sábado, 29 de agosto de 2009

Apontamentos sobre a presença da capoeira escrava em Desterro



A CAPOEIRA NA HISTÓRIA LOCAL:
DA VELHA DESTERRO À FLORIANÓPOLIS DE NOSSOS DIAS
Mario Sergio Fregolão
Florianópolis, julho de 2008.
foto: http://www.portalcapoeira.com/Downloads-da-Capoeira/View-document-details/O-Capoeira-JUCA-REIS-na-Europa. de 24/06/2008. Lá a legenda diz: Revista Fórum Cultural – nov. / 2007.


Na região sul do Brasil, a capoeira somente é vista com destaque histórico na época da escravidão no Rio Grande do Sul. Embora disseminada por matrizes culturais africanas por todo o Brasil, a capoeira se tornou muito recorrente como luta negra no Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia. No estado de Santa Catarina, temos alguns indícios de que houve capoeira no período da escravidão (mesmo como parte de um trânsito cultural 28), mas esta é ainda uma informação a ser verificada pelas instituições de pesquisa e pelos futuros historiadores que com ela se preocuparem. O jornal "O Conservador" de 22 de fevereiro de 1879, ao noticiar um tumulto ocorrido na Rua do Ouvidor, na velha Desterro faz menção a um dos mais famosos capoeiras do Império:
Hontem as 5 horas e meia da tarde, houve um grande conflicto à rua do Ouvidor em frente ao corredor da casa n. 130. Não podemos informar com certeza ao público o que deu começo ao conflicto. Correm várias versões, dizem uns que houve provocação da parte de alguns transeuntes a um grupo que se achava na porta da casa referida, outros porém, contam que fora um dos indivíduos que formavam esse grupo, que dirigira áquelles palavras inconvenientes. Podemos afirmar que quando ahi chegamos, já a porta se achava cercada por urbanos que procuravam conter grande número de pessoas que queriam invadir a casa, reclamando a prisão de seu ofensor que diziam ser o sr. José Elysio dos Reis. 29
...............Juca Reis é considerado o pivô da primeira crise política da República, ao retornar de Portugal em 1890, para assistir à partilha da herança de seu abastado pai, (...) talvez tivesse esquecido das antigas rixas. Mas Sampaio Ferraz não. 37 Preso e levado rapidamente à Detenção. Quintino Bocaiúva, cliente político do pai de Juca Reis usa de todo seu prestígio em favor do mais arruaceiro capoeira da antiga Corte 38 e ameaça deixar o Ministério das Relações Exteriores.


29 O Conservador, Desterro: 22/02/1879, p 2 e 3.
28 Quando as pessoas viajam de uma região para outra, carregam consigo toda a bagagem cultural intrínseca de seus hábitos e sempre incorporando novas formas de conviver no meio sociável.
37 SOARES, 1993. p. 300.
38 Idem.

as Lutas -Colegio de Pedro II


NOTA DEL PESQUISADOR: El bachiller Gonçalves fué mestre de Capoeira de Tunay en el colegio Pedro II(¿Savate?)

Memórias‎ - Página 78 de Alfredo d'Escragnolle Taunay Taunay (Visconde de) - 2005 - 588 páginas NAS FÉRIAS de 1857 a 1858 morrera o bacharel Gonçalves de tísica ... Em todo o caso, se o bacharel Gonçalves pouco valia, soube granjear dos alunos memória ...

OS EXERCICIOS GYMNASTICOS NO
IMPERIAL COLLEGIO DE PEDRO SEGUNDO
(1841-1870)
Dr. CARLOS FERNANDO FERREIRA DA CUNHA JUNIOR
Professor Adjunto da Faefid/UFJF
E-mail: carlosjr22@hotmail.com

