sábado, 6 de diciembre de 2008

LA EDUCACION FISICA EN RIO GRANDE DO SUL DURANTE LA REPUBLICA VIEJA: APUNTES SOBRE EL MOMENTO HISTORICO Y SOBRE LA FORMACION DE PROFESORES

LA EDUCACION FISICA EN RIO GRANDE DO SUL DURANTE LA REPUBLICA VIEJA: APUNTES SOBRE EL MOMENTO HISTORICO Y SOBRE LA FORMACION DE PROFESORES Prof. Marcelo S. da Silva (Brasil)marcelus@ufpel.tche.br
...................MELO destaca que dentro del desarrollo de la Educación Física en Brasil se percibe una división dualista entre aquellos que piensan y aquellos que ejecutan, entre aquellos que se preocupaban con el "desarrollo científico" y aquellos que "aplicaban" los descubrimientos de este campo en la "práctica".19 El además demuestra la relación de los militares con la formación profesional en Educación Física, pues, desde el origen de las escuelas militares se observaba una preocupación con la aplicación de ejercicios físicos.
Según MELO la influencia de los militares en el origen de la formación de los profesionales de la Educación Física se explica por el hecho de que:
"... el nombramiento tanto del maestre de Esgrima Antonio Francisco da Gama, en 1858, como del contramaestre de gimnástica Pedro Guilhermino Meyer, en 1860, ambos para la Escuela Militar, responsable en la época por la formación de la oficialidad del Ejército. La valorización de la práctica sistematizada de ejercicios físicos estaba ligada no sólo a la mantención de la buena condición del soldado, sino también a la creencia de su utilidad en el disciplinamiento de la tropa." 20 Posteriormente estos oficiales formados por las escuelas militares se volvían instructores en las propias escuelas militares, además de actuar en clubes e instituciones privadas, y finalmente en los primeros cursos de formación de profesores de Educación Física.
http://www.efdeportes.com/efd13/rvelhae.htm

pencak silat


LIBRO:Guide pratique des arts martiaux Escrito por Jean-Christophe Damaisin d'Arès, JC. Damaisin d'Arès - L. Passé, Laurent Passé-Publicado por Editions Amphora.

Malunga-Berimbao Sidi



Sidi Malangbhai de Bharuch (Salim del Ustad) cantando con una Malunga y como él bendice a un niño, utilizando el orhni que abarca el sonajero Mai Misra al polvo fuera de las aflicciones del niño y agitar la cabeza abajo a la tierra.


Goma and Laywa: India and Pakistan
Africans have been called by various names in South Asia. As their migration to India is an old phenomenon, the terms describing them have also changed over time and space.
The word Africa is a 20th century term. Previously the blacks were perceived to have come from Sudan, Habasha, Zandj or Nuba. People of African descent in South Asia have mostly been referred to as Habshi, Kaffir and Sidi. All these words have Arabic etyma. The best known were the Habasha (Ethiopians), since they were geographically closer to Arabia and associated with Prophet Muhammad. Bilal, the first Muezzin was the son of an Ethiopian slave. Kaffir is from the Arabic word qafr meaning ‘non-believer’ and was originally used by Muslims to refer to the ‘non-muslims’. The etymon of the word Sidi lies in Arabic Seyidi/Sayeedi/Sayedi meaning ‘lord or master’. Today the largest Afro-Indian communities are spread over several States of India but mainly in Gujarat, Karnataka and Andhra Pradesh. Smaller communities are found in Maharashtra, Madhya Pradesh, Tamil Nadu and Uttar Pradesh (de Silva Jayasuriya 2007a, 2008b). Afro-Gujaratis have been performing in Europe, America and Africa since October 2002. They play sacred music and dance, singing to their ancestral Saint, Bava Gor, who is believed to have been an Abyssinian. They perform dhamal which they call goma, a word whose etymon is found in a Swahili word ngoma meaning ‘drum’ and also ‘dance’. In terms of instruments, the most significant African preservation is the malunga, a braced musical bow. It is found in many African communities within Africa and among the diasporas; in Brazil the malunga is also known as berimbao.

Les artistes mahorais du Festival Intermisik de Mayotte (FIM) 2008



Diho desarrolla temprano gusto por la música y la danza Mahoran. Explora las diferentes músicas tradicionales, tales como el Biaya el Chacacha la Chigoma y mgodro. El Guitarrista, Diho se inspira en ancestrales ritmos y se enriquece de tonos Occidentales. Muchas colaboraciones han ayudado a enriquecer su música . Diho Contacto: 0639 40 17 36 Diho en Malango

Blog de la artista: http://www.myspace.com/dihoband



Instrumento de la foto:DZENDZE YA SHITSUVA :Instrumento de cuerda importados por los "trabajadores-ENGAGÉS". Originario de África(Malgache), se llama marimba, a lo largo de la costa oriental de África. Anteriormente, se USABA principalmente en la cosecha de arroz y matrimonios. Su uso ha desaparecido prácticamente hasta la fecha.http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2008/11/cultura-malgache.html

1832-Pueblo Sakalava conquista la Isla Reunión

FOTO:Andriantsoly, le roi malgache qui vendit Mayotte à la France .http://www.malango-mayotte.com/histoire-andriantsoly.htm


La presencia de muchos descendientes de los colonos malgaches de origen Sakalava "después de la conquista de la isla por el Príncipe malgache Sakalava Andriantsoly que establece julio de 1832, con sus soldados y sus esclavos permite comprender l el desarrollo de mrengé en esta isla y otras islas, incluyendo Anjouan y Mohély donde se practica mucho en el siglo XIX .La presencia del Islam han sido un freno para su expansión .
El Mrengé Mayotte, practicado por la clase obrera, está firmemente enraizada en las tradiciones de la Isla 7. Como el Moraingy del norte de Madagascar, los profesionales desnudos para luchar con los puños con el sonido de dos o tres "Ngoma", que dan ritmo de combate.


http://www.celat.ulaval.ca/histoire.memoire/b2006/Fuma.pdf

Linguistica de Capoeira-Definiciones

1750........e ainda relata a descoberta de uma CAPOEIRA de gentío á beira de um rio em o qual descobriram ouro em um córrego que nele faz barra.............(pag30)
www.mestradohistoria.ufjf.br/download_tese.php?cd_tese=Ng%3D%3D

Charles Expilly et la danse capoeira

Charles Expilly et la danse capoeira
EXPILLY, Charles Tome 3.
Chapitre 3 "La Fazenda"
Jogos e danças dos negros.-- No sabado a noite,depois do ultimo trabalho da semana, e nos diassanctificados, que trasem folga e repouso, concede-seaos negros uma ou duas horas para a dança. Reu-nem-se então no terreiro, chamão-se, grupão-se, inci-tão-se, e a festa começa. Aqui é a capoeira, especiede dança pirrhica, de evolução atrevidas e guerreiras,cadenciada pelo tambôr do Congo ; ali o batuque,posições frias ou lascivas, que os sons da viola Uru-congo acelerão ou demorão ; mais alem tripodia-se dança louca, na qual olhos, seios, quadris tudouma falla, tudo provoca, -- especie de fenesi con-vulsivo inebriante à que chamão lundú.
http://www.capoeira-palmares.fr/histor/ribeyrol.htm#text_p47
.......Um dos mais freqüentes crimes nesta cidade, pelo menos durante os três primeiros meses de minha administração, é o homicidio e o ferimento mais ou menos grave; sendo singular que nem a vingança nem o desejo de roubar, a eles dêem causa. É o prazer de ver correr sangue, ou, para me servir de termo empregado por essa qualidade de criminosos, o desejo de "experimentar o ferro", quem os leva a perpetrar tão graves atentados, sendo os autores deles conhecidos pelo nome vulgar de capoeiras. Só em um a tarde do mês de fevereiro, commeteram esses malvados sete mortes na freguesia de Sant'Anna"
Relatório 1853, A.N. Ij6 217, Ofícios do Chefe de Polícia da Corte, 20 jan. 1854, apud Holloway, Policia no Rio de Janeiro 1996:209 -- Trad. Policing Rio de Janeiro -- Repression and resistance in a 19th century city, Stanford University Press 1993.
http://www.capoeira-palmares.fr/histor/police.htm#r3

viernes, 5 de diciembre de 2008

Manduca da Praia- recortador de toros y Capoeira

José Alexandre Melo Morais Filho Festas e tradições Populares do Brasil / 1901 tipos de rua : Capoeiragem e Capoeiras Célebres (Rio de Janeiro)

O Manduca da Praia era um pardo claro, alto, reforçado, gibento, e quando o vimosusava barba crescida e em ponta grisalha e côr de cobre. De chapéu de castor brancoou de palha ao alto da cabeça, de olhos injetados e grandes, de andar compassado eresoluto, a sua figura tinha alguma coisa que infudia temor e confiança.
Trajando com decência, nunca dispensava o casaco grosso e comprido, grandecorrente de ouro de que pendia o relógio, sapatos de bico revirado, gravata de côrcom um anel corrediço, trazendo sómente como arma uma bengala fina da india.O Manduca tinha banca de peixe na praça do Mercado, era liso em seus negócios,ganhava bastante e tratava-se com regalo.
Constante morador da Cidade Nova, não recebia influências da capoeiragem localnem de outras freguesias, fazendo vida a parte, sendo capoeira por sua conta erisco.
Destro como uma sombra, foi no curro da rua do Lavradio, canto da do Senado,onde é hoje uma cocheira de anorinhas, que êle iniciou a sua carreira de rapaz destemido e valentão, agredindo touros bravos sôbre o quais saltava, livrando-se.
http://www.capoeira-infos.org/ressources/textes/t_melo_morais_filho.html
http://www.capoeira-palmares.fr/histor/index.htm#p5
Festas e Tradições Populares do Brasil : índice (acesso a outros trechos)textos históricos

