sábado, 28 de febrero de 2009

Santos-Os primeiros vereadores-Padre de Sinhozinho


CERTIFICADO:En 1904,Sinhozinho tenía 13 años:

De 7 de janeiro de 1899 a 7 de janeiro de 1902 - *José Carneiro Bastos, José Moreira Sampaio, Adolpho Vaz Guimarães, Ascendino da Natividade Moutinho (renunciou em 2/1/1901), Joaquim Feliciano da Silva, Tancredo Oscar de Azevedo, dr. João Baptista Martins de Menezes (renunciou a 7 de agosto de 1901); Ignácio Mariano de Azevedo Marques (renunciou a 9 de janeiro de 1901); Francisco Corrêa de Almeida Moraes (não tomou posse); Antonio Iguatemy Martins (não tomou posse); Joaquim Montenegro (não tomou posse); Theóphilo de Arruda Mendes (não tomou posse); Affonso Porchat de Assis (renunciou em 19 de junho de 1900); Américo Martins dos Santos, posse em 17 de maio de 1899, terminou o mandato em 7 de janeiro de 1902; Hermenegildo da Silva Ablas, renunciou em 19 de novembro de 1899; Camillo Borges Ratto, terminou o mandato; Carlos José Pinheiro, dr. José Adelino Teixeira, Gustavo Goetz. Foi eleito intendente neste período o sr. coronel José Moreira Sampaio(padre de Sinhozinho), que ocupou o cargo até 10 de junho de 1899, sendo substituído pelo cap. Adolpho Vaz Guimarães.





NOTA DEL PESQUISADOR:El padre de Sinhozhinho seguramente ,por su caracter de militar y vereador conoció la Misión Francesa de formación de la Policia en Sao Paulo-1906.http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2008/12/modernizacin-del-ejercito-brasileo.html




Sinhozinho (1900-1962) é contemporIâneo de Bimba (1900-1974), de Salvador; e do carioca Madame Satã (1900-1976). Mas Satã era negro, homossexual, pobre, criado nas ruas da Lapa; enquanto Sinhozinho era branco, filho do coronel José Moreira Sampaio - e em suas fotos, de 1930, Sinhô aparece fardado (Polícia Especial, provavelmente) -, e popular em Ipanema, na época da boemia dourada da juventude de Vinicius de Moraes e Tom Jobim (que, por sinal, tambem foi seu aluno). (INSERTAR foto de Tom Jobim, aos 18 anos levantando halteres na academia de Sinhozinho).






LIBRO:A volta do mundo da capoeira Escrito por André Luiz Lacé Lopes(PAG 25).A volta do mundo da capoeira
Escrito por André Luiz Lacé Lopes
Publicado por s.n., 1999
Procedente de la Universidad de Michigan
Digitalizado el 9 Oct 2008.http://books.google.es/books?id=Qv-BAAAAMAAJ&q=%22Jos%C3%A9+Moreira+Sampaio%22&dq=%22Jos%C3%A9+Moreira+Sampaio%22&safe=on&pgis=1
ISBN 8590079511, 9788590079514

O aluno de Sinhozinho, Carlos Alberto Pettezzoni - de branco em demonstração em New Orleans USA, em 1948



Agenor Moreira Sampaio, mais conhecido como Sinhozinho, ao centro, e alunos. Ano: 1940 (Paulo Azeredo é o último à esquerda). Sinhozinho, que sempre enfatizou o treinamento de força, foi um grande treinador e formador de campeões na capoeira e em outros esportes no Rio de Janeiro, na primeira metade do século XX. A capoeira de Sinhozinho, também conhecida como Capoeira Utilitária, era uma capoeira voltada para a eficácia como luta, inspirada na violenta capoeira carioca e não era acompanhada por instrumentos musicais.





O aluno de Sinhozinho, Carlos Alberto Pettezzoni - de branco em demonstração em New Orleans USA, em 1948 - foi o primeiro brasileiro a levar a capoeira para universidades estrangeiras e realizar apresentações e ensinar a capoeira fora do Brasil.
Fonte do documento: http://rohermanny.tripod.com/

método nacional de Educação Física Penna Marinho almejava elaborar uma “Ginástica Brasileira”


nota:Prof. Inezil Penna Marinho, que em 1945 publica a obra “Subsídios para o Estudo da Metodologia do Treinamento da Capoeiragem”, elaborada a partir de um trabalho científico que no ano anterior fora premiada em 1° lugar no Concurso Nacional de Monografias do Ministério da Educação e Saúde. Em sua página dedicatória encontramos o seguinte: “Dedicamos este pequeno trabalho aos capoeiras do Brasil, entre os quais Agenor Sampaio (o velho Sinhozinho) e Annibal Burlamaqui (Zuma), que tanto têm trabalhado para que a capoeiragem não desapareça6”
6 Marinho, Inezil Penna. Subsídios para o Estudo da Metodologia do Treinamento da Capoeiragem – Imprensa
Nacional, Rio de Janeiro, 1945, pg. 5.



