CAPOEIRA: A HISTÓRIA E TRAJETÓRIA DE UM PATRIMÔNIO
CULTURAL DO BRASIL
Ricardo Martins Porto Lussac. Universidade Castelo Branco – PROCIMH -
LABESPORTE, Avenida Salvador Allende nº 6700, Recreio dos Bandeirantes, CEP
22780-160, Rio de Janeiro-RJ. E-mail: ricardolussac@yahoo.com.br
Desde o final do século XIX, alguns intelectuais da época, observando o viés positivo
da prática da capoeira sob um olhar patriótico e acompanhando o movimento inicial de
esportivização e institucionalização dos esportes e jogos pelo mundo, defendiam esta como uma ginástica e luta nacional, de origem brasileira, que deveria ser incentivada como prática regrada e aproveitada nos meios militares e na formação física dos jovens. Embora se possam encontrar referências no início do século XX que abordavam a capoeira de diferentes formas
(CAMPOS, 1906; BARRETO, 1908), pode-se afirmar que o marco da iniciativa mais
expressiva em promover a luta brasileira como esporte, defesa pessoal e ginástica foi a
publicação da obra O Guia do Capoeira ou Ginástica Brasileira (OFEREÇO, DEDICO E CONSAGRO, 1907). Esta publicação foi seguida pela de Zuma, Aníbal Burlamaqui (1928) - Ginástica Nacional (Capoeiragem) – metodizada e regrada - considerada um aperfeiçoamento e extensão da primeira. A publicação da obra de Zuma reacendeu mais vivamente um movimento da prática da capoeira como esporte-luta, sendo provavelmente esta uma influência para alguns personagens da história da capoeira começarem uma empreitada
por mudanças na prática da arte-luta. No Rio de Janeiro podemos constatar principalmente o
trabalho de Sinhozinho, que treinou jovens de Ipanema, como Tom Jobim, Rudolf Hermanny,
Luiz Aguiar – o Cirandinha, Paulo Amaral, Neyder Alves – o Copacabana, os irmãos Pettezzoni, entre muitos outros. A publicação da obra de Zuma, o trabalho de Sinhozinho e suas respectivas repercussões teriam influenciado Mestre Bimba a criar a sua Luta Regional Baiana na Bahia, mais tarde conhecida como Capoeira Regional (LOPES, 2002; LUSSAC, 2004). O próprio nome Regional teria sido dado em oposição ao Nacional, utilizado para a denominação da prática esportiva da capoeira no Rio de Janeiro naquele período, no intuito de se desvencilhar da carga pejorativa que o termo capoeira ainda carregava, e assim obter uma melhor aceitação. As mudanças advindas da criação da Luta Regional Baiana na Bahia por Mestre Bimba geraram um novo movimento de capoeiristas naquela região, onde iriam denominar a capoeira praticada por eles como
Capoeira Angola (LUSSAC, 2004), influenciados por pesquisadores da época que, por sua vez, pautaram seus estudos em autores que afirmavam um exclusivismo banto na formação étnica brasileira (ARAÚJO; JAQUEIRA, 2004). Este movimento seria uma oposição às mudanças na capoeira realizadas por Bimba, somadas às reivindicações socioculturais e identitárias de seus praticantes. Tanto a Capoeira Regional como a Capoeira Angola mais tarde viriam a compor grande parte das matrizes irradiadoras da capoeira pelo Brasil e pelo mundo.
http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/RevEducFis/article/view/5815/3992
NOTA: 1996 ANGELO, Decânio Filho. A herança de Mestre Bimba: filosofia e lógica africanas da capoeira. Salvador: [s.n.]. Edição do autor. Apresentação de Jorge Amado e Esdras Magalhães dos Santos. Ângelo Decânio foi aluno e médico de Mestre Bimba, e conviveu com Cisnando Lima ("foi o primeiro aluno branco da classe social dominante em Salvador; Cisnando logo induziu o Mestre Bimba a enriquecer o potencial bélico da luta negra...". Pág. 112). Com profunda admiração, mas com singular realismo, Decano exalta a figura de Bimba. Com autoridade, às folhas tantas, chama atenção para graves distorções que estão ocorrendo, atualmente, com a Capoeira Regional. Leitura recomendada.
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sábado, 1 de agosto de 2009
sábado, 21 de marzo de 2009
Capoeira Angola sobreviviente de la cultura malaya,el Bensilat???
