a chegar tarde em casa, muito tempo depois do término do serviço. Manoel questionava-o: o que levava à mudança de conduta? As desculpas eram as mais inconsistentes para o senhor. Até ocorrer o que já o preocupava: Adão não mais voltou para casa. Certamente fugira para algum quilombo do subúrbio da cidade.
Para sua surpresa, Manoel foi encontrar Adão por trás das grades da cadeia da Relação. Havia sido preso junto a outros desordeiros que praticavam a capoeira. Naquele dia ocorrera uma briga entre capoeiras e um deles fora morto. Crimes gravíssimos para as leis do reino: a prática da capoeiragem, ainda resultando em morte.Teve seu peido homologado pelo Tribunal em 25/4/1789 (ANRJ, Tribunal da Relação, cod.24, livro 10)
A dinâmica da capoeira no Rio de Janeiro
A CAPOEIRA NO RIO DE JANEIRO 1910 – 1950: NARRATIVAS DE MESTRE CELSO
Gabriel da Silva Vidal Cid Graduando em História da Universidade do Rio de Janeiro (UNIRIO)
....Depois de vinte anos passados do fim do trafico atlântico – legal – de negros, a capoeira deixara de ser exclusividade destes. Brancos europeus, portugueses e mestiços livres a praticavam (BRETAS, 1989:58). "O início dos anos 60 foi em particular um período crítico de transição da capoeira como um fenômeno marcadamente escravo e negro para uma capoeira mesclada de participação até de imigrantes" (SOARES, 1994: 103). Durante a segunda metade do século XIX ocorreu uma simbiose do universo da capoeiragem com o mundo militar. Aproveitavam-se os capoeiras das rixas entre militares e policiais para protegerem-se. Ao final da Guerra do Paraguai o centro de poder passa da Guarda Nacional para o Exército. Não foram poucos os feitos heróicos realizados por soldados capoeiras durante a guerra. São variados os relatos, inclusive de oficiais, de admiração aos soldados e a capoeira. Durante o início do século XX as instituições militares foram focos da prática da capoeira.
A partir da década de 50 do século XIX se consolidam as mudanças: ampliação do espaço para atividade secundária e terciária, juntamente com o crescimento de segmentos livres, e com ele a ‘viração’. Essa ampliação de espaço deu oportunidade também à constituição de um mercado onde se ofereciam e compravam ‘experiências’, assim como já ocorria com o jogo da força de trabalho. Essas experiências adquiridas no cotidiano da viração e da vadiagem, ganharam um valor de troca. Assim, as habilidades da capoeiragem passaram a ser compradas pelo jogo político partidário. A capoeira a serviço de liberais e conservadores foi um eficiente instrumento de pressão no processo eleitoral (DIAS, 1993: 127). Por vezes os poderes se misturavam, como vemos neste comentário de cronista da Revista Ilustrada, 1878, n.º 124:
A partir da década de 50 do século XIX se consolidam as mudanças: ampliação do espaço para atividade secundária e terciária, juntamente com o crescimento de segmentos livres, e com ele a ‘viração’. Essa ampliação de espaço deu oportunidade também à constituição de um mercado onde se ofereciam e compravam ‘experiências’, assim como já ocorria com o jogo da força de trabalho. Essas experiências adquiridas no cotidiano da viração e da vadiagem, ganharam um valor de troca. Assim, as habilidades da capoeiragem passaram a ser compradas pelo jogo político partidário. A capoeira a serviço de liberais e conservadores foi um eficiente instrumento de pressão no processo eleitoral (DIAS, 1993: 127). Por vezes os poderes se misturavam, como vemos neste comentário de cronista da Revista Ilustrada, 1878, n.º 124:
lunes, 12 de enero de 2009