Lucia Palmares & Pol Briand3, rue de la Palestine 75019 ParisTel. : (33) 1 4239 6436Email : polbrian@capoeira-palmares.fr

foto:recortadores con toros-España

Querino-Todos los pueblos tienen su capoeira

Manuel Raimundo Querino nasceu no 28 de julho de 1851, em Santo Amaro, Ba. A sua infância foi atribulada, como aliás toda a sua vida. A epidemia de 1855, em Santo Amaro, levara-le os pais. Foi confiado aos cuidados de um tutor, o professor Manoel Correia Garcia, que o iniciou nas primeiras letras.
Tendo apenas o curso primário, Manuel Querino, aos 17 anos (1868), alistou-se como recruta, viajando pelos sertões de Pernambuco e Piauí, e aí unindo-se a um contingente que se destinava ao Paraguai. Não fui mandado para o Paraguai por motivos de saúde. Foi para o Rio de Janeiro no mesmo ano, ficou empregado no escritório do quartel. Em 1870, foi promovido a cabo de esquadra, e logo depois teve baixa no serviço militar.
Faleceu na Bahia no 14 de Fevereiro de 1923.
Depois da sua morte, foi publicada a sua A arte culinária na Bahia (39 páginas). Em 1938, Artur Ramos editou uma compilação de textos já publicados, divulgada como Costumes africanos no Brasil (351 páginas). numeradas. É esta edição que serviu de base para o texto sobre a capoeira aqui apresentado.
Biografia copilada de Artur Ramos (prefácio à A Raça Africana no Brasil, 1938), Frederico Edelweiss (bibliografia, ibid.) Luis da Câmara Cascudo (Dicionário de Folclore Brasileiro, 1954), E. Bradford Burns (History of Brazil, 1985), Larousse Cultural, Brazil A/Z, 1994).
http://www.capoeira-palmares.fr/histor/querino.htm
Manuel Raimundo Querino, o primeiro historiador negro no Brasil (1854-1923) deu a primeira descrição da capoeira baiana no seu último livro, A Bahia de Outrora, em 1916.
"A CAPOEIRA"
O Angola era, em geral, pernostico, excessivamente loquaz, de gestos amaneirados, typo completo e acabado do capadocio e o introductor da capoeiragem, na Bahia.
A capoeira era uma especie de jogo athletico, que consistia em rapidos movimentos de mãos, pés e cabeça, em certas desarticulações do tronco, e, particularmente, na agilidade de saltos para a frente, para traz, para os lados, tudo em defesa ou ataque, corpo a corpo. O capoeira era um individuo desconfiado e sempre prevenido. Andando nos passeios, ao approximar-se de uma esquina tomava immediatamente a direcção do meio da rua; em viagem, si uma pessoa fazia o gesto de cortejar a alguem, o capoeira de subito, saltava longe com a intenção de desviar uma aggressão, embora imaginaria.
O domingo de Ramos fôra sempre o dia escolhido para as escaramuças dos capoeiras. O bairro mais forte fôra o da Sé; o campo da lucta era o Terreiro de Jesus. Esse bairro nunca fora atacado de surpresa, porque os seus dirigentes, sempre prevenidos fechavam as embocaduras, por meio de combatentes, e um tulheiro de pedras e garrafas quebradas, em forma de trincheiras, guarneciam os principaes pontos de ataque, como fossem: ladeira de S. Francisco, S. Miguel, e Portas do Carmo, na embocadura do Terreiro. Levava cada bairro uma bandeira nacional, e ao avistarem-se davam vivas vas a sua parcialidade.
Terminada a lucta, o vencedor conduzia a bandeira do vencido. Nos exercicios de capoeiragem, o manejo dos pés muito contribuia para desconcertar o adversario, com uma rasteira, desenvolvida a tempo.No acto da lucta, toda a attenção se concentrava no olhar dos contendores; pois que, um golpe imprevisto, um avanço em falso, uma retirada negativa poderiam dar ganho de causa a um dos dois. Os mais habeis capoeiras, logo aos primeiros assaltos, conheciam a força do adversario; e, neste caso, já era uma vantagem, relativamente ao modo de agir.
Por muito tempo, os exercicios de capoeiragem interessaram não só aos individuos da camada popular, mas tambem às pessoas de representação social; estas, porém, como um meio de desenvolvimento e de educação physica, como hoje é o foot-ball e outros géneros de sport. Os povos cultos têm o seu jogo de capoeira, mas sob outros nomes: assim, o português joga o pau; o francez, a savata; o inglez, o soco; o japonez, o jiu-jitsu, a imitação dos jogos olympicos dos gregos e da lucta dos romanos.
http://www.capoeira-palmares.fr/histor/bahia_ou.htm

Real Colegio de Nobles de la Corte y de la Ciudad de Lisboa, en 1761

A 7 de março de 1761 era emitido por d. José I o estatuto do Colégio Real dos Nobres. Quem quisesse ingressar no instituto deveria ter entre 7 e 13 anos, saber ler e escrever, ter foro de moço fidalgo, pagar pensão anual de 120 mil réis, ser de boa família e, ainda, passar pelo crivo do rei, que era quem dava o aceite aos jovens estudantes 5 . As matérias ensinadas eram das mais variadas: línguas (as vivas e as mortas), retórica, poética, lógica, história, passando por física, álgebra, astronomia e, inclusive, pelas artes liberais, como cavalaria, esgrima e dança 6
. Dessas, destacamos duas, a saber, a matemática, que foi extinta em 1772 7 , e a arte militar. A primeira era, segundo o rei, “não só util, mas indispensavelmente necessário a todos os que aspirarem a servir-Me na Milicia, ou por Mar, ou por Terra”. A segunda, incluía “as Regras geraes da Fortificação; os diversos methodos regulares, e irregulares de fortificar as Praças; os
modos de fazer, e defender hum sitio, as Fortificações dos Campos, e Exercitos” 8 . A educação do jovem fidalgo era, também, a formação de um futuro servidor da Coroa.
http://www.fflch.usp.br/dh/posgraduacao/economica/spghe/pdfs/Mont_Serrath_Pablo_Oller.pdf.
Real Colegio de Nobres.], Estatutos do Collegio Real de Nobres da Corte, e Cidade de Lisboa. (Carta porque Vossa Magestade havendo respeito aos motivos que nella vaõ expressos: Ha por bem restabelecer na sua Corte, e Cidade de Lisboa em lugar dos outros uteis, e fructuozos Collegios, que haviaõ sido abolidos, hum Collegio com o Titulo de Collegio Real de Nobres; para nelle se educarem cem Porcionistas distinctos pelo seu nascimento; e para o conservar sempre no seu inteiro dominio, e na sua immediata, e privativa Protecçaõ; dando logo ao mesmo Real Collegio para o seu Governo os Estatutos estabelecidos na mesma Carta . . .) (Dated 7 March 1761.) [Lisbon] Na Officina de Antonio Rodrigues Galhardo 1778 Folio. (1) f., 22 pp. Wrappers.

http://www.bibliopoly-search.com/servlets/server?_config_=bibliopoly&_action_=MainFrameFromStaticPages&_display_action_=DisplayBook&_book_id_=7468766&_price_=120.00&_currency_=GBP
http://www.arqnet.pt/dicionario/rcolnob.html

cavalaria da guarda dos vicerreis Rio de Janeiro - 1786


recorte libro: Página 132 ... levantou o Conde de Cunha , para guarda particular dos ...

dibujo: cavalaria da guarda dos vicerreis Rio de Janeiro - 1786.
oficial-1º Regimento de Cavalaria de Guardas


Os primórdios e fundamentos mais remotos datam da criação dos Esquadrões de Cavalaria de Guarda dos Vice-Reis em 1763( 1765?), quando, com a instituição do Vice-Reinado no Brasil, a sede do governo transferiu-se da Bahia para o Rio de Janeiro.
O 1º Vice-Rei, Conde da Cunha, ao instalar o governo no Rio de Janeiro, cuidou de organizar força militar capaz de prover a sua segurança e preservar a autoridade de seu cargo. Criou, então, a 1ª Companhia de Cavalaria de Guarda dos Vice-Reis, Unidade composta por elementos de escol. Seu sucessor, Conde de Azambuza, organizou a 2ª Companhia que com a 1ª, veio constituir o Esquadrão de Guarda dos Vice-Reis.
Entre 1769 e 1779, o Marquês do Lavradio preocupou-se em dar à força militar da Colônia maior eficiência e desenvolvimento, assim, reorganizou o Esquadrão, dando-lhe a denominação de Esquadrão de Cavalaria de Guarda do Vice-Rei do Estado. Com essa denominação, subsistiu até 1808, quando serviu de núcleo para a organização do 1º Regimento de Cavalaria do Exército, permanecendo no Rio de Janeiro.
O 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (1º R C Gd) é, seqüência histórica ininterrupta do mesmo Regimento Regular de Cavalaria de Minas, Regimento de cuja fileira partiu ao martírio o Alferes Joaquim José da Silva Xavier – Tiradentes.



