ORGANIZAÇÃO MILITAR, MANUTENÇÃO DA ORDEM E PODER DE MANDO
NAS CONQUISTAS: considerações acerca da atuação dos Corpos de Ordenanças em
Minas colonial
“[...] Em 1709 marchou em companhia de D. Fernando Martins Mascarenhas para se atalharem os distúrbios que havia entre reinóis e paulistas executando as ordens que se lhe acometerão servindo nestas operações a suas custas com cavalos, armas e escravos e vindo os paulistas invadir estas Minas, com 5 mil homens, ser dos primeiros que lhe fizerão cara hindo com 40 escravos seus armados atacar lhes e os perseguiu até o Rio das Mortes fazendo nesta operação grave despesa.
Procedendo da mesma sorte no levante que houve no tempo do Conde de Assumar o qual mandou da Vila do Ribeirão do Carmo a esta Vila Rica socegar os povos (...) e pelo grande conceito que o Conde de Assumar dele tinha lhe confiou huns presos de suma importância que conduziu as Congonhas com 60 armas suas [...]”
http://www.virtu.ufjf.br/artigo%208%20a%201.pdf
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miércoles, 7 de enero de 2009
lunes, 29 de diciembre de 2008
3.3 DOS REINÓIS, PATRÍCIOS, GOESES E ALGUNS BRASILEIROS; OU DOS BRANCOS E OUTROS NÃO TÃO BRANCOS ASSIM
3.3 DOS REINÓIS, PATRÍCIOS, GOESES E ALGUNS BRASILEIROS; OU DOS BRANCOS E OUTROS NÃO TÃO BRANCOS ASSIM
.........O secretário de governo António Pinto de Miranda fez algumas observações a respeito da vida cotidiana dos colonos portugueses na Zambézia, por volta de 1766. Segundo ele o português,
Hé todo afidalgado desde o mais infimo athé o mais superior. (...) cazão com alguãs senhoras naturais e outras que de Goa descendem: e como todas são possuidoras de terras e famulos, jamais cuidão em a cultivação dellas, ou na boa disciplina daquelles.278
............
Nos tempos anteriores em que havia mais Portuguezes reinoes, desprezava-se a mais ordinaria, e escura Mulher d’estas Famillias, de se misturar ou cazar com algum dos Naturaes de Goa chamados Canarins. Elles mesmos se não attrevião a buscar aquelles mesmos Cazamentos, e se prezavão muito ellas cazarem-se com os brancos, tanto pelo desprezo com que olhavão para os Canarins, como para se approveitarem dos prazos da Coroa, que na conformidade das Ordens de Sua Magestade se devem conferir às mulheres daquelles Rios, que cazarem com Portuguezes Reinoes; agora porem que o numero dos Canarins he maior e por assim dizer he o partido dominante dos Rios de Senna, já se perdeo aquelle capricho, e os dittos Canarins sendo aliás molles, pusilanimes e semi-caffres em Costumes, são bastantemente astuçiozos e soberbos para fazerem seus conclaves, e buscarem os meios de se appossarem d’estes melhores cazamentos, e para excluirem os Portuguezes de quem são inimigos Jurados.285
...............
Na sua maioria, os portugueses da Ilha de Moçambique estavam ligados ao comércio, desde os oficiais do governo, aos militares e clérigos. Agiam como intermediários dos importadores baneanes, trocando as mercadorias da Índia, por marfim, escravos e alimentos no Mossuril, durante a época da feira dos macuas e mujaus.
http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/7418/1/JRBPortella_tese.pdf
.........O secretário de governo António Pinto de Miranda fez algumas observações a respeito da vida cotidiana dos colonos portugueses na Zambézia, por volta de 1766. Segundo ele o português,
Hé todo afidalgado desde o mais infimo athé o mais superior. (...) cazão com alguãs senhoras naturais e outras que de Goa descendem: e como todas são possuidoras de terras e famulos, jamais cuidão em a cultivação dellas, ou na boa disciplina daquelles.278
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Nos tempos anteriores em que havia mais Portuguezes reinoes, desprezava-se a mais ordinaria, e escura Mulher d’estas Famillias, de se misturar ou cazar com algum dos Naturaes de Goa chamados Canarins. Elles mesmos se não attrevião a buscar aquelles mesmos Cazamentos, e se prezavão muito ellas cazarem-se com os brancos, tanto pelo desprezo com que olhavão para os Canarins, como para se approveitarem dos prazos da Coroa, que na conformidade das Ordens de Sua Magestade se devem conferir às mulheres daquelles Rios, que cazarem com Portuguezes Reinoes; agora porem que o numero dos Canarins he maior e por assim dizer he o partido dominante dos Rios de Senna, já se perdeo aquelle capricho, e os dittos Canarins sendo aliás molles, pusilanimes e semi-caffres em Costumes, são bastantemente astuçiozos e soberbos para fazerem seus conclaves, e buscarem os meios de se appossarem d’estes melhores cazamentos, e para excluirem os Portuguezes de quem são inimigos Jurados.285
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Na sua maioria, os portugueses da Ilha de Moçambique estavam ligados ao comércio, desde os oficiais do governo, aos militares e clérigos. Agiam como intermediários dos importadores baneanes, trocando as mercadorias da Índia, por marfim, escravos e alimentos no Mossuril, durante a época da feira dos macuas e mujaus.
