sábado, 29 de noviembre de 2008

Ceilão Português 1505 – 1658


O Ceilão Português, atual Sri Lanka, foi território de Portugal durante 153 anos. Foi o único caso em que os portugueses tentaram uma conquista territorial efectiva no Índico, ao estilo do Império Espanhol nas Américas, não se limitando às fortalezas e feitorias costeiras.
Primeiramente os Portugueses assinaram um tratado com o Reino de Kotte. O Ceilão Português foi estabelecido pela ocupação de Kotte e a conquista de reinos Cingaleses circundantes. Em 1565 a capital do Ceilão Português foi transferida de Kotte para Colombo.
Entretanto a introdução do Cristianismo pelos Portugueses gerou atritos com o povo Cingalês. A seu tempo, os Cingaleses, na sua luta por libertação, procuraram apoio no Império Holandês . Inicialmente o Império Holandês chegou a acordo com o Reino de Kandy. Porém, após o colapso da economia Ibérica, em 1627, a Guerra Luso-Holandesa acabou com a conquista das colónias Portuguesas da Ásia pelos Holandeses. Apesar disso, ainda hoje restam elementos culturais no Sri Lanka desse período.

[editar] Ver também
História do Sri Lanka.

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A evolução do Império Português do Oriente e sua importância para o Brasil 1640-1750

1700
Correspondência de 2 de fevereiro de 1700, enviando a cópia da proposição feita pelo Governador do Brasil em 1699 (ver MR ms 64, fl. 171-173). (Nesta proposição D. Joao de Lencastre, Governador do Brasil, sugere o envio de tropas do Brasil para ajudar o Estado da Índia e lembra a oferta dos comerciantes brasileiros para ajudar o transporte das mesmas em troca de benefícios comerciais. Chama atenção para o interesse mostrado pelos brasileiros e por outros habitantes do Brasil pertencentes a diferentes camadas sociais, incluíndo-se aí os nobres, de servir na Índia).
1734
Carta de 20 de março de 1734, da Corôa para o Vice-Rei D.Pedro de Mascarenhas, Conde de Sandomil, sobre a resolução tomada em 17 de março de 1734, pelo Rei D. Joao V de acordo com o Conselho de Além-Mar, declarando que todos os navios comerciais, partindo do Estado (Estado da Índia), poderiam vender suas mercadorias para a Bahia e que elas seriam taxadas de 10%, taxas estas recolhidas pela alfândega local a fim de serem enviadas à Casa da India em Lisboa. A alfândega local devia também controlar as mercadorias e o pagamento do imposto.
1750
Carta Régia de 21 de março de 1750, para o Vice-Rei da Índia sobre a possibilidade de envio de dez casais de tecelões indianos para se estabelecerem no Pará, com excelentes condições de imigração.
1751
Carta de 30 de janeiro de 1751, em que o Vice-Rei Marquês de Távora escreve ao Secretário de Estado, informando que todas as providências que ele havia tomado para enviar as famílias dos tecelões e pintores tinham sido inúteis.
http://www.artedata.com/fernandamoro/fmoro201a.asp
FUENTE:Fernanda de Camargo-Moro
Arqueologia, Museologia e Estudos Científicos,Arquivo Histórico de Goa
Este é um breve exemplo das possibilidades de consulta às informações deste arquivo, quando armazenadas em base de dados digital.
Retornar para Arquivos de Goa
Livros das Monções do ReinoTrata-se da maior coleção do AHG, 456 livros-fls que cobrem o período de 1568 a 1914. Contém relatórios, cartas, instruções, que chegavam de Lisboa (e durante certo tempo da Espanha) durante a monção de junho-setembro, e que eram enviados de Goa entre dezembro e março. A partida e a chegada da frota que transportava esta correspondência era inteiramente dependente da monção. A correspondência recebida e a cópia daquela enviada cada ano eram guardadas juntas com o nome de Monção do Ano.
Exemplo de base de dados com breve resenha de documentos referentes ou de interesse para o Brasil no período 1588-1750.

Brasil-Índia
Relação dos documentos da Índia de interesse para o Brasil, existentes nos Arquivos de Goa, e primeiras anotações de outros arquivos do sul e de Bengala. Original de Fernanda de Camargo-Moro, em francês, extraído de L'évolution de l'Empire Portugais d'Orient et son importance pour le Brésil, 1990.http://www.artedata.com/fernandamoro/fmoro200.htm

1685-Goenses en Brasil (Canarins)


COMERCIO GOA-BAHÍA:LIBRO: (PAG 35)
Goa and Portugal Escrito por Charles J. Borges, Hannes Stubbe http://books.google.es/books?id=diISslZgIAkC&pg=PA214&dq=lamartine+pereira+da+costa&lr=&as_brr=3

artículo:

Mais significativo, porém, foram grupos de assistência técnica que a Índia forneceu ao Brasil em pelo menos duas ocasiões. Segundo os Documentos Históricos da Biblioteca Nacional, vol. 89:174, em 1690 técnicos indianos vieram ao Brasil para assessorar no cultivo da canela. E, em junho de 1751, "canarins", moradores de Goa, vieram ao Brasil, trazidos pela expedição Naubandel, "afim de aperfeiçoar e desenvolver a cultura das palmeiras". Pretendia-se produzir no Brasil um licor denominado "Urraque" ou "Urraca", extraído das palmeiras, mas as nossas espécies não se prestavam a isso. Dois dos técnicos faleceram aqui e os demais retornaram à Índia em 1753, (Inventário dos Documentos Relativos ao Brasil Existentes no Archivo de Marinha e Ultramar de Lisboa, organizado por Eduardo de Castro e Almeida, 1:10, 12, 17 e 46)
http://www.receita.fazenda.gov.br/Memoria/administracao/curiosidades/RelacoesBrasilIndia.asp
1685
Carta datada de 19 de março de 1685, do Rei D. Pedro II, ao Vice-Rei Conde de Alvor, ordenando enviar Bahia oito casais de canarins, um bom número de agricultores, bem como sementes e plantas com um pouco de terra da Índia.
1680
Carta de 31 de março de 1680, do Príncipe Regente ao Governador da Índia contendo instruções secretas para o envio de especialistas da cultura de canela do Ceilão para o Brasil.
1690
Cópia de uma carta do Governador do Brasil enviada à Corôa, insistindo sobre a importância de estabelecer relações comerciais entre o Brasil e o Estado da Índia (principalmente Moçambique), e sugerindo como fazê-lo. Estas idéias incluiam o envio de tropas, e produtos brasileiros. (Nota: Esta cópia da carta de 1690 foi enviada à Goa mais tarde).
1692
Carta de 4 de fevereiro de 1692, da Corôa ao Vice-Rei sobre o desenvolvimento da cultura das especiarias no Brasil, e a demanda para enviar dois cultivadores experientes na cultura da canela, pois os primeiros, enviados eram canarins(Goenses) de Bardez que não conheciam esta cultura.

1695
Texto explicando como fazer sair do Ceilão bons cultivadores de canela, e fazer com que eles partam para o Brasil.
http://www.artedata.com/fernandamoro/fmoro201a.asp
FUENTE:Fernanda de Camargo-Moro
Arqueologia, Museologia e Estudos Científicos,Arquivo Histórico de Goa
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Livros das Monções do ReinoTrata-se da maior coleção do AHG, 456 livros-fls que cobrem o período de 1568 a 1914. Contém relatórios, cartas, instruções, que chegavam de Lisboa (e durante certo tempo da Espanha) durante a monção de junho-setembro, e que eram enviados de Goa entre dezembro e março. A partida e a chegada da frota que transportava esta correspondência era inteiramente dependente da monção. A correspondência recebida e a cópia daquela enviada cada ano eram guardadas juntas com o nome de Monção do Ano.A evolução do Império Português do Oriente e sua importância para o Brasil 1640-1750
Arquivos de Goa
FUENTE:Fernanda de Camargo-MoroArqueologia, Museologia e Estudos Científicos,Arquivo Histórico de GoaEste é um breve exemplo das possibilidades de consulta às informações deste arquivo, quando armazenadas em base de dados digital.Retornar para Arquivos de Goa

