sábado, 14 de febrero de 2009

viernes, 13 de febrero de 2009

Conquista do sertão de Pernambuco


A reação dos colonos aos degredados pode ser medida pelo caso de Pernambuco, cujo donatário DuarteCoelho rejeita-os abertamente em um discurso bastante significativo da visão estamental doperíodo: considera os degredados gente improdutiva, fadada à vadiagem, e que “nenhum fruto nem bem fazem na terra, mas muito mal e dano e, por sua causa, se fazem cada dia males e temos perdido o crédito que até aqui tínhamos com os indígenas. (...) não são para nenhum trabalho, vem pobres e nus e não podem deixar de usar de suas manhas (...)”.137
QUADRO 13 – Ofícios Mecânicos Mencionados nos Autos Inquisitoriais de
Pernambuco, 1593-1595141:(ver cuadro en el documento)
Ofício Total de incidência profissional entre os depoentes
Homens Brasileiros (mazombos)
Homens Portugues es (reinóis)
Homens Cristãos Novos
Homens Pardos
Mulhere s
PRIMEIRA Visitação do Santo Ofício às Partes do Brasil; Denunciações e Confissões de Pernambuco
1593-1595. Recife: FUNDARPE. 1984. 142
142 Nos autos ainda são nomeados senhores de engenho, funcionários públicos, pessoas que vivem de soldada, escravos, moradores em casa de terceiros. Muitos dos pardos/pretos são também reinóis. Havendo também a incidência de brancos florentinos, alemães, espanhóis, flamengos e franceses. Dos 3 escravos vistos, todos sãomamelucos e 2 são mulheres. Surgindo também pretos forros, de São Tomé.

E essa escolha pela vadiagem não é feita apenas pelos libertos que querem, assim,distinguir-se dos escravos; também é feita pelos migrantes portugueses, oficiais mecânicos reinóis, lá sofrendo a discriminação barroca ao trabalho manual, que ao serem inseridos em um meio onde o trabalho está dominado pela escravidão, optam pela vadiagem.
Luís dos Santos Vilhena registra esse fenômeno em Salvador do fim do XVIII, onde homens vindos de Portugal para servir como criados no Brasil, aqui abandonam essa atividade ‘exclusiva de negros’, achando que teriam ‘por melhor sorte o ser vadio, o andar morrendo de fome, o vir parar em soldado e às vezes em ladrão’.228

..........Dentro dessa política de transformar o vadio em elemento produtivo para o Estado,podemos encontrar diversas práticas da administração metropolitana e colonial. É o caso,por exemplo, de uma consulta de 1635, onde o Conselho Ultramarino discute a petição de um capitão de infantaria da região do Lamego no Reino, em que este pede autorização para recrutar todos os vadios de sua jurisdição, enviando-os na armada que então estava de partida para combater a companhia holandesa de comércio em Pernambuco.
http://www1.capes.gov.br/teses/pt/2003_dout_ufpe_kalina_vanderlei_paiva_da_silva.pdf

Moring



LES ORIGINES DU MORING
Le moring a sans aucun doute une origine africaine, en commun avec la Capoeira (Bresil), la Danmyé (Martinique), la Mayolé (Guadaloupe), le Mourengué (Comores), le M’rengué (Mayotte) e le Moraingy (Madagascar). On peut penser qu’il provient d’un mélange des pratiques de l’Afrique occidentale (la « côte des esclaves »), du Mozambique, et surtout de Madagascar, le vrai berceau du moring reunionnais, si on considère les origines de la population de l’Ile.

Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos

Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos (17 de Outubro de 1688 - 1756), 4.° Conde de Assumar, 1.º Marquês de Castelo Novo e 1.° Marquês de Alorna, 3.° Governador e Capitão-mor da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro, no Brasil, e ainda 44.º Vice-Rei da Índia.
Foi indicado pela Coroa de Portugal como terceiro governador da Capitania de São Paulo e Minas de Ouro (Real Capitania das Minas de Ouro e dos Campos Gerais dos Cataguases), visando manter a ordem entre os mineiros da região e garantir as rendas da Coroa.
Chegou ao Brasil em Julho de 1717, desembarcando no Rio de Janeiro, onde permaneceu por alguns dias, seguindo viagem por mar até Santos e depois por terra até São Paulo, onde tomou posse da Capitania a 4 de Setembro, em cerimônia na Igreja do Carmo. No final desse mês iniciou visita de inspeção às Minas Gerais
Durante o seu governo no Brasil, herdou de seu pai o título de Conde de Assumar (1718).
Uma de suas ações mais conhecidas na História do Brasil foi a repressão praticada contra a Sedição de Vila Rica, popularmente conhecida como Revolta de Felipe dos Santos (1720), onde, após ter simulado concordar com as reivindicações estabelecendo a paz com os revoltosos, ordenou às suas tropas a invasão do arraial, tendo feito deter os cabeças. Felipe dos Santos foi amarrado a um cavalo e arrastado até à morte pelas ruas do arraial, enquanto as casas dos implicados eram incendiadas.
Em 1744 foi nomeado Vice-Rei da Índia, onde derrotou o rajá Bounsoló, com a tomada da Fortaleza de Alorna, pela qual foi lhe dado o titulo de marquês.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_de_Almeida_Portugal

Lourenço de Almeida, Governador de Pernambuco

Lourenço de Almeida; este último serviu na Índia e foi governador de Pernambuco e de Minas Gerais.7
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-01882004000200013&script=sci_arttext
Nunca teve falta de proteção, na corte. Destinava-se ele próprio à carreira eclesiástica, como ensina Charles Boxer em «The Golden Age of Brazil», página 368, tendo por isso estudado Direito Canônico em Coimbra por muitos anos. Mudou de idéia, entretanto, e mesmo tendo-se formado, decidiu-se pela carreira militar.
Serviu na India para onde embarcou em 1697, onde foi capitão de infantaria e capitão de mar e guerra, fiscal (ou contra-almirante) quando da infeliz expedição de socorro a Mombaça em 1698-1699, e foi capitão-mor da Armada do Norte. Diria mais tarde o conde de Sabugosa que D. Lourenço tinha passado 17 anos na Índia, onde casou e fez fortuna no comércio dos diamantes. O que não é uma observação correta, pois em suas cartas patentes como Governador de Pernambuco consta que que servira na Índia portuguesa pelo espaço de seis anos, nove meses e 16 dias. O Marquês de Angeja, que como conde de Vila Verde fora vice-rei da Índia portuguesa, escreveu em 1715 que ele fora seu camarada na Índia, e conhecia por experiência pessoal seu grande bom senso.
Voltando ao Reino em 1704, foi governador de Pernambuco de 1715 a 1718 e das Minas Gerais, onde substituiu o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida Portugal, e comandou ali de 1721 a 1732. Foi muito relembrado por seus bons modos e sua tolerância. Não esqueceu de defender os interesses dos colonos ao retornar ao Reino, sendo severo crítico do esquema de Alexandre de Gusmão para o tributo sobre o ouro se fazer pelo método de capitação.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lourenço_de_Almeida,_Governador_de_Pernambuco

martes, 10 de febrero de 2009

Umbingada o Punga


libro: African dance Escrito por Kariamu Welsh-Asante


nota:1820 Registra-se nesta data, a referência à “punga dos homens”,jogo que utiliza movimentos semelhantes à capoeira.
http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/181.pdf