PFSR.INEZIL PENNA MARINHO
Professor Inezil Penna Marinho, que em 1945 elaborou um estudo intitulado “Subsídios para o Estudo da Metodologia do Treinamento da Capoeiragem”, onde já pensava em criar um método nacional de ginástica que tivesse como base a capoeira. Essa idéia teve destaque nos anos 80 com a criação de um método nacional de Educação Física Penna Marinho almejava elaborar uma “Ginástica Brasileira”. A capoeira tem muito que ensinar, é uma lutar, dança, expressão corporal, técnica, enfim é cultura. Isso mostra que deve estar a serviço da educação como prática ligada necessidades básicas de nossa gente, nos aspectos físicos, psíquicos e culturais.http://www.ceme.eefd.ufrj.br/apresenta/home2.html


Filho do Cônsul Ildefonso Ayres Marinho e de Ignez Penna Marinho, o ex-aluno do Colégio Pedro II http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2008/12/organizao-e-cotidiano-escolar-da.html Inezil Penna Marinho desde a juventude se destacava pelo gosto pela prática de esportes e pelo interesse pela filosofia, história e poesia.




Jayme Ferreira ,en 1931 dirige uma Academia de Capoeiras-Capoeiragem(Rio de Janeiro)-1931-Combates que despiertan emoción

Jayme Ferreira ,en 1931 dirige uma Academia de Capoeiras-Capoeiragem(Rio de Janeiro).

1931 "Escola Typica de Agressão e Defeza"- Entrevista com Jayme Ferreira, Noite Ilustrada, junho 24, 1931. Reportagem pela qual se pode perceber a existência de várias academias, nas décadas de 1920 e 1930 no Rio de Janeiro: "A Capoeiragem tem no Rio, o seu período áureo. Foi quando praticada no "batuque", apenas pelos chamados "malandros" , se irradiou pela cidade toda, descida da Favela e de outros morros mais ou menos célebres, na pessoa do "capoeira" que se servia della para levar a bom termo as suas proesas de certo modo arriscadas".

1931 "Combates que despertam Emoção". Jornal dos Sports, 3 de julho de 1931: "As gymnasticas nacionais (capoeiragem) e japoneza, face a face...". A matéria termina da seguinte maneira: "Os juizes serão os srs. Carlos Gracie. Director da Academia de jiu-jitsu, e Jayme Ferreira, director da Academia de Capoeira".

1931 "Club Nacional de Gymnastica (capoeiragem): uma grande promessa". "Agenor Sampaio, Sinhozinho, fala ao Diário de Notícia". Referência do Diário de Notícias, 1º de setembro de 1931, à capoeiragem. Depois de vários centros informais de treinamento, Sinhozinho montou sua "academia" de capoeiragem na Rua do Rosário 185, 2º andar, Centro, Rio
FUENTE DE COMENTARIOS: http://portalcapoeira.com/Publicacoes-e-Artigos/andre-luiz-lace-lopes-atlas-capoeiragem
Escola Typica de Aggressão e Defeza Academias de Capoeira do Rio Antigo (1931)
Com vistas ao seu novo livro, André Lace guarda a sete chaves alguns registros raros sobre academias do Rio Antigo (décadas de 20 e 30). Mas, generosamente, aceitou enviar cópia de uma interessante matéria publicada, em jornal do Rio de Janeiro (com circulação nacional), em 1931.
http://www.jornalexpress.com.br/noticias/detalhes.php?id_jornal=13170&id_noticia=353

viernes, 27 de febrero de 2009

Amazônia, fronteiras e identidades

Amazônia, fronteiras e identidades
Reconfigurações coloniais e pós-coloniais (Guianas - séculos xviii-xix)*
1

