sábado, 10 de enero de 2009

Engagés




4.” Cuando comienzan las primeras instalaciones serias de azúcar y refinado, aparece un nuevo
tipo de “engagé”, primero para la Martinica (1640-60) y después para San Cristóbal (1.666) y Santo Domingo (hacia el 1700), mientras no se conoce su práctica con relación al Canadá.
http://revistas.ucm.es/ghi/05566533/articulos/REAA5454220155A.PDF

Negros Volteadores


Para compreender o sistema denominativo, ou seja, a terminologia da capoeira, é importante conhecer suas ori-gens e trajetória. Até o início do século XIX, não havia re-gistros escritos ou iconográficos da capoeira, um jogo que teria se desenvolvido entre os negros escravos que a utili-
zariam para se defender e lutar pela liberdade. O desenhista francês Jean-Baptiste Debret, que veio em missão ao Brasil a pedido de D. João VI, em 1816, faz referência aos “negros volteadores dando saltos mortais ou fazendo mil outras ca-briolas para animar a cena”. O pintor e desenhista alemão Johann Rugendas, que esteve no Brasil em 1821, escreveu
uma das primeiras definições de capoeira, descrevendo-a como um “folguedo guerreiro” dos negros, no qual se pro-curava atingir o peito do adversário com a cabeça e se de-fender com saltos de lado e paradas. O desenhista compara os competidores a bodes, devido aos choques de cabeça que aconteciam durante o jogo.
http://www.mre.gov.br/dc/textos/revista14-mat10.pdf

Frevo e Capoeiragem-Recife

Os estudiosos do frevo, embora discordando nos pormenores, são unânimes em concordar que as origens do passo (as figurações improvisadas pelos dançarinos ao som da música) se prendem à
presença de capoeiras à frente dos desfiles das duas mais famosas bandas militares do Recife da segunda metade do séc. XIX: a banda do 4º Batalhão de Artilharia, chamada o Quarto, e a da Guarda Nacional, conhecida por Espanha por ter como mestre o músico espanhol Pedro
Garrido.
Ao ritmo certamente marcial dessas bandas, os capoeiras do Recife além de começarem a transformar seu gingado em dança, improvisavam versos de desafio ao grupo rival, como os da quadra coligida pelo folclorista Pereira da Costa:
“Viva o Quarto
Morra Espanha,
Cabeça seca
É quem apanha”.
E após explicar a expressão cabeça seca como xingamento aos adversários, uma vez que os escravos eram obrigados a recolher-se às nove da noite, não chegando assim a molhar a cabeça com o sereno, o mesmo autor explicava que, quando acontecia de a música executada
não se prestar à elaboração de quadras desse tipo, os capoeiras ritmavam seus volteios e negaças com palavras curtas, aparentemente desconexas, mas de sentimento bastante concreto para os adversários:
“Cresceu,
Caiu!
Partiu
Morreu!”
Ora, é de supor-se que, estabelecida essa íntima relação entre as figurações coreográficas dos capoeiras e a música executada pelas bandas em passeata, os próprios instrumentistas não deixariam de se influenciar pelos desenhos das bruscas paradas, quedas, avanços acelerados, dobras de corpo e descaídas dos dançarinos, para promover sob sua sugestão “a sucessão galopante de semicolcheias, os imprevistos das síncopas, as alturas da tessitura, as negaças da
linha melódica”, a que se refere Valdemar de Oliveira em seu livro Frevo, capoeira e passo.
ftp://ftp.fnde.gov.br/web/pcn/pa_ter_qua_ciclos_volume_02.pdf

viernes, 9 de enero de 2009

La represión a la capoeira

La represión a la capoeira
Frederico José de Abreu

............Prohibir las manifestacio-nes que componían los batuques no era una cuestión de fácil solución, como lo comprobaba la desobediencia de los negros que continuaban usando atabaques y también marimbas dentro de los muros y playas de la ciudad. Esos instrumentos fueron prohibidos por órdenes municipales, fechadas en 1716, que, por fuerza de ley, pretendieron dis-
ciplinar la vida de los negros en las calles de la ciudad. Los atabaques y marimbas eran instrumentos de percusión que producían sonidos y actos para los batuques.
...................desde la creación del Calabozo, en 1767, local público para el castigo de los esclavos, los señores dejaron de ser incenti-vados a castigar a sus esclavos privadamente y el control de
los negros en la calle dejó de ser responsabilidad de sus pro-pietarios, y pasó a ser función del poder público, del Estado ydel aparato policial que le está subordinado.
............Los capoeiras de esas ciudades, normalmente, eran traba- jadores de calle (cargadores, cocheros, vendedores ambulantes,feriantes, limpiadores) o vinculados a la zona portuaria (estiba-dores, trapicheros y remeros). Cabe recalcar que, entre las ocu-paciones de estos capoeiristas, se incluían algunas consideradas como propias de perezosos y vagabundos, tales como pesca-dores, mensajeros y ambulantes, entre otras. Se les atribuye también predilección por los ambientes festivos. Contradictoria-mente, incluso para muchos de quienes sentían temor ante la presencia de los capoeiras en las fiestas populares, su presencia era considerada esencial para la animación de la parte profana de las fiestas, conjuntamente con los practicantes del samba, tal como sucedía en Bahía y en Rio de Janeiro. Incluso cuando eran acusados por los tumultos provocados en dichas fiestas.
............También forma parte de la represión el reclutamiento forzoso para el Ejército y la Marina, prácticas que se remontan a los tiempos coloniales brasileños cuando tampoco había Fuerzas Armadas profesionalizadas y el re-clutamiento se hacía en las calles y su foco eran los conside-
rados marginales, vagabundos y criminales. Además, en este periodo, el Ejército y la Marina funcionaban también como casas de corrección de menores, abastecidas por el recluta-miento incluso de negros esclavos fugitivos que, con otros nombres, podrían, entonces, ingresar a las Fuerzas Armadas. Es indispensable registrar que la campaña gubernamental buscaba la formación del contingente de “Voluntarios de la Patria”, del cual formaron parte capoeiristas en defensa de Brasil en la Guerra del Paraguay (1864-1870).
http://www.mre.gov.br/dc/espanol/textos/revistaesp14-mat4.pdf

O VELHO FÉLIX E SUAS "MEMÓRIAS DE UM CAVALCANTI"-Capoeiragem

O VELHO FÉLIX E SUAS "MEMÓRIAS DE UM CAVALCANTI"
Fonte: FREYRE, Gilberto. O Velho Félix e suas "memórias de um Cavalcanti". Rio de Janeiro: José Olympio, 1959. 142p.
No tempo de Félix a capoeiragem ostentava ainda todo o seu viço; e da Rua da Jangada e Gameleira estavam sempre descendo rêdes não só de bexiguentos como de feridos. Rêdes brancas de mortos. Rêdes vermelhas de gente esfaqueada e gemendo: quero água, quero água! Mal começara a campanha do Inspetor José de Lima e dos seus soldados de facão rabo-de-galo contra os reis a faca de ponta protegidos e até compadres de José Mariano e de outros políticos importantes; gente arranchada pelos mucambos e "quadros" de São José, de Santo Amaro, do Coculo, da Aldeia do Quatorze, da ilha das Ostras, dos Sete Mucambos, do Pombal, do Lucas.
A capoeiragem eram então uma fôrça a serviço da política partidária, tão intensa no Recife do século XIX. O burgo lìricamente comparado pelo poeta a Veneza:
"Veneza americana boiando sôbre as águas"
Era naqueles dias e tem sido quase sempre antes uma Florença que uma Veneza. Florença americana ardendo no fogo das revoluções, das lutas entre partidos, das revoltas de cavalgados contra Cavalcantis, dos combates entre bianchi e neri. Se a capoeiragem é, com pretende Adolfo Morales de Los Rios Filhos, "uma criação dos fracos - o negro e o mestiço - contra o forte, isto é, o branco", onde ela se apurou melhor que no Recife de cavalgados contra Cavalcantis: que nesta nossa Florença americana de cabras afoitos e de negros arreliados, ao serviços de vagas reivindicações políticas, encarnadas ora por um Pedroso, ora por um Nunes Machado ou por um José Mariano e a encobrirem aspirações sociais também um tanto imprecisas, turvadas por muito ressentimento de natureza pessoal, mas no fundo sociais?
Capoeiras negros e mulatos, cabras ligeiros na arte da rasteira, do rabo-de-arrais, do arrastão, no manejo do cacête, da navalha, da faca de ponta, tornaram-se guarda-costas não só de homens do govêrno mais violentos como de políticos oposicionistas mais irrequietos. Os capoeiras do Recife, como os do Rio, eram quase sempre mulatos de gaforinha, andar gingado, lenço encarnado no pescoço. Por debaixo da camisa, raro era o que não levasse oração fechando-lhe o corpo às balas da polícia e às facas dos outros cabras. Às vêzes ostentavam tatuagens no peito, no braço ou noutras partes do corpo: corações, signo-salmão, âncoras, sereias e nomes de mulheres. Quase todos gostavam de sua branquinha ou aguardente de cana; de seu violão; de ostentar seu dente de outro; e todos tinham nomes de guerra pitorescos: Canhoto, Sabe-Tudo, Bode-Ioiô, Pé-de-Pilão, Rabo-de-Arraia, Bentinho do Lucas, Nascimento Grande.
Nascimento Grande foi o último grande capoeira do Recife: morreu há três quatro nos, já velho e doente, no Rio de Janeiro, num sítio de Jacarepaguá onde o acolhêra José Mariano Filho. Passara da Monarquia à República; eu próprio ainda ovi, com olhos de menino de onze anos, seguindo como guarda-costas o carro triunfante - carro aberto, a capota arriada - em que o General Dantas Barreto, duro, pequeno e de pince-nez, entrou em 1972 no Recife ao som da Vassourinha:
"Salvai, salvai, querido general !"
http://www.bvgf.fgf.org.br/frances/obra/livros/pref_brasil/o_velho.htm
http://www.bvgf.fgf.org.br/portugues/obra/livros/pref_brasil/o_velho.htm
OTRA CITA: http://www.bvgf.fgf.org.br/portugues/obra/artigos_imprensa/velho_felix.htm