http://www.exercito.gov.br/05notic/paineis/2008/famreal/1rcg/historico.htm

1763 - 1ª Companhia de Cavalaria da Guarda dos Vice-Reis Parada: Rio de Janeiro (RJ)Origem: Criada em 1763, por ordem do Conde da Cunha Transf: Funde-se com a 2ª Companhia, formando o Esquadrão de Cavalaria de Guardas dos Vice-Reis (Ordem Régia de 31 de janeiro de 1765)
1765 - 2ª Companhia de Cavalaria da Guarda dos Vice-Reis Parada: Rio de Janeiro (RJ)Origem: Criada em 1765, por ordem do Conde de Azambuja Transf: Funde-se com a 1ª Companhia, formando o Esquadrão de Cavalaria de Guarda dos Vice-Reis (Ordem Régia de 31 de janeiro de 1765)
1765 - Esquadrão de Cavalaria de Guarda dos Vice-Reis Parada: Rio de Janeiro (RJ)Origem: Criado pela Ordem Régia de 31 de janeiro de 1765, pela fusão da 1ª e 2ª Companhia de Cavalaria de Guarda dos Vice-Reis. Transf: Esquadrão de Cavalaria Ligeira da Guarda do Ilmo Sr Vice-Rei. Reorganizado por ordem do Marquês do Lavradio por volta de 1769.
http://www.exercito.gov.br/05notic/paineis/2008/famreal/1rcg/genealogia.htm

Interculturalidad en la expansión portuguesa

A partir de meados do século XVII, a territorialidade impôs-se como a principal matriz do Império e teve a sua maior expressão no Brasil 49, mas foi também uma realidade em várias regiões africanas (verdadeiros embriões das colónias dos séculos XIX e XX) 50 e asiáticas, em especial na zona em torno de Goa e nas cidades de Damão e Diu 51, e ainda na ilha de Timor 52. Note-se, porém, que a emergência de fenómenos de interculturalidade não está necessariamente
associada à ocupação de territórios pelos Portugueses
. Veja-se o caso do Japão, onde a Coroa portuguesa nunca dispôs sequer de uma feitoria e onde o poder militar luso nunca se fez sentir. No país do Sol Nascente bastou o sucesso do comércio e a receptividade de muitos Japoneses
aos missionários para que se gerasse um dos fenómenos mais intensos de interculturalidade. Os primeiros missionários desembarcaram aí em 1549 e, passado meio século, existiam no país cerca de 300 000 baptizados, incluindo mais de uma dezena de dáimios, os senhores da guerra, com domínios espalhados por todo o arquipélago 53. Nagasaki, a base do comércio e a sede do bispo, era uma cidade japonesa habitada quase só por cristãos. Era ela própria uma cidade híbrida, sinal evidente desse processo extraordinário de interculturação que se desenvolvia no Japão 54. O casario era todo de traça nipónica, incluindo as igrejas, mas a urbe desenvolvia-se encaixada entre montanhas, dispondo já de ladeiras, coisa inexistente nas demais cidades japonesas, que respeitavam um modelo chinês, bem diferente do dos Portugueses, nascidos nos castros hispânicos. As igrejas, além de serem edifícios tipicamente japoneses, tinham o seu interior organizado segundo modelos também locais, mas a decoração era de sabor ocidental, pois a pintura europeia era muito apreciada 55. Poder-se-ia apreciar um exemplo máximo desse
sincretismo, ao contemplar a catedral de Nagasaki, construída entre 1601 e 1603
. Edifício de traça nipónica, tinha a seu lado uma torre com um relógio ao sabor ocidental, que foi inaugurada em 1605. Diga-se aliás que, nessa altura, não havia outro mecanismo igual no Japão.
http://www.oi.acidi.gov.pt/docs/Col_Portugal_Intercultural/1_Expansao_Portuguesa.pdf

jueves, 4 de diciembre de 2008

Rio de Janeiro 1810-1821 ,casos de capoeiras en la justicia

Entre 1810 y 1821 fueron juzgados 438 casos de Capoeira por el intendente de la Policía de Rio de Janeiro.pag25.
http://teses.ufrj.br/ip_d/pedropaulogastalhodebicalho.pdf

Libro -Historia de Mozambique


Quando as frotas francesas, holandesas e inglesas começaram a percorrer o ĺndico, trataram de usar as Comores enquanto portos regulares onde se podiam abastecer de água e víveres. A procura de géneros alimentícios aumentou com uma rapidez tal, que se tornou difícil para estas ilhas stisfazer a procura de que estavam a ser alvo. Assim, os navios europeus passaram também a frequentar a baía de Santo Agostinho, na costa sudoeste de Madagáscar. Acabaram por descobrir que aqui lhes era possível adquirir gado, e, uma vez "oficializado" este ponto de paragem, uma série de assentamentos malgaxes acabaram por florescer em torno da Baía, sendo o seu intento servir os navios que aí aportavam. As actividades destes navios alarmaram de tal forma os Portugueses, que de imediato desenvolveram uma política intervencionista em relação a Madagáscar. Em 1613, Luís Marianno, um padre jesuíta, seguiu para a ilha disposto a estabelecer relações com os chefes da parte sul de Madagáscar, e, de passagem, a tentar descobrir o paradeiro dos sobreviventes de vários naufrágios. Marianno regressou passados dois anos na companhia de um outro padre, e ambos tentaram, sem sucesso, estabelecer uma missão permanente na costa. Contudo, ninguém se mostrou interessado em retomar este trabalho. Para além de algumas sugestões ocasionais dizendo que o capitão de Moçambique deveria estabelecer um posto fortificado na costa de Madagáscar, a Coroa Portuguesa (pelo menos a nível oficial) não voltou a demonstrar qualquer interesse nesta ilha, e a exploração da zona oriental do canal de Moçambique foi como que deixada nas mãos de outras potências europeias.10Ingleses, franceses e holandeses andavam à procura de bases permanentes a partir das quais as suas frotas pudessem operar, ao mesmo tempo que viam nas ilhas a possibilidade de aí estabelecerem plantações semelhantes às que estavam a ser exploradas nas Caraíbas. Os Holandeses acabaram por se fixar nas Maurícias em 1639, ao passo que os franceses os fizeram na lie de Bourbon (Reunião) em 1642, e, posteriormente, em Fort Dauphin, na costa de Madagáscar, em 1649. Por seu turno, os Ingleses mostravam-se bastante satisfeitos com os lucros obtidos através da sua amizade com o sultão de Anjouan, nas Comores, servindo-se da ilha tanto posto abastecedor e como posto de correios, pois era aí que se procedia à troca de mensagens entre os navios. Todavia, nos anos trinta, Madagáscar atraiu as atenções de vários empresários ingleses, todos eles interessados em quebrar o monopólio da Companhia das índias Orientais. Assim, em 1635, estabeleceu-se um monopólio rival, a Courteen Association, com o objectivo de explorar as oportunidades comerciais oferecidas por Madagáscar e pela zona ocidental do Indico. A Courteen Association enviou, então, várias embarcações para a zona, tendo-se mesmo registado a tentativa de fundar uma colónia na costa de Madagáscar. Os Ingleses recusaram sempre desistir das suas ambições nesta zona até que, na década de cinquenta, a doença e as elevadas perdas comerciais os obrigaram a abandonar os seus esforços colonizadores." Entretanto, os Holandeses haviam fundado um assentamento permanente na baía de Mesa, isto em 1652, abandonando em 1658 a sua colónia nas Maurícias. À medida que, aos poucos, a Cidade do cabo se ia desenvolvendo enquanto base naval e colónia, a procura holandesa de mão-de-obra escrava aumentou de forma considerável, acabando eles por desenvolver uma rede comercial regular com a costa de Madagáscar.Como consequência de tudo isto, a primeira metade do século xvn pautou-se por um enorme desenvolvimento da actividade comercial na zona do canal de Moçambique. Assim como, no século anterior, a criação de uma base naval em Moçambique resultara num aumento da procura em relação aos produtos daquela parte de África, assim a chegada anual de grandes frotas inglesas, holandesas e francesas estimulou a procura através de toda a região que se estendia a norte do cabo da Boa Esperança. Contudo, a maioria dos produtos alimentares adquiridos pelas companhias continuavam a ser o resultado de práticas agrícolas tradicionais. Apenas nas Comores vamos encontrar algumas indicações que nos dizem ter a introdução de escravos contribuído para o aumento da produção agrícola. Se o comércio europeu teve pouco impacto nos métodos de produção, tudo indica ter a sua repercussão política na ilha de Madagáscar sido qualquer coisa de considerável, já que se pensa estar a expansão dos Sakalava, ocorrida durante o século xvm, relacionada com o estímulo económico derivado do comércio dos escravos e das armas de fogo.

