sábado, 11 de abril de 2009

A construcçao coletiva da capoeira auténtica.

Nota del pesquisador: Como decía Carneiro de la vadiaçao ,en 1975,"Os jogadores se diverten fingindo lutar". En esta expresión , se pueden rescatar reminiscencias asiáticas en la capoeira(Vadiaçao) ya que el patrón corporal del arte marcial-juego del Bersilat, de origen en varios países asiáticos donde estuvieron Portugueses y Holandeses (y otros), los jugadores, siguen la misma motivación que la vadiaçao con la diferencia de éstos ,le ponen rítmo a la música.
VER VIDEOS DE SILAT:
http://salavideofica.blogspot.com/
Recorte: Capoeiras e intelectuais: a construcçao coletiva da capoeira auténtica:
Simone Pondé Vassallo.
Estudos Históricoa,Rio de Janeiro n32,2003 p110
http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/354.pdf

"Bobre avec cascavelle e baguette,sandie,instrument cafre"

Recorte Libro :(pag 109) Les Écrivains pseudonymes et autres mystificateurs de la littérature française pendant les quatre derniers siècles, restitués à leurs véritables noms.Autor : Quérard, Joseph-Marie (1797-1865)
Editor : l'éditeur (Paris)
Fecha de publicación : 1854. http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k5485580g.image.r=bobre.f124.langES

Recorte libro:(pag 249)Título : Catalogue officiel. Tome 5 / Exposition universelle internationale de 1878 à Paris ; publié par le commissariat général...
Editor : Imprimerie nationale (Paris)
Fecha de publicación : 1878 :http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k90427z.r=bobre.f256.langES



1936- Practica deportiva del Diamanga malgache

dibujo: Diamanga malgache

CHRONIQUE SPORTIVE

par Drlbbllng •

LE REMORDS DU CHAMPION Avant l'occupation française, les Malgaches pratiquaient !e sport, mais à leur façon. 11 y avait plusieurs sortes de sport, tels le « balahazo », le « tolona », le « totohondry », le « vikina » et le « diamanga». C'est ce dernier qui fut le plus eu vogue. Il consiste à se don- ner des coups de pied entre les adversaires. Le « diamanga » se dispute ou entre deux joueurs seule- ment, ou entre deux groupes composés de plusieurs joueur.-. Chaque quartier dans ies villes et chaque village dans la campagne possèdent leurs champions. Et les rencontres entre champions constituent toujours des événements sensationnels pour les spectateurs qui vienuent quelquefois de loin pour assister aux combats exactement com- me il se passe de nos jours à Tanana- rive lors des matches de rugby entre les équipes championnes de la capi- tale.


viernes, 10 de abril de 2009

Reminiscencia MALAYA en la música Brasileña. Cavaquinho y el Laúd Malayo


recorteMiscelânea: O fascínio da India : Comércio e ética económica em Malaca : Prelados de Goa e Macau
:población de Malaca-1678:Página 135 Esta «população» portuguesa de Malaca era composta principalmente por comerciantes, funcionários e administradores, uma guarnição militar com 200 a 350 ...
Recorte libro:The Cambridge companion to the guitar. Escrito por Victor Coelho (PAG 7) http://books.google.es/books?id=UbNnkKMyw7QC&printsec=frontcover







grabado:1822- Danza Landú. J. M. Rugendas –Mezclan de tradición yoruba nigeriana, la bantú del Kongo y Angola y el cristianismo portugués.



Articulo: Documentación y rastreo histórico del laúd malayo (gambus)Larry Francis Hilarian.


................29- Quizá los portugueses introdujeron un instrumento ,especie de pequeña guitarra o laúd llamado kroncong,que se parece al ukelele o al cavaquinho (también conocido como machete) portugués.(PAG 66,96 http://books.google.es/books?id=Ou7UQpV1KtwC ) .Asimismo,se da por sentado que el género musical kroncong ,toma su nombre del laúd kroncong (The New Grove Dictionary of Music and Musicians,Franki Raden,2001,vol.12,p.363].


30 La música portugís del siglo XVI,incluía no sólo características portuguesas sino también africanas,hindúes y del sudeste de Asia.Los portugis eran mestizos (católicos portugueses-indonesios),conversos locales y mardijkers (esclavos africanos,indios o malayos liberados de los conversos portugueses). http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2008/12/cavaquinhomachete-y-laud-malayo.html .Estos portugis también adoptaron nombres portugueses y estaban orgullosos de su condición“europea”e identidad distintiva. A la vez,la cultura portuguesa se mantuvo por medio de los “descendientes”,los casamientos mixtos y los esclavos liberados que adoptaron el cristianismo y preservaron identidades culturales distintivas.Véase Salwa el-Shawan Castelo-Brancomundo malayo que provienen del mundo persa y árabe (1994: 237).27(1997) y Kornhauser (1978).




Danza Lundú: • 1859 - Charles Ribeyrolles, escritor y periodista francês, republicano (1812-1860), Publicó en 1859 el primero de los tres tomos de “Brasil Pintoresco”, decía: Juegos y Danzas de los negros. El sabado de noche , después del trabajo de la semana y en días santos, que trajesen descanso y reposo, se concede a los negros una ó dos horas para danzar. Reunidos entonces, llamandose , agrupándose, incitándose, la fiesta comienza. Esto es la Capoeira, especie de danza, pírrica 7, de evolución atrevida y guerrera ,cadenciada por el tambor del Congo que el sonido de la viola uru-kongo acelera ó demora, provoca una especie de frenesí convulsivo que llaman “ lundú”.





MARCOS TADEU HOLLER
UMA HISTÓRIA DE CANTARES DE SION
NA TERRA DOS BRASIS:
A MÚSICA NA ATUAÇÃO DOS JESUÍTAS
NA AMÉRICA PORTUGUESA (1549-1759)
VOLUME 1
4.5.2.3 Cytharae, lyrae e barbiti
.....................Na Ânua de 1583 o instrumento, mencionado no plural, é descrito em uma cerimônia no Colégio da Bahia ao lado de outros instrumentos, após uma procissão no dia da Invenção da Cruz (3 de maio), na qual se celebrou “uma devota cerimônia, acompanhada de órgão, tibijs, clauichordia e cytharis, e canto dos salmos” (An.JoAnch.2, 1584, f. 118). No relato Sobre os colégios as cytharae também são mencionadas no plural, no Colégio da Bahia em 1583, onde “os estudantes das classes superiores reuniam-se na nossa igreja nas sextas-feiras da Quaresma e cantavam as Completas solenes acompanhados do órgão e de cytharis” (Rel.JoAnch, 1584, f. 4v). Na versão de Viotti desse documento em português ([ANCHIETA], 1984, pp. 336-353), o termo é traduzido por “alaúdes” mas, segundo Castagna (1991, vol. 2, p. 204), essa tradução é pouco adequada, pois não existiriam referências à presença de alaúdes no Brasil. Castagna apresenta a tradução para “violas” como sendo mais correta, já que entre os ibéricos o instrumento era mais utilizado que o alaúde. Bluteau também apresenta o termo “cytharae” como uma das traduções para “viola”: “chamam-lhe comumente Cithara, posto que o 109 instrumento, a que os Latinos chamaram Cithara, poderia ser muito diverso do que chamamos Viola” (2002 [1721], vol. 8, p. 508).