Capoeiras y Juramento

festas e tradicoes populares do brasil‎ - Página 200de melo morais filho
Os capoeiras, até quarenta anos passados, prestavam juramento solene, eo lugar escolhido para isso eram as torres das igrejas. As questões de freguesia ou
1831-Forró Capoeira cae de lo alto de una Iglesia y muere .Recorte Libro(pag 125): À flor da terra . http://books.google.es/books?id=XUB-9b__kM8C

1828- O Governo convoca a Capoeira: "À 9 de julho de 1828, o segundo batalhão de granadeiros alemães revoltou-se, protestando contra o espancamento de um de seus soldados. D. Pedro I prometeu atendê-los no prazo de oito dias, mas no dia seguinte o batalhão de irlandeses insubordinou-se e poucos depois o dos granadeiros alemães. E os mercenários iniciaram o saque na cidade. A população teve de correr para a rua, a fim de defender a sua propriedade. Vidigal congrega os capoeiras e os comanda no ataque à soldadesca desenfreada; consegue assim que os soldados retornem ao quartel onde tinham refúgio certo e poderiam ficar resguardados das cabeças, taponas, pontapés, rabos de arraia e navalhadas" (ver Marinho referenciado em 1945, p. 21 do livro original).
http://74.125.77.132/search?q=cache:VuPsNafQcgoJ:www.portalcapoeira.com/Publicacoes-e-Artigos/Andre-Luiz-Lace-Lopes-ATLAS-Capoeiragem+Diario+%C3%ADntimo+lima+barreto+capoeiragem&hl=es&ct=clnk&cd=5

Diario íntimo-Lima Barreto

Lima Barreto (1881-1922) - Diario íntimo
Títulos digitalizados:
Diario íntimo / Lima Barreto. Fundação Biblioteca Nacional.
Miguel herdara essas qualidades do pai; assim é que, aos quatorze anos, quando ele abandonou sua mãe (estava nos costumes do tempo), pôs-se em campo com decisão e, em breve, fez-se um operário litógrafo estimado e respeitado. Perdendo sua mãe, o foco concentrador de sua mãe, não se entregou absolutamente à ociosidade dissolvente habitual nos de sua classe. Adquiriu uma pequena instrução, mas segura, com a qual, pelos vinte e cinco anos, protegido por uma influência do tempo, pôde exercer um emprego público numa repartição que se fundou. Casou-se por essa época. Os primeiros anos foram difíceis. O seu primeiro filho, Jônatas, de um natural selvagem e independente, criou-se quase à toa pelo arrabalde em que moravam. Aos doze anos, era um rapagão nédio, «desembolado», forte, valente, que já metia medo com a sua destra capoeiragem aos mais velhos de sua vizinhança. Era uma perdição, como dizia uma preta velha dos arredores. O segundo, porém, seis anos mais moço que esse, nascera em horas melhores. O velho César, ao morrer, deixara à Clara obra de sessenta contos, restos da fortuna que o velho Brandão trouxe de Inhomirim, e que o excêntrico César, pela sua longevidade, fora recolhendo. Clara não gozou muito da herança. Um ano depois morreu. Senhor de um tal pecúlio, com três filhos apenas, Jônatas, Tito e Clara, o antigo litógrafo tratou de consubstanciar seu sonho: formar um filho. Mandou Tito ao colégio, seguiu os seus estudos, animou-o, mas não pôde vê-lo formado, pois, quando o filho acabava os preparatórios, morreu do fígado, muito moço ainda.

http://www.cervantesvirtual.com/servlet/SirveObras/34693959872358318254679/p0000001.htm?marca=pernambuco#119

FACETAS DO HUMANISMO PORTUGUÊS NO ORIENTE

FACETAS DO HUMANISMO PORTUGUÊS NO ORIENTE
Elvira Azevedo Mea
“O Humanismo é a última resistência de que dispomos.”
Edward W. Said (1935-2003)

Em 1635, António Bocarro, define Macau como “ uma das mais nobres cidades do Oriente... e de mais número de casados ... oitocentos e cincoenta portugueses, e seus filhos são muito mais
bem dispostos e robustos que nenhuns que haja neste Oriente; todos têm uns por outros seis escravos de armas de que os mais e melhores são cafres e outras nações... Além deste número de
casados Portugueses tem mais esta cidade outros tantos casados entre naturais da terra, chinas cristãos que chamam jurubassas de que são os mais, e outras nações, todos cristãos... Tem além disso esta cidade muitos marinheiros pilotos e mestres portugueses e os mais deles casados no Reino, outros solteiros que andam nas viagens de Japão, Manila, Cochinchina, desses mais de cento e cincoenta... Têm mais cento e cincoenta soldados em que entram dois capitães de infantaria e outros tantos alferes e sargentos...”8

1596 um holandês asseverar ser “a ilha e cidade de Macau habitada por Portugueses misturados com Chineses”2, averdade é que as uniões mais ou menos legais se realizaram com
hindus, malaias, chinesas, japonesas e africanas, escravas,raptadas ou compradas.
http://www.humanismolatino.online.pt/v1/pdf/C003-021.pdf

Os escravos malaios

Os Portugueses tentaram utilizar escravos malaios em Java, naquilo que se provou ser um grave
erro, jamais repetido. Os escravos malaios tinham uma reputação de serem bastante autoritários e mandões e até mesmo de gerirem os negócios dos seus donos. Os índios americanos (ameríndios), quer do Norte, quer do Sul, tinham uma reputação de serem inúteis e perigosos. Não havia ninguém melhor do que os Negros da África Ocidental para trabalhar nas plantações de cana do açúcar no Brasil.
http://oz2.com.sapo.pt/Yawujibarra.pdf

Marujos Malaios

diseño:
Objeto Digital:
icon395061_75_244.tif
Autor/Criador:
Ender, Thomas, 1793-1875.
Título:
Afrikaner u. Spanierinnen.
Data:
[18--].
Em:
Zeichnungen von schiffen, gräsern und figuren
Desenho austríaco Séc. XIX Drawing austrian 19th century
Biblioteca Nacional (Brasil)
http://catalogos.bn.br/scripts/odwp032k.dll?t=bs&pr=fbn_dig_pr&db=fbn_dig&use=ti&disp=list&sort=off&ss=NEW&arg=afrikaneru.spanierinnen
Ao mesmo tempo, a navegação marítima portuguesa interna ao Índico e ao Pacífico passou a empregar um número considerável de marujos asiáticos desde o século XVI, e os poucos brancos que restaram nos navios ocupavam as posições superiores ou as funções de soldados ou artilheiros. Calcula-se que o número de marinheiros disponíveis no Estado da Índia em inícios do século XVI nunca tenha sido superior a 400 pessoas – um número desprezível considerando as demandas de todas as frotas que partiam de Lisboa a Goa, e vice-versa. Do mesmo modo, como se verá adiante, apelar-se-á para este recurso na América portuguesa entre os séculos XVII e XVIII: marujos foram aqui recrutados primeiro para suprir demandas da carreira da Índia, depois para suprir a Marinha Real portuguesa na Europa. Finalmente, muitos marinheiros foram incorporados às forças navais para servir na própria América, notadamente nas guerras luso-espanholas levadas a efeito no Sul do Brasil durante a segunda metade do século XVIII. Recrutar marujos entre africanos, asiáticos e, depois, entre habitantes da América portuguesa constituía, pois, prática que concorria para a manutenção de um império talassocrático que, paradoxalmente, não dispunha de um considerável contingente de pessoal marítimo em seu próprio domínio terrestre europeu.7
http://74.125.77.132/search?q=cache:z9sHWR-4TeEJ:www.revistanavigator.net/navig5/art/N5_art3.doc+marujos+malaios&hl=es&ct=clnk&cd=5&gl=es

Malungo

Dadá revelou alguns dados importantes no seu relato. Inicialmente, a existência de laços forjados ao longo da travessia do Atlântico. Isso seria um importante fator de solidariedade, levando-se em consideração que esses indivíduos puderam no cativeiro permanecer interagindo. Belchior alegou estar cativo por quinze anos, e isso significava que Gaspar e Matheos, seus malungos, também haviam chegado à Bahia um pouco antes da independência. Nesse sentido, é possível perceber sinais de solidariedade étnica.
Belchior e Gaspar foram inclusive escravos do mesmo proprietário Manoel da Silva Cunha. Gaspar disse ter começado a freqüentar a escola corânica do mallam Sanim apenas cerca de dois meses antes da revolta e insinou que seu “malungo” Belchior já freqüentava
as aulas de Sanim:
http://www.casadasafricas.org.br/site/img/upload/712324.pdf
O Islã chegou à África do Sul a partir da imigração escrava e livre originária da Malaia e das ilhas do Índico. O processo de conversão durante as últimas décadas de escravidão (1798-1838) foi a idade de ouro do Islã sul-africano. Em 1838, por exemplo, as taxas de manumissão entre os escravosmuçulmanos eram mais altas que entre os escravos cristãos, o que aparentemente
transformou o Islã em uma importante ideologia de resistência e oposição ao poder
senhorial na África do Sul.
http://www.casadasafricas.org.br/site/img/upload/712324.pdf

Jihad, Cativeiro e Redenção:


Jihad, Cativeiro e Redenção:
escravidão, resistência e irmandade,
Sudão Central e Bahia
(1835)
José Antônio Teófilo Cairus
O sufismo tem recebido muita atenção dos intelectuais ocidentais. No Brasil, particularmente, os estudos sobre sufismo, suas práticas e desenvolvimento histórico são praticamente inexistentes. Sendo uma atividade basicamente contemplativa, mística e fundamentalmente emocional, sua prática foi difundida por todo mundo islâmico através da expansão das tariqas e das suas ordens religiosas disseminadas entre a população.