Capitão do Exército Imperial Guilherme Luiz de Taube
Consideramos o ano de 1841 como o marco inicial da história da gymnastica no CPII [Colégio Pedro Segundo]. Exatamente no dia nove de setembro, Guilherme Luiz de Taube, ex-Capitão do Exército Imperial, entrou em exercício no cargo de mestre de gymnastica do Colégio. [...] Guilherme de Taube, como a maioria dos mestres de gymnastica que passariam pelo CPII ao longo dos oitocentos, era um ex-oficial do Exército. Sua experiência com os exercícios ginásticos no meio militar serviu como um atestado de sua aptidão para o emprego no Colégio. Durante todo o período imperial não haveria concurso para esse cargo, sendo os profissionais contratados diretamente pelo Reitor ou pelo Ministro do Império, de acordo com a necessidade da instituição. A gymnastica era considerada uma atividade eminentemente prática. Ao contrário dos responsáveis pelas outras cadeiras oferecidas pelo CPII, os pretendentes ao cargo de mestre de gymnastica não eram avaliados por seu conhecimento teórico, mas por sua perícia e experiência de trabalho com esta arte no meio militar ou nas instituições escolares civis. [...] (CUNHA JR, C F F. Organização e cotidiano escolar da “Gymnastica” - uma história no Imperial Collegio de Pedro Segundo. Perspectiva, Florianópolis, v. 22, n. Especial, p. 163-195, jul./dez. 2004)
http://209.85.229.132/search?q=cache:zfvlw5cSUa8J:www.polmil.sp.gov.br/unidades/ccfo/Caderno%2520de%2520Quest%25F5es%2520-%2520Vestibular%25202008.doc+Ex%C3%A9rcito+Imperial+Guilherme+Luiz+de+Taube&hl=es&ct=clnk&cd=1
OTRAS CITAS:http://www.webartigos.com/articles/3097/1/educacao-fisica-no-brasil-uma-historia-politica/pagina1.html
http://209.85.229.132/search?q=cache:K8kK-ho9cmkJ:www.uff.br/gef/Anais-V.doc+Ex%C3%A9rcito+Imperial+Guilherme+Luiz+de+Taube&hl=es&ct=clnk&cd=7
http://209.85.229.132/search?q=cache:vQ7l528JiS0J:www.efdeportes.com/efd124/a-historia-da-educacao-fisica-escolar-no-brasil.htm+Ex%C3%A9rcito+Imperial+Guilherme+Luiz+de+Taube&hl=es&ct=clnk&cd=5
http://209.85.229.132/search?q=cache:zfvlw5cSUa8J:www.polmil.sp.gov.br/unidades/ccfo/Caderno%2520de%2520Quest%25F5es%2520-%2520Vestibular%25202008.doc+Ex%C3%A9rcito+Imperial+Guilherme+Luiz+de+Taube&hl=es&ct=clnk&cd=1
OTRAS CITAS:http://www.webartigos.com/articles/3097/1/educacao-fisica-no-brasil-uma-historia-politica/pagina1.html
http://209.85.229.132/search?q=cache:K8kK-ho9cmkJ:www.uff.br/gef/Anais-V.doc+Ex%C3%A9rcito+Imperial+Guilherme+Luiz+de+Taube&hl=es&ct=clnk&cd=7
http://209.85.229.132/search?q=cache:vQ7l528JiS0J:www.efdeportes.com/efd124/a-historia-da-educacao-fisica-escolar-no-brasil.htm+Ex%C3%A9rcito+Imperial+Guilherme+Luiz+de+Taube&hl=es&ct=clnk&cd=5
POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO: Elementos para a construção de umacartografia social da questão policial no Brasil
foto:Escuela Joinville le Point-Franciahttp://sala-prensa-internacional-fica.blogspot.com/2009/01/misso-francesa-e-o-nascimento-de-uma.html
foto:
PRIMEIRA ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - 1906
Ginásio da Escola de Educação Física da Força Pública de SP em foto do início do século XX. Este estabelecimento de formação de instrutores e
monitores de Educação Física foi o primeiro de seu gênero no Brasil,criado em 1906 por proposta do coronel Paul Balagny,chefe da Missão Militar Francesa no estado de São Paulo.
http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/215.pdf
POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO: Elementos para a construção de umacartografia social da questão policial no BrasilJosé Eduardo Azevedo.
