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viernes, 10 de abril de 2009

Entrevista Mestre Gil Velho,escrito por .M. Y J.P.M.


Entrevista Mestre Gil Velho
Escrito por Luciano Milani & Joel Pires Marques
Quarta, 26 Setembro 2007 16:51

1 - Qual foi seu 1º contato com a capoeira?
Nasci em Recife, capital de Pernambuco, no final da década de 40, século XX. Venho de uma família tradicional, os Cavalcanti de Albuquerque, cuja história se confunde com a própria história do espaço pernambucano. A mistura de elementos indígenas, lusos, holandeses e afro na sua formação, me transmitiu uma memória genética que flui nos meus insight e interagem no meu processo vivencial.
Assim, quando meu Pai se muda para o Rio de Janeiro, no inicio da década de 50, passo a simbiotizar esta perspectiva genética com a leitura da realidade percebida do espaço carioca. Torno-me um pernambucano carioca, com uma passagem rápida por Copacabana e um pouso longo em Ipanema, onde passo minha infância e adolescência.
Ipanema, nesta época se assemelhava a um subúrbio carioca com a diferença de ter o mar e estar na periferia da efervescente Copacabana, mas nas suas praças continham o cenário das cidades de interior, cavalos, charretes, mocinhas dando volta na praça, rapazes territorializando um banco da praça. Nas praias, marcavam-se os espaços por uma grande barraca associada a uma rede de vôlei, no pós praia, a rapaziada deslizava nas ondas na onda do jacaré, de peito ou sobre a tabuas de madeira. Nos bares, a boemia se esparramava no Mau Cheiro, no Jangadeiro, Veloso ou no Zepelim. Os cinemas eram 4, dois poeiras, sem ar condicionado e cadeiras de madeira, o Ipanema e o Pirajá, os luxuosos eram o Paz e o Astória.
Pontilhando este cenário bucólico, emergiam as favelas como a do Cantagalo, Catacumba e a da Praia do Pinto. Neste ambiente, comecei a ler a capoeira através de um discípulo do Mestre Sinhozinho, o Cirandinha, e neste contexto crio minhas raízes cariocas. Acompanho o desenrolar do carnaval de rua, o seu desaparecimento na zona sul e posterior ascensão, através da reconstrução das bandas, como a de Ipanema, e percebo a força que este espaço gerou na cultura carioca, principalmente nas décadas de 50,60 e 70.
2 - Fale um pouco sobre o seu primeiro Mestre?
Luiz Pereira de Aguiar, conhecido no meio da capoeira como Cirandinha Era aluno do Sinhozinho o grande Mestre da Capoeira Moderna carioca. O espaço capoeira do Cirandinha era informal e vários garotos entre eles eu fazíamos a leitura dos movimentos e em grupos de conhecidos sozinhos repetíamos o que tínhamos visto, como também praticávamos esta vivencia em nossas pendengas de rua. Desta forma - muito natural - desenvolvi minha base de capoeira. A sua influência sobre mim foi a de um Mestre que abre espaço para que o discípulo busque em si o seu caminhar.
3 – Conte-nos sobre as diferenças e as influências das capoeiras Sinhozinho e Bimba na sua vida.
Para falar sobre isto preciso entrar um pouco na história do Mestre Sinhozinho e Mestre Bimba e fazer as interações entre estas duas escolas de capoeira que básicas na formação da capoeira atual e a grande base do Grupo Senzala, do qual sou um dos fundadores.
A capoeiragem moderna carioca tem como principal representante o Mestre Sinhozinho (Agenor Moreira Sampaio 1891- 1962). Sinhozinho chega ao Rio, aos dezessete anos, em 1908, vindo de Santos (SP). Era um aficionado por esporte e ao chegar já era um entusiasta em futebol, fazia luta romana e praticava ginástica de aparelhos. Mas foi no Rio, principalmente na Lapa, que viu e se apaixonou pela plasticidade e funcionalidade da temível gestualidade dos malandros, durante os acertos de suas pendengas, que se davam por este tipo de comunicação, denominada aqui de comunicação gestual da capoeira.
Sinhozinho foi morar no morro de Santo Antônio, vivenciando toda a realidade cultural carioca, subsídio para organizar uma estrutura de luta que tivesse por base os elementos da comunicação gestual da capoeiragem carioca, encontra alem disto, um ambiente impregnado por discurso intelectual nacionalista voltado para edificação da ginástica nacional, onde a capoeira é a base desta proposta, veja as propostas de métodos que aparecem nesta fase e os registros de discursos e em jornais como O Pais, a revista Kosmo e tantos outros.. Mas, o mais interessante, é que a capoeira numa perspectiva metodizada está dentro de sua ótica esportiva, sendo assim facilmente absorvida por ele. De interessante a provável mistura feita, por ele entre o universo dos métodos e do contexto dos malandros. (Anexo 4)