243 Ver a saga de Jawdar Pasha, o espanhol que chefiou os exércitos do sultão marroquino Mawlay Ahmad al-Mansur em um fantástico raid através do Saara, entre 1591-1599, que conquistou Songhai (Tombuctu). As forças marroquinas eram compostas de uma amálgama de etnias (árabes, bérberes, renegados espanhóis, andaluzes, negros, europeus, eslavos, índios americanos, inclusive do Brasil). Em grande esses homens eram produtos dos estragos causados pelos corsários turcos ou aventureiros em busca de dinheiro rápido. Existe uma possibilidade que prisioneiros da Batalha dos Trois Rois (Três Reis) em 1578, terem sido utilizados. Ver
HAÏDARA, Ismael D. Jawdar Pasha et La Conquête Saâdienne du Songhay (1591-1599). Rabat: l’Institutdes Etudes Africaines, 1996.
http://www.casadasafricas.org.br/site/img/upload/712324.pdf
Nudez dos índios tupinambás
Em 1612, o capuchinho francês Claude d’Abbeville chegou ao Maranhão como membro da missão religiosa que acompanhava a expedição de La Ravardière. Após retornar à França, publicou em 1614 a História da missão dos padres capuchinhos na ilha do Maranhão, na qual relatou sua experiência de quatro meses no Brasil. Desta obra foi extraído o texto seguinte, sobre a nudez dos índios tupinambás e a maneira como se adornavam.
..................Entre os seis índios que trouxemos para a França, havia um tabajara assim tatuado desde as sobrancelhas até os joelhos mais ou menos. Quando os homens da terra desejam mostrar-se elegantes, como nos dias de cauinagem, de matança dos prisioneiros ou escravos, de perfuração dos lábios de seus filhos, de partida para a guerra ou de outras solenidades, enfeitam-se com penas e outros adornos feitos de penas vermelhas, azuis, verdes, amarelas e de diversas cores vivas que sabem admiravelmente combinar.
[Extraído de Claude d’Abeville. História da Missão dos padres capuchinhos na ilha do Maranhão e terras circunvizinhas. 1a ed., 1614. Tradução de Sérgio Milliet. Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/Editora da Universidade de São Paulo, 1975, pp. 216-21.]
http://www.historiadobrasil.com.br/viagem/docs01.htm#01d06

Espíritu marinheiro-trafico negreiro

Cultura marítima: marinheiros e escravos no tráfico negreiro para o Brasil (sécs. XVIII E XIX)1

Jaime RodriguesDoutorando - UNICAMP

RESUMO Este ensaio aborda temas a partir dos quais pode-se resgatar aspectos da cultura dos homens do mar, em especial aqueles ligados ao tráfico de escravos africanos para o Brasil entre fins do século XVIII e meados do XIX. A partir de uma discussão sobre o trabalho com fontes lacunares, procuro definir os termos dentro dos quais foi entendida a cultura marítima e discutir aspectos tais como nacionalidade e internacionalismo, condição social, idade, processo de trabalho, comportamento, disciplina, enfrentamentos com a natureza e com a hierarquia, linguagem, religiosidade, rituais cotidianos e decisões de ordem prática, estas últimas ligadas à própria sobrevivência e à segurança do grupo e da embarcação.
.................................Tempestades, aparelho danificado, piratas ou navios ligados à repressão da atividade eram os riscos mais comumente mencionados pelos tripulantes interrogados na Comissão Mista Anglo-Brasileira do Rio de Janeiro. Assim foi com a barca Eliza, assolada durante a viagem com as "grandes e crescidas vagas, como pela grande violência do vento do noroeste" que lhe levou o velame pelos ares. Outro tufão "inundou o navio todo" e para dar vazão à água, abriram-se as portinholas. Quando o navio fazia quarenta polegadas de água a cada hora, o capitão achou por bem chamar os demais oficiais e a tripulação, comunicando-lhes que grande parte dos mantimentos e da água perdera-se no temporal, além de quarenta e cinco escravos. Em vista da situação, todos concordaram que o navio arribasse no porto mais próximo - o de Moçambique60. O mesmo teria ocorrido com o Brilhante, em viagem de Ambriz para Montevidéu, quando o navio enfrentou ventos fortes e o mestre consultou os demais oficiais e a tripulação, que resolveram arribar no primeiro porto - Cabo Verde -, pois o mastro grande estava podre e o pano também ia "todo esfrangalhado". O capitão cometeu o deslize de mencionar o verdadeiro destino da embarcação no diário náutico, bem como demonstrou que chamar a tripulação para uma decisão coletiva era o recurso do qual se lançava mão para resolver situações desse tipo.
Novamente, o mestre convocou seus oficiais e tripulação, que "de comum acordo assentaram não entrar naquela ilha, por recearem talvez que fosse o brigue ali prisioneiro" e decidiram ir para Lagos, onde em 25 de outubro do mesmo ano o navio foi apreendido por um brigue espanhol sob o argumento de que o pavilhão imperial não era conhecido pelo capitão apreensor62.
Se o espírito comunitário prevalecia em situações de perigo como estas, havia outras em que o individualismo predominava. Quando uma embarcação negreira era apreendida e levada até um porto para julgamento, nada mais havia a fazer além do salve-se-quem-puder: era isto o que queria dizer a atitude do mestre, piloto, contramestre e mais três marinheiros do Aracaty, que fugiram em um escaler assim que um oficial do navio apreensor subiu a bordo para inspecionar o porão, deixando a bordo apenas dois marinheiros e o cozinheiro da tripulação63.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-01881999000200002&script=sci_arttext&tlng=en

Sobre o convés: marinheiros, marítimos e pescadores negros no mundo atlântico

Sobre o convés: marinheiros, marítimos e pescadores negros no mundo atlântico do Porto de Rio Grande/RS (século XIX)
Vinicius Pereira de Oliveira1 / SMED São Leopoldo

Resumo: o artigo busca esboçar um quadro da presença negra (escrava, liberta e livre) nas atividades de navegação do mundo atlântico brasileiro a partir do estudo da cidade portuária de Rio Grande durante o século XIX. Identificados como marinheiros, marítimos, catraieiros e pescadores os negros desempenharam papel fundamental nas lides náuticas, principal forma de transporte a média e longa distância do Brasil imperial. Neste trabalho procuraremos traçar algumas breves considerações sobre esta realidade e seus personagens.
http://www.eeh2008.anpuh-rs.org.br/resources/content/anais/1212375372_ARQUIVO_ArtigoViniciusOliveira.pdf

Vicissitudes de um império oceânico:

Vicissitudes de um império oceânico:
o recrutamento das gentes do mar na América
portuguesa (séculos XVII e XVIII)
Luiz Geraldo Silva
Graduado em História pela Universidade Federal de Pernambuco, Mestrado em História do Brasil
pela mesma Universidade e Doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo. É
Professor Adjunto da Universidade Federal do Paraná e tem experiência na área de História, com
ênfase em História do Brasil Colônia.
Assim, desde o século XVI, mas sobretudo entre os séculos XVII e XVIII, sabe-se
que muitos escravos negrosafricanos ou nascidos em Portugal – foram empregados nos navios da carreira da Índia. Como revela Saunders, muitos deles – senão a maioria –eram de propriedade de marujos recrutados pela Marinha portuguesa. Empregando seus escravos nos navios, os marujos acabavam por perceber seu salário e o salário de seus cativos. Desse modo, eles viam aumentar seus rendimentos pecuniários além de serem poupados de trabalhos pesados executados a bordo, os quais acabavam por ficar a cargo dos escravos. Do ponto de vista das autoridades portuguesas, o expediente de empregar escravos acabava sendo encarado
como um meio normal e corrente de suprir lacunas na tripulação. Em 1559, o navio Águia, que fazia a carreira da Índia, “só se salvou de naufragar no canal de Moçambique devido aos esforços feito pelos negros que estavam a bordo”.
Funcionários da Casa da Índia declararam em 1712 que muitos navios da carreira não teriam alcançado Portugal “se não fosse o trabalho contínuo dos escravos negros que vão neles”. Em
1738 o Vice-Rei da Índia, D. Pedro de Mascarenhas (1732-1740), afirmou que quando não
havia escravos provenientes de Moçambique nos galeões estes não podiam navegar
. Segundo
ele, os escravos negros eram empregados nos navios “como trabalhadores no convés realizando o trabalho duro, como acontece geralmente”.6
Ao mesmo tempo, a navegação marítima portuguesa interna ao Índico e ao Pacífico passou a empregar um número considerável de marujos asiáticos desde o século XVI, e os poucos brancos que restaram nos navios ocupavam as posições superiores ou as funções de soldados ou artilheiros. Calcula-se que o número de marinheiros disponíveis no Estado da Índia em inícios do século XVI nunca tenha sido superior a 400 pessoas– um número desprezível considerando
as demandas de todas as frotas que partiam de Lisboa a Goa, e vice-versa. Do mesmo modo, como se verá adiante, apelar-se-á para este recurso na América portuguesa entre os séculos XVII e XVIII: marujos foram aqui recrutados primeiro para suprir demandas da carreira da Índia, depois para suprir a Marinha Real portuguesa na Europa. Finalmente,
muitos marinheiros foram incorporados às forças navais para servir na própria América, notadamente nas guerras luso-espanholas levadas a efeito no Sul do Brasil durante a segunda metade do século XVIII.
Recrutar marujos entre africanos, asiáticos e, depois, entre habitantes da América portuguesa
constituía, pois, prática que concorria para a manutenção de um império talassocrático
que, paradoxalmente, não dispunha de um considerável contingente de pessoal marítimo em seu próprio domínio terrestre europeu.7
http://www.revistanavigator.net/navig5/art/N5_art3.pdf