NOTA DEL PESQUISADOR:
La música kroncong (VARIAS PAGINAS http://books.google.es/books?id=Ou7UQpV1KtwC )es fruto de la influencia occidental en la Indonesia actual. Se basa en la música e instrumentos portugueses que llegaron a este país en los siglos XVI y XVII. El principal instrumento de acompañamiento es el ukelele (también llamado kroncong), al que se unen el violín, la guitarra y la flauta."Kroncong Segenggam Harapan" de Music of Indonesia 2: Indonesian Popular Music (Cat. # CD SF 40056) (p) 1991 Smithsonian

Liberación de todos los presos de Brasil -1819

1819-Decreto 11 de Junio por el que Su Majestad perdona los crímenes menos graves y libera a presos de todo el Reino de Brasil en honor al nacimiento de su nieta la primcesa da Beira,Doña María da Gloria .
Fuente:"John Carter Brown Library at Brown University.

Capoeira Angola

Artes do corpo ,Escrito por Vagner Gonçalves da Silva.(pag 212).............Pastinha ,em um depoimento,relata com grande acuidade, no que consiste ese técnica:(seguir recorte libro).http://books.google.es/books?id=ErbacXYBB0cC

Entrevista Mestre Gil Velho,escrito por .M. Y J.P.M.


Entrevista Mestre Gil Velho
Escrito por Luciano Milani & Joel Pires Marques
Quarta, 26 Setembro 2007 16:51

1 - Qual foi seu 1º contato com a capoeira?
Nasci em Recife, capital de Pernambuco, no final da década de 40, século XX. Venho de uma família tradicional, os Cavalcanti de Albuquerque, cuja história se confunde com a própria história do espaço pernambucano. A mistura de elementos indígenas, lusos, holandeses e afro na sua formação, me transmitiu uma memória genética que flui nos meus insight e interagem no meu processo vivencial.
Assim, quando meu Pai se muda para o Rio de Janeiro, no inicio da década de 50, passo a simbiotizar esta perspectiva genética com a leitura da realidade percebida do espaço carioca. Torno-me um pernambucano carioca, com uma passagem rápida por Copacabana e um pouso longo em Ipanema, onde passo minha infância e adolescência.
Ipanema, nesta época se assemelhava a um subúrbio carioca com a diferença de ter o mar e estar na periferia da efervescente Copacabana, mas nas suas praças continham o cenário das cidades de interior, cavalos, charretes, mocinhas dando volta na praça, rapazes territorializando um banco da praça. Nas praias, marcavam-se os espaços por uma grande barraca associada a uma rede de vôlei, no pós praia, a rapaziada deslizava nas ondas na onda do jacaré, de peito ou sobre a tabuas de madeira. Nos bares, a boemia se esparramava no Mau Cheiro, no Jangadeiro, Veloso ou no Zepelim. Os cinemas eram 4, dois poeiras, sem ar condicionado e cadeiras de madeira, o Ipanema e o Pirajá, os luxuosos eram o Paz e o Astória.
Pontilhando este cenário bucólico, emergiam as favelas como a do Cantagalo, Catacumba e a da Praia do Pinto. Neste ambiente, comecei a ler a capoeira através de um discípulo do Mestre Sinhozinho, o Cirandinha, e neste contexto crio minhas raízes cariocas. Acompanho o desenrolar do carnaval de rua, o seu desaparecimento na zona sul e posterior ascensão, através da reconstrução das bandas, como a de Ipanema, e percebo a força que este espaço gerou na cultura carioca, principalmente nas décadas de 50,60 e 70.
2 - Fale um pouco sobre o seu primeiro Mestre?
Luiz Pereira de Aguiar, conhecido no meio da capoeira como Cirandinha Era aluno do Sinhozinho o grande Mestre da Capoeira Moderna carioca. O espaço capoeira do Cirandinha era informal e vários garotos entre eles eu fazíamos a leitura dos movimentos e em grupos de conhecidos sozinhos repetíamos o que tínhamos visto, como também praticávamos esta vivencia em nossas pendengas de rua. Desta forma - muito natural - desenvolvi minha base de capoeira. A sua influência sobre mim foi a de um Mestre que abre espaço para que o discípulo busque em si o seu caminhar.
3 – Conte-nos sobre as diferenças e as influências das capoeiras Sinhozinho e Bimba na sua vida.
Para falar sobre isto preciso entrar um pouco na história do Mestre Sinhozinho e Mestre Bimba e fazer as interações entre estas duas escolas de capoeira que básicas na formação da capoeira atual e a grande base do Grupo Senzala, do qual sou um dos fundadores.
A capoeiragem moderna carioca tem como principal representante o Mestre Sinhozinho (Agenor Moreira Sampaio 1891- 1962). Sinhozinho chega ao Rio, aos dezessete anos, em 1908, vindo de Santos (SP). Era um aficionado por esporte e ao chegar já era um entusiasta em futebol, fazia luta romana e praticava ginástica de aparelhos. Mas foi no Rio, principalmente na Lapa, que viu e se apaixonou pela plasticidade e funcionalidade da temível gestualidade dos malandros, durante os acertos de suas pendengas, que se davam por este tipo de comunicação, denominada aqui de comunicação gestual da capoeira.
Sinhozinho foi morar no morro de Santo Antônio, vivenciando toda a realidade cultural carioca, subsídio para organizar uma estrutura de luta que tivesse por base os elementos da comunicação gestual da capoeiragem carioca, encontra alem disto, um ambiente impregnado por discurso intelectual nacionalista voltado para edificação da ginástica nacional, onde a capoeira é a base desta proposta, veja as propostas de métodos que aparecem nesta fase e os registros de discursos e em jornais como O Pais, a revista Kosmo e tantos outros.. Mas, o mais interessante, é que a capoeira numa perspectiva metodizada está dentro de sua ótica esportiva, sendo assim facilmente absorvida por ele. De interessante a provável mistura feita, por ele entre o universo dos métodos e do contexto dos malandros. (Anexo 4)
Em 1930, após já ter uma vivência em termos de movimentação de lutas e atividades esportivas, pois neste período foi instrutor de educação física, campeão de levantamento de peso, instrutor da Policia especial do Distrito Federal entre outros, reuniu sua primeira turma de alunos particulares, a quem ensinava capoeira de graça.
Sua primeira "academia" no Quintal de sua casa na rua Redentor, foi também a primeira academia de ginástica de Ipanema. Depois, sempre em Ipanema, passou por diversos endereços, como nas ruas Visconde Pirajá, Saddock de Sá e muitas outras, terminando na rua Prudente de Morais em frente à praça General Osório, quando morreu em 1962.
SINHOZINHO - marcou o cenário da capoeiragem moderna carioca, nos anos 30, 40 e 50, formando capoeiristas, boxeadores e remadores. Entre seus alunos famosos destacam-se Tom Jobim, que foi uma personalidade do mundo musical carioca e brasileiro e, como capoeira e desportista Rudolf Hermanny, que foi também campeão de judô no Pan-Americano do México em 1960. Entre os que participavam, do seu espaço de movimentação, podemos destacar: Paulo Azeredo, Paulo Amaral, Sílvio M. Padilha, André Jansen, Bruno e Rudolf Hermanny, Luiz Pereira de Aguiar (Cirandinha), Eloy Dutra, Carlos Alberto Petezzoni Salgado, Joaquim Gomes (Kim), Telmo Maia, Tom Jobim, Carlos Madeira, Darke de Mattos, Comandante Max, Paulo Lefevre, Paulo Paiva, Bube Assinger, Wanderley Fernandes (Pára-quedas), José Alves (Pernambuco), Carlos Pimentel, Lucas e Haroldo Cunha, Manoel Simões Lopes, Flávio Maranhão, Carlos Alberto Copacabana, e numerosos outros. Foram gerações sucessivas, daí a dificuldade de citar todos.
Paralelamente em Salvador, onde não existe registro sobre movimentos sociais de capoeira, numa perspectiva organizacional como a carioca no séc. XIX surge, a figura de Manoel dos Reis Machado, Mestre Bimba. Bimba abriu, numa academia de Salvador, suas aulas de “Luta Regional Baiana”, apresentando um treino disciplinado onde se aprendiam golpes numa seqüência padronizada. Além de golpes novos e treinos sistemáticos, introduziu elementos musicais como o pandeiro e o berimbau, formando a bateria, onde através de vários ritmos, associados a cânticos se praticava a luta marcial. Talvez evitando associações com a capoeira, que era ainda proibida, chamou de luta regional. Regional porque dizia que era originária de sua região, no Recôncavo baiano.
Lembrando aqui, que a construção do processo de capoeira como sport, tanto da regional de Bimba, como a de Sinhozinho, conviveu com a existência de algumas propostas de métodos organizando a estrutura da capoeira para uma luta marcial.
É, neste período, que a estratégia nacionalista de Getúlio Vargas, coopta a Capoeira e abre o caminho para transformá-la em Educação Física e Esporte, dentro de seu projeto populista.
Foi assim que Mestre Bimba apresentou ao Interventor da Bahia (espécie de Governador na fase Getuliana), uma exibição de sua luta, recebendo permissão para legalizar sua academia, dando início ao período da moderna capoeira. Em 1934, Getúlio Vargas, interessado no voto feminino, dos analfabetos, dos soldados, etc, extingue o decreto-lei que proibia a Capoeira e a prática de cultos afro-brasileiros. Mas, por outro lado, obriga que tanto os cultos quanto à Capoeira sejam realizados fora da rua, em recintos fechados, com um alvará de instalação. A iniciativa de Bimba teve um imenso sucesso, ganhou projeção nacional e foi adotada pelo próprio regime do Estado Novo como exemplo de “Luta Nacional” tirando a capoeira do limbo da rejeição. Manoel dos Reis Machado chegou a ser chamado para dar treinos nas Forças Armadas e na Academia de Polícia.
Segundo Liberac Mestre Bimba, passou por um longo percurso até chegar a hierarquia superior no que tange a “cultura popular” Ele reelaborou a capoeira construindo-a como símbolo cultural. Para construção de sua luta regional, Bimba redesenha a estrutura do gestual de sua realidade cultural baiana, pois ele achava a capoeira que se praticava na Bahia muito fraca como luta, por possuir um numero de golpes reduzidos e seu uso era mais para exibições em praça pública por “pseudos-capoeiristas”. Na construção de sua perspectiva de luta buscou no Batuque e nos movimentos de luta vivenciados e em manuais de luta marcial de seu tempo, os elementos que vão estruturar a sua luta regional, lembrando que teve, provavelmente, grande ajuda do grupo de alunos que o cercava, pois a grande maioria era da elite de Salvador e de grau de educação refinado. ..........................CONTINÚA NO LINK
http://www.portalcapoeira.com/Rio-de-Janeiro/entrevista-mestre-gil-velho