Em 1930, após já ter uma vivência em termos de movimentação de lutas e atividades esportivas, pois neste período foi instrutor de educação física, campeão de levantamento de peso, instrutor da Policia especial do Distrito Federal entre outros, reuniu sua primeira turma de alunos particulares, a quem ensinava capoeira de graça.
Sua primeira "academia" no Quintal de sua casa na rua Redentor, foi também a primeira academia de ginástica de Ipanema. Depois, sempre em Ipanema, passou por diversos endereços, como nas ruas Visconde Pirajá, Saddock de Sá e muitas outras, terminando na rua Prudente de Morais em frente à praça General Osório, quando morreu em 1962.
SINHOZINHO - marcou o cenário da capoeiragem moderna carioca, nos anos 30, 40 e 50, formando capoeiristas, boxeadores e remadores. Entre seus alunos famosos destacam-se Tom Jobim, que foi uma personalidade do mundo musical carioca e brasileiro e, como capoeira e desportista Rudolf Hermanny, que foi também campeão de judô no Pan-Americano do México em 1960. Entre os que participavam, do seu espaço de movimentação, podemos destacar: Paulo Azeredo, Paulo Amaral, Sílvio M. Padilha, André Jansen, Bruno e Rudolf Hermanny, Luiz Pereira de Aguiar (Cirandinha), Eloy Dutra, Carlos Alberto Petezzoni Salgado, Joaquim Gomes (Kim), Telmo Maia, Tom Jobim, Carlos Madeira, Darke de Mattos, Comandante Max, Paulo Lefevre, Paulo Paiva, Bube Assinger, Wanderley Fernandes (Pára-quedas), José Alves (Pernambuco), Carlos Pimentel, Lucas e Haroldo Cunha, Manoel Simões Lopes, Flávio Maranhão, Carlos Alberto Copacabana, e numerosos outros. Foram gerações sucessivas, daí a dificuldade de citar todos.
Paralelamente em Salvador, onde não existe registro sobre movimentos sociais de capoeira, numa perspectiva organizacional como a carioca no séc. XIX surge, a figura de Manoel dos Reis Machado, Mestre Bimba. Bimba abriu, numa academia de Salvador, suas aulas de “Luta Regional Baiana”, apresentando um treino disciplinado onde se aprendiam golpes numa seqüência padronizada. Além de golpes novos e treinos sistemáticos, introduziu elementos musicais como o pandeiro e o berimbau, formando a bateria, onde através de vários ritmos, associados a cânticos se praticava a luta marcial. Talvez evitando associações com a capoeira, que era ainda proibida, chamou de luta regional. Regional porque dizia que era originária de sua região, no Recôncavo baiano.
Lembrando aqui, que a construção do processo de capoeira como sport, tanto da regional de Bimba, como a de Sinhozinho, conviveu com a existência de algumas propostas de métodos organizando a estrutura da capoeira para uma luta marcial.
É, neste período, que a estratégia nacionalista de Getúlio Vargas, coopta a Capoeira e abre o caminho para transformá-la em Educação Física e Esporte, dentro de seu projeto populista.
Foi assim que Mestre Bimba apresentou ao Interventor da Bahia (espécie de Governador na fase Getuliana), uma exibição de sua luta, recebendo permissão para legalizar sua academia, dando início ao período da moderna capoeira. Em 1934, Getúlio Vargas, interessado no voto feminino, dos analfabetos, dos soldados, etc, extingue o decreto-lei que proibia a Capoeira e a prática de cultos afro-brasileiros. Mas, por outro lado, obriga que tanto os cultos quanto à Capoeira sejam realizados fora da rua, em recintos fechados, com um alvará de instalação. A iniciativa de Bimba teve um imenso sucesso, ganhou projeção nacional e foi adotada pelo próprio regime do Estado Novo como exemplo de “Luta Nacional” tirando a capoeira do limbo da rejeição. Manoel dos Reis Machado chegou a ser chamado para dar treinos nas Forças Armadas e na Academia de Polícia.
Segundo Liberac Mestre Bimba, passou por um longo percurso até chegar a hierarquia superior no que tange a “cultura popular” Ele reelaborou a capoeira construindo-a como símbolo cultural. Para construção de sua luta regional, Bimba redesenha a estrutura do gestual de sua realidade cultural baiana, pois ele achava a capoeira que se praticava na Bahia muito fraca como luta, por possuir um numero de golpes reduzidos e seu uso era mais para exibições em praça pública por “pseudos-capoeiristas”. Na construção de sua perspectiva de luta buscou no Batuque e nos movimentos de luta vivenciados e em manuais de luta marcial de seu tempo, os elementos que vão estruturar a sua luta regional, lembrando que teve, provavelmente, grande ajuda do grupo de alunos que o cercava, pois a grande maioria era da elite de Salvador e de grau de educação refinado. ..........................CONTINÚA NO LINK
http://www.portalcapoeira.com/Rio-de-Janeiro/entrevista-mestre-gil-velho