Ilha de Mozambique e Sao Lourenço no trafico de escravos a Brasil

Levantou-se então o seminário e a igreja de S. Domingos, onde se formariam padres para pregar a fé por toda aquela costa do cabo das Correntes até ao cabo Delgado e Ilha de São Lourenço, 8 anos depois, em 1756, começava a funcionar.
A vida em Moçambique era muito cara «pera a carertia da terra que de tudo é falta». Por isso, os religiosos receberão l tostão por dia.
Durante os ataques holandeses à Ilha de Moçambique no início do século XVII(1607-1608) e dos árabes e turcos no início do século XVIII, a fortaleza cumpriu a sua função justificando amplamente os investimentos feitos ao longo de meio século.
A grande cisterna com capacidade para duas mil pipas, herdeira da construída na cidadela de Mazagão, no Marrocos Atlântico, tornou-se vital perante a falta de víveres e água doce que sempre atormentou as guarnições da Ilha:
No anno de 1607, governando a a índia o arcebispo Dom frei Aleixo de Menezes e aquella praça Dom Estevão de Atayde, foi serquada a fortaleza por oito naos de holandeses que desembarcando em terra a baterão por algum tempo (...) mas vendo que a não podiam entrar, se recolherão às naos destruindo primeiro tudo o que ficava fora da fortaleza.
O convento, como estava fora de portas, foi arrasado, tendo os religiosos refeito o edifício em 1607 bem longe da fortaleza.
A partir do início do século XVIII, a actividade comercial na área desloca-se para a região da Zambézia, tornando-se a Ilha apenas num entreposto asiático com o governador dependente de Goa, situação que se manterá até 1752, ano em que se cria a capitania-geral de Moçambique, separando-se definitivamente a adminis­tração da Ilha do governo da índia.
Em 1753, por decisão do Marquês de Pombal, a Ilha torna-se a capital de Moçambique colónia, vivendo do tráfico de escravos macuas até 1819. Durante o império chegavam ao Brasil, a esta cidade do Rio de Janeiro, vindos da Ilha, vinte navios por ano carregados de escravos. Também as ilhas Mascarenhas recém-plantadas de café pelos franceses adquiriam escravos que eram pagos com patacas de prata, sobretudo desde o fim do primeiro quartel do século XVIII e até 1794.
http://www.macua.org/coloquio/MUHIPITI_Rui_Casquilho.htm
FUENTE:* Rui Rasquilho é Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal em Brasília, onde também dirige o Instituto Camões. Historiador e poeta com vários títulos publicados, sendo Perfis do Silêncio o mais recente (Brasília: Thesaurus).

O Arquivo Nacional e a História Luso-Brasileira Moçambique

O Arquivo Nacional e a História Luso-Brasileira Moçambique
Ataques holandeses

Ordem régia enviada a d. Sancho de Faro, conde de Vimieiro, governador-geral do Brasil, determinando a mudança na rota do comércio de escravos, passando da Costa da Mina para a Ilha de São Lourenço, sul de Moçambique, por ser esta opção mais segura aos roubos e saques cometidos por holandeses naquela Costa.
fuente:Conjunto documental: Registro e índice de ordens régias existentes no Arquivo da Junta da Fazenda da Bahia sobre assuntos eclesiásticos, compras de madeiras, hospitais e casas de misericórdia, Casa da Moeda, oficiais e soldados, nomeações de médicos, naus e navios, obras pias.Notação: Códice 539, vol. 02Datas-limite: 1568-1771Título do fundo ou coleção: Relação da BahiaCódigo do fundo: 83Argumento de pesquisa: MoçambiqueData do documento: 24 de janeiro de 1719Local: LisboaFolha(s): 62v a 63v
http://www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=136&sid=30&tpl=printerview

Todas las aculturaciones en el Imperio Portugues

Encontarmos en este documento todas las aculturaciones,mestizajes,del imperio portugués y como mas importante las aculturaciones y mestizages de los portugueses en las indias orientales. Entendemos que llegaron a Brasil ya cristianizados descendientes de protugueses mestizados con mujeres Macaensas,Indonesas ,Malayas,Goensas,etc,como podemos ver en este documento y las anteriores pesquisas.
FUENTE: BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL-CATALOGAÇAO NA PUBLICAÇAO
cOSTA,jOAO pAULO oLIVEIRA E,1962,E OUTRO
a INTERCULTURALIDADE NA EXPANÇAO PORTUGUESA:SECULOS XV-XVIII
ISBN 978-989-BO00-31-6
I-LACERDA,Teresa

Esclavos de Madagascar enterrados en Brasil.

Mariza de Carvalho Soares
Nos assentamentos de bautismo por min levados,emntre 1718 e 1726 constan apenas dezenove de batismos da contra costa..............................O livro de Obitos e Testamentos da Freguesia da Candelaria (1724-1736)registra sepultamento de .................................un escravo da Ilha de Sao Lourenço(Madagascar),o que indica que o número de escravos dessas procedencias pode ser bem maior do que o identificado ate agora.(26)
http://www.historia.uff.br/labhoi/modules/rmdp1/uploads/May07qmlnCYtl_nacao.pdf
FUENTE: mARIZA DE cARVALHO sOARES-eSTUDOS aFRO-aSIATICOS,ANO26,N2,2004,PP303-330
71(pag18)
Exceção ao caso dos moçambiques que, no século XVIII, chegam à cidade do Rio de Janeiro apenas quando aí aportam eventualmente naus da rota da Índia. Em torno do ano de 1720 devem ter aí aportado uma ou mais delas. Este é o único período em que há registro da chegada de escravos vindos da contra- costa na cidade até o ano de 1760. Além dos moçambiques há ainda menção a alguns escravos da Ilha de São Lourenço (antigo nome da Ilha de Madagascar). Sobre esses números ver Mariza de Carvalho Soares. Devotos da cor...p. 113. 11.
http://lasa.international.pitt.edu/Lasa2001/SoaresMarizaDeCarvalho.pdf

O Homem Que Sabia Javanês (Lima Barreto)

nota del pesquisador:Fue cierta esta historia?
Não contava com essa pergunta, mas imediatamente arquitetei uma mentira. Contei-lhe que meu pai era javanês. Tripulante de um navio mercante, viera ter à Bahia, estabelecera-se nas proximidades de Canavieiras como pescador, casara, prosperara e fora com ele que aprendi javanês.
- E ele acreditou? E o físico? perguntou meu amigo, que até então me ouvira calado.
- Não sou, objetei, lá muito diferente de um javanês. Estes meus cabelos corridos, duros e grossos e a minha pele basané podem dar-me muito bem o aspecto de um mestiço de malaio…Tu sabes bem que, entre nós, há de tudo: índios, malaios, taitianos, malgaches, guanches, até godos. É uma comparsaria de raças e tipos de fazer inveja ao mundo inteiro.

A transição da mão-de-obra escrava para a livre no perímetro urbano de Maceió (1850 – 1898)

“Na impossibilidade de os fazer retornar às terras de origem, criou o Governo Brasileiro uma legislação regulando a espécie (1834-35). Os negros poderiam ser aproveitados em serviços públicos ou até mesmo serem contratados por particulares, (tendo sua emancipação depois de 14 anos de serviços prestados ao governo)” (DUARTE, 1981, p.76). Uma outra figura começara a surgir na paisagem maceioense, os “negros de Nação” que foram compondo aos poucos a massa de trabalhadores livres que formaram a estrutura da cidade. Outro empecilho verificado contra a eficácia do governo da Província foi o surto da cólera. A epidemia, que teve seu auge no governo de Sá e Albuquerque, encontrou um território sem infra-estrutura para enfrentá-la. Assuntos como o tráfico de negros, passariam ao comando de instituições externas, como por exemplo, o Vice-Consulado Britânico (cf. DUARTE, 1981, p.10). Pesquisando os documentos existentes no acervo do Arquivo Judiciário de Alagoas, acabamos encontrando um documento bastante ilustrativo. É superiormente interessante por se tratar de uma petição que envolve a ação de um curador em um episódio envolvendo o caso de tráfico com um escravo. Passo a narrar: o autor do documento é “João, preto africano”, e é datado de 9 de abril de 1885. João tinha 40 anos e sua matrícula é de agosto de 1872. Na petição existe a alegação de que João fora trazido para o Brasil depois de promulgada a lei de 7 de novembro de 1831 que acabava com o tráfico de escravos. “..., tendo sido importado para o Brazil depois de promulgada e em seu inteiro vigor a lei de 7 de novembro de 1831, que extinguiu o tráfico de escravos da Costa d’África, ...”
FUENTE:(ACERVO HISTÓRICO DO ARQUIVO JUDICIÁRIO/AL, AHAJ, 1885, Cx. 003, Doc. 06).
http://monografias.brasilescola.com/historia/a-transicao-maodeobra-escrava-para-livre-no-perimetro-.htm

viernes, 28 de noviembre de 2008

Pará no 1662-Soldados abandonados por los Holandeses

No Pará, onde todos os caminhos são por água, não há uma canoa de aluguel. Para um homem ter o pão da terra há de ter roça, e para comer carne há de ter caçador, e para comer peixe pescador e para vestir roupa lavada lavadeira, e para ir à missa ou qualquer parte canoas e remeiros: os moradores de tal cabedal têm a mais de tudo isto costureiras, fiandeiras, rendeiras, teares e outros instrumentos e ofícios de mais fábrica, com que cada família vem a ser uma república.Os povoadores primeiros foram gente pobre: soldados idos de Pernambuco, mal pagos a ponto de raros poderem calçar sapatos e meias; ilhéus nobres, mas gente necessitada, impelida à emigração pela procura de meios não existentes no arquipélago; soldados rotos e despedidos tomados na guerra e abandonados nas costas pelos holandeses; finalmente degradados.pag67.
http://www.cchla.ufpb.br/pergaminho/1907_capitulos_-_capistrano.pdf.
fuente:Ministerio da Cultura,Fundaçao Biblioteca Nacional,Departamento Nacional do Livro,Capitulos de Historia Colonial-Capistrano de Abreu