Em meados de 1827, em diligência, o sargento Eugênio José Barbosa capturou « dois pretos » de proprietários franceses « que haviam fugido de Caiena e que tendo atravessado o mato vieram sair nas margens do Rio Jary em distância de três dias de viagem » da vila de Macapá. Em agosto, ainda no referido ano, foi a vez da prisão dos escravos José Maria e José Antônio. Seus proprietários eram da Província do Maranhão. Tinham sido « aprisionados por uma Escuna Francesa, na altura de Tuculumim [sic], indo do Pará para o Maranhão e conduzidos a Caiena ». Investigações junto a estes fugidos foram reveladoras. Estes dois cativos brasileiros foram inicialmente presos por franceses na costa e levados para Caiena. Ali acabaram escravizados. Posteriormente fugiram, atravessaram toda a região de fronteira e foram capturados próximos a Macapá. Na rota de suas fugas de Caiena, encontraram « povoação de gentios » e receberam ajuda através de uma canoa. Revelaram ainda que entre os « gentios » havia um « principal » e que estes eram « portugueses ». Apesar de declararem que andaram « errantes no mato » sabiam bem onde pisavam. Identificaram rios e margens, assim como aquilo que consideravam « território dos franceses ». Tais revelações indicam também o roteiro de preocupação das autoridades, então brasileiras. Tentavam descobrir a localização de « povoações » - quiçá mocambos e/ou aldeias - nas fronteiras, assim como a movimentação de tropas francesas em Caiena. As fronteiras continuavam oferecendo perigo36.

http://www.lusotopie.sciencespobordeaux.fr/queriroz-gomes.rtf.

jueves, 26 de febrero de 2009

Escravos de Moçambique

MAPA: http://www.multirio.rj.gov.br/portal/popup/rotas_escravidao/index.htm
DIBUJO:Rugendas - Escravos de Moçambique


Em outro testemunho de época, a primazia pela aquisição do escravo mina pelos habitantes de Minas, se deve a outro motivo. Na carta de Tomás Francisco Xavier Hares, de 1752, sugerindo ao rei D. Jose I uma série de medidas para recuperar as minas de diamantes, fica evidente que, “[...] os mineiros [estimam os] negros da Costa da Mina; porque os acharam mais aptos pa o trabalho”337, não apenas da extração aurífera, mas também para a execução das demais atividades. A preferência da população mineira pelos escravos mina, segundo
Hares, fez com que as dívidas dos mineradores aumentassem assombrosamente, sobretudo, junto aos comboeiros e negociantes baianos. Neste viés, Hares recomenda ao rei de Portugal a substituição dos escravos da Costa da Mina, mais caros, pelos da África Oriental. E, assim, explica Hares que mesmo sendo os moçambiques inferiores aos minas.




[...] essa diferença só serve pa o particular. O comum chegasse mais pa as fazdas, que menos custava [...]. Alem de que essa diferença da qualidade se exalta em huns gêneros o presso, nam impossibilita nos outros o prestimo; e assim, [...] nam fáram os negros da costa da mina havendo os do Oriente, [pois], com aqueles [os africanos da Costa Oriental] se póde mto bem extrahir o ouro; e fabricar as fazdas, porque sam aptos pa hum, e outro exercicio. Achasse já abonado pela experiencia este prestimo; porque com efeito no Brazil e minas o tem mostrado os negros daquele hemisferio transportados nas Naus, que vem de Moçambique338.




Na correspondência de Hares vislumbra-se que a importância dos escravos minas para a população mineira está no fato destes poderem praticar com alguma vantagem os vários tipos de trabalhos, não havendo uma especialidade declarada dos minas em extrair o ouro. Apesar de Hares não explicar qual a vantagem dos minas para que houvesse a primazia dos habitantes das Minas por eles, como fez o Governador do Rio de Janeiro, ele destaca que os moçambiques seriam capazes de praticar as mesmas atividades que os minas, embora a “qualidade” desses escravos fosse menor que os da Costa da Mina.



Colonos em Moçambique

foto:Mulher do fotógrafo J. Wexelsen fotografada na Beira - Moçambique, 1907. Colecção João Loureiro


A ambigüidade existente sobre sua localização decorre do baixo número de portugueses instalados na região, sendo que destes poucos lusitanos que habitavam a África Oriental, a grande maioria era composta por homens degredados para servirem nas tropas da Coroa lusitana, mas que ao chegarem à região desertavam “[...] sem a menor razão ou desculpa, preferindo trabalhar como escravos dos muçulmanos, hindus e hereges, a ser vassalos do seu rei”205. No território oriental-africano controlado por Portugal, em 1720, viviam menos de 2000 cristãos portugueses, indianos e mestiços, e alguns milhares de africanos na condição de livres e escravos206. Os colonos se inseriram no comércio interiorano, casaram-se com as filhas dos régulos locais, deram assistências militares aos chefes tribais e conseguiam passe livre no comércio. Eles se “africanizaram”. Em poucos anos de residência na África Oriental, tiveram filhos mulatos e, habitando as aldeias do interior, começaram a viverem à africana207. Era uma prática comum entre os colonos portugueses assentados na África Oriental o reconhecimento da autoridade do soberano local.