...............................Ao que tudo indica, Pedro Meyer, para além da esgrima, desenvolveu um trabalho mais abrangente no CPII. Nesse sentido, é esclarecedor o relatório apresentado pelo inspetor geral da Instrução Pública do Município da Corte em 1859: Durante o anno passado começou a funccionar com a possivel regularidade o gymnasio do internato. Com pequena despeza se acha provido de um portico regular com varios apparelhos supplementares que permittem a maior parte dos exercicios da gymnastica pratica de Napoleon Laisné, ensinados pelo alferes Pedro Guilherme Meyer17. De acordo com o inspetor, Pedro Meyer teria ministrado lições de exercicios gymnasticos inspiradas na ginástica do francês Napoleon Laisné, discípulo do coronel Francisco Amoros y Ondeano, a principal figura da ginástica francesa, falecido em 1848. Laisné tornou-se um dos principais continuadores da obra de Amoros, desenvolvendo seu trabalho na Escola de Joinville-le-Point, local para o qual foi
transferido em 1852, o principal ginásio antes dirigido pelo Coronel Amoros (Baquet, 199-). Segundo Carmen Lúcia Soares (1998), no método organizado por Amoros destacavam-se os exercícios da marcha, as corridas, os saltos, os flexionamentos de braços e pernas, os exercícios de equilíbrio, de força e de destreza, bem como a natação, a equitação, a esgrima, as lutas, os jogos e os exercícios em aparelhos, tais como as barras fixas e móveis, as paralelas, as escadas, as cordas, os espaldares, o cavalo e o trapézio. No CPII, atividades desse tipo foram implementadas por Pedro Meyer, mestre que introduziu na instituição os exercicios gymnasticos em aparelhos.
Em 1876, para substituir aqueles adquiridos na época de construção do gymnasio e do portico gymnastico, Meyer solicitava ao ministro do Império a compra de novos aparelhos:







Memoria y olvido de Francisco Amorós y de su
modelo educativo gimnástico y moral.

La "École Normale Militaire de Gymnastique" de Joinville-le-Pont (1852-1939)
La inauguración de la "École Normal Militaire de Gymnastique" de Joinville-le-Pont (1852) debemos circunscribirla en las postrimerías de la Segunda República francesa, o lo que es más significativo, en los albores del Segundo Imperio: el de Napoleón III. Es poco sabido que la emperatriz de origen español Eugenia de Montijo, esposa del emperador Luis Napoleón, contribuyó a título personal, con bastantes recursos, a mejorar las infraestructuras del extenso terreno que finalmente habría de ocupar la citada Escuela Central de Gimnástica. La puesta a punto de las infraestructuras y de las máquinas y aparatos gimnásticos necesarios para inaugurar la Escuela gimnástica militar de Joinville estuvo supervisada por Napoleón Laisné y por otro destacado alumno del coronel Amorós: el también coronel del ejército francés Charles-Henri-Louis d'Argy.

A população de Santos no passado

A população de Santos no passado
.........................................Mas, no Arquivo da nossa Municipalidade, encontramos um precioso documento dessa época, que não podemos deixar de citar nestas páginas. É o Recenseamento Geral do Município de Santos, no ano de 1872, um quadro sintético assinado pela Comissão Censitária, nomeada pelo Governo para levar a cabo aquela operação.
Este quadro, que é manuscrito e datado de 26 de setembro de 1872, é autenticado com as assinaturas autógrafas dos membros da referida Comissão, e que eram os srs. Antº. Ferrª. da Silva, Thiodoro de Meneses Forjás, Vigº. Scipião Ferreira Goulart Junqª., Ignacio Wallace da Gama Cochrane e José Antonio de Magalhães Castro Sobrinho. Tentamos reproduzir em fotogravura esse documento, que já está com os caracteres muito apagados e com o papel tracejado em vários pontos; mas o seu estado precário já não permitiu que se fizesse uma reprodução satisfatória.

Portugueses ..........
931
Africanos ..............
255
Alemães ...............
137
Franceses ............
75
Espanhóis .............
55
Norte-americanos ..
35
Ingleses ...............
31
Suíços .................
18
Italianos ..............
18
Suecos ................
4
Holandeses ...........
3
Austríacos ............
3
Chineses ..............
3