A Missão Francesa que fora contratada, inicialmente, para um período de dois anos,acabou permanecendo em São Paulo de 21 de março de 1906 a 4 de agosto de 1914, pelosesforços permanentes de Jorge Tibiriçá, Albuquerque Lins, Rodrigues Alves, Barão do RioBranco, Washington Luís e de Paul Balagny, junto à Legação de Paris, para a prorrogação do Contrato entre São Paulo e a República Francesa, fazendo com que essa Missão permanecesseno país até o término da formação de toda a Força Pública. Após esses anos de formação,instrução, fardamento, armamento e comando, a Força Policial do Estado ostentava um altopadrão de organização e disciplina, constituindo-se em instrumento de repressão e defesa, emque os governos se apoiariam legalmente, embora nem sempre com a preocupação primordialde defesa do interesse público. A concepção da organização da força policial paulista, namentalidade dos homens de governo de São Paulo, passava pelo pressuposto daprofissionalização: homens preparados para o confronto permanente com a sociedade a serdisciplinada, ou mesmo reprimida. (AMARAL, 1966)
................................não só existiram multiplicidades – como,por exemplo, oposição entre a experiência militar francesa e a nacional, Exército, polícia,imprensa, raças, senhores, escravos, classes perigosas –, como também houve momentos decolisão de forças, de série de acontecimentos que produziram traços lívidos em rostidades noscampos de resistências, onde o poder parecia perene: do negro constituindo seu corpo emarma de guerra, com os capoeiras, contra o capitão-de-mato, em aparência invulnerável sobre sua máquina de guerra-cavalo, da máquina de guerra trator pondo a pique velhos casarõestransformados em cortiços, máquina de guerra prisão, confinando existências libertárias ouconsideradas perigosas, máquina de guerra regional fazendo-se Estado-nação recorrendo asaberes e práticas disciplinares de corpos trazidos para além do espaço liso dos oceanos.(AMARAL, 1966; ANDRADE & CÂMARA, 1931 e FERNANDES, 1974).http://www.guto.marilia.unesp.br/revistalevs/edicao1/Autores/Azevedo.pdf
otras citas:http://www.crimenysociedad.com.ar/wp-content/uploads/2008/09/tesis-rosemberg-parte-1.pdf
http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/28.pdf
foto:PRIMEIRA ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - 1906
Ginásio da Escola de Educação Física da Força Pública de SP em foto do início do século XX. Este estabelecimento de formação de instrutores e
monitores de Educação Física foi o primeiro de seu gênero no Brasil,criado em 1906 por proposta do coronel Paul Balagny,chefe da Missão Militar Francesa no estado de São Paulo.
http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/215.pdf
POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO: Elementos para a construção de umacartografia social da questão policial no BrasilJosé Eduardo Azevedo.
A Missão Francesa que fora contratada, inicialmente, para um período de dois anos,acabou permanecendo em São Paulo de 21 de março de 1906 a 4 de agosto de 1914, pelosesforços permanentes de Jorge Tibiriçá, Albuquerque Lins, Rodrigues Alves, Barão do RioBranco, Washington Luís e de Paul Balagny, junto à Legação de Paris, para a prorrogação do Contrato entre São Paulo e a República Francesa, fazendo com que essa Missão permanecesseno país até o término da formação de toda a Força Pública. Após esses anos de formação,instrução, fardamento, armamento e comando, a Força Policial do Estado ostentava um altopadrão de organização e disciplina, constituindo-se em instrumento de repressão e defesa, emque os governos se apoiariam legalmente, embora nem sempre com a preocupação primordialde defesa do interesse público. A concepção da organização da força policial paulista, namentalidade dos homens de governo de São Paulo, passava pelo pressuposto daprofissionalização: homens preparados para o confronto permanente com a sociedade a serdisciplinada, ou mesmo reprimida. (AMARAL, 1966)
................................não só existiram multiplicidades – como,por exemplo, oposição entre a experiência militar francesa e a nacional, Exército, polícia,imprensa, raças, senhores, escravos, classes perigosas –, como também houve momentos decolisão de forças, de série de acontecimentos que produziram traços lívidos em rostidades noscampos de resistências, onde o poder parecia perene: do negro constituindo seu corpo emarma de guerra, com os capoeiras, contra o capitão-de-mato, em aparência invulnerável sobre sua máquina de guerra-cavalo, da máquina de guerra trator pondo a pique velhos casarõestransformados em cortiços, máquina de guerra prisão, confinando existências libertárias ouconsideradas perigosas, máquina de guerra regional fazendo-se Estado-nação recorrendo asaberes e práticas disciplinares de corpos trazidos para além do espaço liso dos oceanos.(AMARAL, 1966; ANDRADE & CÂMARA, 1931 e FERNANDES, 1974).http://www.guto.marilia.unesp.br/revistalevs/edicao1/Autores/Azevedo.pdf
otras citas:http://www.crimenysociedad.com.ar/wp-content/uploads/2008/09/tesis-rosemberg-parte-1.pdf
http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/28.pdf
domingo, 11 de enero de 2009
Guerrilleros Acróbatas-Luchadores-Caporeiras

Paul Gauguin-Savate


Eugène Henri Paul Gauguin (París, 7 de junio de 1848 - Atuona, Islas Marquesas, 9 de mayo de 1903)
Gauguin se embarca en la marina mercante siendo aún muy joven, y luego en la Armada Francesa, en la que sirve a bordo de la corbeta Jerôme Napoléon.