Arqueología Brasil-Tesoros por descubrir


A história de Mazagão, que hoje se chama El Jadida, começou em 1513, quando foi fundada por portugueses na costa do Marrocos como entreposto comercial. Também servia como apoio para as grandes navegações do país. Tal situação durou até a segunda metade do século 18, quando a coroa avaliou que a luta contra os mouros estava muito onerosa. Em 1770, o Marquês de Pombal, o grande estratega da corte de D. José, resolveu que toda a cidade seria transferida para a Amazónia. Segundo Albuquerque, esse plano era «um projecto de Estado», que visava garantir a soberania do território nacional (o Brasil). Depois de escolhido o local, teve início a construção da Nova Mazagão, planeada pelo arquitecto italiano Domingo Sambucetti. «Vieram para cá 340 famílias, algumas com seus escravos», revela. «Elas chegaram a Belém em 1770 e foram para Mazagão em 1773», disse ainda. Estrategicamente, a povoação tinha como objectivo de dar apoio militar à vila de Macapá, onde fora a Fortaleza São José de Macapá. Tratava-se, portanto, de uma estratégia paramilitar. Em 1783, no entanto, a população da vila foi vítima de uma grande epidemia e, por causa disso, nesse mesmo ano, conseguiu a liberação da rainha Maria I para abandonar o local e ir onde quisesse.

OS PORTUGUESES E OS REINOS ASIÁTICOS

Podemos dizer que a política da Coroa portuguesa relativa aos homens, seus súditos, que partiram para a Ásia, era dividida em duas categorias: a dos casados, os "uomini maritati", que Fedrici citou ao passar por Ormuz, e a dos soldados. Segundo Charles Boxer, os homens embarcados iam como missionários sob o patrocínio do padroado, enquanto a grande maioria dos leigos ia como soldados. Os fidalgos e soldados que se casavam nas Índias com mulheres da terra, então convertidas, passavam a ser denominados casados, eram geralmente autorizados a deixar o serviço real e se fixavam como comerciantes. Os restantes eram chamados "soldados" e estavam sujeitos a "prestar o serviço militar até morrerem, casarem, desertarem ou ficarem incapacitados por feridas ou doenças"37. Os casados, mesmo não sendo mais homens de armas, eram convocados para defender os enclaves portugueses em momentos de conflito. Usufruíam, no entanto, de alguns privilégios na realização dos negócios. O próprio Fedrici conta que dos casados de Cochim não eram cobrados direitos sobre as duas principais mercadorias comercializadas na cidade: a seda da China e o açúcar do reino de Bengala. Quanto às outras mercadorias, pagavam 4%, enquanto os portugueses não casados ou os estrangeiros pagavam 8%. Além da discriminação que beneficiava os casados, a legislação filipina viria proibir a presença de estrangeiros no Estado da Índia.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882002000200004

Isla de Timor

La «Descripción de la Isla de Timor» de João Marinho de Moura
Luís F. R. Thomaz

Se trata de la transcripción comentada de un pequeño manuscrito que se encuentra en la Biblioteca Nacional de Río de Janeiro, redactado por el coronel João Marinho de Moura, antiguo gobernador de Timor, fechado en Lisboa en Diciembre de 1795. Este documento figura entre otros concernientes a Timor, llevados allí cuando D. João VI transfirió a Río de Janeiro la capital del Imperio. El texto refleja la preocupación que reinaba en Portugal a consecuencia de la Revolución Francesa.
En el caso de Timor era de temer que Holanda, que ya ocupaba la parte occidental de la isla desde la batalla de Penfui en 1749, se aprovechase de la confusión europea para anexar la parte oriental de Timor. Al final, los temores no se confirmaron y, en tiempos de relativa paz, con la conducción del gobernador José Pinto de Alcoforado se desarrolló el cultivo de la caña de azúcar y del café.
Un nuevo vínculo en ésta área, al ligar a Timor a la historia de Brasil, fue la importación, en el siglo XVII, de los cultivos que son hoy en día todavía la base de la alimentación timorense: el maíz, la batata y la mandioca.
http://www.instituto-camoes.pt/revista/revista14es.htm

Panorama Linguísticop de Timor

GARBADO: Topasses or Mardika at Batavia 1736.
http://www.heatons-of-tisbury.co.uk/nonukasia.htm

Panorama Lingüístico de Timor. Identidad Regional, Nacional y Personal
Maria José Albarran de Carvalho
Comenzando por mencionar las 18 lenguas nacionales de Timor Oriental, el artículo destaca, el hecho de que, entre todas ellas, el Tétum funciona como lengua vehicular: El Malayo, que había sido lengua franca en el siglo XV, resurgió después de 1976, impuesto por la invasión indonesia. Pero en la totalidad del territorio, el Tétum servía de lengua de comunicación inter-regional, junto con la lengua de la religión y del colonizador, además del Hakka y cantonés, hablados en los medios mestizos chino-timorenses, sobre todo ligados al comercio. «El portugués ha sido hablado por una minoría de asimilados, como lengua de la escuela, de la administración, impuesta en la fase de la colonización, pero, sobre todo por los cristianos como lengua de la religión. Es reconocido el papel significativo del Portugués en la génesis de la identidad cultural y personal de los timorenses por tratarse de una lengua hablada por un 11% de la población y sobre todo fue la lengua de la resistencia, la lengua de la celebración del culto hasta 1980 y, gracias también a la Iglesia, la lengua de toda la escolaridad hasta 1912. El Portugués es también la lengua de los nombres propios del 98% de los timorenses y 70% de los apellidos.
La autora se refiere a los topazes, designación que en lengua hindi, significa bilingüe , también conocidos por casados, por ser resultado de la política de mestizar iniciada por Albuquerque, en Goa, trasladada para Malaca, donde proliferan estos euro-asiáticos que en sus comunidades absorbieron chinos, esclavos de diferentes orígenes y tuvieron una gran importancia en la génesis timorense.
http://www.instituto-camoes.pt/revista/revista14es.htm

Entre Pernambuco y Molucas


Recorte libro:O Panorama Escrito por Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis (Portugal),
Nota de Sergio Vieira:
(Mouros) parecem trabalhadores (ou escravos) árabes, muçulmanos, que foram contratados para cuidar destes cavalos. Cabe também esclarecer que até cerca de 1660 o Portugal levou para o Brasil escavos mouros do noroeste da África para o Brasil. Algumas tradições da Capoeira remontam este período: uniforme branco, frases nas canções (Allah Lauê, etc.)

ARTICULO:

Reael y Van der Hagen han previsto, la lucha para obtener control completo de los cultivos de especias de Moluccan se extendió por muchos años y probó ser extremadamente costosa en hombres y en dinero. Llegó a su fin solo en 1684 cuando Malacca, Macassar y Bantam habían caído en manos de la Compañía, y los buques indonesios y el comercio en las Islas Spice habían sido virtualmente aniquilados, con consecuencias alarmantes para la economía y las condiciones de vida de sus habitantes. En los años de 1602 toda la población indígena del grupo de islas Banda fue exterminada o deportada a otras islas para servir como esclavos o soldados. Como resultado de la masacre de los 160 holandeses, incluyendo varias mujeres y niños, en Ceram occidental en el año de 1651, una serie de campañas punitivas fue llevada a cabo por los holandeses, culminando en la transferencia forzosa de unas 12,000 almas de sus ciudades originales, y su restablecimiento en Amboina y Manipa. El monopolio de especies fue reforzado en las Moluccas por los llamados hongi-tochen, que redujeron todas las plantaciones de clavo no autorizadas. Es indiscutible cómo benefició comercialmente este monopolio de especias a la Compañía una vez que realmente lo habían logrado. Si tenían grandes beneficios en la venta de algunas especias en algunos lugares algunas veces, había otras ocasiones en las cuales tuvieron poco o ninguno–aparte del hecho que el costo para reforzar el monopolio de las flotas, fuertes y guarniciones pueden haber devorado todas las utilidades desde el punto de vista a largo plazo. Esto es algo que no se puede cerciorar debido a los complicados métodos de contabilidad de la Compañía, que evitó que los Heeren XVII calculen exactamente sus gastos reales por el tiempo que duró la Compañía, pero es por lo menos una suposición plausible.
Las relaciones de las autoridades extranjeras de la Compañía de India Occidental con sus superiores en los Países Bajos eran bastante diferentes de aquellas que prevalecen en la corporación hermana, particularmente después de la revocación del Conde John Maurice y el estallido de la rebelión de Pernambuco en 1644-5. John Maurice era en cierto sentido una ley virtual hacia sí mismo, pero sus sucesores en Brasil y en algún otro lugar estaban mucho más bajo el control de los Heeren XIX que él había tenido en virtud de su espléndido nacimiento e influencia con la corte de los Estatúder.
http://www.esup.edu.pe/Politica_Estrategia/Mar%20Liberum%20and%20Mar%20Clausum_6.doc.