Ataque Sakalava en las Islas Quirimbas

3 - AS INCURSÕES MALGAXES:(Sakalavas)
3.2 - A SEGUNDA EXPEDIÇÃO
...No dia 1º de Setembro desembarcaram na ilha de Querimba, assolando, roubando, matando, aprisionando tudo o que encontravam, assenhorando-se do batel de Manuel Onofre Pantoja, que estava fundeado no porto da mesma ilha, carregado de cauri, com a maior parte do seu fato, ao qual deitaram fogo e avariaram as embarcações que ali estavam. O dito Pantoja, Caetano José Cordeiro e o padre vigário escaparam da fúria destes bárbaros, à sua vista, no escalar do referido Cordeiro, que se transportou pelo passo que há para este Ibo e chegada à minha presença me narraram o sucedido e que o número de embarcações ou lacas era grande[142].
O povo do Ibo, no entanto, amedrontado e com receio de ser molestado, roubado e morto pelos Sakalava, elaborou e entregou uma representação ao Governador das lhas, do teor seguinte:

Representamos nós abaixo assinados moradores deste Ibo, que vendo a grande hostilidade que têm feito os Sakalaos desde a Arimba à Querimba; (...) considerando as forças que nós temos muito diminutas e, igualmente, o número de gente que não pode ser repartida com suficiência, assim na Praça como fora dela, à vista de sessenta lacas pelo que dizem os que viram, cujas forças são muito maiores, suplicamos a V.M. que haja por bem mandar recolher-nos com as nossas famílias na dita Praça, não obstante a ordem de V.M. que nós temos para defender, ficando-nos fora dela, porquanto de certeza perderemos as nossas vidas sem ser útil, assim para nós mesmos como para a defesa da dita Praça e assim ficando nela ao menos teremos vigor para resistir a qualquer ataque que os mesmos queiram tentar, executando nela todas as ordens de V.M[145].
3.3 - A TERCEIRA EXPEDIÇÃO
Baldados os seus propósitos, o Princípe de Anojasse, com os seus atacantes Sakalava, retirou-se para a ilha de Querimba (6ª vez visitada), donde, por três vezes, dirigiu, por um mensageiro, cartas ao Governador das Ilhas, pelas quais justificava as suas incursões à costa de Moçambique e às Ilhas:

...dizendo ao mesmo tempo que o vir aqui parar que é em razão de um vento sul muito forte que apanhou no canal, pelo que o seu desígnio quando de São Lourenço se dirigia a essa capital para tomar vingança do cheque de Sancul, que é o motivo de lhe não entregar a sua mulher e filha, nas mesmas cartas em que me pede por amor de Deus e pelos juramentos mais sagrados da sua Seita que interceda para com V. Exa. a entrega de sua mulher, filha e alguns escravos seus que com ela se acham[199].
Entrava-se no ano de 1818 e a notícia chegada de Quiloa[231], de que uma grande expedição com 1500 lakas viria este ano atacar as Ilhas, parece não ter impressionado o responsável pelo governo das Ilhas, que, nessa data, já estava a pensar na utilização do reduto de Santo António[232], que, com 7 peças, defenderia a entrada da vila pelo lado NW, local por onde costumavam entrar os Sakalava, vindos a pé, da Querimba .
http://br.geocities.com/quirimbashistoria/

Historia de Martinica,algunas fechas destacadas

Algunas fechas destacadas
Antes de 1943 : A partir de 2500 a JC, poblaciones amerindias procedentes de la cuenca del orineco llegan a martinica en sucesivas oleadas.
Hacia el año 500 ante JC : los indios Arawack se establecen en la isla. Hacia el año 1000, los indios Caribe procedentes de la meseta de Guyana, remontan el achipielago de las Antillas.
Sustituyen progresivamente a la poblaciones anteriores.
15 de junio de 1502 : Cristóbal Colon desembarca en la costa del Caribe en el pueblo del Carbet.
1635 : primer asentamiento francés con Pierre Belain Desnambuc.
31 de octubre de 1936 : el rey Luis XIII autoriza la introducción de esclavos en las Antillas Francesas
1659 : Incursión mortífera de los franceses contra los indios Caribe que son de derrotados y eliminados como comunidad diferenciada
Entre 1762 y 1814 : Martinica conoce cuatro periodos de ocupación inglesa.
22 de mayo de 1848 : abolición de la esclavitud.
8 de mayo de 1848 : Erupción de la Montagne Pelée y destrucción de la ciudad de Saint Pierre,
Fort-de-France se convierte en la capital.
19 de marzo de 1946 : Martinica obtiene el estatuto de departamento francés, representada por cuatro diputadores y dos senadores.
1982 : A consecuencia de la ley de Descentralización de 1982, se crea el consejo Regional y Martinica se convierte en Región francesa. Paralelamente a esta fechas destacas se desarrolla
todo la economía de las plantaciones con los sucesivos cultivos: el café, el cacao, el algodón, y finalmente, la caña de azúcar que trajo consigo la instauración de la esclavitud en las Antillas.
http://www.maison-de-la-france.com/bd_doc/320_200806275135.pdf

El comercio entre Brasil y las colonias portuguesas de Asia

Conjunto documental: Junta do Comércio. FalênciasNotação: Caixa 367, pct. 2Datas-limite: 1813–1815Título do fundo ou coleção: Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e NavegaçãoCódigo do fundo: 7xArgumento de pesquisa: Bengala Ementa: Correspondência do mestre da Real prensa de algodão à Junta do Comércio da cidade do Rio de Janeiro, sobre a instalação de uma máquina de prensar algodão vinda de Calicute e instalada em Pernambuco. Esta iniciativa partia da Coroa com o objetivo de difundir a sua utilização entre os agricultores da capitania. A prensa seria operada por ‘nativos de Bengala’ que deveriam ali permanecer por cinco anos. Anexo ao documento encontra-se um desenho detalhado da prensa.Data do documento: 6 de outubro de 1815Local: RecifeFolha (s): pacotiha 29.
Conjunto documental: Marinha. Avisos e ofícios do Ministério da Marinha e Ultramar para o ministro do ReinoNotação: IJJ¹ 733Datas-limite: 1818-1821Título do fundo ou coleção: Série InteriorCódigo do fundo: A6Argumento de pesquisa: GoaEmenta: Autorização concedida pelo secretário de Estado Tomás Antônio de Vila Nova Portugal para a soltura de quatro indivíduos que embarcaram irregularmente de Goa para o Rio de Janeiro. De acordo com o secretário Tomás Antônio de Vila Nova Portugal, nada consta sobre os presos Manuel Bernardino, Caetano Francisco, Faustino Reis e, especialmente, Constantino José, o qual já cumprira pena de cinco anos de degredo por “culpa de furtos e vadiagem”, podendo, dessa forma, os quatro homens serem soltos.Data do documento: 21 de julho de 1819Local: Rio de JaneiroFolha (s): pacotilha 2, docs. 21 a 24
http://www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=4&sid=5&tpl=printerview

CAPOEIRA, BOI-BUMBÁ E POLÍTICANO PARÁ REPUBLICANO (1889-1906)Luiz Augusto Pinheiro Leal

CAPOEIRA, BOI-BUMBÁ E POLÍTICA
NO PARÁ REPUBLICANO (1889-1906)
Luiz Augusto Pinheiro Leal


Jurunas e Umarizal eram bairros potenciais nesse sentido. Talvez o maior indicador da periculosidade fosse a presença de capoeiras entre seus moradores. Ribeiro, morador por muito tempo do Umarizal e traba- lhador do Arsenal de Marinha, cita o nome de diversos indivíduos valen-tes que moravam nestas duas vizinhanças:
Capoeiras de renome, conhecidos pela destreza, dí-lo a tradição oral, foram, naquele passado distante, um funcionário do Tesouro do Estado, o Teodoro “Medonho”; um pretinho operário do Arsenal de Marinha, o “Mané Baião” que, com uma semana de aprendizagem resolveu experimentar a auto-suficiência surrando seu próprio mestre; “Pé de Bola”, já citado, e seu companheiro “Norato”, que foi até “argente” de Polícia, tudo isso povo do Jurunas.
Teve-os, igualmente, e em bom número, o Umarizal. Dos bons, posto que na maioria meros “desportistas” e não profissionais da “truba”, do “esgrú” [...] Foram assim o encadernador Pantaleão, “Panta”, primitivo dono da oficina que é hoje de Tó Teixeira. Sarado na negaça e no pé. E como ele, “Periquito”, que era foguista marítimo; “Trincheta”, Honorato, ferreiro do Gasômetro; “Gasolina”, que chegou a ser bom goleiro e morreu tísico no “Domingos Freire”; “Benga”, barbeiro (da Pratinha), todos “balisas” de carnaval e “caboclos” de grupos joaninhos


Os “balisas” em tais grupos eram respeitados ases da capoeiragem. Um “encontro” entre eles seria empolgante contenda daqueles bailarinos da braveza se não resultasse, fatalmente, em cabeças quebradas, cortes de navalha, furadas de punhal, em que pesasse ao romântico figurino de suas roupagens, dando-lhes ares de pagens medievos, inclusive com as cacheadas cabeleiras louras por cima de caras bronzeadas e mesmo negras.32

Os “balisas” eram os capoeiras que iam à frente dos cordões para garantir a segurança dos integrantes. Campos Ribeiro informa que estes eram os mesmos componentes dos grupos de boi-bumbá por ocasião da época junina.
http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/770/77003209.pdf
http://www.afroasia.ufba.br/pdf/afroasia32_pp241_269_CapoeiraBoiBumba.pdf.

miércoles, 3 de diciembre de 2008

O negreiro de Moçambique Joaquim do Rosario original de Diu.