jueves, 8 de enero de 2009

Bersilat Arte marcial de Malasia, parecido al Pentjak Silat de Indonesia

ILUSTRACIÓN:Illustrations Musée du Pencak Silat Padepokan Pencak Silat Taman Mini Indonésie.


Bersilat
Abril 2, 2008
Arte marcial de Malasia, parecido al Pentjak Silat de Indonesia. Está orientado a la defensa personal, aunque también presenta formas ceremoniales. Según los estilos, transmitidos con bastante secretismo, predomina el combate a mano vacía (patadas, puñetazos, proyecciones, controles…) o con armas. Los movimientos imitan a los de los animales, y se emplean bastantes técnicas de pierna.
ceremonia: http://es.youtube.com/watch?v=08mOzQw3NrQ&feature=related
lucha: http://es.youtube.com/watch?v=KvCkSGwqRsw&NR=1
http://es.youtube.com/watch?v=KN5rRafqYb0&feature=related
Video antiguo 1937: http://es.youtube.com/watch?v=Z6jDJ1bCHWk&feature=related
Silat Gayung: http://es.youtube.com/watch?v=4rsWdqDgfFk&feature=related
Otros estilos:http://es.youtube.com/watch?v=gKU5lcZLcB8&feature=related

Escola de Educação Física da Força Pública do Estado de São Paulo

Em 1909 é criada a Escola de Educação Física da Força Pública do Estado de São Paulo por proposta do Coronel Paul Balagny, Comandante da Missão Militar Francesa que se encontrava em São Paulo, que efetivamente marca o início da profissionalização dos agentes policiais militares de São Paulo.
http://www.webartigos.com/articles/3097/2/educacao-fisica-no-brasil-uma-historia-politica/pagina2.html
6. A Educação Física No Brasil No Início Do Século XX
A introdução da Educação Física no Brasil esteve muito ligada à experiência francesa. Em 1907, a missão militar francesa funda o embrião da Escola de Educação Física da Força Policial do Estado de São Paulo. A partir de 1908 a instrução militar se torna obrigatória nas escolas secundárias brasileiras, em nome da segurança nacional, com a presença de diversos segmentos militares no sistema de ensino.
http://www.webartigos.com/articles/3097/3/educacao-fisica-no-brasil-uma-historia-politica/pagina3.html
Afirma Inezil Penna Marinho3 que no Brasil os primeiros esforços de formação de profissionais de educação física se deram em 1902, no Batalhão de Caçadores, no Quartel da Luz, São Paulo. A partir desse núcleo, com a chegada de militares do exército francês, membros de uma missão contratada pela Província, em 1909 é criada a Escola de Educação Física da Força Pública de São Paulo.
http://www.efdeportes.com/efd115/a-educacao-fisica-e-o-estado-novo.htm

Educação Física no Brasil: Uma História Política.

Educação Física no Brasil: Uma História Política.
Marcilene Rosa LeandroN.º 30 4º - 1424 B Trabalho de Conclusão de CursoProfessores: Flávio Ascânio Antonio Lauro e Reury Frank BacurauSão Paulo – 2002


Em 1860 foi introduzida no Brasil a Ginástica Alemã na Escola Militar, antiga Academia Real Militar da Corte, segundo citação de MELO (2000) “... influenciada principalmente pelo grande número de migrantes alemães que no Brasil continuavam com seus hábitos gímnicos e fundamentalmente da Guarda Imperial, na força militar brasileira que possuía raízes austríacas devido a influência de nossa imperatriz..”.
A Ginástica Alemão utilizava a ginástica aérea de aparelhos, a barra fixa, a barra paralela, o trapézio e as argolas. Isto ocorre particularmente a partir de Friederich Ludwig Jahn que entendia que a prática da ginástica deveria ter características militares com o objetivo de manter o povo forte e saudável, afirmando espírito cívico e patriótico. Reforçando esta influência temos como instrutor de Ginástica na Escola Militar o alemão Pedro Guilhermino Meyer, alferes do estado maior da 2ª classe.

http://www.webartigos.com/articles/3097/1/educacao-fisica-no-brasil-uma-historia-politica/pagina1.html

Educação Física no Brasil: Uma História Política.

Educação Física no Brasil: Uma História Política.
Marcilene Rosa LeandroN.º 30 4º - 1424 B Trabalho de Conclusão de CursoProfessores: Flávio Ascânio Antonio Lauro e Reury Frank BacurauSão Paulo – 2002

Em 1860 foi introduzida no Brasil a Ginástica Alemã na Escola Militar, antiga Academia Real Militar da Corte, segundo citação de MELO (2000) “... influenciada principalmente pelo grande número de migrantes alemães que no Brasil continuavam com seus hábitos gímnicos e fundamentalmente da Guarda Imperial, na força militar brasileira que possuía raízes austríacas devido a influência de nossa imperatriz..”.
A Ginástica Alemão utilizava a ginástica aérea de aparelhos, a barra fixa, a barra paralela, o trapézio e as argolas. Isto ocorre particularmente a partir de Friederich Ludwig Jahn que entendia que a prática da ginástica deveria ter características militares com o objetivo de manter o povo forte e saudável, afirmando espírito cívico e patriótico. Reforçando esta influência temos como instrutor de Ginástica na Escola Militar o alemão Pedro Guilhermino Meyer, alferes do estado maior da 2ª classe.
http://www.webartigos.com/articles/3097/1/educacao-fisica-no-brasil-uma-historia-politica/pagina1.html

A Formação de uma elite militar no Exército brasileiro: padrões dediscriminação no ingresso da Escola Militar do Realengo de 1931 a 1944

A Formação de uma elite militar no Exército brasileiro: padrões de
discriminação no ingresso da Escola Militar do Realengo de 1931 a 1944
Fernando da Silva Rodrigues.

No ano de 1932, foi aprovado oficialmente o Regulamento de Educação Física do Exército, tradução do Regulamento francês de 1927.
http://www.rj.anpuh.org/Anais/2006/conferencias/Fernando%20da%20Silva%
........................contratar na França, uma missão militar, para fins de instrução no Exército. A assinatura do contrato para uma “Missão Militar Francesa de Instrução (MMF)”15 ocorreu em 08 de setembro de 1919, no entanto, somente em março de 1920 chegaram os primeiros
instrutores da França, chefiados pelo General Maurice Gamelin, que desembarcaram na cidade do Rio de Janeiro. O General Chefe da Missão Militar Francesa seria posto à disposição do Chefe do EME como assistente técnico para a Instrução e a Organização. A MMF seria incumbida especialmente da direção da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, da Escola de Intendência e da Escola de Veterinária, além de comandar a Escola Superior de Guerra (Escola de Estado-Maior).
http://www.uss.br/web/arquivos/textos_historia/Fernanado_da_Silva_Os_Anos_30_e_a_Formacao_de_uma_Cultura.pdf

Naique e Panicai




Às tropas gentias coube, desde o início, a defesa de Goa, tendo os seus passos sido providos com “peões da terra”, capitaneados por portugueses[2]. Com o correr dos anos, o aumento do número de passos fortificados e a conquista das terras firmes de Salsete e Bardez foram provocando um crescimento do número de efectivos e bem assim dos seus capitães, ao mesmo tempo que as estruturas defensivas se complexificaram, surgindo corpos de espingardeiros da terra e peões para vigiar e correr o campo[3].
Noutros locais, como em Baçaim e Damão, a sua acção foi igualmente decisiva na defesa das suas fortalezas e tranqueiras, tendo sido criados corpos especiais de “frecheiros”, lanceiros e adargueiros que, com o apoio de peões da terra e de Goa[4] comandados pelos seus naiques[5],


[5]Naique era o termo utilizado pelos portugueses para designar o capitão ou chefe dos soldados nativos de infantaria, podendo aparecer por vezes com o sentido de cabo ou capitão em geral. Não confundir com naire, designativo de um indivíduo pertencente a uma casta nobre e militar do Malabar, nome oriundo do malayala nãyar, derivado do sânscrito nãyaka, "chefe, director, guia, condutor". Cf. Sebastião Rudolfo Dalgado, Glossário Luso-Asiático, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1919-21. Integrados também, por vezes, na estrutura militar portuguesa do Oriente encontramos os panicais (que pertenciam à casta naire), mestres de esgrima e ginástica militar e de instrução primária, que eram originários do Malabar.
http://www2.iict.pt/?idc=102&idi=12798#_ftn1