OS PORTUGUESES E A ÁSIA MARÍTIMA, C. 1500 - C. 1640

Continua a ser certo que, pelo menos até 1616, altura em que passa a ser utilizada a nova rota do Sul que une directamente a Indonésia ao Cabo da Boa Esperança, eram regulares os percursos que se faziam ao largo da costa indiana, tocavam ocasionalmente Ceilão e se dirigiam para o Arquipélago, estando por detrás de tudo isto os interesses pelo comércio dos algodões, aos quais o mercado das especiarias, menos monetarizado que o indiano, é mais receptivo que em relação à prata ou ao ouro (para a Europa, o Coromandel holandês pouco mais exporta que índigo).
Contudo, estes acessos pioneiros ao Coromandel, tal como a toda a região a Oeste de Malaca (nota para a sucessão de feitorias do Guzerate, que se inicia em Surrate na peugada dos ingleses, continua em Broach/Bharuch, Baroda, Cambaia e Ahmedabad/Ahmadábád e se estende ao interior, a Burhanpur e Agra), são percebidos como complementares e encontram-se subordinados aos interesses da Companhia na Indonésia e nos Mares da China, sobretudo desde que acontece a fundação de Batávia. Dão-se recuos, como com o enceramento da feitoria de Petapuli, em 1616, se bem que esta seja substituída por outra, em Tirupapaliyur. E tal como não se aceita ainda dar cobertura (até 1638-1639) às iniciativas militares entretanto desencadeadas por alguns holandeses em Ceilão, nem no Coromandel nem no Malabar é por enquanto perspectivada a intenção de remover pela força a presença portuguesa[97].
http://www.ub.es/geocrit/sn/sn-152.htm

Citas sobre Capoeiras

Conjunto documental: Relação de presos feitos na PolíciaNotação: códice 403, vol. 01Data-limite: 1812-1816Título do fundo: Polícia da CorteCódigo do fundo: ØEArgumento de pesquisa: Ementa: registro da prisão dos escravos, Felipe Lebolo, Manoel Benguela, José Benguela, Serafim Congo e Augusto Angola, todos por praticarem a capoeira, fazendo tal desordem que quebraram a perna de um negro que teve seu nome ignorado. Data do documento: 5 de junho de 1811Local: Rio de JaneiroFolha(s): 8
Conjunto documental: Registro de ofícios da Polícia ao comandante da Real e depois Imperial Guarda da PolíciaNotação: códice 327, vol. 01Data-limite: 1811-1815Título do fundo: Polícia da CorteCódigo do fundo: ØEArgumento de pesquisa: quilombosEmenta: registro feito por Paulo Fernandes Vianna, intendente de polícia, para o coronel José Maria Rebello de Andrade Vasconcelos e Souza, primeiro comandante da guarda real de polícia da corte, informando o reaparecimento dos negros capoeiras na cidade, trazendo desordens para diversos lugares. O intendente pede que o rei mantenha escoltas, principalmente nos dias santos, para que sejam presos todos que forem encontrados não só jogando mas também envolvidos em desordens.Data do documento: 6 de abril de 1816Local: Rio de JaneiroFolha(s): 67
Conjunto documental: Registro de ofícios da Polícia ao comandante da Real e depois Imperial Guarda da PolíciaNotação: códice 327, vol. 01Data-limite: 1811-1815Título do fundo: Polícia da CorteCódigo do fundo: ØEArgumento de pesquisa: quilombosEmenta: ofício de Paulo Fernandes Vianna, intendente de polícia, para o brigadeiro José Maria Rebello de Andrade Vasconcelos e Souza, primeiro comandante da guarda real de polícia da corte, informando que no adro do palácio episcopal, costumava durante a noite juntarem-se negros fugidios e marinheiros para fazerem desordens, permanecendo ali até o amanhecer. O intendente pede que sejam mandados oficiais para este local á noite e que prendam todos que forem encontrados neste local.Data do documento: s.dLocal: Rio de JaneiroFolha(s): 83
http://www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from%5Finfo%5Findex=6&infoid=777&query=simple&search%5Fby%5Fauthorname=all&search%5Fby%5Ffield=tax&search%5Fby%5Fheadline=false&search%5Fby%5Fkeywords=any&search%5Fby%5Fpriority=all&search%5Fby%5Fsection=all&search%5Fby%5Fstate=all&search%5Ftext%5Foptions=all&sid=64&text=capoeira

O periodo joanino-Rio de Janeiro



NOTA DEL PESQUISADOR: Cuando hablamos de esclavos Mozambiques ,tenemos que observar que los esclavos de Mascarenas y Madagascar así eran catalogados. Los practicantes de Moringue Reunionés también usan cintas coloridas (Ribbon)

RECORTE LIBRO:(PAG 36,37) The hidden history of capoeira Escrito por Maya Talmon-Chvaicer. http://books.google.com/books?id=47bVbCRcEJ4C&hl=es


O periodo joanino-Rio de Janeiro

[8] A maior parte dos delitos cometidos por escravos, sobretudo durante o período joanino, podia, de acordo com Leila Algranti (O Feitor Ausente. Estudos sobre a escravidão urbana no Rio de Janeiro - 1808-1822. Petrópolis: Vozes, 1988.), se dividir em quatro grandes categorias, a saber: crimes contra a propriedade, crimes de violência, crimes contra a ordem pública, e fugas, motivados, em geral, por duas razões principais: a mais imediata suprir as próprias necessidades básicas e materiais (alimentação e roupas) e, de forma geral, contestar o regime escravista e se vingar dos maus tratos recebidos dos senhores. A maior parte dos crimes no período joanino eram cometidos por escravos de ganho, que tinham dificuldades para pagar as diárias a seus proprietários e se manter, mas outros cativos, forros e brancos pobres eram responsáveis pela criminalidade, que tanto assustava a "boa sociedade" do Rio de Janeiro. Dentre os crimes executados por escravos, os considerados mais graves eram as fugas e os crimes contra a ordem pública, como capoeiragem, porte de armas, vadiagem, insultos a autoridades, jogos de azar (entre eles o jogo de casquinha), desrespeito ao toque de recolher, brigas, bebedeiras, agressões físicas e pequenas desordens, os dois primeiros sendo considerados os mais graves. A capoeira aterrorizava a população livre porque não era somente uma dança, mas uma luta, uma forma de defesa e ataque, e os escravos não precisavam estar praticando-a para serem presos - bastava que usassem algum adorno típico (fitas coloridas), assobiassem músicas, carregassem algum instrumento para serem levados pela Polícia.
http://www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=846&query=simple&search%5Fby%5Fauthorname=all&search%5Fby%5Ffield=tax&search%5Fby%5Fheadline=false&search%5Fby%5Fkeywords=any&search%5Fby%5Fpriority=all&search%5Fby%5Fsection=all&search%5Fby%5Fstate=all&search%5Ftext%5Foptions=all&sid=103&text=capoeira
Desembarques no Brasil: http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/povoamento/index.html