Dinamarqueses ......
2
Argentinos ............
2
Orientais ..............
2
Húngaro ...............
1
Belga ...................
1
Russo ..................
1
O número de casas habitadas (1.168) também não combina com o do mapa oficial (1.382). No cômputo da população, segundo os dados da Comissão Censitária Municipal, entravam 115 marinheiros mercantes e 134 hóspedes, sendo, pois, o total da população efetiva de 9.871 pessoas, ou sejam mais 750 pessoas. Convém notar que o mapa em questão contém um erro de soma na coluna dos hóspedes: deve ser 249 e não 149 a soma de indivíduos em trânsito.
http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0296a03.htm

viernes, 28 de agosto de 2009

Os chins, trazidos clandestinamente

Prof. Ney Alberto de BarrosÉ Professor, membro do IPAHB e Pesquisador da História da Baixada---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
O Município de Iguassú, depois de restaurado, ficou com cinco distritos (Freguesias ou paróquias): Iguassú, Pilar, Merity, Marapicu e Jacutinga (todos homenageando os santos do catolicismo). O Ingenho da Caxueira ficava às margens do rio do mesmo nome (Caxueira), atual Canal Dona Eugênia, no Maciço de Ierixinó (Gericinó). Geralmente, perto dos engenhos, nos entroncamentos das vias carroçáveis, ia crescendo um arraial. Cachoeira - por causa da interessante queda d'água - além da cana-de-açucar, colheu café, no século XIX (entrando na onda cafeicultora, que entregaria a Estrada de Ferro Dom Pedro II, "Central", dos republicanos, inaugurada a 29 de março de 1858, pretendia chegar até Belém, tendo feito, às pressas, uma estação no Pouso de Queimados (no Sertão), porque as obras ficariam atrasadas em razão das mortes de mais de cinco mil chineses, de malária, entre Queimados e Caramujos (atual Engenheiro Pedreira). Os chins, trazidos clandestinamente pelos empreiteiros ingleses, foram vítimas do anofelino (pernilongo), quando faziam faxinas nos Brejos dos Marinheiros e dos Caramujos, alimentados pelas cheias do Guandu e afluentes (descidos da Serra dos Caboclos, no maciço do Tinguá).
http://www.ipahb.com.br/mesquita.php
ESTRADA DE SANTA-CLARA: O CAMINHO DO PIONEIRISMO MINEIRO
A estrada Santa-Clara – Filadélfia, ponte entre o sertão de Minas Gerais e o mar, foi a primeira estrada de rodagem brasileira. Inaugurada em 1857, por ela passaram carros movidos a animais, pessoas, mercadorias e preciosas histórias que remontam à astúcia e empreendedorismo do povo das Gerais.
.........Na data de sua inauguração, em 23 de agosto de 1857, Teóphilo Benedicto Ottoni percorreu em um carro de quatro rodas puxado por bestas, a estrada que, finalmente, ficara pronta, apta a transportar “quarenta carros particulares, puxados por bestas, duzentos carros de boi e quatrocentos lotes de burros. Tinha uma extensão de cerca de duzentos e setenta quilômetros, atravessava imensos aterros e possuía cinqüenta e quatro pontes de madeira de lei estivada com pranchões.” Na estrada trabalharam madeirenses (que se estabeleceram na região da Colônia Militar do Urucu), chineses de Quantong(ver nota) que chegaram em dezembro de 1855, índios, colonos europeus e escravos que tiveram o papel de concluir a estrada.
http://www.revistacaminhosgerais.com.br/mat_15_03.php
NOTA: El tratado de Nanjing de 1842, que ponía fin a la Primera Guerra del Opio entre el Reino Unido y China, designó a Cantón como uno de los cinco puertos comerciales chinos que quedarían abiertos al mercado exterior, junto con los de Fuzhou, Xiamen, Ningbo, y Shanghái.
http://es.wikipedia.org/wiki/Guangzhou

miércoles, 26 de agosto de 2009

1858-5.000 CHINOS muertos en Brasil por Malaria

recorte libro: The Coolie Trade: The Traffic in Chinese Laborers to Latin America 1847-1874 Escrito por Arnold J. Meagher, J Meagher Phd Arnold J Meagher Phd http://books.google.es/books?id=H7dBmBsd-XgC&printsec=frontcover&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=&f=false




A formação das estradas de ferro no Rio de Janeiro: o resgate da sua memória‎ - Página 20de Helio Suêvo Rodriguez - 2004 - 192 páginas
Fortes chuvas do verão de 1 858 destruíram aterros, dormentes e trilhos, ea malária vitimou 5.000 empregados de origem chinesa, quando realizavam a quando realizavam a faxina dos pantanais, fazendo com que o ponto final da ferrovia só chegasse a Queimados em sua inauguração.