O Arquivo Nacional e a História Luso-Brasileira

A participação mais efetiva da África Ocidental no fornecimento de escravos para o Rio de Janeiro declinou entre 1795 e 1811, ano em que Manolo Florentino verificou um crescimento da oferta de cativos oriundos de Moçambique. Esse crescimento se explica, em termos mais amplos, pela Abertura dos Portos, em 1808, que favoreceu o aumento do número de expedições para Moçambique a fim de resgatar escravos. Nesse movimento, ganhou destaque o porto de Quilimane. Para o porto de Salvador, outro importante mercado de escravos da colônia, a demanda de escravos permaneceu sendo suprida pela região do Congo-Angola. O porto do Rio de Janeiro, entretanto, não monopolizava o recebimento de africanos de Moçambique. Houve reivindicações de comerciantes do Pará, envolvidos no tráfico de escravos em diferentes regiões africanas, dentre as quais Moçambique, na última década do século XVIII, para obter isenção do pagamento de direitos (impostos) por um certo período de tempo, demonstrando que outros portos coloniais eram abastecidos de cativos da África Oriental.
http://www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=154&sid=28&tpl=printerview
Em relação ao movimento comercial entre o Brasil e a Índia os Mapas indicam a entrada de 36 navios em Goa. Só nos anos de 1817 a 1819 chegaram a aportar 4, 8 e 7 navios, respectivamente, cifras que estavam ao nível dos anos áureos da Carreira da Índia. A maioria das embarcações partiu do Rio de Janeiro o que parece confirmar a tese de Fragoso a propósito da «dinâmica própria» dos comerciantes privados cariocas.[13] Da Baía largaram cinco navios e de Pernambuco apenas um. Convém entretanto realçar que as rotas entre o Brasil e o Índico não se dirigiram apenas ao porto de Goa. Cerca de metade dos navios que navegavam em direcção à Índia fazia escala nos Portos do Norte, principalmente em Surrate e Bombaim, para comprar tecidos guzerates. Outros, interrompiam a viagem em Moçambique ou nas Maurícias para carregar cera e marfim que levavam para Surrate e Bombaim, ou paravam na ida para o Brasil para adquirir escravos.
http://www2.iict.pt/?idc=102&idi=12905

A ESCOLA DE APRENDIZES ARTÍFICES DO PARANÁ:

A ESCOLA DE APRENDIZES ARTÍFICES DO PARANÁ:
“VIVEIRO DE HOMENS APTOS E ÚTEIS” (1910-1928)
(...) de um lado o termo ‘criança’ foi empregado para o filho das famílias bem postas. ‘Menor’
tornou-se o discriminativo da infância desfavorecida, delinqüente, carente, abandonada. ‘Do
início do século, quando se começou a pensar a infância pobre no Brasil, até hoje, a
terminologia mudou. De ‘santa infância’, ‘expostos’, ‘órfãos’, ‘infância desvalida’, ‘infância
abandonada’, ‘petizes’, ‘peraltas’, ‘menores viciosos’, ‘infância em perigo moral’, ‘pobrezinhos
sacrificados’, ‘vadios’, ‘capoeiras’, passou-se a uma categoria dominante – menor. O termo
menor aponta para a despersonalização e remete à esfera do jurídico e, portanto, do
público.’12 A infância abandonada, que vivia entre a vadiagem e a gatunice, tornou-se para os
juristas, caso de polícia. (MARCÍLIO, 1998, p. 195)
http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/6360/1/A%20%20ESCOLA%20DE%20APRENDIZES%20ARTÍFICES%20DO%20PARANÁ.pdf

Aculturación Madagascar -Timor (pag 717)

http://www.casadasafricas.org.br/site/img/upload/986713.pdf

miércoles, 7 de enero de 2009

Los escritos de De Courtonne

Leyla Perrone-Moisés, Le Voyage de Gonneville (1503-1505) ou la découverte de la Normandie par les Indiens du Brésil, Paris, Chandeigne, Col. Magellane, 1995. ISBN 978-2-906462-05-2
Los escritos de De Courtonne causaron sensación en su tiempo, cuando el patriotismo francés estaba en crisis debido al sostenido éxito de los holandeses e ingleses en los nuevos descubrimientos del Pacífico Sur. Los relatos de De Gonneville fueron revividos como base para una reclamación territorial sobre aquellos lugares australes. Esta creencia se asentó en el siglo XVIII y llevó a la realización de muchas expediciones marítimas como las de Jean-Baptiste Charles Bouvet de Lozier y Louis Antoine de Bougainville.
Se cree ahora que las tierras que De Gonneville descubrió no estaban localizadas en Australia ni en Madagascar, sino que son en realidad parte de la costa del Brasil, y que los nativos que conoció, uno de los cuales fue llevado a Francia por el propio navegante, y que se casó con su hija, eran en realidad indios carijos.

1809 Macaenses no Brasil

Um senador de Macau, Rafael Botado de Almeida, também foi ao Brasil em 1809.
Prisioneiro dos franceses na atual Ilha Maurício, ele foi autorizado a embarcar para o Brasil, levando sementes e mudas de plantas aclimatadas na ilha. Uma outra situação poderia indicar a existência de um movimento contínuo de chineses de Macau. Trata-se de uma estratégia para o desenvolvimento da cultura do chá no país. O objetivo era abastecer o mercado europeu, especialmente o inglês, e para isso fez-se vir homens e mudas de chá, que foram estabelecidos no jardim botânico e depois também em Santa Cruz, ex-fazenda jesuíta, hoje um bairro do Rio de
Janeiro (Moura 1973b : 5). Rugendas, que visitou e retratou a região por volta de 1820, localiza trezentos chineses cultivando cerca de seis mil arbustos no jardim botânico. Sua gravura descreve uma área atrás do Corcovado, à beira da lagoa Rodrigo de Freitas, perto do jardim das
Plantas. Segundo o ilustrador, só a Inglaterra importava da China três milhões de libras de chá. Rugendas defende que se a Inglaterra paga à China em metais pelo chá, « o Oriente é o abismo devorador de quase todos os metais preciosos exportados da América para a Europa » (ibid. : 9).
http://www.lusotopie.sciencespobordeaux.fr/dore.pdf.

GRABADO,Detalle:“Plantação de Chá no Jardim Botânico” do artista Johan Moritz Rugendas retrata os chineses fazendo o cultivo do chá no parque, no século XVIII.

Lusophonies asiatiques, Asiatiques en lusophonies‎ - Página 224de Centre national de la recherche scientifique (France), Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses - 2001 - 764 páginas
Um senador de Macau, Rafael Botado de Almeida, também foi ao Brasil em 1809

Os Macaenses no Brasil

grabado:Coolies embarking at Macao. (1880-1905). http://digitalgallery.nypl.org/nypldigital/id?833691
Apenas como ilustração, há estudos que indicam que a influência oriental no Brasil era bastante forte até o início do século XIX . É Júlio Bandeira, um estudioso do assunto, quem afirma que a partir daquele período essa influência foi abafada pelas francesa e britânica. Já nas primeiras
expedições pelo interior do país os bandeirantes faziam uso de ervas chinesas
, assim como da medicina chinesa. A Igreja da Nossa Senhora da Expectação do Parto, ou Nossa Senhora do Ó, fundada em Sabará, Minas Gerais, no início do século XVIII é um outro exemplo. Obra representativa do barroco mineiro, a igreja tem seus painéis pintados com motivos chineses e a maioria dos personagens bíblicos é representada com olhos amendoados ou orientais, inclusive os animais. Para o século XIX , uma das fontes mais utilizadas para o estudo das relações entre o Brasil e Macau é constituida pelas crônicas do padre Perereca. Cônego da capela real, o padre Luís Gonçalves dos Santos, que morreu em 1844 (1767-1844), panfletário e polemista, teve suas memórias editadas pela primeira vez em Lisboa em 1825. Nelas lê-se que em 1810, D. João VI, que havia dois anos se instalara no Brasil, concedeu isenção de direitos para os produtos da China vindos diretamente de Macau. O Perereca incitava, nos lembrando António Vieira e sua Companhia das Indias ocidentais : « se o Rio de Janeiro e a Baía forem os interpostos das
mercadorias da China, que lucros se não podem esperar para o futuro deste ramo do comércio asiático » (Moura 1973a : 8).
O cronista faz duas referências aos chineses no Brasil. Ele afirma que, com a abertura dos « portos às nações amigas », assinado em 28 de janeiro de 1808, « em grande quantidade [os chineses] vieram de Macau para o Rio de Janeiro » e também observa a presença de chineses nas cerimônias de coroação e aclamação de D. João VI no Rio (Moura 1973a : 11).