Em conversa com Mestre Bamba, Kleber Umbelino Lopes Filho (divulgada na edição 41, de 1º a 7 de agosto, do Jornal do Capoeira), esse confirmou a existência de movimentos semelhantes aos da capo-eira em remanescentes quilombolas do Maranhão, da região do Rio Itapecuru-Mirim. Essa região é ocupada desde o tempo dos france- ses (1612-1615) e depois holandeses (1640-1643) e portugueses – desde o início da colonização, quando da reconquista do território aos franceses, em 1615, e a retomada aos holandeses, em 1643. E, a partir dos meados dos 1700, recebeu os primeiros escravos negros e, conseqüentemente, com suas fugas, a formação dos primeiros qui- lombos naquela região. Mestre Bamba chegou a filmar esses movi- mentos, que aparecem dentro do Tambor-de-Crioula, denominado “Punga dos Homens”, com a identificação dos “golpes” pelos “da terra” e a sua correlação com a capoeira de Bimba. Ainda dentro da
assertiva de Reis:

Como não existem pesquisa históricas a respeito da capoeira para os séculos XVI a XVIII, não é possível reconstruirmos o processo que levou ao deslo- camento da capoeira do campo à cidade, o que deve ter ocorrido por volta do começo do século XIX, posto que datam desse período as primeiras re- ferências históricas (até agora conhecidas) referentes aos capoeiras urbanos (REIS, 2005)

http://portal.mec.gov.br/setec/arquivos/pdf/cadernos08_v2.pdf
http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/192.pdf.
PUNGA,UMBIGADA,BAMBAÉ:Dicionário de termos e expressões da música Escrito por Henrique Autran Dourado
http://books.google.es/books?id=cL6zQ9vAUwkC&pg=PA265&dq=umbigada+maranhao&lr=

Nota de Sergio Vieira ,pte de FICA(17/03/2008):

"O berimbau foi o último instrumento a ser inserido na Capoeira. Isto ocorreu no final do século XIX e início do XX. Até então o berimbau de barriga já existia no Brasil, mas não estava associado à Capoeira. O instrumento original era o "tambor-de-crioula", que é um tipo de atabaque grande que se toca na horizontal, no meio das pernas. Você encontrará em Rugendas"