lunes, 23 de marzo de 2009

Zuavos da Bahía y la relación con la policía de Sao Paulo

1881-1888-Capoeiras liberan esclavos en Santos (1)
1884-El Pintor Pedro Américo compara los capoeiras con la problematica de las calles de Nápoles (1)
1885-PARÍS-Legaçao Brasileira petición información sobre sistema de Policía Francesa-VIDOCQ-SAVATE (1)
1885-Sakalavas en el ejercito francés (1)
1888-Franceses y ex-combatientes en Paraguai - Policia de Sao paulo(otros estranjeros) (1)
1890-Incorporación de ARMAS PORTUGUESAS en la capoeira (1)
1890-Prohibición de entrada de Asiaticos y Africanosen Barsil (1)
1890-Prohibición en Francia espada en lugares públicos-surge o Savate (1)
1890-reclutamento de Capoeiras en Sao Paulo (1)
1892-Soldados paulistas-Capoeiras (1) 1896-Capoeira na Guerra dos Canudos (1)
1896-Guerrillero acróbata en la guerra de los Canudos (1)
1899-Pae de Sinhozinho vereador-Santos (1)
1901-PASTINHA Escuela de Aprendices de Marineros aprendeu esgrima (1)
1902-Formaçao Fisíca Batalhão de Caçadores no Quartel da Luz São Paulo (1)
1905-Zeca Floriano -Jiu Jitsu (1)
1905-Zeca Floriano practica Jiu Jitsu (1)
1906-***(SAVATE)chega a São Paulo a Primeira Missão Francesa de Instrução Militar (3)
1906-1908-RIO Zeca Floriano exhibiciones de luchas (1)
1906-La policia estadual-Brasil sob orientação de la francesa aún usa en SAVATE(Box) como defensa (1)
1906-Modenización del ejercito Brasileño con asesores franceses (1)
1906-Reaparecen los Capoeiras en Rio (1)
1907-Sinhozinho ingresa en el Club Força e Coragem-Sao Paulo (1)
1908-(SIN CONFIRMAR) ZECA FLORIANO fundou o Centro C.F. Enéas Campello (1)
1909- é criada a Escola de Educação Física da Força Pública do Estado de São Paulo (1)