jueves, 9 de abril de 2009

Desarrollo del Reconcabo Sur-Bahiano y la gran seca del Nordese(Gran éxodo )


GRAVURA:Retirantes da seca de 1877. Desenho especial de Percy Lau para o livro Geografia da Fome de Josué de Castro 7a edição

NOTA DEL PESQUISADOR: Con el éxodo del sertao,la población de Fortaleza pasó de 25.000 a 130.000 habitantes.En Ceará ,al final de 1878 murieron 50.000 personas y varias decenas de miles en otras provincias del Nordeste.Huyeron hacia la costa unas 400.000 personas.Se envió gete hacia el Amazonas y Pará para evitar disturbios por la hambruna. Se expandió la viruela muriendo 1/3 de la población de Ceará en 1879 .La epidemia se llevó ,poe le éxodo poblacional, hasta Belém y Rio de Janeiro. 1888-BAHIA ,gran sequía,éxodo poblacional,emigración.
1876-78:La Gran Seca del Nordeste de Brasil: libro:Holocaustos de la era victoriana tardía Escrito por Mike Davis. http://books.google.es/books?id=_Kd9-pw6WTMC


ASPECTOS DEL DESARROLLO REGIONAL
EN EL RECÔNCAVO SUR BAIANO:
EL CASO DEL MUNICIPIO DE CACHOEIRA - BAHIA - BRASIL
ÁUREA CÔRTES NUNES DE OLIVEIRA FONSECA
La unidad agroindustrial de la producción del azúcar, en el Recôncavo Sul, en ese primer momento, se centró en los grandes cultivos, en el trabajo esclavo y en el ingenio. En 1670, había en Bahía 174 ingenios productores de azúcar y por vuelta de 1750, este número llegó a alcanzar 1.200 unidades en todo el Estado, de los cuales solamente 100 ingenios estaban
localizados en el Recôncavo Sul, la única región productora de azúcar, ya que las otras producían sólorapadura melaza y aguardiente de caña. A partir de 1760, tuvo inicio el proceso de decadencia de los ingenios de azúcar, coincidiendo con el surgimiento de nuevos centros realizadores mundiales, como Cuba, Filipinas y Java, que utilizaban nuevas tecnologías, moliendas verticales y la reutilización de las fibras de caña como combustible, en sustitución a la leña. Tales procedimientos aumentaban el rendimiento industrial hasta 30%.
En el siglo XVIII, la Villa de Cachoeira, era el segundo núcleo poblacional de Bahia. La cultura del tabaco, introducida en 1760, fortalecía la Villa que rápidamente se transformó en el principal centro de elección y manufactura del Estado. De su puerto, embarcaba toda la producción de tabaco, bien como la de azúcar de la región, sin embargo el movimiento de Porto de Cachoeira no era decurrente sólo del azúcar y del tabaco. Se daba en aquella parroquia actividades típicas de un puerto terrestre, con un intenso comercio parecido al del puerto marítimo de la Capital de la Provincia de Bahia. La navegación a través de Río Paraguaçu, desde su ría en Bahia de Todos os Santos hasta el Porto de Cachoeira, propiciaba condiciones geográficas favorables para hacer de esta Villa la principal vía de acceso de las mercancías europeas para la región baiana, y viceversa.
http://www.tdr.cesca.es/TESIS_UB/AVAILABLE/TDX-0130107-130628//02.ACNO_RESUMEN_CASTELLANO.pdf