http://www.lusotopie.sciencespobordeaux.fr/dore.pdf

foto guerreros Sakalava


Batuque Malaio T i m o r

T i m o r
Artur de Sá
As danças são, como em toda a parte, manifestações públicas de alegria. 0 género praticado
em Timor pelo indígena é o batuque (Tebe-Dai) não o batuque africano, descomposto e selvagem,mas o batuque malaio, rítmico e artístico, mesmo quando, durante orgias nocturnas, desce à mímica de sentido erótico (Lico), ou quando exulta selvaticamente a vitória, perante esgares espectrais das cabeças inimigas decepadas (Loro-Sáan). Também nestes quadros da vida indígena há ainda muito que «civilizar», o que se vai conseguindo e, graças a intervenção da política portuguesa, a dança do Loro-Sáan, hoje. executa-se como mera representação. Finalmente, digamos alguma coisa sobre os mercados, ou bazares, como se diz em Timor,
aonde os indígenas de afastadas regiões se encontram. vendem ou permutam variados produtos
agrícolas, curiosos artefactos, espécies de animais, desde o búfalo até a cacatua que se esforça por dizer alguma coisa para chamar sobre si as atenções. Donde é fácil imaginar o colorido do espectáculo, animado pelos combates de galo ou pela música dos batuques. Estes mercados
realizam-se por toda a parte, em dias e lugares determinados. com modalidades idênticas às das
nossas feiras, mas com muito mais interesse e bulício, podendo afirmar-se que o bazar é. em Timor, o teatro da vida pública indígena.
http://purl.pt/915/1/cd1/ta000/TA005.pdf

ESCRAVOS, timorenses para Cabo Delgado

1821-03-16



OFÍCIO do [ouvidor de Macau, conselheiro], Miguel de Arriaga Brumda Silveira ao [secretário de estado da Marinha e Ultramar, Joaquim JoséMonteiro Torres] acerca de informações sobre Timor. Proposta dedesenvolvimento do comércio entre Maca e Moçambique tendo por base o"bicho do mar". Remessa de ofício (cópia) sobre o transporte de tropas de Moçambique para Timor: Envio de escravos de Cabo Delgado para os trabalhos agícolas de Timor e de timorenses para Cabo Delgado.
Local de Emissão
Macau


Os Corpos Militares na Capitania de São Paulo: um esboço acerca da organização e situação das Tropas de 1ª Linha (1760 -1820) Ana Priscilla Barbosa de

Os Corpos Militares na Capitania de São Paulo: um esboço acerca da organização e
situação das Tropas de 1ª Linha (1760 -1820)
Ana Priscilla Barbosa de Lucena

1
FFLCH – IEB/USP
As Reformas nos Corpos Militares em Portugal e na América Portuguesa
(1760 – 1807)
Selada a paz pelo tratado de Paris de 1763, Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, convidou o Conde de Lippe para conduzir uma reforma na estrutura militar portuguesa . Porém, não somente o exército português encontrava-se fragilizado; os corpos militares no domínio ultramarino da América também necessitavam de mudanças parapoderem se defender de possíveis invasões estrangeiras.3
A partir disso, o Conde de Lippe trabalhou para implementar o Regulamento para Exercício e Disciplina dos Regimentos de Infantaria e Cavalaria dos Exército de Sua Magestade, o Código de Lippe, elaborado por ele em 1763, visando uma uniformização da disciplina militar entre os oficiais portugueses. Para isso, contava o conde de Lippe com oficiais de sua confiança que treinavam os exercícios periodicamente. O objetivo desses exercícios era o efeito disciplinar que a visibilidade dos regimentos produzia sobre seus dirigentes, a uniformização de treinos e de procedimentos que a conjugação impõe e a honra que a presença do rei transmite as tropas. Idem, p.347.
http://www.anpuhsp.org.br/downloads/CD%20XIX/PDF/Pain%E9is/Ana%20Priscilla%20Barbosa%20de%20Lucena.pdf

Trajetórias e Carreiras Militares no Contexto do Império Português: Promoções e Conflitos nos Atos Eleitorais para Postos dos Corpos de Ordenanças

Trajetórias e Carreiras Militares no Contexto do Império Português: Promoções e Conflitos nos Atos Eleitorais para Postos dos Corpos de Ordenanças. Comarca de Vila Rica, 1735-1777
A trajetória de Caetano Alves Rodrigues é nesse caso bem expressiva. Natural de Lisboa atuou em diversas partes do Império como militar. Assentou praça de soldado no estado da Índia onde assistiu por mais de 5 annos, atuando também como alferes de infantaria, tenente de mar e guerra e capitão. Seus serviços foram essenciais, no entender do governador D. Lourenço de Almeida, em momentos críticos para a Coroa. Dentre estes destaca a invasão da fortaleza de Andorna construída no rio de Goa que por ordens reais devia ser destruída onde:
“[...] Caetano Alves Rodrigues foi um dos primeiros que saltaram em terra avansando com armas e mays gente a dita fortaleza conseguindo queimala e demolila, matando e aprisionando se todos os que não puderam fugir (...) e da mesma sorte conduziu um exercito para tomar e qeimar as aldeas que tinha atras da fortaleza de pilligão que depois de 8 dias de citio se renderam (...) e no socorro que se deo ao rey para tomar as terras da fortaleza de Ponda (sic) foi Caetano Alves Rodrigues nomeado para rondar em balões o rio que circundava tal fortaleza para que se rendessem [...]” (AHU/MG/cx: 86; doc:17).
Além de ter atuado em Goa, prestou serviços também no mar “atacando voluntariamente o navio inglês Angria quando o rei saiu em missão para ir tomar a dita armada Angria (...) e o dito Caetano foi com 20 soldados armados a bordo do sito navio e fez com tanto valor que conseguiu trazer o navio a Goa” (Idem).
Após todos estes 5 anos atuando na Índia, embarcou para a América Portuguesa:
“[...] E sendo chegado a pouco tempo nas Minas quando os franceses invadiram o Rio de Janeiro, foi dos primeiros que se offereceo para acompanhar o governador António de Albuquerque e o fez com despesa de sua fazenda. Combateu também os revoltosos de Vila Rica e a mando do Conde de Assumar acompanhou o dito governador com seus escravos armados até Vila Rica para castigar se os cabeças do levante, e lá ficou hum mês [...]” (Idem).
Por todos estes serviços foi nomeado capitão de Ordenanças e, em 1722, coronel de cavalaria de São Paulo, e, posteriormente, de Vila Rica. Além disso, por sua participação valorosa em tão importantes acontecimentos foi feito cavaleiro professo da Ordem de Cristo em 1731 e condecorado com o foro de escudeiro e cavaleiro fidalgo da casa real em 1749 (Ibidem).
http://www.espacoacademico.com.br/068/68costa.htm

Sistema militar en la América Portuguesa


.......Os corpos regulares recebiam, mesmo com considerável atraso, soldo, fardamento,
armamento, farinha, azeite, capim, cavalos e assistência médico-hospitalar. Inicialmente seus
integrantes eram recrutados em Portugal ou entre os reinóis
. Com a administração pombalina
(1750-1777), o preenchimento dos postos se estendeu aos nascidos na América Portuguesa.
........Em resposta, a Coroa enviou, em 1767, um trem de artilharia e os regimentos de infantaria
de Moura, Bragança e Estremoz 52. Juntamente com os regimentos de infantaria, desembarcou no Rio de Janeiro uma comitiva composta por cerca de 70 oficiais.
http://209.85.229.132/search?q=cache:4VhdaX94GfMJ:www.instituto-camoes.pt/cvc/conhecer/biblioteca-digital-camoes/doc_download/290-o-lsistema-militarr-corporativo-na-america-portuguesa-.html+INSTRU%C3%87%C3%83O+MILITAR+PARA+O+SERVI%C3%87O+DA+CAVALARIA+E+DE+DRAG%C3%95ES&hl=es&ct=clnk&cd=47
1753-AMAZONIA-Dos compañías de soldados de Portugal se desplazan a Amazonia.
Página 53 ... recebendo os nomes de Regimento da Cidade e Regimento de Macapá.55 A medida integrava a vasta reforma político-adminis- trativa realizada no reino pelo .....
Cipaios da Índia ou soldados da terra
Em meados de Setecentos, os efectivos previstos para o regimento da praça de Moçambique, donde eram retirados os destacamentos para guarnecer várias povoações da colónia, cifravam-se em 300 homens. Em 1760, a guarnição foi elevada para 10 companhias e no ano seguinte para 11.Os soldados chegavam principalmente de Portugal, de Goa e, na segunda metade da centúria, do Brasil, na sua maioria, como degredados.