Entre a escravidão e o trabalho livre

NOTA: Valente de Matos puede ser el nombre de un autor y nó el significado del término.


FOTO: 1865- Cristianho Jr. retrata el Capoeiragem




RECORTE TEXE:Título [PT]: A construção e operação das ferrovias no Brasil do seculo XIX Autor(es): Jose Cechin Palavras-chave [PT]:Transporte ferroviario - Brasil, Ferrovias - Projetos e construçãohttp://libdigi.unicamp.br/document/?code=000047424






Entre a escravidão e o trabalho livre. Escravos e imigrantes nas obras de construção das ferrovias no Brasil no século XIX
Autor: Maria Lúcia Lamounier, Professora Doutora do Departamento de Economia, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP/USP)
Área 2: História Econômica







.....Imigrantes europeus e asiáticos eram os principais alvos dos engajadores, e foram inúmeras as propostas de engajamento de imigrantes nessas condições para o Brasil na segunda metade do século. Como há vários indícios do emprego de trabalhadores chineses e portugueses nas obras de construção de ferrovias no Brasil, é interessante observar as condições em que eram importados para o país.
Os chineses vieram em pequeno número: cerca de três mil apenas desembarcaram no país ao longo de todo o século22. ...........................................................................................................................






A primeira ferrovia implantada no Brasil, Estrada de Ferro Mauá, financiada com capital nacional e inaugurada em 1854, foi construída por um empreiteiro inglês e empregou um grande número de trabalhadores ingleses e irlandeses. A construção da RSFR começou em 1854 com aproximadamente 2.000 trabalhadores; destes cerca de 200 eram trabalhadores ingleses. Surtos de febre amarela e cólera atingiram os trabalhadores estrangeiros e parte da população nativa empregada. Depois disso, a companhia teve que contratar mais 200 trabalhadores europeus, alemães e belgas. Ao final da década de 1850, havia 1.750 homens trabalhando na RSFR; além destes, o pessoal técnico perfazia 230 trabalhadores (MELO, 1995).
Segundo Benévolo (1953), foram contratados na Europa para a construção do trecho inicial da BSFR, 1.000 trabalhadores, dos quais "mais da metade já havia chegado em 1858". Em 1859, havia 1.886 trabalhadores empregados nas obras (p. 311). Em 1860, o pessoal empregado na construção da estrada incluía italianos, ingleses, alemães, franceses e suíços.







Sobre as condições de importação e os tipos de contratos as informações são ainda mais raras. Há indícios, porém, de que as condições impostas aos trabalhadores estrangeiros sem qualificação eram bastante precárias30.
Price, o empreiteiro encarregado das obras da primeira seção da EFDPII, inicialmente importou trabalhadores europeus: em torno de 1.000 trabalhadores ingleses e irlandeses. Como muitos se recusaram a trabalhar nas condições insalubres, Price decidiu importar trabalhadores chineses. Segundo a bibliografia, Price contratou milhares de chineses, dois quais mais de 5.000 parecem ter morrido durante as obras de construção da estrada31.
22 Segundo Conrad (1975a), ao longo de todo o século dezenove desembarcou 2.947 trabalhadores chineses no país (p. 42).






30 As várias tentativas de construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré "engoliram", segundo Cenni (2003, p. 199),
milhares de ingleses, americanos, irlandeses, barbadianos, espanhóis, gregos, italianos e brasileiros. Muitos morreram vitimados pelos índios, pela malária, pela varíola e pela fome.
31 É recorrente na literatura a menção aos mais de 5.000 trabalhadores chineses mortos nestas obras; ver, por exemplo, Costa (1976, p. 158), Cechin (1978, p. 43). Benévolo (1953), comentando a informação de que "esses chins foram, às centenas, atacados de febres e segundo uma testemunha da época, avalia-se em mais de cinco mil o número desses trabalhadores infelizes sepultados em Belém", observa que "se mais de cinco mil morreram, quantos vieram?" (p. 316).