capoeiragem

dibujo:sin fuente.
Poucos documentos serão mais reveladores dos complexos quadros sociais e da vida cotidiana das pessoas de todos os escalões sociais do que aqueles gerados pela polícia da Corte, instituição criada por despacho de dom João para comemoração de seu natalício, em 13 de maio de 1809. O registro da correspondência da polícia (códice 323, v. 1-4, 1809-1820), o registro de ofícios da polícia ao comandante da real e depois imperial guarda da polícia (códice 327, v. 1, 1815-1831), o registro de ordens e ofícios da polícia aos ministros criminais dos bairros e comarcas da corte (códice 329, v. 1-5, 1811-1824) e as relações de presos feitos na polícia (códice 403) guardam verdadeiros diamantes sobre o cotidiano da Corte, as festas, a vida em torno do teatro, as celebrações religiosas, a presença dos negros e a miríade de pequenos e graves delitos cometidos nas ruas, desde brigas, embriaguês, jogos de casquinha, capoeiragem, prática muito mal vista pelos governantes fluminenses.
http://www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=727&query=simple&search%5Fby%5Fauthorname=all&search%5Fby%5Ffield=tax&search%5Fby%5Fheadline=false&search%5Fby%5Fkeywords=any&search%5Fby%5Fpriority=all&search%5Fby%5Fsection=all&search%5Fby%5Fstate=all&search%5Ftext%5Foptions=all&sid=94&text=capoeira
Vários documentos relatam ferimentos graves imputados a cidadãos, mas há também relatos de abusos cometidos pelos próprios policiais, como no ofício de Paulo Fernandes Viana ao comandante da Guarda Real José Maria de Andrade Vasconcelos e Souza, no qual soldados, ao realizarem uma prisão, teriam espancado João Justino e o levado sem roupas ao quartel do campo (códice 323, v. 2, f. 9 a 10).Outras formas de transgressões eram relatadas: homicídios, como o caso da morte de um negro cujo corpo já decrépito fora encontrado nos fundos de uma chácara do Engenho Velho (códice 329, v. 3); vadiagem, como o curioso registro de prisão contra o espanhol José Consuelo, que achava-se na rua “fazendo-se suspeitoso” por estar vestido de mulher (códice 401). Eram igualmente da alçada da Polícia ações envolvendo escravos (fugas, revoltas, alforrias e a prática da capoeira), a mendicância, a embriaguez, os jogos e os movimentos políticos. Ou seja, praticamente tudo que envolvesse a ordenação e o funcionamento da sociedade carioca oitocentista, era de responsabilidade da Polícia da Corte.
http://www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=209&query=simple&search%5Fby%5Fauthorname=all&search%5Fby%5Ffield=tax&search%5Fby%5Fheadline=false&search%5Fby%5Fkeywords=any&search%5Fby%5Fpriority=all&search%5Fby%5Fsection=all&search%5Fby%5Fstate=all&search%5Ftext%5Foptions=all&sid=90&text=capoeira

Comercio entre Brasil y China

recorte libro:Bosquejo das possissões portuguezas no Oriente: ou, Resumo de algumas ... Escrito por Joaquim Pedro Celestino Soares
http://books.google.com/books?id=B33UAAAAMAAJ&printsec=titlepage&hl=es&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=&f=false

Conjunto documental: Cartas régias, provisões, alvarás e avisosNotação: Códice 952, vol. 32Datas-limite: 1744-1745 Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do BrasilCódigo do fundo: 86Argumento de pesquisa: ChinaEmenta: Alvará emitido por d. João, ao capitão-general da capitania do Rio de Janeiro, ordenando à Companhia da China, sediada no Rio de Janeiro, que os navios que traziam seda da China passassem também pelo porto de Macau para ali comerciar.Data do documento: 10 de março de 1745Local: LisboaFolha (s): 114
Conjunto documental: Correspondência original do governador do Pará com a CorteNotação: Códice 99, vol. 4Datas-limite: 1783-1783Título do fundo ou coleção: Negócios de PortugalCódigo do fundo: 59Argumento de pesquisa: MacauEmenta: Alvará de sua majestade d. Maria I à Junta da Fazenda do Estado do Pará, ao ouvidor-geral do Pará e ao juiz de alfândega do Pará, concedendo benefícios de baldeação dos gêneros e fazendas embarcados em navios portugueses, vindos da Índia, Macau ou Goa, ou mesmo indo em direção de Lisboa, nos portos daquela cidade, das Ilhas e do Brasil.Data do documento: 26 de maio de 1783Local: ParáFolha (s): 36
http://www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=4&sid=5

Llegaron Malayos con los Chinos?

1812: A história da imigração chinesa para o país remonta ao ano de 1812 quando, por sugestão do Conde de Linhares, D. João VI autorizou a entrada de 2.000 chineses. Vieram apenas 400 e foram destinados às plantações experimentais de chá do Jardim Botânico e da Fazenda Imperial de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, ambas sob controle do Governo. Trouxeram com eles a sua medicina tradicional chinesa. Calcula–se que vivam hoje no Brasil cerca de 190 mil chineses e descendentes, 120 mil dos quais no Estado de São Paulo.
http://paginas.terra.com.br/saude/jornalnatural/megahistoria.htm

jueves, 27 de noviembre de 2008

1845-1852-El Hundimiento de 105 navios negreros en las costas de Brasil

A importação do trabalhador livre se desenvolve de forma acelerada, espalhando colônias na capital e em inúmeras regiões do interior de São Paulo, totalizando a entrada no país de 60.000 colonos europeus. Era sangue novo na terra, gente resoluta, que iniciava povoações e que ajudavam a criar a grandeza do Estado de São Paulo.
Em 7 de novembro de 1831 é promulgada a Lei que suspende o tráfico de escravos no Brasil, uma lei que tentava salvar as aparências e que foi ridicularizada por todos, pois não refletia a vontade nacional. Nos 15 anos que se seguiram, entraram no Brasil 300 mil escravos
contrabandeados.
As pressões inglesas para acabar com o tráfico negreiro a partir do fim do século XVIII
se intensificaram ano a ano. Os ingleses começaram a se importar com o conceito de igualdade
após 1750. Isso porque, para ampliar o mercado consumidor de seus produtos manufaturados,
era necessário multiplicar também o número de trabalhadores. A Inglaterra queria o fim do tráfico, devido à concorrência do açúcar brasileiro com o produzido nas Antilhas. As pressões da Inglaterra para que pusesse fim ao tráfico chocaram-se contra os interesses dos escravistas. Estes, fazendeiros ou traficantes, argumentando que a influência da Inglaterra lesava a soberania nacional, conseguiu propagar um forte sentimento antibritânico, que se difundiu pelas camadas populares. Mas o tráfico continuou, e a Inglaterra não desistiu. Sentindo-se prejudicado por
medidas protecionistas tomadas pelo Governo imperial, promulgou em 1845, o Bill Aberdeen.
Essa lei equiparava o tráfico negreiro à pirataria, dando a marinha o direito de apresentar os navios negreiros que encontrasse. Os ingleses invadiram portos brasileiros, afundaram navios, incendiaram tumbeiros em alto-mar, mataram marinheiros portugueses e jogavam os negros às águas.
Os ingleses foram condenados por essas atribulações, mas estavam amparadas por um
documento assinado em 1810. A finalidade do documento era em acabar com o tráfico e abrir o
campo para a repressão inglesa. Os acontecimentos políticos obrigam a corte a voltar para Lisboa em 11821 e em 1822 o Brasil proclama sua independente. Em 1826, para reconhecer a independência, exigiu que o tráfico cessasse até 1830. Como esta medida não foi adotada, passou a pressionar o governo. Por isso, em 07 de Novembro de 1831, foi promulgado a primeira lei proibindo o tráfico negreiro. Essa lei tornava livres todos os negros vindo da África, e ilegal o comércio de escravos. Mas não só não comprida como o tráfico aumentou. Por isso, em Agosto de 1845, o parlamento inglês aprovou numa lei (Bill Aberdeen), que declarava ilegal o tráfico de escravos africanos e determinava que seus infratores fossem julgados pelos tribunais da marinha inglesa. Isso quer dizer que, de 1845 a 1852, os ingleses capturaram e afundaram 105 navios nas costas brasileiras.
A Inglaterra estava gastando muito com as esquadras que perseguiam os traficantes. Na
verdade todo o sentimento humanitário dos ingleses em favor da abolição pesava bem pouco.
Em 1826, criou-se uma barreira de intolerância aos ingleses. Brasil criou uma barreira de medo e ódio, porque, havendo o fim do tráfico, os ingleses dominariam o Brasil, como dominaram Portugal. Mas, os ingleses sofriam com a oposição interna dos poderosos industriais exportadores do norte, além de perderem com a baixa nas exportações. Dessa maneira, a Inglaterra vai obrigar o Brasil a tornar o único caminho capaz de enfrentar o seu imperialismo, quando decide que o tráfico não pode continuar. A luta inglesa pelo fim do tráfico vai levar o Estado brasileiro à modernização. Em 1850, a lei Eusébio de Queirós proibiu o tráfico de escravos. Como houvesse muito contrabando de escravos, em 1854 a lei Nabuco de Araújo criou uma fiscalização mais severa e estabeleceu pesadas penas aos traficantes. O fim do tráfico vai levar o Império, as fazer as pazes com a Inglaterra, onde surgirão relações com o capitalismo inglês, que permitirá uma modernização do país, aumentando o grau de dependência ao seu imperialismo. Em 1850, a Lei Eusébio proibiu o tráfico negreiro. Com o preço dos escravos subindo, os produtores foram obrigados a encontrar alternativas mais baratas. A eliminação do tráfico não modificou a estrutura da escravidão, mudou apenas a forma de abastecimento, dando incentivo ao comércio interno. É dessa maneira que se afirma que o tráfico acabou, mas a escravidão continua.
http://www.bibliotecavirtual.sp.gov.br/docs/pesq_escravidao.pdf.
UBTERFÚGIOS E NOVOS PADRÕES DE ORGANIZAÇÃO NO TRÁFICO
ILEGAL DE ESCRAVOS: O CASO DO BRIGUE ASSEICEIRA

Para dar continuidade ao comércio atlântico de escravos para o Brasil após sua proibição, em 1830, será empregada uma série de estratégias e subterfúgios com a finalidade de fugir das
dificuldades colocadas no caminho daqueles que queriam dar prosseguimento a este
“infame comércio”. De acordo com Herbert Klein,“Em muitos aspectos, o comércio pré-1830 seguiu os moldes do comércio do século XVIII no que toca ao armamento, transporte de escravos e organizaçãocomercial. Mas a era pós-1830 iria registrar novos desenvolvimentos em todos os
aspectos do comércio, da compra inicial dos escravos na costa africana ao financiamento das viagens, e à venda final dos escravos. Todas estas novas estratégias foram concebidas para contornar a intervenção militar directa dos Britânicos e / ou a necessidade de subornar funcionários americanos para poderemdesembarcar os escravos nas Américas.”