1927 MINAS PUGILÍSTICA

FUENTE PRIMARIA: http://www.dibib.ufsj.edu.br/cgi-bin/wxis.exe?IsisScript=phl81.xis&cipar=publicajornal.cip&lang=por


Redactores: Chuca-Chuca & Bijuca; Redacção e officinas: Typ. Progresso. O Penetra-Orgam critico, humoristico, litterario, de publicação semanal, S. João d´EL-Rey, Anno 1, Num. 1, 20 de Novembro de 1927.


Pasajes de la vida de Zeca Floriano 1917

fuente: A Nota-Diario vespertino, S. João d´El-Rey( 7,13 agosto)1917 :http://www.dibib.ufsj.edu.br/cgi-bin/wxis.exe?IsisScript=phl81.xis&cipar=publicajornal.cip&lang=por


1917 Neste ano ocorreu a fundação de mais um clube esportivo em São Luís. O nome do clube era em homenagem ao maior dos mestres da cultura física do país: “inflamando-se de enthusiasmo e de energia para combater o enfraquecimento de uma geração e dar vida e armonia aos músculos, admirados com embevecimento, nos
grandes athletas e nas antigas estátuas de mármore guardadas nos velhos museus de Roma e Grécia”, dizia F. de Souza Pinto en “O Estado” de 15 de fevereiro de 1917. Nestas notas, ressaltavase o quanto era importante a boa forma física em Grécia e Roma antigos, nos Estados Unidos e na Alemanha atuais, como exemplo de uma raça: “E o Brasil, a terra verdejante de palmeiras e bosques floridos tem também os seus representantes e mestres de luta e
acrobacia
em que figura como principal elemento de nossa raça o afamado José Floriano Peixoto, cujo nome cercado de sorrisos e de feitos foi escolhido por patronimico do club, que acaba de apparecer nesta terra tristonha do norte, que há-de um dia figurar nos
campeonatos, tendo para saudar as suas victórias a música melodiosa dos cântigos cheios de saudade e poesia dos nossos queridos sabiás”.
http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/184.pdf

martes, 7 de abril de 2009

1863- ZUAVOS FRANCESES EN MEXICO

RECORTE LIBRO: (PAG 339)
Historia de la guerra de Méjico Escrito por Pedro Pruneda .http://books.google.es/books?id=Yh0VAAAAYAAJ&printsec=titlepage&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=&f=false
LA GUARDIA DE LA EMPERATRIZ CARLOTA, SU TRÁJICA AVENTURA EN MÉJICO. En 1832 se había formado una Legión para luchar en Portugal a favor de don Pedro, algunos oficiales habían combatido con la Legión Extranjera Francesa en Argelia, Italia y Crimea, y otros participaban en el ejército de Brasil. Asimismo, sólo tres años antes, había sido objeto de discusión el caso de civiles enganchados en los zuavos pontificios al servicio de Pío IX (borrador de la carta del Ministerio de Asuntos Exteriores A F. Chazal, Bruselas, 25 de agosto de 1864, MAE, CL B 68 III).http://chloe.dgsca.unam.mx/ehm/ehm28/EHM000002802.pdf Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro
Escrito por Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro
Publicado en 1979(pag 217):

http://books.google.com/books?id=BXI1AAAAIAAJ&hl=es&safe=on&pgis=1
RECORTE LIBRO:Cronología de las intervenciones extranjeras en América Latina: 1849-1898 ,Escrito por Gregorio Selser. http://books.google.com/books?id=D0NRCExcZmIC&hl=es
OS ZUAVOS BAIANOS
"Gente forte e brava", General Dionísio Cerqueira

:............A razão alegada para a recriação no Brasil da tradição zuava, se explica por Paulo de Queiroz Duarte, pelo fato de na Guerra da Criméia, no dia 8 de novembro de 1855, data da tomada da Torre de Malakof, ter morrido combatendo à frente de sua companhia, um brasileiro, o tenente do 1º Regimento de Zuavos, Eduardo (¿Edmundo?)de Villeneuve. De origem francesa, nasceu no Rio de Janeiro, sendo irmão do Conde de Villeneuve, que foi Ministro Plenipotenciário do Império do Brasil na Bélgica. Paulo de Queiroz Duarte cita também a presença de Zuavos na Guerra de Secessão nos Estados Unidos, nos anos de 1861 a 1865.
Bibliografia
Cerqueira, Dionísio. Reminisciências da Guerra do Paraguai. Rio de Janeiro: Biblioteca Militar, 1949.
Chiavenatto, José Júlio. Genocídio americano: A Guerra do Paraguai. São Paulo: Editora Brasiliense, 17ª Edição, 1979.
Duarte, Paulo de Queiroz. Os Voluntários da Pátria. Volume 2 - Tomo V, O Comando de Osório. Biblioteca do Exército Editora. Rio de Janeiro, 1986.
Ianni, Octávio. Raças e classes sociais no Brasil. São Paulo, Editora Brasiliense, 1987, 3ª edição.
Sales, Ricardo. Guerra do Paraguai: escravidão e cidadania na formação do exército. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990Doratioto. Francisco. Maldita Guerra - Nova história da Guerra do Paraguai. São Paulo: Companhia das Letras, 2002