HISTORIA DE LA POLICÍA DE SAO PAULO: http://d.scribd.com/docs/ni90m0cxvr5chzwhht2.pdf

miércoles, 18 de marzo de 2009

Zeca Floriano un gran deportista

foto:1905 José Floriano praticou Jiu Jitsu. Introducido en Brasil como JUDO): http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/03/rudollf-hermany-judo-no-rio-de-janeiro.html
Nota del pesquisador: COMENTARIO DE LA FUENTE SIN CONFIRMAR"aparece no seu circo "Trio Floriano - acrobátas olímpicos". Em 1908, ele fundou o Centro de Cultura Physica com um amigo chamado Enéas Campello .mauriciolozano@oi.com.br .
OTRA FUENTE: SOCIEDADES ESPORTIVAS NO RIO DE JANEIRO E NITERÓI EM 1912
............Centro de Cultura Physica (bairro?), fundado em 03-02-1908. http://www.rsssfbrasil.com/miscellaneous/rj1912clubs.htm

AGENOR SAMPAIO, (Sinhôzinho) o grande animador da mocidade brasileira sportiva, fala ao DIARIO DE NOTÍCIAS Um pouco da sua longa actividade nos sports " Da Mangueira para o Flamengo, deste para o Hellenico e, finalmente, no glorioso Clube de Oswaldinho
CLUBE NACIONAL DE GYMMNASTICA (CAPOEIRA!): UMA GRANDE PROMESSA
RIO, CIDADE AMIGA E HOSPITALEIRA
- Em 1908, mudei-me para esta capital, de onde jamais me afastei. O Rio é uma cidade encantadora pelos seus recursos naturaes e captivante pela lhaneza dos cariocas, que são extremamente hospitaleiros. Fui um dos fundadores do Centro de Cultura Physica Enéas Campello, que teve o seu período de fastigio no sport carioca. Ali, ao lado de João Baldi, Heraclito Max, Jayme Ferreira e o saudoso Zenha, distingui-me em diversas provas em que tomei parte.
A CONTRIBUIÇÃO DO CELEBRE AVIADOR EDÚ CHAVES
- Mais tarde " prosseguiu o nosso entrevistado " com a vinda de Edú Chaves da Europa, novos ensinamentos nos foram ministrados, dos quaes a luta greco-romana, box francez (savata) e a gymnastica em apparelhos foram os mais importantes.
Em 1907, ingressei no Club Força e Coragem, que obedecia à direcção do professor Pedro Pucceti. Continuei os exercícios que sabia e outros mais, que aprendera com o referido mestre.
OS PRIMEIROS TRIUMPHOS EM LUTA ROMANA
- E praticou desde logo a luta romana?
- Sim, em 1907, obtive os meus primeiros sucessos nesta luta e tive occasião de vencer o torneio da minha categoria.
RIO, CIDADE AMIGA E HOSPITALEIRA
- Em 1908, mudei-me para esta capital, de onde jamais me afastei. O Rio é uma cidade encantadora pelos seus recursos naturaes e captivante pela lhaneza dos cariocas, que são extremamente hospitaleiros.Fui um dos fundadores do Centro de Cultura Physica Enéas Campello, que teve o seu período de fastigio no sport carioca. Ali, ao lado de João Baldi, Heraclito Max, Jayme Ferreira e o saudoso Zenha, distingui-me em diversas provas em que tomei parte.
ENTRE MUSCULOS E LIVROS...
- Ficou muito tempo no Centro de Cultura Physica Enéas Campello? - indagámos.
- Não. Em 1909 (comentário do autor: ano do célebre confronto entre Cyríaco Macaco Velho e o campeão de jiu-jitsu Sada Myaco, que Sinhozinho assistiu), decidi aproveitar o tempo para estudar seriamente a educação physica. Deixei aquelle Centro e adquiri numerosos tratados e compendios sobre cultura physica, de autoria de reputados technicos. Essa deliberação foi motivada pela minha supposição de que ainda estava bem atrazado em taes assumptos. Lucrei. Lucrei muito e nunca mais perdi o contacto com as obras scientíficas relativas à gymnastica corporal.
fuente:http://www.jornalexpress.com.br/noticias/detalhes.php?id_jornal=13170&id_noticia=495
NOTA:
"Cyriaco, como todos sabem, venceu em poucos minutos, no tablado do Concerto Avenida, o até então invencível Miaco, professor japonez da luta jiu-jitsu. Cyriaco, natural de bom gênio, mas destro e conhecedor de capoeiragem como poucos quis repetir a dose, no que não consentiu o japonez vencido. Isto vem provar mais uma vez as vantagens da capoeiragem como exercício, que há longo tempo preconizamos pelas columnas do Jornal do Brasil, vantagens que subiriam mais se fosse methodizado o exercício, expurgados os golpes misteriosos e mortaes".
fuente:(Revista da Semana, 30 de maio de 1909 - Domingo - Anno IX - 472)

sábado, 28 de febrero de 2009

O aluno de Sinhozinho, Carlos Alberto Pettezzoni - de branco em demonstração em New Orleans USA, em 1948