Quando Tomás Antônio Gonzaga chegou ao lugar de seu degredo, os banianes tinham na ilha e na parte fronteira do continente cerca de 50 lojas e ourivesarias. Ocupavam posição preponderante no comércio: "eram possuidores da maior parte das casas, fazendas, escravaturas, gado, prédios e palmares"(71). Nas manufaturas, também eram indispensáveis os hindus de outras castas. Por isso, quando pensou em conseguir dinheiro para investir numa atividade produtiva, o poeta recorreu a Lacamichande Matichande, comerciante natural de Diu, de 52 anos, que era o chefe dos banianes e uma das figuras mais respeitadas por seu poder na ilha. Só perdia em prestígio para o goês Joaquim do Rosário Monteiro, o maior negreiro da ilha de Moçambique à época, que, por sinal, costumava ser sócio do baniane em várias carregações de escravos(72).
De Lacamichande Matichande, Gonzaga obteve, em 10 de agosto de 1793, um ano depois de sua chegada à ilha, a quantia de 5.100 cruzados para liquidar só no dia 10 de fevereiro de 1799. Gonzaga deveria ir abatendo a dívida ao longo dos anos, mas, com o acúmulo de juros, em janeiro de 1800, o poeta e sua mulher tiveram de vender um palmar na Cabaceira Grande ao médico e negreiro piemontês Carlos José Guezzi para encerrar a conta corrente(73). A negociação com Guezzi envolveria outras mercadorias e acabaria por se arrastar na justiça(74).
http://www.macua.org/gonzaga/gonzaga3.3.html

A capitania de Pernambuco e a instalação da Companhia Geral de Comércio

A exportação do Brasil entre os anos de 1750 a 1796 pode ser examinada através do
sistema das frotas de navios que faziam o comércio entre as principais capitanias e o Reino. A
partir da análise dos carregamentos dos navios, percebe-se que o açúcar continuou a ser o
principal produto colonial, apesar da oscilação de preços deste género durante todo o século
XVIII 7 .
Desde o século XVI que Pernambuco possuía uma economia considerada importante e
voltada para a exportação. Como se sabe, após a saída dos holandeses em 1654 se iniciou um
período de concorrência na produção açucareira e a economia brasileira começou a entrar em
crise. Os holandeses quebraram um século de monopólio português, proporcionando um aumento da oferta de açúcar no mercado mundial e determinando a baixa dos preços e do nível de renda dos produtores de açúcar no Nordeste.

....................................Assim a primeira companhia criada para o Brasil foi a Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão. Foi estabelecida por alvará de sete de Junho de 1755, com a finalidade de estimular o desenvolvimento económico no norte do Brasil, introduzir mão-de-obra escrava africana, estimular o comércio dos produtos de exportação a bons preços e transportá-los ao Reino em comboios de navios bem definidos. Esperava-se que a Companhia desenvolvesse os mercados coloniais para as manufacturas do Reino, visto ser este um dos objectivos do Marquês. Foi estabelecida por um período de 20 anos, com um capital de 480 contos, tendo sua sede em Lisboa, com filiais no Porto, Belém e São Luís e com a maior parte das acções, cerca de 90%, pertencendo aos comerciantes metropolitanos 78 . 74 Idem. 75 AHU - Pará, cx. 39. doc. 3675. 76
A Companhia comprava géneros das principais fábricas do Reino, à Real Fábrica das Sedas era uma delas, pois dentro da política pombalina a reactivação da agricultura daria um incentivo à indústria lusa, a Companhia seria o meio para que a produção no Reino fosse canalizada para a capitania de Pernambuco. Comprava ainda da Casa da Índia, pólvora da Real Fábrica, géneros da Real Fábrica de Portalegre, de Fundão, de Pombal; da Fábrica de Algodão de Lisboa, do Sobral, de Azeitão; da Fábrica dos Pentes de Lisboa, das Louças de Lisboa; da Fábrica de Tesouras e Chapéus no Sobral, entre outras. Tudo com o objectivo de priorizar os produtos portugueses em detrimento dos estrangeiros, concatenando os objectivos mercantis implementados por Pombal na economia portuguesa. Ainda assim a Companhia também comprava manufacturas de procedência estrangeira, beneficiando uma burguesia europeia,
proveniente de Londres, Hamburgo e Amesterdão. AHU - Conselho Ultramarino – Pernambuco, 1777, Dezembro, 24, Lisboa, AHU_ACL_CU_015, Cx. 128, D. 9716 e 1777, Dezembro, 31, AHU_ACL_CU_015, Cx. 128, D. 9717. José R IBEIRO J R ., Colonização e Monopólio... cit., p. 205. 77 AHU – Pará, Documento sem data anexado ao documento 3675 da caixa 39. 78 Maria Beatriz Nizza da S ILVA (org.), Dicionério da História da Colonização... cit., p. 193. Page 17
Actas do Congresso Internacional Espaço Atlântico de Antigo Regime: poderes e sociedades
A capitania de Pernambuco e a instalação da Companhia Geral de Comércio 17
A imposição régia Em um ofício do ouvidor da capitania de Pernambuco, Bernardo Coelho da Gama Casco, enviado ao Marquês de Pombal, em 1759, o ouvidor atesta o recebimento de uma publicação da Junta do Comércio da Corte e cidade de Lisboa, onde se salientam informações que auxiliam na compreensão do próprio processo de instalação da Companhia em Pernambuco.
O conhecimento do projecto dessa Companhia de Comércio se deu em Pernambuco
através da carta citada, que expunha a disposição real em criar uma nova Companhia de
comércio e convidava a todos os negociantes e quaisquer outras pessoas para serem accionistas
da mesma, podendo a compra das acções da Companhia se efectivar com dinheiro em moeda
corrente e com valor de géneros ou interesses em navios 79 .
A aparente facilidade para participar da Companhia não foi suficiente para convencer aos
pernambucanos em tornarem-se accionistas da mesma. Em 1761, o governador da capitania de
Pernambuco, Luís Diogo Lobo da Silva, assinalava em um ofício enviado a Pombal, suas
tentativas frustradas para incentivar os moradores a investirem seus capitais na Companhia. Mas desde o princípio foi latente o desagrado e a preocupação com que todos receberam a notícia da criação da Companhia, embora acreditasse que, com o tempo, acabariam por se adequar à nova realidade 80 .
Oficialmente a Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba foi instituída por alvará régio
em 30 de Julho de 1759
, mas o alvará de confirmação foi passado a 13 de Agosto do mesmo ano,
este aprovou e confirmou os estatutos da Companhia. Foi criada com objectivos semelhantes aos
da sua congénere do norte do Brasil e com a suposta finalidade de fazer renascer as fortunas e
agricultura do Nordeste, através de um melhor suprimento de mão-de-obra, da compra de
mercadorias de exportação a preços regulamentados e provisão de frotas regulares para
transportar as mercadorias para os mercados no Reino. Com um maior capital, cerca de 1360
contos, e com a maioria dos accionistas no Reino, pertencendo aos pernambucanos apenas 10%
das acções 81 . 82 .
O monopólio seria de 20 anos, contados a partir da expedição da primeira frota que partiu
em 8 de Agosto de 1760. As frotas transportavam para o Brasil produtos manufacturados,
ferramentas, utensílios, alguns géneros alimentícios, medicamentos e escravos. Para o Reino
transportava açúcar, cacau, especiarias, madeiras, algodão, matérias corantes, tabaco, couro e
atanados. Os postos mais importantes de estabelecimento e trocas eram Bissau, Cachéu, Cabo
Verde, Costa da Mina, Angola, Madeira, Açores e alguns portos da Índia e da Ásia
83 . 79 AHU – Pernambuco, 1759, Março, 15, Recife: AHU_ACL_CU_015, Cx. 90, D. 7230.
80 AHU – Pernambuco, 1761, Fevereiro, 4, Recife: AHU_ACL_CU_015, Cx. 94, D. 7481 81 Idem, p. 195. 82 Oliveira L IMA , Pernambuco e o seu desenvolvimento... cit., p. 218. 83 António C ARREIRA , As Companhias... cit., p. 282-302. Page 18 Comunicações 18 Érika Dias 84 .
Os primeiros conflitos Desde sua instituição, imposta pela administração pombalina, a companhia entrou em choque com os interesses da sociedade local, se era bem vista entre os comerciantes
metropolitanos, o mesmo não se pode dizer dos grupos sociais locais. Pois como foi dito, a
instituição de uma Companhia de comércio até foi desejada, mas não nos moldes em que foi
estabelecida. Os pernambucanos pensaram em uma Companhia em que o centro das decisões
estivesse na Colónia e não no Reino, cujos objectivos primordiais seriam a melhoria da
agricultura, o enriquecimento dos colonos, e uma maior inserção de mão-de-obra escrava na
capitania 85 .
Cabe ressaltar que esta área de influência abrangia em 1763 uma população de 169.582 pessoas, entre livres e
cativos, sendo cativa cerca de 33% da população
. José R IBEIRO J R .,Colonização e Monopólio... cit., p. 72..

http://www.instituto-camoes.pt/cvc/conhecer/biblioteca-digital-camoes/doc_download/293-a-capitania-de-pernambuco-e-a-instalacao-da-companhia-geral-do-comercio.html.

OS PORTUGUESES E A ÁSIA MARÍTIMA, C. 1500 - C. 1640 BATAVIA,la cuna del Pencak-Silat


libro:La colonización Escrito por Marc Ferro,pg447


http://books.google.com/books?id=cnu10FPP4c0C&hl=es

Francisco Roque de OliveiraUniversitat Autònoma de Barcelona

franciscoroliveira@mail.telepac,pt

Os Portugueses e a Ásia Marítima, c. 1500 - c. 1640: contributo para uma leitura global da primeira expansão europeia no Oriente. 2ª Parte: o Estado Português da Índia (Resumo)
Por Estado Português da Índia entendemos a governadoria ou vice-reinado que, com as suas redes humanas, económicas, culturais e religiosas muito mais ao jeito da talassocracia fenícia que dos modelos territoriais dos impérios romano e espanhol, enquadrou a implantação do primeiro actor europeu nos Mares da Ásia. Nesta segunda parte do nosso artigo começaremos por caracterizar as respectivas áreas de ocupação e estruturas de funcionamento ao longo do período que decorre entre c. 1500 e c. 1600. Concluiremos com uma síntese dos ajustamentos ocasionados entre c. 1600 e c. 1640 pela partilha de interesses nesta zona quer entre as duas potências ibéricas entretanto aí estabelecidas, como entre estas e ingleses e holandeses, e entre todos elas e o comércio conduzido por algumas das principais comunidades mercantis locais. Os traços genéricos das redes comerciais em funcionamento nestas águas e o padrão, tantas vezes novo, ou em rápida mutação, de muitos dos seus Estados ribeirinhos, serão ainda alguns dos tópicos actualizados. Em qualquer caso, a nossa atenção estará aqui centrada nas áreas do Este e do Sueste asiáticos, porquanto foi nessas periferias que os holandeses — os protagonistas adiantados da segunda expansão europeia — começaram por desafiar as posições tomadas pelos seus predecessores, uma interferência de que as estruturas do Estado Português da Índia já se ressentem, de forma irrevogável, ao longo da década de 1640.
Palavras-chave: portugueses, Estado Português da Índia, expansão marítima europeia; Mares da Ásia, séculos XVI e XVII.

http://www.ub.es/geocrit/sn/sn-152.htm

Tenente Moreira y Major Miguel Nunes Vidigal entre (1770-1809) Rio de Janeiro

RECORTE LIBRO:
As farpas: crónica mensal da política, das letras e dos costumes
Escrito por Eça de Queirós, Ramalho Ortigão, Maria Filomena Mónica, Maria José Marinho
Publicado por Lucerna, 2004


Página 186 ... desenham a grossos traços de carvão e de tinta as caricaturas militar es da índia. O grosso do exército da índia é composto de indígenas -mouros; ...