OTRA FUENTE:







The ‘Labour Question’ in Nineteenth Century Brazil:
railways, export agriculture and labour scarcity
Lucia Lamounier

There is fragmented data on the importation of unskilled workers forrailway constructions: immigrants were of diverse origin - Chinese,Portuguese, Italians, Germans, Belgians, English, and others. There iseven less information on the conditions under which these unskilled immigrant labourers were contracted and worked. Contractor Price, in charge of the first section of the EFDPII, imported European workers, but many of them refused to work because of the unhealthy conditions, so he decided to recruit Chinese coolies.118







118 It is often mentioned that more than 5,000 Chinese workers died in the undertaking.
Cechin, op cit, p.43; W. Costa, op cit, p.158












OTRA FUENTE:






Título [PT]: A construção e operação das ferrovias no Brasil do seculo XIX Autor(es): Jose Cechin Palavras-chave [PT]:
Transporte ferroviario - Brasil, Ferrovias - Projetos e construção






Akaporo-los esclavos embarcados

NOTA: Valente de Matos puede ser el nombre de un autor y nó el significado del término.
Dictionnaire étymologique des créoles français de l'Océan Indien, Part 2 Escrito por Annegret Bollée. Notas sobre el artículo: n.º ref. 2 - 1993 - 596 páginas
http://books.google.es/books?id=AO2zpvXrsZ0C&pg=PA189&dq=capoeiro&lr=&as_brr=3#v=onepage&q=capoeiro&f=false
ESTAT MODERN I LLINATGES LOCALS A MOÇAMBIC.
ELS DISCURSOS DE LA LEGITIMITAT EN UNA HISTÒRIA
D’IMATGES DISTORSIONADES I EXPECTATIVES INCOMPLERTES
Memòria presentada per
Albert Farré i Ventura
per optar al grau de Doctor
Barcelona, desembre de 2004


(Traducción del Catalán-Javier Rubiera)


Fue a partir de los cambios que comenzaron a desarrollarse en el siglo XVIII, que los epotha comenzaron a ser capturados para ser vendidos y embarcados hacia fuera de Àfrica121, principalmente hacia las islas del Índico, las del Caribe, Brasil. Este cambio de destino del secuestrado tenía el agravante de que en el nuevo territorio donde eran conducidos siquiera debían encontrar plantaciones-regidas por la exigencia de máxima producción-sin una sociedad receptora que los integrara. El desarraigo, pues, fue la principal característica de este nuevo esclavitud nacido de la superposición de las necesidades de los reinos predadores africanos y los comerciantes europeos y asiáticos (Hurbon, 2002).


121 Benedito Brito João afirma, en su investigación sobre el Chiu, que los términos epotha y akaporo diferenciaban estos dos tipos de esclavos, siendo akaporo el término adecuado para aquellas personas capturadas para ser embarcadas. Sin embargo, este uso de las palabras no se puede generalizar a otras zonas de la región.


martes, 25 de agosto de 2009

Los Kaporo


LIBRO:The End of slavery in Africa Escrito por Suzanne Miers, Richard L. Roberts.

http://books.google.es/books?id=G3VSwvEG4QcC&pg=PA227&dq=akaporo+esclave&as_brr=3#v=onepage&q=kaporo&f=false