http://www.palmares.gov.br/005/00502001.jsp?ttCD_CHAVE=176
Aticulo: Zuavo es el nombre que se le dio a ciertos regimientos de infantería en el ejército francés a partir de los 1830s. Originarios de Argelia, tanto el nombre como el uniforme distintivo de los zuavos se extendió por las fuerzas armadas de Estados Unidos de América, Estados Pontificios, España, Brasil y el Imperio Otomano .Sirvieron en la mayoría de las campañas militares del ejército francés entre 1830 hasta 1962. La etimología es del francés zouave que por su parte deriva de la palabra bereber zwāwī la cual es el gentilicio de la tribu Zwāwa quien aportó soldados mercenarios
La aventura Mexicana [editar]
Zuavo de morto - François Rochebrune (1863)
Durante la Segunda Intervención Francesa en México, los tres regimientos de zuavos participarían en el intento de la pacificación del territorio y como fuerzas anti-guerrilla que apoyaban a los ejércitos imperiales de Maximiliano I de México de hecho un destacamento serviría como la guardia personal de la emperatriz Carlota. Seria el Segundo Regimiento de Zuavos el que llegaría primero al puerto de Veracruz el 7 de enero de 1862 con un batallón de quinientos hombres, se le unirían en abril del mismo año otro batallón de 1,117 zuavos, que participarían en la batalla de Puebla, bajo el mando del General Charles Ferdinand Latrille, Conde de Lorencez. El Segundo Regimiento de Zuavos trataría de tomar los fuertes de Guadalupe y Loreto, pero serían repelidos por las fuerzas mexicanas. El primer y Tercer Regimiento de Zuavos llegarían con el cuerpo Expedicionario Francés entre Agosto y Octubre de 1862, el último regimiento de Zuavos que permaneció en el país participo en el Sitio de Querétaro en 1867, en el cual se hallaba el oficial Albert Hans, al final fueron vencidos por los mexicanos (partidarios de la Republica del gobierno de Benito Juárez), aunque a varios se les perdono la vida (incluido el mismo Hans) y regresaron a Francia.

Bibliografía:
Smith, Robin. American Civil War Zouaves. London: Osprey Publishing, 1996.
ISBN 1-85532-571-3
Clayton, Anthony. France, Soldiers, and Africa. Brassey's Inc,1988.
ISBN 0-08-034748-7
Shann, Stephen & Delperier, Louis. French Army 1870–71 Franco-Prussian War(1). Men-at-Arms 233.London, Osprey Publishing. 1991.
ISBN 1-85532-121-1
Shann, Stephen & Delperier, Louis. French Army 1870–71 Franco-Prussian War(2). Men-at-Arms 237. London, Osprey Publishing. 1991.
ISBN 1-85532-135-1
http://es.wikipedia.org/wiki/Zuavo
Artículo:
a das quatro companhias de zuavos baianos - unidades militares organizadas pelo Império do Brasil para lutar na Guerra do Paraguai (1864-1870).
Segundo Sionei, o batalhão zuavo foi inspirado na Guerra da Criméia, região localizada ao sul da atual Ucrânia. Em 1855, foi morto neste conflito de importância vital para o Estado de Mato Grosso do sul o tenente brasileiro Eduardo Villeneuce, que lutava junto ao 1º Regimento de Zuavo Frances.

Fluxos e refluxos da capoeira: Brasil e Portugal gingando na roda


Fluxos e refluxos da capoeira: Brasil e Portugal gingando na roda.
José Luiz Cirqueira Falcão* Análise Social, vol. XL (174), 2005, 111-133
..............Segundo o jornalista português João Pinto Ribeiro de Carvalho (1858-1930), conhecido como Tinop, a bagagem cultural dos capoeiras tinha enorme similitude com a dos fadistas portugueses. Ambos, além de cantar, eram excepcionais jogadores de navalhas e lutavam habilmente. Essa semelhança levou Tinop a fazer a categórica afirmação: «Os fadistas do Rio de
Janeiro são os capoeiras» (Tinop, 1982, p. 50).
O fato é que alguns estudiosos, dentre eles Bretas (1991), Soares (1997) e Tinop (1982), identificaram em suas pesquisas que boa parte dos costumes, das gírias e dos comportamentos dos capoeiras cariocas, da passagem do século XIX para o XX, apresentava grande semelhança com o acervo cultural do fadista português, como o uso da navalha, as rixas, a forma de
vestir6, a boêmia, a algazarra, a desordem, o apego ao lúdico, evidenciando que, apesar de estarem separados por milhares de quilômetros de oceano, faziam parte de um berço cultural comum. Segundo Soares (1997, p. 689), «tanto o capoeira como o fadista eram produtos de uma incipiente sociedade urbana do século XIX e também filhos da marginalidade citadina».
BRETAS, M. L. (1991), «A queda do império da navalha e da rasteira: a república e os capoeiras»,
in Cadernos de Estudos Afro-Asiáticos, Rio de Janeiro, Cândido Mendes, n.º 20.

http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aso/n174/n174a05.pdf

El arte de manejo de la navaja-CAPOEIRAGEM DE NAVALHA
CLAVE: 1890-Incorporación de ARMAS PORTUGUESAS en la capoeira Navalha nao corta seda:http://sala-prensa-internacional-fica.blogspot.com/2009/03/navalha-nao-corta-seda-estetica-e.html
El anónimo autor del Manual del baratero, ó arte de manejar la navaja, el cuchillo y la tijera de los jitanos, impreso por primera vez en Madrid en 1849, expone en esta curiosísima obra unas pautas a seguir por los ?hombres honrados? en caso de tener que usar objetos cortantes como arma, ya que, como indica en el prólogo, ?ha habido una necesidad de instruir al débil para que sepa defenderse de las demasías del fuerte?. El tratado estudia, enriquecido con numerosos grabados, las diferentes maneras de manejar el cuchillo y las tijeras, los mecanismos de la navaja, las diferentes posiciones que ha de tomar un individuo para atacar con ella y el modo de acometer al contrario, ocupando el final del breve volumen un simpático análisis del baratero, ?ó sea el matón que saca un impuesto forzoso en los círculos de los tahúres que se llaman garitos?.
http://www.extramuros.es/verDetalle.php?id=E02-00475
En Los españoles hay varios tipos como «El patrón de barco», «El presidiario», «El baratero», «Los buhoneros», «El contrabandista» o «La cigarrera», que podrían ser de diversos lugares de la Península, pero caracterizados allí como propios de Andalucía.
http://www.cervantesvirtual.com/servlet/SirveObras/91315286909573273000080/p0000001.htm LIBRO: 1849-Anónimo Manual del baratero,Ficha técnica del facsímilColección: Libros raros y curiosos ISBN: 978-84-9862-210-2





lunes, 6 de abril de 2009

1905-Educación Física Japonesa -Armada Brasileña

libro:Capoeira ,Escrito por Matthias Röhrig Assunção.(pag 129). http://books.google.es/books?id=C5C7VP0ollYC

Bimba en Sorocaba-SP.

cuadro: Assis Ribero: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhOa82Su2ZVdQ6uPgYnuRnzdR3eA05AyrPRHJYhOKIBjy_PVndEKw_1ET-4jWQwlhnzJzoMxeg6MxuHCrk5wGTO0lxB-UzhvMetMEHEyKQ5fPYdi1T9RwGxj3tSKyFK3NpYWQZO9gynbBgR/s1600-h/peranda+carioca.gif

Artigo sobre a repercussão em Sorocaba, São Paulo, da vinda de Mestre Bimba e seus discípulos para a Capital Paulista, ano de 1949

Por Carlos Carvalho Cavalheiro-Sorocaba - São PauloMaio de 2005 .