Entre as mudanças operadas no comércio escravista em função de sua passagem para
a esfera da ilegalidade temos: aumento da importância de se ter representantes permanentes
na Costa da África, a partir da necessidade de redução do tempo em que uma embarcação aí
deveria permanecer até completar a sua carga; no lugar dos navios negreiros, recorreu-se
cada vez mais aos navios de carga, utilizados no transporte direto de mercadorias da
América, Europa e Ásia para a África, onde seriam trocadas por escravos; desenvolvimento
de novas formas de financiamento do negócio, com a formação de sociedades ou empresas
interessadas em custear as despesas de muitos navios e expedições com certo grau de
estabilidade, dispersando os riscos e reunindo o capital necessário para a manutenção de uma
presença constante em África; dispersão dos embarques na costa centro-ocidental africana e
a conseqüente emergência de novas opções de abastecimento. Todas essas mudanças foram
de suma importância para o prolongamento do tráfico atlântico por mais algumas décadas.
http://www.labhstc.ufsc.br/poa2005/05.pdf.

Ilha Grande-Pirataria e Tráfico de escravos

A história registra um grande número de corsários ingleses que surgiram em nossa costa, ora traficando escravos e contrabandeando pau-brasil , ora abordando navios e saqueando cidades . No Sul, seus lugares preferidos para a espreita eram as ilhas: da Marambaia, dos Porcos , Grande , São Sebastião, Santa Catarina, onde passavam as frotas espanholas e lusitanas que iam e vinham do Prata carregando riquezas, durante os anos de 1585 a 1605.Os holandeses também marcaram presença na Ilha Grande, no início do século XVII. Registraram-se alguns conflitos entre holandeses e mestiços índios-portugueses que habitavam a Ilha. Os holandeses deixaram herança genética na ilha, o que pode ser observada pela presença de nativos com alguns traços índios, olhos azuis e cabelos loiros. Com a invasão holandesa no norte do Brasil, a freqüência daqueles navios tornou-se rara na baía da Ilha Grande.Depois dos holandeses que tiveram passagem curta pela Ilha Grande, vieram os franceses, no início do século XVIII e por 17 anos (1701 - 1718) . Um dos pontos de interesse dos corsários franceses pela Ilha Grande, residia no fato da ilha ser vizinha à Paraty, porto marítimo de escoamento do ouro extraído das minas gerais; a inexistência de fortificações e de tropas; abundância de lenha e água, além do que, preferiam a Ilha Grande para se refrescarem, pois a geografia dela apresentava, ante qualquer surpresa,uma melhor possibilidade de fuga. Existem registros de que vários navios carregados de mercadoria de origem francesa, principalmente de tecidos, descarregaram na Ilha Grande, precisamente nas enseadas das Palmas, Abraão e Sítio Forte.
http://www.ilhagrande.com.br/pages/br_historia_03.html

1726
A Ilha Grande deixa de ser paulista para ser agregada ao Rio de Janeiro, pela insistência de Luiz Vahia Monteiro, que alegava não ter condições de exterminar o contrabando e pirataria enquanto a Ilha Grande não estivesse sob sua jurisdição.
1772
O café perdurou entre 1772 e 1890, chegando, inclusive, a ser exportado para a Europa. Para se ter uma idéia da dimensão dessas atividades na Ilha Grande, apenas uma fazenda, a de Sant'Anna, tinha mais de cinco mil escravos trabalhando nas culturas do café e do açúcar. Com o término de escravos, na segunda metade do século XIX, a cultura do café tornou-se inviável, sendo abandonada. No mesmo período, ocorreu o fim da "Invencível Armada" Lusitana. Desse fato resultou a intensificação do contrabando do Pau-Brasil e muitos outros tipos de contrabando.
1803
O povoado consegue obter identidade jurídica, elevando-se à categoria de Freguesia, de Santana da Ilha Grande de Fora. Tornou-se um famoso entreposto do tráfico ilegal de escravos até a abolição da escravatura em 1888.A Ilha tambem foi elevada à condição de Paróquia, com a construção de capela nas marinhas da Fazenda de Santana, propriedade de Major Bento José da Costa. A construção atual foi terminada em 1843, depois da demolição da primeira igrejinha.
1863
O Imperador Dom Pedro II fez sua primeira visita à Angra dos Reis. Em seu Diário de Viagem, que se encontra no Museu Imperial de Petrópolis, registrou com desenhos e textos a sua passagem pela Ilha Grande, não escondendo o seu encantamento pela singular beleza da Ilha.
1884
O Imperador Dom Pedro II resolveu adquirir a Fazenda do Holandês (hoje, Vila do Abraão) e a de Dois Rios. A propriedade da fazenda do Holandês estava compreendida entre a praia Preta até a atual ponte de atracação do Abraão. A propriedade da Fazenda de Dois Rios, estendia-se desde o Canto da praia de Santo Antônio, próximo a Lopes Mendes até o lugar denominado Mar Virado, perto da Parnaioca.
1886
Na Fazenda do Holandês foi construído o primeiro leprosário do país, batizado de Lazareto, que serviu de centro de triagem e quarentena para os passageiros enfermos que chegavam ao Brasil , mais especificamente nos casos de cólera, chegando a atender mais de quatro mil embarcações durante seus 28 anos de funcionamento.Parada obrigatória de navios negrei­ros, que ali deixam os escravos doentes. Também brancos com diferentes doenças contagiosas são mandados para o local. O imperador Dom Pedro II teve três passagens pelo Lazareto: Em abril de 1886, em agosto de 1889 e, logo em seguida na condição de prisioneiro onde aguardou o transporte que o levaria para o exílio.
1891
Somente depois de proclamada a República, em 1891, é que foram criados dois primeiros distritos: Abraão e Sítio Forte. Durante o governo do marechal Floriano Pei­xoto, o presídio de Fernando de Noronha é transferido para o então desativado Lazareto. Considerada uma cadeia de presos políticos, para lá são enviados oficiais que participaram da Revolta da Marinha.
http://www.ilhagrande.org/Historia-Ilha-Grande/linha-do-tempo.html

Do cativeiro ao mar: escravos na Marinha de Guerra1

Álvaro Pereira do Nascimento
Para se ter uma idéia dessa pressão, no Relatório do Ministro da Marinha (1888 "Annexos") nota-se que, de 1840 a 1888, foram recrutados à força 6.271 homens para o Corpo de Imperiais Marinheiros, e recebidos somente 460 voluntários. Essa diferença com certeza asseverava o dito por vários ministros da Marinha ao longo do século XIX e início do XX, isto é, a falta de voluntários levava ao imediatismo do recrutamento forçado (Nascimento 1997: cap. 2). Entre as autoridades civis, os chefes de polícia eram o braço direito do ministro da Justiça e dos presidentes de província para assuntos de alistamento, e precisavam pôr seus delegados e subdelegados na rua para alcançar a quantidade de alistados destinada à cada província. Nesse sentido, todo homem pego pela malha como recruta, suspeito de deserção, vadio, arruaceiro, gatuno, capoeira ou órfão poderia ser enviado para a Marinha ou para o Exército. Se até um homem negro com sinais de castigo podia ser capturado e enviado para as Forças Armadas, o que dizer daqueles sem marcas?
.........Mando apresentar [...] o moleque livre Martinho de Tal, solteiro, de 16 anos, capoeira, ex-sineiro da igreja de Santa Anna, e que pretende passar por peruano quando até mal sabe uma ou outra palavra de espanhol e aqui na Corte é muito conhecido, infelizmente, sempre vadio.11
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-546X2000000200005