Agenor Moreira Sampaio, mais conhecido como Sinhozinho, ao centro, e alunos. Ano: 1940 (Paulo Azeredo é o último à esquerda). Sinhozinho, que sempre enfatizou o treinamento de força, foi um grande treinador e formador de campeões na capoeira e em outros esportes no Rio de Janeiro, na primeira metade do século XX. A capoeira de Sinhozinho, também conhecida como Capoeira Utilitária, era uma capoeira voltada para a eficácia como luta, inspirada na violenta capoeira carioca e não era acompanhada por instrumentos musicais.





O aluno de Sinhozinho, Carlos Alberto Pettezzoni - de branco em demonstração em New Orleans USA, em 1948 - foi o primeiro brasileiro a levar a capoeira para universidades estrangeiras e realizar apresentações e ensinar a capoeira fora do Brasil.
Fonte do documento: http://rohermanny.tripod.com/

método nacional de Educação Física Penna Marinho almejava elaborar uma “Ginástica Brasileira”


nota:Prof. Inezil Penna Marinho, que em 1945 publica a obra “Subsídios para o Estudo da Metodologia do Treinamento da Capoeiragem”, elaborada a partir de um trabalho científico que no ano anterior fora premiada em 1° lugar no Concurso Nacional de Monografias do Ministério da Educação e Saúde. Em sua página dedicatória encontramos o seguinte: “Dedicamos este pequeno trabalho aos capoeiras do Brasil, entre os quais Agenor Sampaio (o velho Sinhozinho) e Annibal Burlamaqui (Zuma), que tanto têm trabalhado para que a capoeiragem não desapareça6”
6 Marinho, Inezil Penna. Subsídios para o Estudo da Metodologia do Treinamento da Capoeiragem – Imprensa
Nacional, Rio de Janeiro, 1945, pg. 5.



PFSR.INEZIL PENNA MARINHO
Professor Inezil Penna Marinho, que em 1945 elaborou um estudo intitulado “Subsídios para o Estudo da Metodologia do Treinamento da Capoeiragem”, onde já pensava em criar um método nacional de ginástica que tivesse como base a capoeira. Essa idéia teve destaque nos anos 80 com a criação de um método nacional de Educação Física Penna Marinho almejava elaborar uma “Ginástica Brasileira”. A capoeira tem muito que ensinar, é uma lutar, dança, expressão corporal, técnica, enfim é cultura. Isso mostra que deve estar a serviço da educação como prática ligada necessidades básicas de nossa gente, nos aspectos físicos, psíquicos e culturais.http://www.ceme.eefd.ufrj.br/apresenta/home2.html


Filho do Cônsul Ildefonso Ayres Marinho e de Ignez Penna Marinho, o ex-aluno do Colégio Pedro II http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2008/12/organizao-e-cotidiano-escolar-da.html Inezil Penna Marinho desde a juventude se destacava pelo gosto pela prática de esportes e pelo interesse pela filosofia, história e poesia.