Ao Mestre Damião, com admiração.

Manoel dos Reis Machado, conhecido como Mestre Bimba, criador da capoeira regional baiana, esteve em São Paulo no final da década de 1940, a partir de contatos de alunos seus com empresários de lutas e amigos da capital paulista, para divulgar a sua capoeira baiana em exibições no ginásio do Pacaembu (SANTOS, 1996). Essas exibições, que se estenderam depois para o Rio de Janeiro, foram as primeiras sementes para o sucesso da capoeira regional baiana no sudeste do Brasil. Basta lembrarmo-nos de que Mestre Damião (Esdras Magalhães dos Santos) foi, muito provavelmente, o primeiro a ensinar em academia essa forma regional da capoeira na cidade de São Paulo, sendo esse mestre um dos componentes da comitiva de Mestre Bimba. E foi assim que, de setembro de 1950 a maio de 1951, funcionou em São Paulo a primeira Academia de Capoeira (Luta Regional Baiana)..." (SANTOS, 1996). A despeito de, no futuro, surgir qualquer outra informação diferente desta, o que se deve considerar é que o fato de Mestre Damião ter ensinado capoeira regional baiana em São Paulo, em academia - portanto, de maneira formal - está amplamente documentado. Entretanto, isso não exclui a existência da prática da capoeira (em suas formas e vertentes) em solo paulista antes do final da década de 1940 ou início de 1950. Muitos documentos aprovam essa prática mesmo no século XIX. A postura de 17 de novembro de 1832, uma entre muitas, proibia o jogo da capoeira: "...Trazem oculto em um pequeno pau escondido entre a manga da jaqueta ou perna da calça uma espécie de punhal..." (DIAS, 2001). Letícia Vidor de Sousa Reis (2000) ao citar Lilia Moritz Schwarcz, apresenta publicações do jornal Província de São Paulo (que se tornará posteriormente O Estado de São Paulo), datadas do final do século XIX, acerca da capoeira e de capoeiristas da capital paulista. E é conhecido ainda o conflito entre a polícia e recrutas do exército, estes últimos capoeiristas, na cidade de São Paulo em 1892 (CAVALHEIRO, 2000). Essas informações da capoeira em solo paulista demonstram que a na sua gênese a luta afro-brasileira foi difundida para praticamente todas as regiões do país, especialmente a partir de 1850 com o fortalecimento do tráfico interno de escravos. E, embora faltem estudos a respeito, pode ter originado diversas formas regionais como a pernada, a tiririca, a punga, o bate-coxa, o cangapé (ou cambapé) entre outros. Porém, com relação à capoeira regional baiana, a documentação até agora angariada nos dá conta de ter chegado a São Paulo por volta de 1948/49 e ter seu ensino formalizado em academia a partir de 1950. No ano de 50 e 51 Mestre Damião ministrou Primeiro curso oficial de Capoeira Que em São Paulo se registrou Na academia de Kid Jofre Waldemar Zumbano da CBP atestou. (ASTRONAUTA, 2004). A importância histórica da apresentação da comitiva de Mestre Bimba em São Paulo pode ser medida tanto pelos frutos advindos desse trabalho, como pela repercussão que houve nos meios de comunicação, especialmente a imprensa especializada em esporte. A verdade é que essa apresentação da comitiva de Mestre Bimba foi essencial para a capoeira regional baiana ser o que é hoje, especialmente em São Paulo. Em Sorocaba, interior de São Paulo, a notícia da vinda de Bimba e seus alunos foi noticiada pela Folha de Sorocaba, um importante jornal da época. Eis a nota: "Mestre Bimba"exibir-se-á no Pacaembú. O "mestre"trouxe consigo os seus oito melhores alunos. " Espectativa em torno da estréia do "rei dos capoeiras". Um espetáculo inédito está reservado aos paulistas, hoje á noite, no ginásio do Pacaembú, com a apresentação, ao público bandeirante, de "Mestre Bimba", o rei dos capoeiras. A luta nacional ganhou notoriedade na Bahia com o aparecimento de "Mestre Bimba", desfrutando de grande popularidade esse baiano, graças a destreza, malícia e coragem por ele demonstrados no emprego da capoeira como excelente método de defesa e ataque. Tornando-se famoso: "Mestre Bimba" de temível arruaceiro que era, sendo o terror da polícia da terra do vatapá, converteu-se, dedicando-se a ministrar os ensinamentos e segredos da capoeiragem. Desde logo sua "academia" passou a ser freqüentada por médicos, engenheiros, advogados, oficiais do Exército, da Marinha, Aviação e Polícia que lá iam em busca das lições do "mestre" capacitados, da eficiência e valor do sistema aplicado tanto para defesa como para o ataque. As lições surtiram o efeito desejado, sendo hoje "Mestre Bimba" um homem respeitado, tal a admiração que os alunos devotam ao "professor". É este precisamente o afamado capoeira que os paulistas irão ter o ensejo de apreciar no ginásio do Pacaembu, "Mestre Bimba"estrelará com oito dos seus melhores alunos. O espetáculo pelo seu aspecto inédito, vem sendo aguardado com ansiedade e geral expectativa, sendo grande o número de pessoas curiosas por apreciá-lo, e ao mesmo tempo aquilatar se é verídico o que apregoam das vantagens da capoeiragem. LOCAL DAS REFREGAS Na capoeiragem todos os golpes são lícitos, tornando-se por esse motivo uma luta bastante movimentada e que requer amplo espaço para os antagonistas desferirem os mais variados golpes e os respectivos contra-golpes. Para esclarecimento devemos elucidar que existem quarenta e cinco golpes , dos quais vinte e dois são mortais, e para cada golpes são empregados dois outros contra-golpes, e os combates são disputados ao som de um curioso instrumento, a que eles denominam berimbau. Assim as refregas são travadas num grande estrado armado ao res do chão, de maneira a permitir que os contendores possam se movimentar à vontade, negaceando para desferir de improviso espetaculares golpes. (FOLHA DE SOROCABA, 09 Fev 1949). Em São Paulo, como não poderia ser diferente, a presença de Bimba foi amplamente comentada, até mesmo nas rodas da malandragem, dos "espertos", dos jogadores da tiririca. Toniquinho Batuqueiro, em entrevista cedida em março de 2005, alude ao fato de Pato N"Água, talvez o mais hábil dos jogadores de tiririca da época, ter se disposto a enfrentar os capoeiras da comitiva de Bimba no Pacaembu, fato esse que não ocorreu. Segundo Toniquinho, houve mesmo uma inflamação do pessoal da tiririca esperando a desmoralização que Pato N"Água poderia proporcionar aos baianos. Apenas ânimos "regionalistas", nenhuma animosidade acirrada contra qualquer capoeira baiano.