As Ilhas de Querimba ou de Cabo Delgado


Situação Colonial, Resistências e Mudança


Por Carlos Lopes Bento


...........................Um filho do Ibo, no seu estudo sobre as Ilhas, a que chamou Para a História dos Territórios do Nyassa[71], não terminado, também se refere aos adimos, como a designação dada, no passado, a todos os indivíduos nascidos, da união de escravos com a pessoa ou família do seu senhor. Aos filhos do Ibo - "mulatos, mestiços e brancos naturais" - sempre que alguém pretendia depreciá-los ou vexá-los chamavam-lhes de akaporo, denominação que, segundo o mesmo autor, ainda então utilizada, servira, no passado e nas Ilhas, para distinguir os indivíduos nascidos de escravo e pessoa livre, estranha à família do senhor do escravo, como aos filhos deste.Nos prazos da Zambézia, como akaporo (caporro quando aportuguesado), eram designados os escravos domésticos pertença dos colonos, um dos grupos sociais da sociedade aí instituída[72]. Em 1753 este termo ainda estava ligado à condição de escravo[73].
Pelas indicações até agora expendidas no texto é bem provável que também este vocábulo, como tantos outros, tenha chegado às Ilhas, integrado em complexos de cultura, difundidos pouco a pouco, a partir do vale do Zambeze, com a ajuda do comércio, das migrações e da conquista.
Depois de precisar os termos adimo e kaporo, cabe de seguida dizer alguma coisa sobre a palavra mozungo, mezungo ou muzungo..................................................................Da política de povoamento gizada, apenas parte seria concretizada. Em vez de colonos dos dois sexos, chegariam, nos séculos XVI e XVII, do Reino, do Oriente e até do Brasil, predominantemente, homens, que, naturalmente, se cruzaram com mulheres africanas. Dos seus resultados nos dá testemunho A. Simões Alberto, ao estudar o problema da mestiçagem em Moçambique:
"Foi no litoral do Niassa e, especialmente, nas Ilhas de Querimba que se produziram os primeiros mestiçamentos entre brancos e negros moçambicanos no século XVI da nossa era e é esta mestiçagem a mais antiga, hoje, diferencial com caracter de fixação (...)"[178].
De acordo com o mesmo autor, foram responsáveis por este mestiçamento os grupos formadores, em contacto biológico, naquele período de tempo, brancos, especialmente, degredados, vindos do Reino, do Brasil e da Índia, indo-portugueses (mestiços) da Índia, "que desempenharam (...) o papel de padreadores e isto tanto no que respeita aos mestiçamentos feitos com negras, como aos efectuados, embora, em menor grau, com os descendentes de negra e árabe, a que designavam por Mulatos. Os filhos de branco e negra eram designados por Mestiços, tendo-se, simultaneamente, sucedido os mestiçamentos entre Mulatos e Negros e os Mestiços"[179]..............................







1806 Esclavos Kaporo- Makua Bantú (Valente de Matos)

NOTA: Valente de Matos puede ser el nombre de un autor y nó el significado del término.
Dictionnaire étymologique des créoles français de l'Océan Indien, Part 2 Escrito por Annegret Bollée. Notas sobre el artículo: n.º ref. 2 - 1993 - 596 páginashttp://books.google.es/books?id=AO2zpvXrsZ0C&pg=PA189&dq=capoeiro&lr=&as_brr=3#v=onepage&q=capoeiro&f=false

DIBUJO:Rugendas - Escravos de Moçambique


The End of slavery in Africa Escrito por Suzanne Miers, Richard L. Roberts.



1825-Rio -Familias de Macao en la Ciudad

recorte libro:
The African court calendar and directory‎ - Página 1481822
ARRIVALS and Departures of all Ships and Vessels, that have frequented the Ports of this Colony te

GRABADO: Jean-Baptiste Debret. Uma Senhora Brasileira em seu Lar , ca. 1823



Recorte libro:Os macaenses no Brasil .Andrea Doré.





http://www.lusotopie.sciencespobordeaux.fr/dore.pdf

lunes, 24 de agosto de 2009

movimiento de Capoeira identificado en Mozambique

GRABADO: Dibujo de los manuscritos de Mestre Pastinha


VIDEO: Xigubo-Danga dos Guerreiros Ngungunhana




1635-Termino Capoeira

LIBRO:

Reconstrucción de las aculturaciónes en Brasil (Capoeira)





NOTA DEL PESQUISADOR:En el estudio de la História de la Capoeira en Brasil,encontramos que el término CAPOEIRA se refiere,encuanto a Lucha,a cualquier manifestación guerrera ó pelea ,con lo que observamos que és un términi general para esta descripción.Hoy día podemos definir con más claridad este término que expresa luchas de Malasia,Mozambique,Nigeria,Madagascar y otros lugares:



LIBRO: Vale do Ribeira: a voz e a vez das comunidades negras Escrito por Mary Francisca do Careno

. http://books.google.com/books?id=KuymVjRo1EUC&printsec=frontcover&hl=es&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=&f=false

De Malasia a Brasil, Silat&Capoeira Antigua


Fuente:
Fuente foto Silat: Martial arts of the world: an encyclopedia, Volume 2 Escrito por Thomas A. Green.