Estando enrolado en la Armada Francesa aprendió Savate como vemos en su "Diario íntimo" cita:...............Pero estoy hablando de boxeo inglés; en Joinville-le-Pont practican lo que llaman boxeo francés, o savate. Cuando fui marino, practique savate............
http://www.scribd.com/doc/7194943/Paul-Gauguin-DiArio-Intimo-Espanhol
Gauguin se embarca en la marina mercante siendo aún muy joven, y luego en la Armada Francesa, en la que sirve a bordo de la corbeta Jerôme Napoléon.
Estando enrolado en la Armada Francesa aprendió Savate como vemos en su "Diario íntimo" cita:...............Pero estoy hablando de boxeo inglés; en Joinville-le-Pont practican lo que llaman boxeo francés, o savate. Cuando fui marino, practique savate............
http://www.scribd.com/doc/7194943/Paul-Gauguin-DiArio-Intimo-Espanhol
HISTORIA DEL SAVATE:http://kickboxingmma.iespana.es/historia/HISTORIADELBOXEOFRANCES.htm
Savate, también conocido como boxe française (boxeo francés) o kickboxing francés, es una arte marcial francesa - un tipo de boxe pieds-poings - que usa tanto las manos como los pies como armas e incluye elementos del boxeo occidental, técnicas de agarre y técnicas de pierna (solo con los pies: ni rodilla, ni tibia). Los practicantes de savate son dichos savateurs o "tireurs" en el caso de los hombres, y savateuses en el de las mujeres.
Savate toma su nombre de la palabra francesa para bota vieja (calzado pesado que se solía usar durantes los combates) y es actualmente una amalgama para las técnicas francesas de lucha de principios del siglo XIX. En esa época, savate era un tipo de lucha común en París y en el norte de Francia; y en el sur, especialmente en el puerto de Marsella, los marineros habían desarrollado otro estilo conocido como jeu marseillais (juego marsellés), que fue renombrado a chausson (zapatilla, que era el calzado que usaban los marineros). En contraste, en esta época en Inglaterra (el lugar de nacimiento del boxeo y las reglas de Queensberry), dar patadas era visto como antideportivo o como algo que solo usarían los más cobardes.
Los dos personajes clave en la historia del cambio de lucha callejera a savate moderno son Michel Casseux (también conocido como "le Pisseux") (1794-1869), y Charles Lecour (1808-1894). Casseux abrió en 1825 el primer edificio para practicar y promocionar una versión reglamentada de chausson y savate (prohibiendo los golpes con la cabeza, ataques con los pulgares a los ojos, etc). De cualquier manera, el deporte aún así no consiguió deshacerse de su reputación de lucha callejera. Un alumno de Casseux, Charles Lecour estuvo expuesto al arte inglés del boxeo sobre el año 1830 y se sintió desfavorecido, solo usando sus manos para golpear los pies del oponente y así alejarlos, en lugar de pegar puñetazos como en el boxeo. Por esta razón se entrenó en boxeo durante dos años antes de, en 1832, combinando boxeo con chausson y savate para crear el deporte de savate boxe française tal y como lo conocemos hoy.
Savate toma su nombre de la palabra francesa para bota vieja (calzado pesado que se solía usar durantes los combates) y es actualmente una amalgama para las técnicas francesas de lucha de principios del siglo XIX. En esa época, savate era un tipo de lucha común en París y en el norte de Francia; y en el sur, especialmente en el puerto de Marsella, los marineros habían desarrollado otro estilo conocido como jeu marseillais (juego marsellés), que fue renombrado a chausson (zapatilla, que era el calzado que usaban los marineros). En contraste, en esta época en Inglaterra (el lugar de nacimiento del boxeo y las reglas de Queensberry), dar patadas era visto como antideportivo o como algo que solo usarían los más cobardes.
Los dos personajes clave en la historia del cambio de lucha callejera a savate moderno son Michel Casseux (también conocido como "le Pisseux") (1794-1869), y Charles Lecour (1808-1894). Casseux abrió en 1825 el primer edificio para practicar y promocionar una versión reglamentada de chausson y savate (prohibiendo los golpes con la cabeza, ataques con los pulgares a los ojos, etc). De cualquier manera, el deporte aún así no consiguió deshacerse de su reputación de lucha callejera. Un alumno de Casseux, Charles Lecour estuvo expuesto al arte inglés del boxeo sobre el año 1830 y se sintió desfavorecido, solo usando sus manos para golpear los pies del oponente y así alejarlos, en lugar de pegar puñetazos como en el boxeo. Por esta razón se entrenó en boxeo durante dos años antes de, en 1832, combinando boxeo con chausson y savate para crear el deporte de savate boxe française tal y como lo conocemos hoy.
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