Depois de vinte anos passados do fim do trafico atlântico – legal – de negros, a capoeira
deixara de ser exclusividade destes. Brancos europeus, portugueses e mestiços livres a
praticavam (BRETAS, 1989:58).
“O início dos anos 60 foi em particular um período crítico de
transição da capoeira como um fenômeno marcadamente escravo e negro para uma capoeira
mesclada de participação até de imigrantes” (SOARES, 1994: 103). Durante a segunda metade
do século XIX ocorreu uma simbiose do universo da capoeiragem com o mundo militar.
Aproveitavam-se os capoeiras das rixas entre militares e policiais para protegerem-se. Ao final
da Guerra do Paraguai o centro de poder passa da Guarda Nacional para o Exército. Não
foram poucos os feitos heróicos realizados por soldados capoeiras durante a guerra. São
variados os relatos, inclusive de oficiais, de admiração aos soldados e a capoeira2. Durante o
início do século XX as instituições militares foram focos da prática da capoeira.
http://www.cppa.com.br/attachments/File/LIVROS%20E%20ARTIGOS/A%20capoeira%20no%20Rio%20de%20Janeiro%201910-1950%20-%20narrativas%20de%20Mestre%20Celso.pdf

Mercaderes Baneanes en el tráfico de esclavos -Isla de Mozambique



A partir do final do século XVIII, os mercadores baneanes, possuidores de grandes recursos de capital, vão inserir-se fortemente no lucrativo tráfico de escravos, operando a partir de Moçambique principalmente como armadores.321
Em 1793, havia 13 comerciantes baneanes bem abastados na Ilha de Moçambique, proprietários de várias casas e armazéns, além de muitos baneanes e muçulmanos indianos, que forneciam escravos para as forças militares portuguesas.322 Esta era uma situação que gerava uma forte dependência das autoridades portuguesas em relação tanto aos baneanes, como aos suahílis, colocando o problema da vulnerabilidade do Estado.
A preocupação das autoridades portuguesas em relação a esses grupos se devia ao reconhecimento de que os baneanes, para além das divergências religiosas e culturais, controlavam a economia, e os suahílis formavam a maior parte das tripulações dos navios costeiros, tal como relata o governador dos Rios de Sena, João Baptista de Montaury,
António Pinto de Miranda reitera, em sua memória, o desejo de ver os baneanes até mesmo desaparecerem, tendo em vista a rivalidade com os portugueses no domínio das atividades comerciais.

Citas sobre los esclavos de Mozambique hacia Pará y Maranhao

foto: Cape Town Escrito por Nigel Worden, E. Van Heyningen, Vivian Bickford-Smith(PAG 109)http://books.google.es/books?id=ntsyoxWIB44C


A principal alteração se dará a partir do final do século XVIII, com o incremento do tráfico voltado para o Oceano Atlântico.199
Esse crescimento do comércio negreiro pode ser percebido pela publicação em 1800, de um decreto isentando de direitos os escravos que saíam de Moçambique em direção ao Pará e Maranhão.200 E, em 1809, será o próprio príncipe regente D. João quem dará instruções ao Almirante General, no sentido de ordenar ao governador de Moçambique, o envio da galera Aurora, carregada de escravos para o Rio de Janeiro.201
De acordo com o relato de Jerónimo José Nogueira de Andrade, os franceses haviam estabelecido uma base comercial em Quíloa, que em estando muito ativa em 1789, controlava o comércio daquela região, principalmente o de escravos.202
Para Malyn Newitt, é inclusive válido pensar-se na hipótese de que esse aumento do lucrativo tráfico de escravos, tenha vindo a contribuir para o desvio das rotas de marfim, fazendo-as derivar para o porto de Zanzibar ao invés de dirigir-se tradicionalmente para os portos do norte de Moçambique.203.

Os dados compilados por Capela confirmam a prevalência do marfim como principal produto de exportação das praças de Quelimane e Moçambique até os “anos dourados” do tráfico negreiro, que segundo ele se situariam entre 1819 e 1830.206
No entanto, segundo Capela já em 1788, a exportação de 5.500 escravos pela Ilha de Moçambique e cerca de 3.000 pelo Cabo Delgado, anunciava a mudança na pauta comercial e os novos tempos que sobreviriam a Moçambique.207
Nesse mesmo ano, num porto mais ao sul, em Inhambane, Teodoro dos Santos Pinto, ao exercer o cargo de governador, foi acusado de ter dado “entrada a um barco francês comerciando com eles vendendo grande parte de carga de escravos e recebendo dádiva deles”.208
http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/7418/1/JRBPortella_tese.pdf

1374 - Representação de João Carlos Augusto D' Oeynhausen, Governador Capitão General da Capitania de São Paulo à Thomaz Antonio de Vila Nova, solicitando deferimento do requerimento de Antonio da Silva Prado e outros à S. Majestade e comunicação da Real Resolução e representação do Capitão Antonio da Silva Prado, com outros da cidade de São Paulo à S. Majestade, solicitando conceder-lhes isenção de direitos de importação na alfândega do Porto de Santos, possibilitando negociação mercantil da escravatura de Moçambique a preços reduzidos e beneficiando a agricultura e o comércio na Capitania de São Paulo, como ocorreu nas Províncias do Pará e Ceará. São Paulo, 11 set.1820. 11p. (cm/SBH ) Pi 773/30:83 P37.
1395 - Representação de João Carlos Augusto D' Oeynhausen, Governador Capitão General da Capitania de São Paulo a Thomaz Antonio de Vilanova, Portugal, referindo-se a um ofício remetido anteriormente, no qual intercedia à S. Majestade por Antonio da Silva Prado, negociante e outros sócios, quanto ao comércio de escravos da Costa de Moçambique e a isenção dos direitos de importação. São Paulo, 11 dez.1820. 3p. (cm/SBH) Pi 794/30:268 P37
1396 - [Correspondência] de João José Rodrigues Vareiro a S. Majestade informando sobre representação do Governador Capitão General da Província de São Paulo acompanhando o requerimento de Antonio de Sousa Prado, negociante e outros sócios interessados em uma nova empresa de navegação de escravos da Costa de Moçambique para o Porto de Santos, solicitando isenção dos direitos de importação em favor da mesma sociedade, possibilitando a vinda de escravos a preços reduzidos e favorecendo a agricultura na Província de São Paulo. Contadoria Geral da 2ª Repartição do Real Erário, 27 set.1820. 5p. (cm/SBH) Pi 795/30:272 P37
http://www.unicamp.br/siarq/pesquisa/guia/catalogo_sbh_publicacao.pdf

1800-Brasileños y Franceses juntos en el tráfico de esclavos


Ao longo dos séculos XVI, XVII e XVIII, os principais produtos de exportação da África Oriental eram o ouro e o marfim, sendo que este último já se tornara no produto de maior volume desde o século XVII. Quando se aproximam as últimas décadas do século XVIII, verifica-se uma alteração significativa neste quadro, por meio do forte incremento no volume de escravos saídos, tanto em direção das Ilhas Maurícias como do Brasil.
Os franceses estabelecidos nas Ilhas Mascarenhas, buscavam aumentar suas importações de escravos com a finalidade de obter mão-de-obra suficiente para dar conta da demanda resultante do desenvolvimento agrícola, que se encontrava em marcha naquele território.
Para tanto, além de concentrar sua procura por escravos junto à costa suahíli de Quíloa, voltaram-se também para as Ilhas Querimba como fornecedoras de escravos. Estas últimas acabaram por se envolver num intenso comércio clandestino de escravos com os franceses. Assim, perto do final do século XVIII, a atividade do tráfico negreiro pelos franceses já havia se estendido a outros portos da costa moçambicana, inclusive alguns sob administração portuguesa.
E, no alvorecer do século XIX, aos franceses vieram se juntar os brasileiros, cubanos e norte-americanos, como participantes deste giro em rota ascendente, que acabaria por transfigurar completamente Moçambique.
http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/7418/1/JRBPortella_tese.pdf