ORGANIZAÇÃO MILITAR, MANUTENÇÃO DA ORDEM E PODER DE MANDONAS CONQUISTAS: considerações acerca da atuação dos Corpos de Ordenanças em Minas colonial

ORGANIZAÇÃO MILITAR, MANUTENÇÃO DA ORDEM E PODER DE MANDO
NAS CONQUISTAS: considerações acerca da atuação dos Corpos de Ordenanças em
Minas colonial
“[...] Em 1709 marchou em companhia de D. Fernando Martins Mascarenhas para se atalharem os distúrbios que havia entre reinóis e paulistas executando as ordens que se lhe acometerão servindo nestas operações a suas custas com cavalos, armas e escravos e vindo os paulistas invadir estas Minas, com 5 mil homens, ser dos primeiros que lhe fizerão cara hindo com 40 escravos seus armados atacar lhes e os perseguiu até o Rio das Mortes fazendo nesta operação grave despesa.
Procedendo da mesma sorte no levante que houve no tempo do Conde de Assumar o qual mandou da Vila do Ribeirão do Carmo a esta Vila Rica socegar os povos (...) e pelo grande conceito que o Conde de Assumar dele tinha lhe confiou huns presos de suma importância que conduziu as Congonhas com 60 armas suas [...]”
http://www.virtu.ufjf.br/artigo%208%20a%201.pdf
http://ciberduvidas.sapo.pt/articles.php?rid=350

A CAMINHO DO ORIENTE:

A CAMINHO DO ORIENTE:
Preparação e Quotidiano da Gente de Guerra nas Naus da Índia

......."Muito exame se devia fazer no escolher dos soldados, e usar fidelidade no assentar deles. (...) A primeira condição que o capitão ou armador deve examinar na escolha dos soldados que assenta, é que sejam de boa geração honrada de soldados e cavaleiros se os achar, isto por muitas razões. Sabido é que o filho do cavaleiro ou soldado vê em casa de seu pai as armas com que pelejou e ouve-lhe contar das batalhas em que se achou (...) O soldado conta a seu filho os perigos e trabalhos que passou e faz-lhe perder o medo e receio deles (...). São mais aptos para as armas e guerra os homens das aldeias e campo que das cidades, porque são acostumados ao trabalho e má vida, como na guerra em especial do mar é necessário sofrer. (...) Dos ofícios os de mais exercício habilitam mais os corpos, como são ferreiros, carpinteiros, almocreves e outros, que se não tiverem maus hábitos têm os membros hábeis para manejar as armas (...) De dezoito anos de idade até sessenta é tempo para poder servir em armas, o mais é muito e o menos é pouco. (...) Seja o soldado mancebo, tenha os olhos espertos, o pescoço direito, o peito largo, eapadaudo, mãos e braços, pernas e pés espeditos e mais nervudos que carnosos nem polpudos, barriga pequena, carne enxuta. Estes são sinais de força." (Idem, 53-59)
........."(...) já as armadas se fazem por cumprimento, sem tempo e sem ordem; os soldados andam clamando; as casas que em Goa havia de esgrima tornaram-se escolas de dança e ensinar moças (...) e assim não há bombardeiro em toda a Índia que acerte à serra dês outra, sem lhe atirar do pé dela (...)." (Couto, 1988, 66)
.............No século XVI, Portugal experimenta um processo de transição/transformação ao nível da estrutura e organização do seu poder militar. Esse processo desenvolve-se em duas vertentes. Em primeiro lugar acentua-se uma tendência para a criação de um exército permanente e de alguma maneira profissionalizado, que depende directamente apenas da Coroa, substituindo os métodos medievais de recrutamento temporário de base municipal e senhorial. Em segundo lugar, o eixo fundamental do poder militar português transfere-se de um contingente militar terrestre preparado para conflitos fronteiriços, de maior ou menor dimensão, com Castela para as forças navais que têm como missão fundamental manter uma situação de mare clausum no hemisfério de influência portuguesa definido no Tratado de Tordesilhas e para os efectivos militares deslocados para as possessões do Império ultramarino. Este novo contexto, embora já anunciado no século XV, tem naturais consequências na dimensão da mobilização e nas condições de recrutamento e preparação da chamada "gente de guerra", em particular dos soldados embarcados nas naus da Carreira da Índia. Apesar dos cuidados postos inicialmente no alistamento dos indivíduos que estivessem mais aptos para o exercício da guerra, as exigências permanentes de mais soldados vão pesar bastante nos efectivos qualificados disponíveis. Apesar do alistamento de estrangeiros, com o passar do tempo torna-se cada vez mais difícil seleccionar e preparar adequadamente a soldadesca necessária.
Apesar das dificuldades, a presença portuguesa nos mares e a segurança da rota do Cabo (o principal eixo do império português no século XVI) só são verdadeiramente ameaçadas após a concretização da União Ibérica e, nomeadamente quando a derrota da Invencível Armada deixa as naus portuguesas, carregadas de especiarias e outros luxos orientais, vulneráveis ao corso inglês e holandês e à pirataria muçulmana. Em termos de formação militar, os cuidados vão-se tornando cada vez menores, pela força das circunstâncias. Os capitães continuam a ser escolhidos em virtude da sua linhagem, tomando-se as suas aptidões guerreiras como intrínsecas à sua condição social. Dos soldados espera-se apenas a pronta obediência à voz de comando e a luta pela sua vida contra os inimigos da Coroa. Apenas quanto ao manejo das armas de fogo existe alguma preocupação em facultar um treino prévio ao embarque. O único corpo militar que tinha uma formação mais efectiva acaba por ser a dos bombardeiros que, desde cedo, foi integrado na tripulação regular dos navios e não nos efectivos da gente de guerra. Mas, em muitos casos, esses bombardeiros acabavam por ser contratados além-fronteiras, exactamente pela falta de gente especializada no território nacional, não sendo necessário providenciar à sua formação.
http://nautarch.tamu.edu/shiplab/01guifrulopes/Pguinote-milit97.htm

martes, 6 de enero de 2009

Etnias Malgaches


ETNIAS: Los malgaches son los descendentes de los marineros que llegaron de Malasia y Polinesia hace 2000 años en la isla. El país cuenta con 18 “tribus” que en realidad corresponden más a antiguos reinos que a verdaderas etnias. A ellas se añaden varias comunidades que han venido a instalarse en la isla (franceses, chinos, comorianos, indios, pakistaníes...) al cabo de los tiempos.
LOS ANTAIFASY: Viven en la costa Este, cerca de Farafangana
LOS ANTAISAKA: Viven en la costa Sureste
LOS ANTAIMORO: Emigrantes de origen árabe y swahili viven cerca de Manakara y son conocidos por su arte en la fabricación artesanal de papel
LOS ANTAMBOHOAKA: Siguen también tradiciones islamistas y viven cerca de Mananjary. Se dedican a la cultura del café y de la vainilla.
LOS ANTAKARANA: Pescadores y ganadores viven en el Norte del país, en el macizo del mismo nombre. Son musulmanes.
LOS ANTANDROY: Son los más pobres del país. Pastores semi-nomadas viven el la tierras áridas del Sur y tienen ancestros en la India. Se dedican a vender carbón.
LOS ANTANOSY: Se encuentran en el sudeste del país. Su arte funerario es muy famoso con enormes piedras que levantan en honor de los difuntos y que pueden alcanzar los 6 metros de altura.
LOS BARA: Viven en el Centro Sur y son los que más se parecen por sus rasgos raciales a las poblaciones del continente africano.
LOS BETSILEO: Cultivan el arroz con un sistema de terraza cerca de Fianarantsoa y son cristianos. Trabajan también muy bien la madera.
LOS BETSIMISARAKA: Viven del cultivo del café y de la cana de azucar en la costa del Centro al Noreste del país. Son la segunda “etnia” más numerosa del país.
LOS BEZANOZANO: No son muchos y viven al este de Antananarivo.
LOS MAHAFALY: Pastores del Sur-Sureste, son conocidos por sus rituales funerarios y la belleza de sus tumbas que llevan los Aloalo (postes de madera esculpidos y coronados por esculturas de personas o pinturas de escenas de la vida del difunto).
LOS MERINA: Descendientes de malayos y polinesios tienen rasgos muy asiáticos y viven el las tierras altas del Centro, cerca de la capital. Una sus costumbres más singulares es el famadihana o inhumación periódica de los restos de los cadáveres de sus antepasados. Es la “etnia” mayoritaria del país,
LOS TANALA: Ocupan los bosques tropicales situados al Sureste de la isla. Cultivan café y producen miel.
LOS TSIMIHETY: Cultivan las tierras del norte del País Merina.
LOS SÁKALAVA: De piel muy negra viven en el Oeste entre Toliara en el Sur y Nosy-Be en el Norte.
LOS ANTAISAKA: Antiguos guerreros viven en el Sur Este y son una división de los Sakalava
LOS VEZO: El territorio Vezo se extiende por más de 250 kilómetros de la costa suroeste de Madagascar, desde Tulear hasta Morombe. Los vezo son marinos semi-nómadas y se mueven a lo largo de toda la costa en busca de mejores zonas de pesca donde instalar sus viviendas provisionales.
LOS SIHANAKA: Viven de la pesca y de la cultura del arroz cerca del lago Alaotra (Centro Norte).
IDIOMA: El francés y le malgache son los dos idiomas oficiales.
RELIGIÓN: El 52% sigue creencias animistas, aproximadamente el 43% es cristiano (mitad católicos mitad protestantes) y el resto es musulman.


http://www.culturafricana.com/infopais/infomadagascar.htm

Linguistica de Capoeira

http://www.pget.ufsc.br/curso/dissertacoes/Joanna_de_Paula_Filgueiras_-_Dissertacao.pdf

Linguistica Capoeira

http://www.antropologia.com.br/divu/colab/d43-wjunior.pdf

Ladja-Danmye

En cuanto a Martinica:
-Ladja :En Chines "laojia" ,es :Box Chines.
-Danmye :En Chines "Dan-Men" es :Grado- de estilo Box Chines.
Datos da :Encyclopédie des arts martiaux d'Extrême-Orient ,Escrito por Gabrielle Habersetzer, Roland Habersetzer.
http://books.google.com/books?id=mqTP18US1asC&pg=PA59&dq=Silat+Pulat&ei=vU1jSYO7E5GeyATB_5WbDA&hl=es#PPA457,M1

Enciclopedia de Artes Marciales Orientales


libro:Encyclopédie des arts martiaux d'Extrême-Orient Escrito por Gabrielle Habersetzer,
http://books.google.com/books?id=mqTP18US1asC&pg=PA59&dq=Silat+Pulat&ei=vU1jSYO7E5GeyATB_5WbDA&hl=es#PPA59,M1