jueves, 15 de enero de 2009

Sinhozinho e a Capoeira dura




As máximas de Sinhozinho revelam um mundo de guerra, em que vivia o matimbeiro. Isto evidenciava porque a capoeira não havia se tornado, no Rio de Janeiro, uma arte de “academias”. Sinhozinho era uma exceção, porque fora instrutor de capoeira na Marinha e da Polícia Especial (depois tornada Polícia de Vigilância). Tinha, pois muitos alunos e amigos na Polícia .
Daí as dificuldades que a “arte do buzo” passou, com o desaparecimento (e policiamento) dos terrenos vazios, ermos etc. A partir dos anos 50, com a abertura de academias Regional e de Angola no Rio de Janeiro, a tendência da matimba foi descaracterizada. Isto é compreensível também pela sua violência, muito mais aberta do que a capoeira baiana e, por isso, identificada como “coisa de malfeitores” no Rio.
Outro ponto que deve haver contribuído para o quase desaparecimento da matimba foi sua consciência mimética, ou seja a ênfase com que ela copiava os animais e era autohipnótica. Uma boa parte do movimento corporal da capoeira hoje é prazer estético, compartilhado com que assiste a roda, particularmente leigos. Esta situação psicológica difere da prática do buzo, em que havia uma ruptura com o público eventual, praticamente ignorado. As constantes saídas do ritmo da ginga, para surpreender o adversário, davam à matimba uma “eletricidade ruim”, bastante similar às brigas verdadeiras, em que o “público” tinha que cuidar-se, para não “levar as sobras”.
O mimetismo impunha uma grande exigência performática ao praticante. Carregadores, estivadores, pescadores e pedreiros de um mundo sem máquinas, descendentes de escravos, encontravam-se fisicamente a altura das demandas étnico-culturais da arte do buzo. No entanto, num ambiente de tratores, caminhões, guindastes e pás-carregadeiras; um mundo em que predomina o trabalho industrial, há uma oferta menor de praticantes potenciais para a arte corpórea ‘Nbantu. A matimba era um modo de vida, em que seus praticantes eram também a “segurança” dos “terreiros-de-santo”. Este ambiente deixou de existir.
O vigor físico dos matimbeiros criou lenda. Sinhozinho dizia que Neném e que Sinhô, “passavam mais tempo no ar do que na terra”. Mas que isso “não seria de admirar em Neném”, que era esguio, mas era assombroso em Sinhô, que “era um negro parol”. Ora, parol é um barril ou caçamba grande, o que significa que Sinhô era gigante. Mangueira, Mangueirinha, Vavá e Waltão, jogadores que conheci, saltavam em “mortais”, deixando os tamancos e enfiavam neles os pés, quando caíam, sem qualquer deslize. Percebe-se a dificuldade, quando se tenta fazê-lo. Vê-los praticar dava-nos a impressão que, qual beija-flores, pairavam, por instantes, no ar, sem respeito pela lei da gravidade.
“Derruba esse nego
bota no chão, quero ver
se ele é bom
oi, derruba esse nego”
etc
No jogo ritmado pelas caixas a velocidade se fazia perigosa, e os pares se substituíam rapidamente. É possível que a explosão vertiginosa da “capoeira dura” no Rio de Janeiro fosse devida a uma grande concentração ali de ex-combatentes dos batalhões especiais da Guerra do Paraguai. Deste modo, a “Corte”, futuro “Distrito Federal”, assistiu uma consolidação da arte corporal mais rapidamente do que a Bahia e o Recife.



Na década de 1930 Sinhozinho ensinava e praticava capoeira em academias e instituições militares, sua capoeira visava um tipo de eficiência que a diferencia da capoeira atual.
Quando perguntado sobre a capoeira do Sinhozinho, Mestre Celso nos respondeu:

“Não cheguei a ver não, na polícia especial tinha uns caras que diziam que eram capoeiristas do Sinhozinho, naquela época eu não cheguei a ver. Eu era garoto meu irmão foi guarda civil. Meu irmão não chegou a fazer isso não, a ser capoeirista do Sinhozinho. Na polícia especial tinha capoeira.” (Mestre Celso, 23/04/2002)