Carlos Carvalho Cavalheiro. O autor é pesquisador autônomo da história e do folclore de Sorocaba. Sócio efetivo da Comissão Paulista de Folclore (IBECC/UNESCO). Licenciado em História pela UNISO. Especialista (pós-graduação) em Gestão Ambiental - Faculdade Senac.

Bibliografia: ASTRONAUTA, Miltinho - Capoeiras do Vale do Paraiba e Litoral Norte - Ed. do Autor - 2004. CAVALHEIRO, Carlos Carvalho - Cantadores - o folclore de Sorocaba e região (encarte de CD) - Linc - 2000. DIAS, Maria Odila Leite da Silva - Quotidiano e poder em São Paulo no século XIX " Brasiliense " 2001. FOLHA DE SOROCABA " "Mestre Bimba" exibir-se-á no Pacaembú - 09 fev 1949. REIS, Letícia Vidor de Sousa - O mundo de pernas para o ar - A capoeira no Brasil - Publisher Brasil - 2000. SANTOS, Esdras M. - Conversando sobre capoeira... - JAC Gráfica e Editora " 1996.
Ilustração: Folha de Sorocaba " 9 de Fevereiro de 1949 " Fotografado por Rogério Lopes Pinheiro de Carvalho Autor: Carlos Carvalho Cavalheiro

A capoeira em Florianópolis: um resgate histórico


A capoeira em Florianópolis: um resgate histórico:

Adriana Raquel Ritter Fontoura 1
Adriana Coutinho de Azevedo Guimarães 2

--------Segundo os depoimentos, a primeira roda de capoeira em Florianópolis foi realizada no dia da Consciência Negra, no ano de 1977, na Praça XV de Novembro, Centro de Florianópolis, onde existe uma figueira centenária. A roda da Praça XV de Novembro está sendo bastante valorizada por vários mestres e professores: “O Pinóquio achou um lugar para buscar a tradição, voltando para a Praça XV”.
http://www.ucb.br/mestradoef/RBCM/11/11%20-%202/c_11_2_2.pdf

La danse de Joinville Le Pont -Policía Militar-Sao Paulo

FOTO:http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=149568
Pol Briand <polbrian@mandinga.fr>
http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/03/missao-france4sa-1906-sa
A matéria não é nova. Dois termos da capoeira bahiana tem origem certamente francesa, são o *aú* que em português é _pantana_ como escrito nos artigos de 1909 descritivos da luta de Ciríaco contra Sada Miako no Pavilhão Pascoal no Rio de Janeiro e *rolê*. Embora o *balê* ensina-se, acho que ainda hoje, com nomes de passos em francês, o mais provável é que os nomes usados na capoeira venham de instrutores militares de ginástica das Missões francesas. A expressão francesa "faire la roue" designa um movimento similar ao _aú_ da capoeira, e o "roulé-boulé" é uma técnica para amortecer um choque (pulando de uma altura) rolando sobre si mesmo, com alguma semelhança ao _rolê_ da capoeira.Suponho que a influência francesa se deu através do serviço militar obrigatório no Brasil a partir de 1908. Foi promovido pelos mesmos militares e inteletuais nacionalistas favoráveis à educação física (e ao ensino da capoeira como esporte nacional) [Kuhlmann, Paulo Roberto Loyolla (Major), Serviço Militar Obrigatório no Brasil: Continuidade ou mudança?, Campinas:Núcleo de Estudos Estratégicos – Unicamp / Security and Defense Studies, vol. 1, winter 2001, p.1.] Antes da vinda dos franceses en 1908, a influencia alemã predominava do exército brasileiro. Os franceses tiveram não somente atuação direta em S. Paulo, como também indireta, com difusão de um manual de educação física no Brasil inteiro. [http://www.esefex.ensino.eb.br/atual_trab/%40cap I.PDF ; Celso de Sousa, La mission militaire française au Brésil de 1906 à 1914 et son rôle dans la diffusion de techniques et méthodes d'éducation physique militaire et sportive, Thèse Histoire contemporaine, Université de Bourgogne, 2006]Ainda estou a recolher elementos sobre a sua presença na Bahia. Há de ressaltar, pista ainda não seguida, que a Marinha também praticava educação física e que os famosos mestres de capoeira Aberrê e Pastinha foram Aprendizes Marinheiros no início do sec. 20.Como indica Loudcher (op.cit), o exército e a marinha de guerra francesa fizeram, ao inventar o esporte como preparação física para a guerra no final do século 19, interpretação muito particular do jogo de disordeiros que era a savate, transformando-la em largas proporções. É certo que a escola de polícia de Joinville, situada aliás perto da École normale militaire de gymnastique de Joinville, tinha um uso mais prático para o combate sem armas ou com armas improvisadas. Entretanto, os instrutores militares sempre dominaram o ensino.Os instrutores de educação física da missão militar francesa foram pouquíssimos. Se influência tiveram, foi geralmente indireta, através de pessoas por eles [in]formados. Portanto, os ensinos franceses foram interpretados e adaptados pelos brasileiros, e, notadamente, pelos adeptos da capoeiragem e do jogo de capoeira, sempre interessados em novos _truques_ (outra palavra francesa que substitue o português 'ardil' nos Ms. de mestre Pastinha).Os franceses, como os ingleses e alemãs, participaram também da promoção da idéia esportista no Brasil. Passar, no conceito dos praticantes, de brinquedo e da vadiação a esporte de competição, transtornou a capoeira, como quem sabe ler pode constatar nos debates consecutivos à organização de campionato no palanque do Parque Odeon em Salvador em 1936. Hoje procura-se recuperar o sentido e a sabedoria associadas à atividade antes desta fase. Aparentemente, o esporte de competição não atende às necessidades de todo mundo.Como sempre com essa fonte, o artigo citado traz erros na grafia dos nomes (dos franceses) e uma inconguidade : "O Bailado Joinville Le Pont: dança folclórica, hoje extinta na França e só praticada pela Polícia Militar do Estado de São Paulo." Não faz sentido. "La danse de Joinville Le Pont" não pode ser dansa folclórica. É obviament piada de militares para designar o seu treino, sendo que Joinville, situada perto no rio Marne próximo de Paris, era o subúrbio onde no espaço onde não se constroía por causa dos enchentes, vinha dançar o povo (e malandros) parisiense em barracões chamado"guinguettes" (o termo, de mesmo origem que 'ginga', evoca o ato de mexer as pernas -- jambes ou popularment 'gambettes'-- como também 'gigolette' e 'degingandé'. O que *é* extinta e a École normale militaire de Gymnastique, chamada 'de Joinville' embora o terreno em que se situava, no Bois de Vincennes, tivesse sido anexado pelo município de Paris em 1929. Aliás, dizer que uma dança é folclórica significa que ela é extinta, praticadas apenas por grupos para espetáculos deste gênero. As danças vivas são rotuladas de 'populares', com todas as pechas associadas a esse termo.Espero ter interessado com este pequeno comentário.
-- Pol Briand----------3, rue de la Palestine F-75019 PARIStel. (33) 142 396 436