Bersilat-Malasia

diseño:West Java. Pencak; Srimpi [Serimpi] (from "d'Eerste Boeck, 1579):http://digitalgallery.nypl.org/nypldigital/dgkeysearchdetail.cfm?trg=1&strucID=434817&imageID=1122583&total=3&num=0&word=silat&s=1&notword=&d=&c=&f=&k=0&lWord=&lField=&sScope=&sLevel=&sLabel=&imgs=20&pos=3&e=w
Malasia :
Posee una cultura y religión con gran influencia de la India, colonizada por los Ingleses. El sistema de combate particular era el Bersilat, cuyo origen lo tiene en las artes marciales Chinas.
Parece que dichas técnicas proceden de la isla de Sumatra y penetran en 1511 de practicas en los Ejércitos de los sultanes malayos a partir de la guerra del Ten-Tera. El Bersilat, tiene dos versiones:
Silat Pulat (movimientos predeterminados de uso en demostraciones). Silat Buah (movimientos de combate real, de practica en privado). Consta de 44 técnicas de enseñanza secreta, de uso de piernas y manos volteos y cambios de cuerpo, posee Silat-buah (Katas).
Usa un arma de complemento que es un plato corto y un cuchillo llamado Kris. Hay una evolución del Bersilat que permite una salida deportiva y que sirve como ejercicio físico.
Indonesia Es el nombre moderno de un conjunto de islas situadas al SE de la India, hasta la isla de nueva Guinea.
No se poseen documentos escritos, por lo que se desconocen datos históricos. Los primeros datos aparecen en los siglos VI y VII de nuestra era. Aparecen combates sin armas que según la zona geográfica recibe distintos nombres: Pululan, Pentjak, Silat y Kun-Tow
De movimientos muy similares al Chuan-Fa o karate Japonés es mas conocido como "Penjat-Silat" y se conocen mas de 150 modalidades de práctica y pueden agruparse en cuatro grandes estilos:
http://www.efdeportes.com/efd11a/karate.htm

lunes, 5 de enero de 2009

Exercito Portugues na Europa moderna


ESTADOS-NACIONAIS E EXÉRCITOS NA EUROPA
MODERNA: UM OLHAR SOBRE O CASO PORTUGUÊS

.............Além da constituição de um saber técnico, o universo militar português seria marcado pela experiência dos soldados que serviam em diferentes localidades da Ásia, África e América. Através da mobilidade, das interações práticas e das reflexões sobre a praxis beligerante, os militares faziam os saberes circularem.
As mudanças da arte da guerra impulsionariam oficiais e soldados à reflexão sobre as práticas beligerantes. Grandes tratados militares surgiriam, mormente a partir do século XVI. Escritos elaborados por nobres e fidalgos com formação universitária, e também por soldados práticos. Com vistas a soluções práticas, misturaram-se tradições guerreiras de diversas matrizes, aprovadas ou remodeladas de acordo com os contextos e com as demandas locais.
Para a Ásia Portuguesa, destacou-se o caso de Francisco Rodrigues Silveira. O soldado Silveira, natural do Lamego, não estudara na universidade e tinha origens modestas. Em 1585, aos 27 anos de idade, como soldado já experimentado, partiu para a Índia. Após ali servir por treze anos retornou à Lisboa.57 Em 1598 iniciou a elaboração da Reformação da Milícia, obra que lhe renderia uma tença de cinqüenta mil réis anuais.58 A Reformulação da Milícia é um discurso em torno do sentido e do valor da expansão portuguesa no Mundo. Relaciona a sobrevivência do Estado com sua função militar, soando de forma mais marcante do que o Soldado Prático, de Diogo do Coutohttp://www.rtp.pt/gdesport/?article=264&visual=3&topic=1 . 59 Sua obra, centrada no Estado da Índia e no parelho político-militar, divide-se em dois grandes campos de temas e de problemas. O campo descritivo, que transmite a informação pontual sobre este ou aquele fato militar, político ou administrativo, e o campo normativo e explicativo, que procura teorizar as causas que originam os fenômenos de desordem descritos, bem como formular as alternativas necessárias para a metamorfose da desordem existente, em ordem militar, política e estratégica.
QUADRO 1
Principais obras militares publicadas em Portugal no período de 1640-1761.
1641 Luís Martinho de Azevedo
Ordenanças militares para disciplina da milícia portuguesa.
Demarcação das funções e dos deveres inerentes a cada grau militar. Preocupação com a disciplina militar.
1644Antônio Gallo
Regimento militar que trata de como os soldados hão de se governar, obedecer e guardar as ordens, e como os oficiais hão de governar.Conselhos práticos e princípios indispensáveis à preparação e condução de operações de Guerra. Definição de funções. Preocupação com a formação do soldado.
1644 Gregório Soares de Brito
Breve discurso e tratado das regras militares observadas por muitos práticos e valorosos soldados. Conhecimentos práticos aplicados à arte da guerra.
1644 Luís Marinho de Azevedo
Doutrina política, civil e militar tirada do livro quinto das que escreveu Justo Lipsio. Texto direcionado aos conselheiros de guerra, generais, governadores, cabos e oficiais maiores e menores dos exércitos. Legitima e regula a hierarquia de cargos e funções, desenvolve considerações sobre o rigor disciplinar
1659 João de Medeiros Correia
Perfeito soldado e política militar. Trata de um saber marcial cuja fonte é aquela fornecida pela experiência da própria guerra.
1680 Luís Serrão Pimentel
Método lusitânico de desenhar as Traçados regulares a serviço de uma Guerra 71
LORIGA, Sabina. Soldats. Un laboratoire disciplinaire: Larmée Piémontaise au XVIII siècle. Paris:Mentha, 1991.Page 19Fênix – Revista de História e Estudos Culturais
Julho/ Agosto/ Setembro de 2007 Vol. 4 Ano IV nº 3 ISSN: 1807-6971
Disponível em: http://www.revistafenix.pro.br/ fortificações das praças regulares e
irregulares, fortes de campanha e outras obras pertencentes à arquitetura.
de posições.
1707D. João de Mascarenhas
Manejo e governo da cavalaria, escrita pelo conde Galeaço Gualdo Priorato. Inventariação das principais competências dos cargos e definição de algumas normas de procedimentos disciplinares.
1707 Manuel Antônio de Matos
Compendio da expugnação das praças Obra singela e sem originalidade, que se limita a reproduzir alguns lugares-comuns.
1708 Manuel da Maia
O governador de Praças por Antônio de Ville Tolozano. Política de fortificação vista com definição
da soberania dos estados.
1709 Antônio Nunes da Veiga
Perfeito capitão. Máximas militares tiradas da disciplina e prática militar dos maiores heróis que conheceu o tempo.Exigências disciplinares dos exércitos.
1713
André Ribeiro Coutinho
Protótipo constituído das partes essenciais de um general perfeito. Instruções para os comandantes.
1723Francisco José Sarmento
Instrução militar para o serviço da cavalaria e dragões. Instruções para a cavalaria e dragões.
1728 Manuel Azevedo Fortes
O engenheiro português. A partir da geometria analítica desenha construções e dispositivos complexos, adaptados ao terreno e a uma manobra tática dotada de maior mobilidade.
1737 Tomás Teles da Silva
Discursos sobre a disciplina militar e ciência de um soldado de infantaria,
dedicados aos soldados novos. Disciplina militar.
1741 José de Almeida e Moura
Movimentos de cavalaria, com adição para dragões e infantaria. Evoluções para a cavalaria, dragões e infantaria.
1744 José Fernandes Pinto
Alpoim Exame de artilheiros. Aritmética, geometria e artilharia.
1748 José Fernandes Pinto
Alpoim Exame de bombeiros Geometria, trigonometria, longemetria, aritmética, morteiros, pedreiros, fogos artificiais de guerra.
1751André Ribeiro Coutinho
O capitão de infantaria português com a teórica e a prática de suas funções, exercidas assim na armadas terrestres e navais, como nas praças e Corte. jurisdição, política militar, teologia militar,
obrigações, economia e evoluções, marchas, guardas, funções de Campanha, funções de Praça, funções de Armada, recrutas, requerimentos, arquitetura militar de infantaria.
Referências
Fonte: Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa, Biblioteca da Ajuda, Biblioteca do Exército Português,Biblioteca do Exército Brasileiro, Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, Biblioteca Nacional de Lisboa,Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
http://www.revistafenix.pro.br/PDF12/secaolivre.artigo.4-Francis.Albert.Cotta.pdf

DIÁLOGO DO SOLDADO PRÁTICO

QUE TRATA DOS ENGANOS
E DESENGANOS DA ÍNDIA
93
Havia apenas uma viagem anual nos dois sentidos Lisboa-Goa e Goa-Lisboa. A viagem Goa-Lisboa iniciava-se nos meses de Dezembro ou Janeiro, chegando a Lisboa entre Junho e Setembro, sempre que não houvesse incidências como arribadas a algum porto do reino ou a invernada em Moçambique, o que prolongava a viagem vários meses. A viagem Lisboa-Goa habitualmente largava da capital do reino na segunda quinzena de Março ou nos inícios de Abril, sendo a duração da viagem seis o sete meses. Assim, o percurso total que um soldado tinha que completar para fazer valer os seus direitos perante a Coroa demorava um mínimo de dois anos.