MÁRIO DE ANDRADE E O TAMBOR DE CRIOULA DO MARANHÃO



No trabalho de pesquisa realizado pela equipe da Missão de Pesquisas
Folclóricas, atualmente arquivado na Discoteca Oneyda Alvarenga, do Centro Cultural São Paulo, há gravações, filmes e fotografias em preto e branco. Em relação ao Maranhão há 60 fotos, 19 relativas ao tambor de crioula, 3 sobre bumba-meu-boi e as restantes sobre tambor de mina. No filme, recentemente
editado em vídeo por aquele Centro, constatamos que há toques de tambor de mina, de tambor de crioula e breve trecho com a dança do carimbó, onde apare- ce um homem tocando berimbau e uma mulher que dança usando um chapéu.
Com a interrupção da Missão em julho de 1938 e com a morte de seu idealizador em 1945, parte do material coletado no Maranhão e nos outros Estados, só a partir de 1946 foi publicado por Oneyda Alvarenga, dedicada secretária e amiga de Mário de Andrade.
....................O tambor grande é também chamado roncador ou rufador, o meião de socador ou chamador e o crivador é chamado de pequeno, pererengo ou meren- gue.
......................Dos tocadores aparecem, sem maiores indicações apenas os nomes 7 . Nas fotos vêem-se homens descalços, com chapéu de palha, tocando e cantando. Algumas dançantes usam chapéu. Uma delas segura uma toalha ou “pana”, como se estivesse em transe com um caboclo e saúda o tocador. Em outra foto há detalhes do movimento discreto da dançante mostrando a anágua. Aparecem homens tocando e cantando, alguns como se estivessem dando uma pernada,
que é comum de se ver em grupos de certas regiões do interior.
......................As gravações, fotos e filmagens sobre tambor de mina são mais detalha- das. Foram realizadas no terreiro da Fé em Deus, de dona Maximiana Silva 8 nos dias 17 e 18 de junho de 1938. Dona Maximiana realizava entre outras, uma grande festa no dia de São Pedro, mas ao que sabemos, em seu terreiro não havia festas de tambor de crioula. Portanto o toque de tambor de crioula docu- mentado pela MPF não deve ter sido realizado no terreiro de dona Maximiana.
Nas anotações dos Registros publicados por Oneyda Alvarenga, em rela- ção aos tambores de crioula aparece a indicação de que:
são feitos de pau de mangue e têm um só couro: no tambor
grande, ‘pele de bezerro ou veado’; no meião, ‘pele de gado’;
no pererenga ou quereré, ‘pele de tamanduá’... tambor grande
2 pancadas; meião 2 pancadas, perereca 4 pancadas
.
.................Em alguns lugares do interior do Maranhão, como no Município de Rosário, ou em festas em São Luís, com a presença de grupos de tambor de crioula, costuma ocorrer a punga dos homens ou pernada 14 , cujo objetivo é derrubar ao solo o companheiro que aceita este desafio. Algumas vezes a punga dos homens atrai mais interesse do que a dança das mulheres. Por ter certa semelhança com uma luta, a pernada ou punga dos homens tem sido comparada com a capoeira. A pernada que se constata no tambor de crioula do interior, lembra a luta africa-
na dos negros bantus chamada batuque, que Carneiro (1937, p. 161-165) descre- ve em Cachoeira e Santo Amaro na Bahia e que usava os mesmos instrumentos e lhe parece uma variante das rodas de capoeira 15 (FERRETTI et al, 2002, p. 50-51). Não conseguimos localizar até agora documentação referente a presen- ça antiga da capoeira no Maranhão 16
que seria importante visando apresentar maiores relações entre a capoeira e o tambor de crioula, tema que atualmente tem despertado grande interesse.
...................O tambor de crioula é uma dança de divertimento que se caracteriza pela importância da punga. O tambor de mina é uma dança religiosa em que o transe é o elemento fundamental. Estas distin- ções as vezes se diluem quando se dança tambor de crioula nos terreiros, onde ocorre tanto a punga quanto o transe.
.....................O tambor de crioula continua uma dança de negros ao som de tambores, típica do Maranhão, sendo hoje considerada como uma forma de afirmação cultural de negros da classe subalterna.
16 O viajante J. E. Pohl (1976: 254/255), que visitou a aldeia Cocal Grande dos índios Porecamecrãs ou Canelas no interior do Maranhão em 1819, faz referências à dança do joelho, chamado “bondurzi” em que batem violentamente os joelhos ao som de viola e palmas, repetindo o estribilho “Areia do Mar”, que seus acompanhantes executaram para mostrar aos índios o seu modo de dançar. Consi- dera essa dança não muito decente, mas usada no Brasil e que se deve distinguir do batuque usual entre os negros.

nota:
No trabalho de pesquisa realizado pela equipe da Missão, arquivado na Discoteca Oneyda Alvarenga, do Centro Cultural São Paulo, há gravações, filmes e fotografias em preto e branco e objetos coletados. Em relação ao Maranhão, há 60 fotos, 19 relativas ao tambor de crioula, 3 sobre bumba-meu-boi e as restantes sobre tambor de mina. No filme editado em vídeo pela equipe no Maranhão, constatamos que há toques de tambor de mina, de tambor de crioula e trecho com a dança do carimbó, em que aparece um homem tocando berimbau e uma mulher que dança usando chapéu.Com a interrupção da Missão em julho de 1938 e com a morte de seu idealizador em1945, parte do material coletado só a partir de 1946 foi publicado por Oneyda Alvarenga.

lunes, 9 de febrero de 2009

1969-Reflexiones de Pastinha y Jorge Amado

Journal :Bimba no Rio de Janeiro :https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsNvFGakL32fZc18dxZ5yFfQJCPcwcV3ztp0TuaOper5pAztihNit5GRZEs0LuX88GFF7YvYoX_LIrgjyoE-T0g600u7OBw39QyV77Jk_UVIxOyZLeuF9Y_6x3TtSAfBHJJ3fgtbe-I9EB/s1600-h/sinhozinho.gif
foto:Pastinha e Jorge Amado.