Auxiliou a Missao Francesa na traduçao de textos.

foto::LIBRETO:Escola do Soldado,Força Pública de Sao Paulo,Paul Balagny,ed.TYP Casa Garraux 1912 4ed. http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/03/savate-na-sociadade-policial-brasileira.html
FRANCISCO JÚLIO CÉSAR DE ALFIERI, Coronel PM, de nacionalidade italiana, filho de militar. Desembarcou no Brasil e alistou-se como voluntário no 1º Btl (atual 1º BPChq-BTA) em 1897. Como Soldado participou das operações em Canudos onde foi ferido no assalto ao arraial do Conselheiro o que lhe valeu a promoção por ato de bravura a Sargento Furriel. Como Oficial auxiliou a Missão Francesa na tradução dos textos dos regulamentos para o português. Em 1907, como 1º Tenente, fundou a 1ª escola da PM, o "Pelotão de Alunos Cabos", depois, a Companhia Escola, o Corpo Escola (1912), cerne do CFSd, CFAP, EEF e APMBB.Já Major, em 1913, fundou o Curso Especial Militar, que ministraria ensino às Praças que se destinavam ao Oficialato. Para defender sua terra natal por ocasião da I Grande Guerra, exonerou-se da Corporação apresentando-se como voluntário às forças aliadas como soldado voluntário, tendo no Exército italiano, alcançado o posto de Capitão, onde combateu na frente austríaca até o armistício em 1918. Readmitido nas fileiras da Força em 1922, como Major, dirigiu a Repartição de Material e, em 1929, foi designado Diretor do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais. Em 1932, Tenente Coronel, combateu pela causa constitucionalista, tendo sido Chefe do EM da Força Pública. Reorganizador da Biblioteca, Arquivo e Museu da Corporação. Reformou em 05Out42, falecendo em 23Mai44, na cidade de Baurú. Pelo seu feito, o Cel Edilberto de Oliveira Melo costuma dizer: "Alfieri foi um Novo Garibaldi, herói de duas Pátrias".
Durante o século XIX a Corporação policial de São Paulo recebeu várias denominações : Corpo de Municipais Permanentes, Corpo de Municipais Provisórios, Guarda de Polícia, Brigada Policial, Força Policial e finalmente, Força Pública, nome com o qual conquistou vitórias e participou de grandes eventos, até já no século XX. Durante o oitocentos, a Corporação Policial Militar Paulista participou praticamente de todas as campanhas em que o país se viu envolvido, destacando-se a Guerra dos Farrapos, (1838), em que foram combatidos os separatistas da República de Piratini; a colonização dos Campos das Palmas (1839), no extremo da província, hoje pertencente ao Paraná; a Revolução Liberal de Sorocaba, em 1842; a Guerra do Paraguai (1865/1870); a Revolta da Armada e a Revolução Federalista (1893/1894); a Questão dos Protocolos, em que a nova colônia italiana de São Paulo se amotinou, gerando um conflito que não teve maiores conseqüências graças a pronta intervenção da Milícia Paulista; a Campanha de Canudos (1897), quando Euclides da Cunha chegou a elogiar a atuação do 1º Batalhão em terras do Rio Vaza Barris.

domingo, 5 de abril de 2009

Umbingada o Punga y Capoeira

NOTA DEL PESQUISADOR:En el documental "Samba á Paulista" aparecen un hombre y una mujer pegando pecho con pecho en un movimiento similar a la lucha " moringue ó ringa malgache", que aparece en Maranhao en la dança de Umbingada-Punga. Zuma (Annibal Burlamaqui) fue un importante inventor de esta nueva capoeira carioca y afirmó que varios golpes fueron extraídos de los “batuques” y “sambas”, como en el caso del “baú”. Se trata deun golpe dado en el adversario con la barriga, siendo similara los movimientos del “samba de ombligada”.DOCUMENTAL Samba á Paulista: http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=vNJvlTvQ_bE..............Em alguns lugares do interior do Maranhão, como no Município de Rosário, ou em festas em São Luís, com a presença de grupos de tambor de crioula, costuma ocorrer a punga dos homens ou pernada14 , cujo objetivo é derrubar ao solo o companheiro que aceita este desafio. Algumas vezes a punga dos homens atrai mais interesse do que a dança das mulheres. Por ter certa semelhança com uma luta, a pernada ou punga dos homens tem sido comparada com a capoeira: http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2008/11/umbingada-ou-punga-de-origen-afro.html
º

FESTAS RELIGIOSAS NO RIO DE JANEIRO:
perspectivas de controle e tolerância no século XIX*
Martha Abreu
Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 7, n. 14, 1994, p. 183-203.
...........Segundo Arthur Ramos, em O folclore negro do Brasil, editado em 1935, o "batuque" no século XIX referia-se a uma dança de caráter geral, onde os negros em círculo executavam cantos, passos, sapateados em ritmo marcado com palmas e instrumentos de percussäo (atabaques). Para o meio do círculo ia um dançarino ou dançarina, às vezes dois, para fazerem evoluçöes de grande agilidade, com requebros do corpo em movimentos individuais. Nessas evoluçöes eram comuns as umbigadas, chamadas em Angola de "semba", que significa movimentos pélvicos, de onde provavelmente se originou o termo samba, de início tomado
como sinônimo de batuque. Os "batuques" prolongavam-se dia e noite, desde que circulasse a "pinga" e os ânimos se mantivessem exaltados. As danças possuíam movimentos lascivos, "pois a mulher ou o homem dançando no meio do grande círculo produziam maior excitaçäo na assistência, atordoada com as baterias, o sapateio, o canto geral e o parati, que circulava horas a fio" (Ramos, s/d:118-147). Karash considera que a palavra "batuque", o termo mais comum para denominar a dança africana no século XIX, vem do "batuco", as danças sociais de Angola. Reforçando a idéia de Arthur Ramos, considera que dentre as danças escravas, como por exemplo o lundu, a capoeira, a dança dos velhos e a jandineira, aquela que era conhecida no século XIX por "batuque" é a que estaria mais próxima do samba carioca moderno. As descriçöes mostram a existência de vários ingredientes do samba atual: os tambores, o coro, dançarinos dos dois sexos e um leve movimento dos pés. O interessante, contudo, é que o termo "samba" näo é
encontrado nas fontes do século XIX;
"batuques" é a expressäo dos viajantes, dos códigos da repressäo (as posturas) e dos jornais. Afirma Karash que isto é bastante curioso porque o termo "samba" possui uma clara origem angolana. O verbo "kusamba", que significava saltear
e pular, devia expressar uma grande sensaçäo de felicidade (Karash, 1987: 244 e 245)