FOTOS:Capoeira Angola y Pencak-Silat
NOTA DEL PESQUISADOR: la afirmación de esta página ecuanto a la casi desaparición de la Capoeira Angola,me lleva a pensar en Pastinha y en quienes la enseñaron este arte.Después de mucho tiempo de pesquisa sin encontrar informaciones objetivas sobre la danza ngolo,ni en Angola ni en otro lugar,si afirmo que através de los marineros malayos enrolados en la Armada portuguesa pudo llegar el Bersilat,danza -ritual con exactas ó parecidas citas corporales y musicales de la Capoeira Angola.Hubo una minoría de marineros malayos llegados a Brasil; este arte se ha perdido en los tiempos ,si bién se conserva en su lugar de origen, Malasia. Queda mucho que pesquisar pero este ritual del Bersilat era secreto,practicado también en Timor ,ex-colonia portuguesa, por tanto ,entre todos sigamos este rastro.En este blog hay muchas citas de fuentes fidedignas que apuntan al origen de la Capoeira Angola en Malasia , sin negar que pudo llegar de cualquier lugar a Brasil ya que antes de existir Brasil como tal colonia ,este arte del Bersilat ya viajaba por el Oceano Indico donde se aculturó en Madagascar con culturas Bantús, Swahilis, Hindúes y Chinas.A diferencia de otros marciales el PS utiliza como parte fundamental la música, cada movimiento del practicante es acompañado por una gran banda de músicos con instrumentos originarios tradicionales del sureste asiático. Esta banda se llama gamelán y tiene entre sus instrumentos gongs, xilófonos de madera y metal, tambores de madera y piel... Sin embargo, los que marcan el ritmo de la música no es la banda si no los combatientes .Cuanto más rápido se muevan los combatientes, más rápida irá la música.Los combates se desarrollan en una arena cuadrada de 10 metros por 10 metros. Dentro de este cuadrado existen dos círculos, uno de 8 metros y otro de 3 metros de diámetro. Los combatientes se sitúan uno enfrente del otro, guardando una distancia de 3 metros (los del círculo del centro).El PS se basa en la esquiva y contra-ataque. Como todo arte marcial es una disciplina de lucha dedicada a la defensa personal.
martes, 13 de enero de 2009
Ladja-Moringue-Capoeira
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
DOUTORADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS À
EDUCAÇÃO
CAPOEIRA ANGOLA: CULTURA POPULAR E O
JOGO DOS SABERES NA RODA
Pedro Rodolpho Jungers Abib
CAMPINAS – SÃO PAULO
BRASIL
2004
Desde a década de 1940, afirma Luiz Renato Vieira (1998), antropólogos como Herskovits têm apontado para a existência de “danças de combate” que trazem semelhanças com aquilo que conhecemos hoje como capoeira, não só na África - como o Muringue, em Madagascar -, como também em vários pontos da América, nos locais em que a diáspora negra se instalou. Relatos sobre o Mani em Cuba, e a Ladja na Martinica são dois exemplos dessas práticas. Sobre a Ladja, Vieira mostra a impressionante semelhança com a capoeira, verificada não somente do ponto de vista da execução de movimentos e golpes, como, o que é mais importante, o fato de congregar aspectos lúdicos, musicais (pratica-se ao som de atabaques) e de combate corporal.
Ao criticar um certo “essencialismo” que busca na pureza da África perdida, a origem da capoeira enquanto uma estratégia daqueles que insistem na africanização dessa manifestação, Vieira ressalta que é importante considerar a história da capoeira no contexto mais amplo das manifestações afro-brasileiras, e mesmo afro-americanas, sobretudo aquelas que, como a capoeira atual, associavam dança, luta e jogo. “Certamente as influências e empréstimos recíprocos entre as diferentes manifestações foram importantes ao longo dos séculos, e provavelmente eram bem poucos os que se preocupavam então com a ‘pureza’ delas” (p.96).
É certo que não podemos desconsiderar o processo híbrido que caracterizou a formação das manifestações afro-brasileiras e mesmo as afro-americanas. Também é certo que, no Brasil
como em poucos lugares do mundo, podemos verificar o quanto a influência africana foi marcante e mesmo preponderante em boa parte das manifestações envolvendo os elementos lúdicos de dança, música, jogo e brincadeira. Não podemos desvincular o contexto de surgimento da capoeira, do contexto do surgimento do maracatu, por exemplo, ou das congadas e moçambiques, do jongo e do próprio samba, apenas para citar as manifestações mais conhecidas, que partilham, juntamente com a capoeira, de um mesmo núcleo cultural proveniente da África, responsável por claras semelhanças entre essas manifestações.