Capoeira dura




Alguns desses homens excepcionais:
Nascimento Grande (no Rio, 1935) era um pernambucano de elevada estatura, exímio “bengalista”. Bengalista era o jogador de bengala, “instrumento de trabalho” com que os antigos capoeiristas substituíam os dois paus, a faca e o facão. No ambiente urbano , a bengala não era tão “evidente” como instrumento de agressão. Não se tratava porém de uma bengala qualquer. Eram bengalas lavradas em madeiras de lei. Pesavam aproximadamente, com seu miolo de chumbo, ¼ e meia arroba (4kg; 7,5 kg). Nascimento Grande veio “fugido” para o Rio de Janeiro, segundo diziam no meio, porque estaria “jurado de morte” pelos “coronéis” pernambucanos que dominavam a Secretaria de Segurança de lá. Morou em Jacarepaguá, onde costumava receber visitas de seus amigos e admiradores, promovendo-se, nessas ocasiões, “rodas”. Nascimento costumava, no seu dizer, “despachar os inconvenientes”, com uma ou duas bengaladas. Raramente, dizia ele, havia aplicado uma terceira..
Dizia-se do “turco” Mamede que era neto de africano por parte de mãe e o pai seria sírio-libanês. Aprendeu capoeira na sua infância, quando trabalhava como auxiliar de taxista (atenção; veículo a tração animal) na Lapa e no Largo da Carioca. Foi também carregador no porto (estiva). Sua característica seria o jogo com dois punhais, ou um punhal e uma faca. Exímio na “raiz” (golpe extinto).
O “Quebra-Côco” era um “mulato” pernambucano, ativo na área do então morro de Santo Antônio e no Castelo (1910-30). Mortal cabeceiro, ainda era reverenciado muito após sua morte, nos anos 50.
Cazuza, que cheguei a conhecer, era um pernambucano ou alagoano de baixa estatura, cerca de 1,60m. Freqüentava terreiros-de-santo em Botafogo e em subúrbios, quando mais idoso (1940-60). Silencioso, modesto, não falava de seus possíveis feitos, mas apenas sobre outras pessoas. No entanto mesmo idoso, sem apresentar ser o que dele se dizia, carregava consigo três punhais à cinta e duas navalhas no bolso da camisa. As navalhas ficavam encobertas por cigarreira de metal , mas ninguém, parece-me, via Cazuza fumar.
Sinhô era um capoeira baiano que praticava o “jogo duro”. Foi amigo e contemporâneo do famoso Ciríaco. Era geralmente comparado a este, com Pedro Lele, Nenem, Manduca da Praia, ou seja, com os melhores capoeiristas do Rio de Janeiro. Pedro Lele (1910-1925) era um tanto mitológico na capoeira carioca. Foi dono de um terreiro em Bonsucesso, e uma vez por ano oferecia uma peixada na rua, servida no logradouro onde morava. Sobre ele contam estórias, cenas de maldade e grandeza, que, incríveis, não se pode dizer se reais ou imaginadas.
Ciríaco (1908-30) derrotou os portugueses campeões de “braço-de-ferro” no Rio de Janeiro; venceu, na mesma prática, mestre francês de halterofilismo (pudiera ser Paul Pons)que ensinava aos filhos da elite. Conta-se, que ao vergar o braço direito deste professor de ginástica, pediram-lhe para disputar com o esquerdo. Ao dobrar-lhe o braço esquerdo, teria arrastado o oponente sobre a mesa e dito “Que pouca porcaria”. Valendo-se de sua força e agilidade, matou vários oponentes em lutas corporais. Derrotou dois mestres orientais de passagem pelo Rio, em épocas distintas. Dizia-se que colocava sobre a cabeça de uma só vez três ou quatro sacas de café.
Nenem (1910-30), considerado exímio capoeira, era possuidor de movimentos imprevisíveis e fôlego de gato. Teria sido morto com um tiro de arma longa, desfechado a certa distância, pelas costas. Certamente, devido ao temor do assassino em chegar-lhe perto.
Nego Treze (1905-1920) foi “segurança” de cabarés, cassino, pessoas com poder político e do submundo. Era jogador de todos os jogos de azar, sendo bem sucedido nestas artes. O pai de Nego Treze era português, o que significava que era mestiço. Sua característica na capoeira era combinar saltos contínuos e imprevisíveis, explosão de velocidade, mestria no desfecho rápido.
Sinhôzinho (1925-68?), baiano, tornou-se lentamente referência da capoeira carioca. Morreu atropelado em circunstância não esclarecida, quando se dirigia à sua academia do Leblon. Ex-estivador, respeitado pela polícia, foi instrutor da Marinha e ensinou a filhos da burguesia e pequena burguesia.
No círculo de nossa gente não interessava quem era quem, desde que fosse “nosso”. Na roda, respeitava o lele, e as normas que ele impunha. Vê-se, por isso, criminosos famosos, como Nego 13, Sete Coroas e Camisa Preta serem conhecidos também como “bambas”, ou seja, “lele”.
“Lele” no Rio de Janeiro também é masculino de “iaiá:, sendo esta “senhora”, será aquele “senhor”, ou “chefe”.
http://74.125.77.132/search?q=cache:M4gSkPDj-iAJ:dnbwilson.googlepages.com/ACapoeiraDuraeaReligioAfro-Brasileir.doc+Valente+tamb%C3%A9m+foi+um+negro+capoeirista+conhecido+por+Cir%C3%ADaco&hl=es&ct=clnk&cd=10