DIBUJO:"1º Reg. de Cav., 1º Reg. de Cav. de Milícias e Art. de Marinha" -Arquivo Histórico do Exército-Brasil



NOTA DEL PESQUISADOR: los capoeiras y militares Tte.Joao Moreira y el Mayor Nunes Vidigal en 1770 y en Rio de Janeiro eran grandes capoeiras. En esta época el Mayor vidigal tenía 32 años.No sabemos el grado militar que tenía EN 1770 pero en 1782 era alferez de uno de los regimientos de caballería de milicias de Rio de Janeiro pero suponemos que con esa edad ya era militar y por las refrencias que tenemos ,más abajo indicadas,practicaba las mismas artes de lucha que el Tte. Moreira. No sabemos si Vidigal estubo en Asía,lo que sí sabemos que nació en Rio e hizo la carreramilitar en Rio y por tanto aprendió en Brasil las artes de lucha.

O Marquês do Lavradio, suprime a oficialidade de cor e subordinar os batalhões negros a legiões mais amplas, comandadas por oficiais brancos regressos das tropas de Ordenanças. Tais projetos foram encaminhados em Pernambuco a partir do governo de José César de Meneses (1774-1787), o qual evocara, em abril de 1782, exemplos de outras partes do império para fundamentar sua proposta: “bem se vê que na Índia, onde servi posto de 7 anos, as Companhias de Sipais, cujo exercício é o mesmo que dos Henriques, que correspondem aos Pardos e Pretos nesta capitania, sempre os seus Capitães são brancos e tirados da Tropa




Tenente Joa Moreira 1770-Rio de Janeiro



Data a capoeiragem de 1770, quando para cá andou o Vice-Rei Marques do Lavradio. Dizem eles também que o primeiro capoeira foi um tenente chamado João Moreira, homem rixento, motivo porque o povo lhe apelidou de ‘amotinado’. Viam os negros escravos como o ‘amotinado’ se defendia quando era atacado por 4 ou 5 homens, e aprenderam seus movimentos,aperfeiçoando-os e desdobrandoos em outros, dando a cada um oseu nome próprio.Como não dispunham de armas para sua defesa uma vez atacados por numeroso grupo, defendiam-se por meio da
‘capoeiragem’, não raro deixando estendidos por uma cabeçada ou uma rasteira, dois ou três de seus perseguidores” (Lima, 1025) 1 . Este texto de Hermeto Lima se alinha com o de Macedo, que nos afirma que “o Tenente ‘Amotinado’ era de prodigiosa força, de ânimo inflamável, e talvez o mais antigo capoeira do Rio de Janeiro, jogando perfeitamente,a espada,a faca, o pau e ainda de preferência, a cabeçada e os golpes com os pés” (Macedo, 1878, p. 99).



http://www.scamilo.edu.br/pdf/mundo_saude/56/07_as_influencias.pdf.
Major Miguel Nunes Vidigal (1745- 1843)
Contribuição de Luciano Milani 06 de fevereiro de 2005
Um ano após a chegada de D. João VI (1808), criou-se a Secretaria de Polícia e foi organizada a Guarda Real de Polícia, sendo nomeado para sua chefia o major Nunes Vidigal, perseguidor implacável dos candomblés, das rodas de samba e especialmente dos capoeiras, “para quem reservava um tratamento especial, uma espécie de surras e torturas a que chamava de Ceia dos Camarões”. O major Vidigal foi descrito como "um homem alto, gordo, do calibre de um granadeiro, moleirão, de fala abemolada, mas um capoeira habilidoso, de um sangue-frio e de uma agilidade a toda prova, respeitado pelos mais temíveis capangas de sua época. Jogava maravilhosamente o pau, a faca, o murro e a navalha, sendo que nos golpes de cabeça e de pés era um todo inexcedível". Sobre ele, também disse Mário de Andrade: "O Major Vidigal, que principia aparecendo em 1809, foi durante muitos anos, mais que o chefe, o dono da Polícia colonial carioca. Habilíssimo nas diligências, perverso e ditatorial nos castigos, era o horror das classes desprotegidas do Rio de Janeiro. Alfredo Pujol lembra uma quadrinha que corria sobre ele no murmúrio do povo: Avistei o Vidigal. Fiquei sem sangue;
Se não sou tão ligeiro O quati me lambe. (Mário de Andrade, introdução às Memórias de um Sargento de Milícias, São Paulo, 1941). *Em 10 de julho de 1843 faleceu no Rio o Marechal Miguel Nunes Vidigal, capoeira exímio e que apareceu, como o Major Vidigal, no livro "memórias de um sargento de milícias", um dos clássicos da nossa literatura.








MIGUEL NUNES VIDIGAL - DADOS BIOGRÁFICOS Militar, nasceu na Capitania do Rio de Janeiro em 1745. Alistou-se ainda jovem num dos regimentos de cavalaria de milícias da mesma capitania. Foi promovido a alferes em dezembro de 1782, a tenente em dezembro de 1784, a capitão em 20 de outubro de 1790, a sargento-mór em 18 demarço de 1797, a tenente-coronel em 24 de junho de 1808, a coronel em 26 de outubro também de 1808, a brigadeiro graduado em 10 demarço de 1822, a brigadeiro em 12 de outubro de 1824. Em janeiro de 1791 era capitão da 1a. companhia do esquadrão de cavalaria que fazia a guarda do Conde de Rezende, Vice-Rei do Brasil. Em decreto de 23 de abril de 1821 foi nomeado segundo comandante da guarda real de polícia da Côrte. Em 10 de março de 1824 foi transferido para o exército de 1a. linha. Solicitou reforma, que lhe foi concedida no posto demarechal de campo em decreto de 14 de novembro de 1824. Em 1o. de dezembro de 1822 foi agraciado com o hábito de cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro. Dentre os bens que amealhou em sua longa vida, estão as terras na encosta do Pico dos Dois Irmãos, no Leblon, onde hoje se ergue o Hotel Rio Sheraton. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 10 de junho de 1843, com a idade de 98 anos, sendo sepultado nas catacumbas da igreja de São Francisco de Paula.




Esquadrão de Cavalaria Ligeira do Ilustríssimo e Excelentíssimo Vice-Rei do Estado



Esquadrão da Guarda dos Vice-Reis
Soldado em grande uniforme – 1786
A Ordem Régia de 31 de janeiro de 1765 determinou a criação, pelo Senhor Conde da Cunha, de um esquadrão para a guarda dos Vice-Reis do Brasil. Foi organizada, inicialmente, uma companhia. No governo do Senhor Conde de Azambuja, foi dado efetivo à Segunda Companhia do Esquadrão. O Senhor Marquês do Lavradio reorganizou a unidade com a denominação de “Esquadrão de Cavalaria Ligeira do Ilustríssimo e Excelentíssimo Vice-Rei do Estado”. Com a transferência do Governo Português de Lisboa para o Rio de Janeiro, por decreto de 13 de maio de 1808, o Príncipe Regente D. João determinou a criação do 1° Regimento de Cavalaria do Exército. O Regimento foi organizado, aproveitando-se o pessoal e o material do Esquadrão da Guarda dos Vice-Reis e de um Esquadrão do Regimento dos Dragões de Minas, que se encontrava destacado no Rio de Janeiro.

martes, 2 de diciembre de 2008

Os oficiais do exército de D. João V


..................«os oficiais destas tropas eram criados, ou escudeiros dos coronéis, continuando nos seus empregos domésticos, servindo os seus amos à mesa e montando na retaguarda das carruagens nos dias em que não estavam de guarda! É este, sem exagero, o retrato inimaginável do antigo militar português, antes da guerra de 1762, e a vinda do conde de Lippe para este país, que lhe mudou a face.»(pág. 102)
Como se vê é uma descrição muito mais completa, (mais romanceada ?), do que a de 1730 / 1758. Mas não necessariamente verdadeira como veremos ! O que é mais interessante é o que o autor diz mais abaixo quando escreve que
«todos os postos subalternos estão preenchidos por pequenos burgueses (sublinhados meus) e por homens do nascimento mais medíocre; o ódio deles contra os estrangeiros, fundado em que estes tem o dobro do soldo, impede-os de comunicar com eles» (pág.107).
Em que afirmação acreditar - nos criados, ou nos nascidos mediocremente -, nas duas ou em nenhuma !? A resposta é-nos dada pelo próprio autor, na segunda edição da obra, quando retira qualquer importância à existência de criados nos regimentos. O mesmo, acontecia em França, como afirma na página 112. Na verdade, acontecia em todo o lado, porque ser criado não implicava ser um doméstico. Criado era alguém protegido por um aristocrata, podia ser mesmo alguém aparentado ao chefe da casa; o doméstico era alguém de condição servil. Mas Dumouriez não revê a sua posição sobre o caso dos oficiais de nascimento medíocre. É que este era um problema teórico sobre o qual nenhum nobre de quatro costados se atreveria a rever a sua posição. Para os aristocratas da época, os homens de nascimento medíocre não tinham as qualidades necessárias ao comando de tropas. Não tinham possibilidade de dar bons exemplos. Eram mal nascidos e por isso mal educados, e isso queria dizer tudo. Não tinham nem «qualidades», nem «merecimentos».