domingo, 23 de agosto de 2009

1886-Sao Paulo-Denuncias por Capoeiragem




CRIME E COTIDIANO‎ - Página 95de BORIS FAUSTO - 1899 - 328 páginas Em 1886 O diario popular denunciava a presença ...................de um bando de meninos insuportáveis. Deixando de parte "ações vergonhosas e exercícios de capoeiragem"

Malandro á Moda Antiga

Foto :Kid Morengueira:http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/moreira-da-silva.asp

Malandro à Moda Antiga:
Anacrônico. Esta, talvez, seja a palavra que melhor traduz a impressão provocada por Moreira da Silva, quando, pouco tempo antes de sua morte, no ano 2000, o famoso sambista de breque ainda aparecia em público trajando sempre um indefectível terno de linho branco, sapato de duas cores e chapéu de panamá, à moda dos antigos malandros da Lapa. Kid Morengueira, este era o apelido de Antônio Moreira da Silva, descrevia sua indumentária dos anos 30, assim:
Nas folgas eu metia um 'choque' [roupa fina e engomada] e aparecia no 'ponto' [praça Tiradentes] como mandava o figurino, com meu linho branco HJ S120, camisa de seda 22 'momos' [chamada assim porque era importada de contrabando do Japão] e minha botina de pelica com botões de madrepérola. Isso era o fino do trajar de então6.
No Tempo do Camisa Preta
Camisa Preta – o nome é o registro de um hábito desta personagem, que só usava camisa de cor negra – foi mais um dos muitos malandros que engrossaram a lista dos temíveis e respeitados valentes que povoaram as ruas da Lapa até os idos de 40. Nomes como Sete Coroas, Meia Noite, Miguelzinho da Lapa, Joãozinho da Lapa, Nelson Naval, Madame Satã, etc. ainda hoje são lembrados por muitos cariocas que vêem no malandro dos anos 30/40 a antítese dos bandidos atuais. Daí, numa clara referência ao imaginário dos contos populares, Wilson Batista falar em História de Criança (samba de 1940) do malandro, como se o mesmo já fosse coisa do passado, a figura de um tempo longínquo e imemorial, capaz de produzir medo, quem sabe, somente nas crianças: As histórias de malandros / que eram tipos assim / chinelo cara de gato / bem brasileiro mulato / trazendo uma ginga no passo / violão debaixo do braço / gostando da Rosinha ou Risoleta / assim vivia o malandro / no tempo do Camisa Preta22.

http://www.revistapesquisa.fapesp.br/scielo142/identidadesocial.htm

2.1.4.1 - RIO DE JANEIRO: 1900 - 1930 (Nestor Capoeira)
A Lapa boêmia começou a crescer por volta de 1910 e atingiu seu período de ouro mais ou menos entre o final dos anos quarenta (1940)... Os bares: o Siri, o Café Colosso, o Capela, o Café Bahia, o Imperial. Os cabarés: o Apolo, o Royal Pigalle, o Vienna Budapeste, o Novo México, o Casanova, e o incrível Cu da Mãe. O Cassino High Life...
Parisienses, polacas e brasileiras. Leonor Camarão, que morreu enquanto tomava um banho de champanhe. Boneca, por quem mais de um homem se matou...
Mas outros lugares como o Mangue, a Saúde, a Praça Onze e o Cais do Porto também abrigaram muitos malandros... Meia-Noite, Beto Batuqueiro, Edgar, Sete-Coroas, Miguelzinho e muitos outros...
A partir de 1937, a vida do malandro vai ficando mais difícil. O Estado Novo de Getúlio Vargas, com sua ideologia de culto ao trabalho e à produção, inicia uma severa repressão aos "ociosos".
Meia-Noite morreu assassinado por um desafeto em 1938. Miguelzinho morreu aos dezoito anos de morte natural. Joãozinho da Lapa foi assassinado por um companheiro de malandragem por volta de 1939. Edgar morreu aos 26 anos de idade - só um sobrou para contar a história...*136

136 Ver Mestre Atenilo, o relâmpago da capoeira regional (ALMEIDA, R.C.A., Salvador, Núcleo de Rec. Did. da UFBa, 1988 pp.9-16