http://www.grupomel.ufba.br/textos/download/teses/capoeira_angola_cultura_popular_e_jogos_dos_saberes_na_roda_tese.pdf
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
DOUTORADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS À
EDUCAÇÃO
CAPOEIRA ANGOLA: CULTURA POPULAR E O
JOGO DOS SABERES NA RODA
Pedro Rodolpho Jungers Abib
CAMPINAS – SÃO PAULO
BRASIL
2004
Desde a década de 1940, afirma Luiz Renato Vieira (1998), antropólogos como Herskovits têm apontado para a existência de “danças de combate” que trazem semelhanças com aquilo que conhecemos hoje como capoeira, não só na África - como o Muringue, em Madagascar -, como também em vários pontos da América, nos locais em que a diáspora negra se instalou. Relatos sobre o Mani em Cuba, e a Ladja na Martinica são dois exemplos dessas práticas. Sobre a Ladja, Vieira mostra a impressionante semelhança com a capoeira, verificada não somente do ponto de vista da execução de movimentos e golpes, como, o que é mais importante, o fato de congregar aspectos lúdicos, musicais (pratica-se ao som de atabaques) e de combate corporal.
Ao criticar um certo “essencialismo” que busca na pureza da África perdida, a origem da capoeira enquanto uma estratégia daqueles que insistem na africanização dessa manifestação, Vieira ressalta que é importante considerar a história da capoeira no contexto mais amplo das manifestações afro-brasileiras, e mesmo afro-americanas, sobretudo aquelas que, como a capoeira atual, associavam dança, luta e jogo. “Certamente as influências e empréstimos recíprocos entre as diferentes manifestações foram importantes ao longo dos séculos, e provavelmente eram bem poucos os que se preocupavam então com a ‘pureza’ delas” (p.96).
É certo que não podemos desconsiderar o processo híbrido que caracterizou a formação das manifestações afro-brasileiras e mesmo as afro-americanas. Também é certo que, no Brasil
como em poucos lugares do mundo, podemos verificar o quanto a influência africana foi marcante e mesmo preponderante em boa parte das manifestações envolvendo os elementos lúdicos de dança, música, jogo e brincadeira. Não podemos desvincular o contexto de surgimento da capoeira, do contexto do surgimento do maracatu, por exemplo, ou das congadas e moçambiques, do jongo e do próprio samba, apenas para citar as manifestações mais conhecidas, que partilham, juntamente com a capoeira, de um mesmo núcleo cultural proveniente da África, responsável por claras semelhanças entre essas manifestações.
http://www.grupomel.ufba.br/textos/download/teses/capoeira_angola_cultura_popular_e_jogos_dos_saberes_na_roda_tese.pdf
martes, 16 de diciembre de 2008
viernes, 7 de noviembre de 2008
Pencak-Silat:"La malicia de la Capoeira Angola"

Pencak Silat es un arte marcial de origen indonesio, el cual se practica en Indonesia, Singapur, Malasia, Tailandia, Vietnam, Brunei... Básicamente en todo el sudeste asiático.Técnica
http://www.youtube.com/watch?v=Vl-bzNBzCBQA diferencia de otros marciales el PS utiliza como parte fundamental la música, cada movimiento del practicante es acompañado por una gran banda de músicos con instrumentos originarios tradicionales del sureste asiático. Esta banda se llama gamelán y tiene entre sus instrumentos gongs, xilófonos de madera y metal, tambores de madera y piel... Sin embargo, los que marcan el ritmo de la música no es la banda, si no los combatientes. Cuanto más rápido se muevan los combatientes, más rápida irá la música.
Los combates se desarrollan en una arena cuadrada de 10 metros por 10 metros. Dentro de este cuadrado existen dos círculos, uno de 8 metros y otro de 3 metros de diámetro. Los combatientes se sitúan uno enfrente del otro, guardando una distancia de 3 metros (los del círculo del centro).
El PS se basa en la esquiva y contra-ataque. Como todo arte marcial es una disciplina de lucha dedicada a la defensa personal.
Los combates se desarrollan en una arena cuadrada de 10 metros por 10 metros. Dentro de este cuadrado existen dos círculos, uno de 8 metros y otro de 3 metros de diámetro. Los combatientes se sitúan uno enfrente del otro, guardando una distancia de 3 metros (los del círculo del centro).
El PS se basa en la esquiva y contra-ataque. Como todo arte marcial es una disciplina de lucha dedicada a la defensa personal.
viernes, 10 de octubre de 2008
Carazterizando o jogo de Angola- Mestre Fernando Rabelo
Fazer para crerMestre F. Rabelo:Dia 23.02.07 participei de um evento de Capoeira. Nesse evento assisti aulas de Capoeira Angola do Mestre Romão e do Mestre Pelé da Bomba, o Gogó-de-Ouro-Internacional. Mestre Romão é radicado no Pará há mais de 30 anos. Nos últimos 10 passou a buscar com mais profundidade o entendimento e a prática da Capoeira Angola. Mestre Pelé, 73 anos de idade que se fundem no seu tempo de prática. Lenda viva da Capoeira Angola.
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