LIBRO:Reconquista da Bahía -1625-poruguesese espanhiois na defesa de Brasil.


RECONQUISTA DA BAHIA, 1625 Portugueses e Espanhóis na defesa do Brasil
de José Maria Blanco Nuñez
Lisboa, Tribuna («Batalhas de Portugal», 23), 2005.

Arrastado para o conflito entre a Espanha e a Holanda em luta pela sua independência, Portugal viu-se a braços, em 1621, com o fim da trégua entre aquelas duas potências com o ataque sistemático da república holandesa aos domínios ultramarinos portugueses. Em Maio de 1624, as forças militares da Companhia das Índias Ocidentais da Holanda, conquistavam a então capital do Brasil, iniciando uma longa luta pela posse do território. A resposta das forças navais e terrestres da Monarquia Dual de Espanha e Portugal foi rápida. Uma expedição militar - conhecida na época pelo nome de "Jornada dos Vassalos" por ser composta por contingentes de todas as regiões sob o domínio dos reinos ibéricos - possibilitou a Portugal recuperar a cidade de São Salvador da Bahia de Todos os Santos. A operação de Reconquista da Bahia, em Abril de 1625, foi a única grande acção militar conjunta realizada pelos dois reinos ibéricos durante o período de 60 anos que durou a União Ibérica.
Conclusão
No século XVIII, os portugueses deparavam com dificuldades cres-centes para preencher o regimento de infantaria de Moçambique. Não só o Brasil atraía a maior parte dos que saíam de Portugal, como a elevada morta-lidade verificada na costa oriental africana contradizia qualquer esforço decompletar o exército com reinóis. Desenvolvendo um discurso sobre ainadequação dos soldados europeus ao meio moçambicano, durante a se-gunda metade da centúria, a administração da colónia tentou encontrar alternativas no quadro do Índico. As soluções ensaiadas centraram-se, numa primeira fase, no recurso aos cipaios importados da Índia para conduzirem,posteriormente, ao recrutamento para o exército regular de soldados natu-rais da colónia, nomeadamente dos patrícios, nos Rios de Sena, e dos macuas e suaílis, no litoral da ilha de Moçambique. Esse processo desembocaria no projecto, formulado na colónia e desenvolvido em Lisboa, de naturalizar o regimento de Moçambique, reservando o oficialato para os europeus. Não obstante, os inúmeros obstáculos levantados ao recrutamento local inviabilizariam a constituição de um regimento completamente preenchido com gente da colónia.
Integrando um longo processo de trocas intercoloniais entre a Índia e Moçambique, a experiência de recrutamento de cipaios indianos, a que sucedeu a constituição de companhias de cipaios moçambicanos, reflectir-se-ia em Moçambique não apenas em termos militares, como também
lingüísticos. De facto, a designação de cipaios importada da Índia transitou para os soldados africanos, incorporando-se na terminologia marcial moçambicana. Primeiro, para identificar as companhias de naturais da colónia que integravam o exército regular português, como foi o caso da companhia de macuas e suaílis da Terra Firme. Progressivamente, essa denominação estendeu-se a quaisquer combatentes africanos. As descrições sobre os confrontos militares oitocentistas identificam os combatentes moçam-bicanos, tanto os soldados regulares ao serviço do exército português como os que eram mobilizados pelos senhores dos prazos, como cipaios
89 . As denominações locais para os soldados moçambicanos, como “cafres de arco” e achikunda, foram progressivamente elididas pela nomenclatura indiana.
http://calvados.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/historia/article/viewFile/7945/5594

DA PRESENÇA PORTUGUESA (Moçambique)

2.1 DA PRESENÇA PORTUGUESA (moçambique)
Sobre os habitantes, descreve suas vestes de peles e espadas ornadas de ouro, suas compras de algodões pintados e sedas da Índia quando de suas idas à Sofala. A cidade onde o imperador permanecia por maior espaço de tempolocalizava-se a 21 dias de caminhada pelo sertão adentro, na direção do Cabo da Boa Esperança. E era neste local que os comerciantes compravam o ouro, que depois era trazido até a costa. O Monomotapa dispunha de um exército poderoso, formado por vassalos aguerridos, “que provocava a admiração de quantos dele ouviam falar”161.

Além disso, é importante ressaltar que nos sertões de Sofala se encontravam inúmeros portugueses, que a título particular procuravam enriquecer através dos mais variados estratagemas comerciais. Muitos seriam, com certeza, degredados e fugitivos das embarcações da “carreira da Índia” e que se embrenhavam nos negócios do e em torno do ouro. Estas infiltrações permitiram aprofundar e consolidar os conhecimentos acerca dos meandros do negócio do ouro, mas também serviram para cimentar a presença portuguesa na região162.
161
SANTOS, Maria Emília Madeira. Viagens de exploração terrestre dos portugueses em África. Lisboa : Centro de Estudos de História e Cartografia Antiga – Instituto de Investigação Científica Tropical, 1988. p. 75-6.
162
Alexandre Lobato refere um documento acerca da existência de muitos portugueses espalhados pelo interior do Quiteve. Carta de António Silveira de Meneses ao rei. In: LOBATO, Alexandre. A expansão portuguesa em Moçambique 1498 a 1530. Lisboa : Centro de Estudos Históricos, 1960. vol. II, p. 26. Page 85

Nos séculos XVII e XVIII, Sofala torna-se em centro exportador de grandes quantidades de escravos, que são principalmente adquiridos por navios franceses, que os encaminham para suas colônias. De Sofala partia, ainda, o navio de resgate que se dirigia para Inhaca, na baía de Lourenço Marques, onde em troca de tecidos e contas miúdas, arrecadava marfim, escravos, mel, manteiga, dentes e unhas de cavalos marinhos. Duas vezes por ano um pangaio*
proveniente das ilhas Bocicas trazia para comerciar ouro em pó, âmbar, marfim, pérolas, mel, aljôfar, manteiga, arroz e dentes de peixe-mulher. Dos rios de Cuama traziam-se dentre outras coisas, ouro e marfim.166
166
ARAÚJO, Maria Benedita. O giro moçambicano. Coimbra : Universidade de
Coimbra, 1992, p. 158 e 162

http://www.poshistoria.ufpr.br/documentos/2006/Joserobertobportella.pdf.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ACERCA DOS NARRADORES DE MOÇAMBIQUE NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XVIII

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ACERCA DOS NARRADORES DE
MOÇAMBIQUE NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XVIII

Não é escusado afirmar que essa literatura de viagens sobre Moçambique produzida pelos europeus, mas também por outros povos 123, constitui-se num território de conflitos e convergências, em termos não apenas limitados aos aspectos literários . Os narradores estudados apresentam origens, formações e funções bastante distintas. Alguns são funcionários administrativos, outros são cientistas; a maior parte é portuguesa, mas também se encontram goeses e brasileiros; alguns possuem formação superior. No entanto, seus escritos possuem uma clara ligação ou conexão com o “espírito da época”, ou seja, com as idéias e práticas em circulação na segunda metade do século XVIII – denominado por Jurgen Habermas como opinião pública.

123O mosaico cultural moçambicano tem as contribuições de três grupos: os portugueses, a tradição oral dos bantu, e os suahílis (árabes), dos quais lembramos a título de exemplo, um dos mais antigos e belos poemas sobre Sofala, de alegada autoria de Ahmad Ibn- Majid, a quem se atribui fantasiosamente ter sido o piloto árabe de Vasco da Gama, intitulado As-Sufaliyya
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Manuel Galvao,ilustre e traficante de esclavos

Manuel Galvão da Silva é originário da Bahia, estudou na Universidade de Coimbra, já reformada, aonde veio a graduar-se em Filosofia –Ciências naturais – no ano de 1776. Era um dos quatro naturalistas nascidos no Brasil que foram formados e recrutados por Domingos Vandelli, para fazer parte do ambicioso projeto das chamadas “Viagens Filosóficas”. Este projeto intentava enviar expedições científicas para várias partes do Império Colonial Português com o objetivo de pesquisar e recolher exemplares de plantas, animais e minerais11 para posterior estudo na metrópole. A preparação de Galvão da Silva para tais expedições transcorreu ao longo dos cinco anos em que ele atuou no Museu da Ajuda em Lisboa. No entanto, ao invés de dirigir-se ao Pará como estabelecido, foi comissionado como Secretário Geral para Moçambique. Teve uma rápida passagem por Goa, onde como fruto de suas viagens de coletas de espécimes veio a escrever um relato intitulado Observações sobre a Historia Natural de Goa, em 178412
. Tanto em sua missão em Goa como em Moçambique, Galvão da Silva estava acompanhado
por um desenhista e um jardineiro. Galvão da Silva, após os percalços que acabaram por inviabilizar a continuidade de suas explorações científicas em terras moçambicanas, das quais
se publicaram apenas dois relatórios, terminou seus dias como sócio de um governador em uma embarcação dedicada ao tráfico de escravos para o Brasil.
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Cuerpo de Sipais en Moçambique

Baltazar Pereira do Lago, português de nascimento, tomou posse como Governador de Moçambique em 1766, e governou até 1779, isto é, por longos treze anos e nove meses, devido às suas idéias e ações ficou mais tarde conhecido pela alcunha de ‘Marquês de Pombal de Moçambique’. De inspiração claramente iluminista, suas idéias se encontram sintetizadas nas Instruções deixadas por ele ao seu sucessor no cargo. Pela ênfase que dava à formação de um corpo militar composto por indianos – os sipais -, é de se acreditar que tenha permanecido ou mesmo ocupado um cargo em Goa durante algum tempo. O Secretário Geral de Moçambique em 1766, era António Pinto de Miranda, que por conta de suas repetidas alusões a nomes e costumes provenientes do Brasil, se não era um brasileiro, pelo menos morou por um tempo considerável naquele território. Em anexo ao seu relato há um estudo intitulado Monarchia africana, em que traça um histórico das dinastias africanas, bem como, faz uma etnografia de alguns de seus costumes.

http://www.poshistoria.ufpr.br/documentos/2006/Joserobertobportella.pdf.