http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/7418/1/JRBPortella_tese.pdf
martes, 28 de octubre de 2008
Joao Moreira,primer capoeira conocido debió pertencecer a los "Reinois"
1634=Macao:6 Los primeros soldados Reinois"soldados portugueses en Oriente", en Macao eran 150 ,sus primeras armas eran: arcabuces,espadas,dagas y mosquetes y hay noticias de un arma grande llamada"piques".Cuando tençian ataques,hasta los capitanes se volvian soldados;se perdia toda jerarquia durante la batalla.Los Reinois en Oriente ,eran una clase de guerreros,todos iguales.Contrataban mercenarios de lugares muy extraños;los locales eran contratados solo para la defensa local.
http://www.jtm.com.mo/view.asp?dT=287702001
..............No Rio de Janeiro, principal centro de recrutamento para a Colônia do Sacramento na América portuguesa, também era grande o número de pessoas isentas do serviço militar, englobando os que serviam ou serviram nos cargos eleitos da governança, os senhores de engenho e seus criados, os moedeiros, os familiares do Santo Ofício e os Cavaleiros das Ordens Militares. Por sua vez, os desprivilegiados não hesitavam em fugir cada vez que se ameaçava com o recrutamento compulsório, não restando ao governador outra alternativa senão ordenar o alistamento dos vadios.Segundo Lobo, os melhores soldados eram os reinóis ,soldados portugueses a quem na Índia chamam reinóis, já que, com poucas exceções, os brasileiros “iam muito pouco às faxinas e nelas trabalhavam o que queriam, que era muito pouco, e com aquela calma que no Brasil costumam fazer todas as coisas” (LOBO in MONTEIRO, 1937, v. 2, p. 33). As queixas contra os soldados brasileiros são constantes na documentação pesquisada.
Em 1718, o governador Manuel Gomes Barbosa reclamava ao vice-rei do Brasil que muitos dos seus soldados eram aleijados e doentes (BARBOSA in MONTEIRO, 1937, v 2, p. 67). Escreveu também à Coroa sobre a grande quantidade de desertores que resultava da má qualidade da tropa, composta por soldados novos e mulatos, sendo em sua maioria “degredados, uns por ladrões e outros por vários crimes”. Por isso achava melhor que se fizesse o recrutamento em Portugal e nas ilhas.
http://gehscal.sites.uol.com.br/publica/Recrutamento.pdf.
http://www.jtm.com.mo/view.asp?dT=287702001
..............No Rio de Janeiro, principal centro de recrutamento para a Colônia do Sacramento na América portuguesa, também era grande o número de pessoas isentas do serviço militar, englobando os que serviam ou serviram nos cargos eleitos da governança, os senhores de engenho e seus criados, os moedeiros, os familiares do Santo Ofício e os Cavaleiros das Ordens Militares. Por sua vez, os desprivilegiados não hesitavam em fugir cada vez que se ameaçava com o recrutamento compulsório, não restando ao governador outra alternativa senão ordenar o alistamento dos vadios.Segundo Lobo, os melhores soldados eram os reinóis ,soldados portugueses a quem na Índia chamam reinóis, já que, com poucas exceções, os brasileiros “iam muito pouco às faxinas e nelas trabalhavam o que queriam, que era muito pouco, e com aquela calma que no Brasil costumam fazer todas as coisas” (LOBO in MONTEIRO, 1937, v. 2, p. 33). As queixas contra os soldados brasileiros são constantes na documentação pesquisada.
Em 1718, o governador Manuel Gomes Barbosa reclamava ao vice-rei do Brasil que muitos dos seus soldados eram aleijados e doentes (BARBOSA in MONTEIRO, 1937, v 2, p. 67). Escreveu também à Coroa sobre a grande quantidade de desertores que resultava da má qualidade da tropa, composta por soldados novos e mulatos, sendo em sua maioria “degredados, uns por ladrões e outros por vários crimes”. Por isso achava melhor que se fizesse o recrutamento em Portugal e nas ilhas.
http://gehscal.sites.uol.com.br/publica/Recrutamento.pdf.
viernes, 24 de octubre de 2008
Isla de Mozambique ,tradición y modernidad musical

Location : MozambiqueMusic Crossroads : ParticipantFirst Participation: 2008
Music styles: Traditional
Music styles: Afrofusion
Marove fue fundada en octubre de 2006 por jóvenes músicos del Proyecto Muciro en Nampula, con el objetivo de lograr un nuevo sonido en la escena musical local. La banda es sólo una de las extensiones de la gran familia del Proyecto Muciro. Ahora, con ocho miembros y la visión de hacer una fusión tradicional de Tufo ( bailar al ritmo de la Makua ,grupo étnico) y otros de música tradicional y los estilos de la danza de la costa, especialmente a partir de la Ilha de Moçambique.Moravam na ilha reinóis, goeses, gentios, mouros, cafres e hindus. De religião bramânica, os hindus, na maioria, falavam o guzerate, mas a sua língua religiosa era o sânscrito. Existiam também os cojás, de raça indiana, que haviam chegado de Guzerate e Catiavar. Os cojás, naquele tempo, não seriam mais de cinquenta pessoas, todos oriundos da ĺndia, islamitas que adorava o Agá Can, 48º descendente de Maomé. Vinham sempre sem família. A ilha tinha também o seu bairro formado só por cafres. Mais de mil naturais viviam em tembas(20) quadradas cobertas por colmos. Os negros não tinham bom aspecto nem eram asseados. Eram quase todos do grupo linguistíco banto do ramo benue-congo da família niger-kordofaniana. Os cafres eram vários povos, alguns com influência árabe - os manjougas, por exemplo, tinham sangue malaio-malgaxe, mas existiam outros cafres africanos puros, como os macuas e os angicos(21). Viviam de vender tabaco, pão, condimentos e outros artigos. Tinham uma maneira curiosa de cumprimentar os muzungos(22). Em vez de erguer a mão e falar, paravam e arrastavam os pés para trás(23).
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