lunes, 8 de diciembre de 2008

Modernización del ejercito brasileño-Missao Francesa 1906

DIPLOMA:Sinhozinho: Exame Preparatório Francês 1904:gentileza Andres L.Lace
nota del pesquisador: Com o seu conhecimento da língua francesa, poderia Sinhozinho mediar na Missão Francesa em 1906 -Sao Paulo, para a formação da polícia eo exército do Brasil?

foto:Escuela Joinville le Pont-Francia.http://sala-prensa-internacional-fica.blogspot.com/2009/01/misso-francesa-e-o-nascimento-de-uma.html


Nota del pesquisador:El savate, o boxeo francés , un arte marcial (y deporte de contacto) tan grácil y sutil como éste parecería poco más que un baile. Sin embargo, tanto en su faceta deportiva como defensiva (las fuerzas policiales del estado francés lo practicaron a modo de defensa hasta bien entrado el siglo XX).Tenemos que pesquisar si los técnicos franceses que formaron a oficiales del ejercito brasileño usaban este SAVATE como disciplina de defensa.
Familia Sampaio ,pae e filho (Sinhozinho):http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/02/santos-os-primeiros-vereadores.html




foto debajo:LIBRETO:Escola do Soldado,Força Pública de Sao Paulo,Paul Balagny,ed.TYP Casa Garraux 1912 4ed.http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/03/savate-na-sociadade-policial-brasileira.html
foto:Ejercito-Francia ,sem data.





A transformação do Exército brasileiro
A intenção de organizar um exército moderno no Brasil é manifestada ao longo do século XIX, em particular após a Guerra do Paraguai. Mas as iniciativas de maior alcance nesse sentido come-
çam no início do século XX, com Afonso Pena (1906-1909), um mineiro premido pelo poderio crescente de oligarcas paulistas que,buscando a hegemonia política e as atenções federais, mostram-se pouco sensíveis às complexas e variadas dimensões do processo formador da unidade nacional.
A força desses oligarcas se revela notadamente através da imposição do Acordo de Taubaté, pelo qual todo o país arcaria com os prejuízos da cafeicultura em crise de superprodução. A modernização da polícia estadual, acelerada desde 1906 sob orientação de
profissionais franceses
, põe sob o comando dos oligarcas do café um pequeno exército capaz de enfrentar com êxito as armas federais. Não haveria sinal mais evidente do acirramento da disputa pelo exercício da hegemonia no país.
http://www.cebela.org.br/imagens/Materia/2004-3%20023-047%20manuel%20domingos.pdf
PORTUGAL:Guarda Real de Polícia, com 1 000 Infantes e 229 Cavaleiros em Lisboa e um Esquadrão no Porto foram essenciais na manutenção da lei nestas cidades após 1808;
o no apoio logístico destacam-se ainda as Tesourarias do Exército, os Víveres e o Serviço Médico, este último em 1808 muito mal organizado e que foi alvo de uma restruturação pelo Marechal Beresford em 1809.
BRASIL:O Governo Português no Rio de Janeiro, solicitou entretanto ao Governo Britânico a indicação de um oficial capaz de reorganizar o Exército, tendo sido indicado o General Beresford que, por decreto de 7 de Março de 1809, foi nomeado pelo Príncipe Regente D. João, como Comandante-Chefe do Exército Português.
http://www.revistamilitar.pt/modules/articles/article.php?id=105
MIssao Miltar Francesa en Minas-1923 http://www.dibib.ufsj.edu.br/jornais/cd36/tribuna457.pdf