..............No entanto, essas novas representações da luta afro-brasileira, que a integraram à esfera do folclore e ao contexto das exibições turísticas, alteraram a sua maneira de ser praticada. A capoeira começou a ser vista como um espetáculo, o que a levou a um flagrante processo de pacificação. Essa mudança pode ser sentida no próprio discurso de mestre Pastinha:
No começo é que foi bom, capoeira era luta mesmo, era briga mortal. Por isso é que não pode ser esporte (...). Para o capoeirista brigar, tem que dar o golpe com força mortal. Por isso que agora se faz o jogo de capoeira à distância maior que o normal, mais lenta, para não acertar, para não matar ninguém. (O Estado de São Paulo, 16 de novembro de 1969.

...............O escritor Jorge Amado também reage às transformações realizadas por Bimba, publicando o seguinte trecho, em que afirma abertamente a sua posição:


Trava-se atualmente nos arraiais da capoeira na Bahia uma grande discussão.Acontece que mestre Bimba foi ao Rio de Janeiro mostrar aos cariocas da Lapa como é que se joga capoeira. E lá aprendeu golpes de catch-as-catch-can, de jiu-jitsu, de boxe. Misturou tudo isso à capoeira de Angola, aquela que nasceu de uma dança dos negros, e voltou à sua cidade falando numa nova capoeira, a “capoeira regional”. Dez capoeiristas dos mais cotados me afirmaram, num amplo e democrático debate que travamos sobre a nova escola de mestre Bimba, que a “regional” não merece confiança e é uma deturpação da velha capoeira “angola”, a única verdadeira. (Amado, 1958: 185)




nota del pesquisador :
Andre Luiz Lacé Lopes: ATLAS - Capoeiragem
Escrito por Andre Luiz Lacé Lopes
Terça, 10 Janeiro 2006

1944 AMADO, Jorge. Bahia de todos os santos (1º Edição). 21a. edição revista e atualizada. São Paulo: Martins, 1971. O livro foi publicado pela primeira vez no ano de 1944. Como todas as obras de Jorge Amado, esta também vem sendo reeditada constantemente e lançada em várias outras línguas pelo mundo afora. A partir da 22º edição, entretanto, um substancial e revelador parágrafo foi suprimido. Justamente o que menciona uma visita de Mestre Bimba ao Rio de Janeiro onde foi surpreendido pela alta eficácia da capoeira carioca. Especialistas em Bimba e em Amado defendem que o trecho foi apenas uma fantasia do grande escritor.

De Mozambique a Bahía:MAKONDE,COGER MONEDAS CON LA BOCA1998


foto capoeira:Revista Balck Belt http://books.google.es/books?id=pM4DAAAAMBAJ&pg=PA17&dq=PASTINHA&lr=#PPA17,M1

foto:dança dos vanalombo MAKONDE,COGER MONEDAS CON LA BOCA1998.


Rego nos indica a importância estratégica desses espetáculos e dos contatos mantidos pelos capoeiras com o órgão turístico de Salvador, nos anos 1960, que garantem a estes últimos uma certa ascensão social:
O salão de exibições patrocinadas pelo órgão oficial de turismo do município de Salvador, de há muito, vem sendo disputadíssimo pelos capoeiras, em virtude de um único fato que é o sócio-econômico. O capoeira ou as academias de capoeira se sentem promovidos em se exibirem diante de um presidente de república, embaixadores, ministros de Estado, nobreza, clero e burguesia, que pela Bahia passam, juntando a isso as vantagens econômicas que tiram não só do contrato que fazem com o referido órgão, para a exibição e também do dinheiro que se coloca no chão, para ser apanhado com a boca(ver foto), durante o jogo, em golpes espetaculares. Também a aludida entidade é uma espécie de oráculo, onde os que aqui chegam e desejam um grupo de capoeiras para filmagens ou exibições lhe solicitam a indicação. (Rego, 1968 : 39)


domingo, 8 de febrero de 2009

Capoeiragem ,Christiano JR (1833-1902)