MOÇAMBIQUE-Após a independência administrativa de Goa em 1752


A desestabilização ocorrida no reino português trazida pelas invasões francesas foi profunda e trouxe consequências diretas para suas colônias. As novas correntes de pensamento vão atingir inclusive Moçambique, embora com fraca expressão política. As idéias reolucionárias foram veiculadas, mais em razão do contato comercial existente com os franceses que habitavam as ilhas vizinhas do Oceano Índico – o arquipélago das Mascarenhas, composto pelas Ilha de França ou Maurícias e Ilha de Bourbon ou Reunião -, do que através das naus portuguesas ou dos barcos brasileiros que se dedicavam ao tráfico de escravos com a América.188
As idéias revolucionárias francesas seguiam determinadas trajetórias, e como conclui José Capela, circulam no mesmo sentido das rotas do tráfico negreiro que passavam pela costa oriental africana, isto é, pela via França (Nantes, Bordéus e Marselha)-Índico (Moçambique e Maurícias)-América (São Domingos e Brasil)190.
As estreitas relações comerciais mantidas entre Moçambique e a colônia francesa datavam da segunda década dos Setecentos. Os contatos regulares eram principalmente com o arquipélago das Querimbas e a Ilha de Moçambique.191 Por conta destas relações havia um entendimento cordial com a troca regular de correspondências amistosas entre os governadores das duas colônias, dados os interesses recíprocos existentes.192.
Afora alguns episódios hostis resultantes da atividade de corso pelos franceses, a tônica do relacionamento entre os governadores de Moçambique e das Mascarenhas, durante as guerras napoleônicas, pautou-se por gestos de cooperação, contrariando, por muitas vezes, as políticas das potências européias envolvidas no conflito.
É exemplar desta atitude, o envio para a Ilha de França em 1797, dos marinheiros feitos prisioneiros pela captura de seis navios franceses. Esta devolução foi acompanhada de correspondência do governador de Moçambique solicitando que os franceses envidassem esforços mais decisivos no sentido de ser banida a guerra de corso e evitar-se a repetição de tais situações. Assim como, a correspondência do governador da Maurícias para seu homólogo moçambicano, comunicando-o da proclamação de paz entre os dois países metropolitanos.196
Uma vez terminada a guerra com os franceses, foram normalizadas e reatadas as relações comerciais, inclusive com a abertura dos portos das duas nações à navegação mercantil. O comércio com as Mascarenhas teve continuidade até 1873, com os 3 a 4 barcos franceses que freqüentavam os portos moçambicanos, transportando cerca de 1500 escravos a cada ano.197
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miércoles, 26 de noviembre de 2008

MOÇAMBIQUE por Adelto Gonçalves

Tanto idealizou Camões as peripécias que cumpriu na Índia que, 216 anos mais tarde, outro poeta achou de repetir o seu trajecto[28], como se andasse atrás de seu espectro[29]. Manuel Maria Barbosa du Bocage estava para completar 21 anos, quando também deu com o costado na ilha de Moçambique, depois de embarcar em Lisboa, a 14 de abril de 1786, na nau Nossa Senhora da Vida, Santo Antônio e Madalena, carregando a patente de guarda-marinha. Após uma demorada escala no Rio de Janeiro entre junho e julho[30], a nau, a caminho de Goa, aportou à ilha de Moçambique, no dia 2 de setembro.
Isso significa que Bocage contemplou o espectáculo que se dava todos os anos nos meses de agosto e setembro, quando chegavam os mujaos, cafres que moravam no interior da África em povoações a três ou quatro meses de viagem. Eles chegavam às praias, fortemente armados, depois de atravessar toda a Macuana, onde residiam os macuas, seus ferozes inimigos. Traziam para mais de dois mil escravos, igualmente mujaos, algum marfim, tabaco, zagaias e mantimentos, que negociavam com os portugueses[31].
Foi de apenas três dias a estada de Bocage na ilha de Moçambique[32]. É que a nau não se podia demorar no porto, como a maioria das embarcações que chegavam por aquela época, procedentes de Goa, Damão, Diu, Surrate, Cambaia, Baroche, Balagate, Cormandel, Jamboceira, Bounagar, Bengala, Malabar ou Macau.

Adelto Gonçalves, jornalista e escritor, é doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e autor de Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Nova Fronteira, 2000, 538 págs.,
http://www.storm-magazine.com/arquivo/Artigos_Julho_Agosto/Artes/a_ago2001_1b.htm

Comercio Brasil-India via Mozambique

Tal como Roquinaldo Ferreira,[3] procurámos, antes, analisar e valorizar as relações económicas existentes entre os diversos domínios ultramarinos portugueses, procurando chamar a atenção para o facto de que no Império português as «interdependências» eram complexas e muito diversificadas, necessitando, por isso, de uma análise «geograficamente» mais articulada. No caso de Roquinaldo, o papel das geribitas e dos panos asiáticos no intenso tráfico de escravos entre Angola e o Brasil, e, no meu caso, o papel dos metais preciosos e dos tecidos indianos no estabelecimento de novas dependências entre o comércio indo-brasileiro, especialmente após a chegada da corte ao Brasil.[4]
2. A atracção do Brasil em finais do século XVIII.
Só a partir de 1761 - quase uma década depois do início do processo de autonomia administrativa de Moçambique em relação ao Estado da Índia -, o poder metropolitano manifestou especial interesse em dinamizar o comércio com a Índia e alargá-lo a os outros domínios ultramarinos, nomeadamente ao Brasil.
O conjunto de medidas desenvolvidas pela coroa através das instruções dadas a Calixto Pereira de Sá,[7] nomeadamente a concentração e organização das alfândegas e a liberdade de comércio para todos os súbditos da Coroa portuguesa que quisessem negociar nos portos moçambicanos, promoveu o desenvolvimento de toda a actividade comercial na colónia. O afluxo de avultadas somas em dinheiro provenientes do tráfico de escravos em larga escala com as ilhas francesas do Índico e com o Brasil, foram os elementos que mais contribuíram para a criação de um pequeno grupo mercantil relativamente organizado e para a transformação da ilha de Moçambique numa plataforma giratória de mercadorias e homens, convertendo-a num grande centro económico e comercial, no último quartel do século XVIII.
3. As novas dependências do comércio indo-brasileiro (1808-1820).
Finalmente, vejamos em traços gerais os circuitos comerciais que Goa manteve com portos pouco distantes, em especial com Surrate e Bombaim, bem como as interdependências com os portos de África Oriental, Macau e Rio de Janeiro no quadro das transformações dos fluxos mercantis coloniais ocorridas no processo de emancipação do império brasileiro, entre 1808 e 1820.
Em relação ao movimento comercial entre o Brasil e a Índia os Mapas indicam a entrada de 36 navios em Goa. Só nos anos de 1817 a 1819 chegaram a aportar 4, 8 e 7 navios, respectivamente, cifras que estavam ao nível dos anos áureos da Carreira da Índia. A maioria das embarcações partiu do Rio de Janeiro o que parece confirmar a tese de Fragoso a propósito da «dinâmica própria» dos comerciantes privados cariocas.[13] Da Baía largaram cinco navios e de Pernambuco apenas um. Convém entretanto realçar que as rotas entre o Brasil e o Índico não se dirigiram apenas ao porto de Goa. Cerca de metade dos navios que navegavam em direcção à Índia fazia escala nos Portos do Norte, principalmente em Surrate e Bombaim, para comprar tecidos guzerates. Outros, interrompiam a viagem em Moçambique ou nas Maurícias para carregar cera e marfim que levavam para Surrate e Bombaim, ou paravam na ida para o Brasil para adquirir escravos.
A análise global das relações comerciais de Goa revela a existência de um pequeno mas diversificado comércio com os portos da Índia, sul da Arábia, costa oriental africana e Extremo Oriente. Entre 1809 e 1819, a média das exportações de Goa não ultrapassou os 2% pelo que optámos por somente apresentar cifras quando a actividade mercantil foi relativamente intensa. Exceptuam-se os casos de Moçambique, Bombaim e Macau onde as saídas representaram 3%, 11% e 3%, respectivamente. Quanto às importações, apenas as de Surrate (44%), Bombaim (10.4%), Balagate (10.3%) Macau (4%) e Pondá (3.54%) são significativas.
http://www2.iict.pt/?idc=102&idi=12905

El frente marítimo: un enfrentamiento entre británicos "argentinos" y británicos "brasileños"

El Imperio de Brasil confiaba en su superioridad naval para decidir a su favor una guerra demasiado costosa política y económicamente. Desde fines de diciembre de 1825 la flota del Imperio brasileño, comandada por el vicealmirante Rodrigo José Ferreira Lobo, bloqueaba la orilla derecha del Río de la Plata.
La guerra naval entre Buenos Aires y el Imperio del Brasil revestía un carácter sumamente peculiar, que ilustra una vez más el carácter embrionario tanto de estos Estados como de sus hipotéticas nacionalidades. En efecto, una carta del embajador británico en Río de Janeiro Robert Gordon al vizconde Dudley nos revela detalles muy significativos:
Las principales y, en realidad, las únicas operaciones de guerra, se hacen por mar. No entre brasileños y españoles sino por extranjeros, en su mayoría ingleses; y no es alejarse de la verdad decir que la guerra entre Brasil y Buenos Aires se mantiene actualmente entre ingleses, en directa contravención de las leyes de Inglaterra, con capital británico, y, todavía, manifiestamente en contra de los intereses británicos. No hay menos de 1.200 marineros ingleses en la flota brasileña, y lamento tener que anunciar a V. E. que varios centenares de ellos son desertores de la armada de la Gran Bretaña.
http://www.argentina-rree.com/3/3-026.htm