1686-Sipais,Brasileiros,cafres MALAYO-MALGACHES,baneanes e portugueses na Ilha de Moçambique

A ILHA DE MOÇAMBIQUE NOS FINAIS DO SECXVIII

REVISITE A ILHA DE MOÇAMBIQUE CERCA DE 1790PELA MÃO DO PROF. ADELTO GONÇALVES EPELA PENA DE TOMÁS GONZAGA
Da obra "Gonzaga, um poeta do Iluminismo"
Terceira Parte

..........Os cafres eram vários povos, alguns com influência árabe - os manjougas, por exemplo, tinham sangue malaio-malgaxe, mas existiam outros cafres africanos puros, como os macuas e os angicos(21). Viviam de vender tabaco, pão, condimentos e outros artigos. Tinham uma maneira curiosa de cumprimentar os muzungos(22). Em vez de erguer a mão e falar, paravam e arrastavam os pés para trás(23). Naquela vila muito estranha para um português chegado do Brasil, predominavam as modas maometanas. Apesar do calor, os negros gostavam de cobrir o corpo: usavam panos de duas ou três braças de algodão branco, ou estampado, com largura suficiente para chegar da cintura até metade da coxa ou, quando muito, até o joelho, enrolados em volta dos quadris.
.......................A ilha tinha os seus encantos. Usufruíra no século XVII os efeitos da época dourada da Zambézia: fora o grande porto onde se articularam as rotas marítimas abertas pelo comércio do ouro. Desde o século XVII, os portugueses comerciavam com o reino do Monomotapa, onde havia imensas minas de ouro. O tráfico da Zambézia, assim como o de Sofala e Inhambane, era feito quase exclusivamente por cristãos indianos. A defesa da ilha estava entregue a sipais(44) vindos da India(45) e a outros naturais do país. No limiar do século XVIII, já a decadência corroía os alicerces do domínio português na ilha e no continente fronteiro. Além de árabes que invadiam toda a costa oriental, mas sem condições de conquistá-la, a ilha passou a receber comerciantes de Diu e Damão, os chamados banianes, que se estabeleceram a partir de 1686. Os banianes, súditos portugueses, eram uma casta de comerciantes hindus fixada em Diu e oriunda de Surate e Cambaia. Eles fugiram da decadência econômica de Diu e nunca respeitaram a determinação para não ultrapassar os limites da ilha. Logo assumiram o predomínio no tráfico entre a India e Moçambique e também no comércio com o interior do continente africano. Eram cerca de 300 por volta de 1782 (46).
http://www.macua.org/gonzaga/gonzaga3.3.html

1863-El Rei del Café de Rio cae por tráfico de esclavos

CHÁCARAS NA ORLA DA LAGOA
Existiram chácaras famosas na rua Jardim Botânico,se bem que poucas. Próximo ao "Largo das Três Vendas" (depois N. Sra. da Conceição, Ferreira Viana, Arthur Bernardes, atualmente Praça Santos Dumont), era o local da enorme chácara do Comendador paulista Joaquim José de Souza Breves, o "Rei do Café"(1804-1889), amigo de D. Pedro I, grande produtor de café, dono de 37 fazendas e 27 chácaras, cujas terras iam de Sepetiba às Minas Gerais. Morava normalmente em São Cristóvão, próximo ao palácio. Usava eventualmente a casa do Jardim Botânico, principalmente depois de 1863, quando caiu em desgraça perante o imperador, haja vista que mantinha empresa clandestina de importação de escravos da África, atividade desbaratada neste
ano. Breves igualmente controlava a "Empresa de Navegação da Piedade", com escritório na rua São Bento, 22. Todas sua fortuna, oriunda de seus cafezais, despencou quando da "Abolição da Escravatura", em 1888. Hoje, os terrenos de sua demolida chácara estão incorporados aos do "Jocquei Clube".
http://www.sindegtur.org.br/2006/arquivos/zs6.pdf.
Relatorio Do Governador Geral Da Provincia de Angola: Sebastiao Lopes de Calheiros E Menezes Referido Ao Anno de 1861
Escrito por Angola. Governo Geral, Sebastião Lopes de Calheiros e Menezes, Angola
Publicado por Impr. Nacional, 1867
Procedente de Universidad de Oxford.

NOTA: 1862-propuesta de troca de libertos Angola-Moçambique
Página 77 a troca de recrutamento de pretos entre Angola, S. Thomé, Cabo Verde, e mesmo Moçambique ...
Página 84 ... permit- tir que as provincias de Angola e Moçambique possam trocar libertos pela via maritima. ...
Página 86 Quanto porém á troca de libertos entre Angola e Moçambique, devo ainda reflectir, que este expediente só pôde ser proficuo quando em ambas as provincias ...

1811- 300 Bandidos de Macau en Rio de Janerio

NOTA: En 1563, el número de habitantes de Macao era de un millar de portugueses casi todos casados con malayas y japonesas convertidas al cristianismo y unos pocos millares de malayos de Malaca, indios y esclavos africanos. Macao se convertía en la puerta de entrada del cristianismo para todo el imperio chino. Así lo entendieron los misioneros españoles establecidos en Manila (Franciscanos, Agustinos, Dominicos, quienes se apresuraron a establecerse en Macao
http://es.wikipedia.org/wiki/Historia_de_Macao
dibujo b/n: Coolies embarking at Macao. (1880-1905) http://digitalgallery.nypl.org/nypldigital/dgkeysearchdetail.cfm?trg=1&strucID=720182&imageID=833691&word=coolies&s=1&notword=&d=&c=&f=&k=0&lWord=&lField=&sScope=&sLevel=&sLabel=&total=15&num=0&imgs=20&pNum=&pos=4

GRABADO color,Detalle:“Plantação de Chá no Jardim Botânico” do artista Johan Moritz Rugendas retrata os chineses fazendo o cultivo do chá no parque, no século XVIII.


O Ministro Conde
de Linhares,solicitou então ao Senador de Macau Rafael Botado e Almeida que mandasse vir agricultores chineses, bem como sementes de chá, nozmoscada e fruta pão, além de outras especiarias para plantarem aqui. Com a chegada de 300 chineses em princípios de 1811, foi emitido o Alvará Régio no. 5, datado de 11 de março de 1811, pelo qual D. João mandou criar e instalar o Real Horto Botânico da Lagoa, origem do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
As coisas não deram muito certo no início. O Conde de Linhares, principal animador do projeto,morreu de uma bengalada dada por D. João, durante uma admoestação, em 1811. Seu sucessor, Antônio de Araújo e Azevedo, Conde da Barca (falecido em 1817), não se interessou muito pelo projeto. Por outro lado, em vezdos portugueses mandarem vir agricultores especializados da China, vieram,sim, todos os bandidos das prisões de Macau. Eles não plantavam quase nada, vendiam as mudas e sementes como camelôs pelas ruas da cidade e, com
o dinheiro arrecadado, compravam ópio nas boticas, o qual fumavam no rancho onde dormiam no Alto da Boa Vista. Os portugueses não entendiam porque esses chineses ficavam horas e horas a fio sentados ao chão, lá no Alto da Boa Vista, com aquele cachimbo enorme na boca, olhando para a paisagem. Pensavam que eles ficavam ali admirando a beleza do lugar e, por esse motivo, batizaram o rancho onde viviam como Vista dos Chins, ou Vista Chinesa, nome que pegou e foi dado à primeira "boca-de- fumo" do Rio de Janeiro (e que ainda o é...). Em 1905/6, o Prefeito Pereira Passos, em lembrança a esses chineses, construiu um quiosque de ferro fundido no local.
Uma tentativa de aproveitar esses chineses na Real Fazenda de Santa Cruz, bem como no Arsenal Real de Marinha não logrou sucesso. Muitos se suicidaram de saudades. Pior, não tinham mulheres. Um deles se casou com uma índia. Apesar de todos os percalços, o plantio de chá prosperou, e em 1817 já atendia a demanda nacional do produto. Em 1819, sementes e agricultores foram levados à São Paulo, pelo engenheiro Varnhagen, e lá a planta prosperou bem. Entretanto, os ingleses não gostaram nada da notícia do Brasil produzir seu próprio chá e intimaram D. João a acabar com nossa produção.
FUENTE :PAG 56: http://www.sindegtur.org.br/2006/arquivos/zs6.pdf.