FOTO PEQUEÑA: Capoeiragem,Christiano Jr:http://www.capoeira-infos.org/personnages/artistes/christiano_jr.html


Christiano Junior, Fotógrafo de Buenos Aires.José Christiano de Freitas Henriques Júnior, más conocido por su seudónimo artístico de "Christiano Júnior", nació en 1832 en la Isla Flores, archipiélago de Azores, en el Reino de Portugal. De su etapa europea nada se conoce, excepto que allí se casó con María Jacinta Fraga, con la cual tuvo dos hijos, José Virginio (1851) y Federico Augusto (1853), el primero colaborador y luego brillante fotógrafo.En 1862 se encontraba instalado en la ciudad de Maceió, norte de Brasil, con un estudio en Rua de Commercio; seguramente por ser una plaza pequeña para sus aspiraciones se mudó a Río de Janeiro, capital del imperio dirigido por Don Pedro II, un entusiasta fotógrafo amateur y gran protector del nuevo arte.

O Brasil e a arte da guerra em Angola (sécs. XVII e XVIII)

Em 1749, mais da metade dos soldados trazidos pelo governador Lavradio faleceram após poucos meses em Luanda.16 Diante de tal quadro, não surpreende que o historiador e militar Elias Alexandre da Silva Corrêa, morador de Luanda no final do século XVIII, tenha dito que, se fossem formadas apenas por europeus, não demoraria mais do que seis meses para que as tropas regulares estivessem completamente extintas (Corrêa,
1937, vol. 1: 71).
Recrutas “brasileiros”
Apesar de também incluir uma minoria formada por soldados profissionais, o grosso dos recrutas estrangeiros (seja de Portugal ou do Brasil) eram degredados enviados para Angola devido a “crimes” e motivos religiosos. Vistos como altamente perigosos, tinham em grande parte cometido crimes relativamente menores (Coates, 2001: 82). Entre 1714 e 1719, por exemplo, dos aproximadamente 243 degredados aportados em Luanda, cerca de 40% vieram do Brasil – principalmente da Bahia e de Pernambuco.17 Mais tarde, estimativas oficiais davam conta de que degredados vindos do Brasil formavam o grosso da tropa de artilharia em Luanda.18 No final do século XVII, eram degredados – não se sabe se vindos do Brasil ou de Portugal – cinco dos
oficiais de infantaria em Luanda.19
.................Em 1662, por exemplo, o recém-empossado Vieira criou em Luanda duas companhias formadas por soldados “brasileiros”.26 Negreiros, por sua vez, depois de chegar a Luanda escoltado por duzentos soldados de Pernambuco, se valeu de temores a respeito de possíveis invasões estrangeiras – de holandeses, e mesmo espanhóis – para solicitar um número ainda maior de soldados do Brasil.27
................. Assim, para reforçar as tropas que lutavam naquela região, Lisboa ordenou que todos os navios originários de Pernambuco trouxessem para Luanda entre oito e dez recrutas.38 Neste esforço de guerra, especificamente relacionado aos conflitos no sul de Angola, o número de soldados cresceu significativamente entre 1727 e 1730.39 Em 1730, por exemplo, além de 130
soldados do destacamento militar de Benguela, existiam 200 soldados no interior.40 Além dos recrutas de Pernambuco, o governo de Luanda enviou navios ao Brasil para buscar mais soldados.41
http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/446.pdf
http://www.cpdoc.fgv.br/comum/htm/
1713-BRASIL-Nobles ofrecen marineros para la India. Página 110 ... da nobreza com criados, escravos e cavalo, e oferece três marinheiros para a índia, ou três cavalos para a guerra, aumentando assim a oferta anterior. ...