......................tendiam a se africanizar completamente no espaço de duas ou três gerações”210....................................... A “africanização” dos colonos incidia diretamente na diminuição do poder lusitano sobre a África Oriental, assim como no afastamento das relações entre esta região africana e a América portuguesa. A África Oriental estava mais voltada para o comércio, sobretudo a venda de escravos para os traficantes ingleses, franceses e holandeses instalados no Oriente e nas ilhas ao longo da Costa Oriental africana.








Deixando intocado o processo produtivo, os portugueses não conseguem reorientar a seu favor os circuitos regionais de comércio. Por muito tempo as trocas permanecem voltadas para o Norte e para o Leste, com os árabes de Oman manobrando o tráfico para o golfo Pérsico, principal mercado consumidor de escravos naquela parte do globo. Aliás, é somente em 1756 que Moçambique recebe a primeira tabela aduaneira portuguesa de cobrança de direitos de exportação sobre escravos. Ou seja, dois séculos e meio depois da entrada em vigor de pautas similares elaboradas para a Guiné portuguesa, e duzentos anos mais tarde das que entraram em vigor no Congo e em Angola. Afora remessas esporádicas, o Brasil só recebe regularmente escravos da África Oriental a partir do início do século XIX217.




.................... Na verdade, antes da introdução portuguesa na África Oriental, essa região, a pelo menos um milênio e meio, já se conectava a Comores, Madagascar, a Meca, ao Iêmen, a Omã, à Índia, à Pérsia, ao Ceilão, à Indonésia e à China. Estas rotas comerciais eram dominadas pelos muçulmanos, que regularmente enviavam navios à África Oriental.




........................... Com efeito, os suaílis continuaram a disputar o comércio com os portugueses. Não apenas aquele que se dirigia para o oceano Índico, mas também o do interior, dominado pelos africanos animistas219. Os suaílis, não raro, buscavam nas feiras do interior ouro, marfim e, em menor escala, escravos que trocavam pelos tecidos indianos com os portugueses220. Apesar da incômoda posição de intermediários dos suaílis para os portugueses, as tentativas de expulsá-los se tornaram frustrantes aos intentos da Coroa, pois os suaílis eram numerosos, bem integrados aos animistas locais, conheciam bem a região e mantinham estreitas relações comerciais e políticas com a Arábia, Pérsia e Índia221.




...........................
Lovejoy afirma que durante o século XVIII, cerca de apenas 400.000 escravos saíram da África Oriental, sendo que por volta de 2/3 destes foram remetidos ao Oriente e o 1/3 restante dividiu os mercados das ilhas Mascarenhas, sob jugo francês, e a América portuguesa227. Durante praticamente todo o século XVIII, a América portuguesa e a África Oriental encontravam-se comercialmente separadas. Os poucos aventureiros luso-brasileiros que se arriscavam na “Contracosta” africana buscavam cativos para trocarem por tecidos na Índia, e de posse desses produtos indianos, faziam nova permuta por escravos na região da África Centro-Ocidental228. Este tráfico para a América portuguesa era tão ínfimo em volume que D. Francisco de Almeida e Portugal, o Conde de Assumar, que havia sido governador de Minas Gerais entre 1717 e 1721, enviado à Índia como vice-rei em 1744, então em escala em Moçambique, se espantou com o baixo preço de venda dos escravos na região, observando ainda que estas mesmas peças valeriam mais de dez vezes os seus valores na costa Ocidental africana. Enfim, ele não entendia porque não se exportava maiores quantidades de escravos de Moçambique para a América portuguesa229.




...................... Tidos nas Minas Gerais do século XVIII, como “[...] do tipo retinto, gostavam muito de danças e de festas, de música, usavam grandes argolões, cordões de ouro e miçangas diversas”230, a nação moçambique era uma nação genérica para todos os escravos enviados da África Oriental para as Minas do século XVIII. Mesmo quando as exportações de Moçambique para as Américas cresceram depois de 1780 231, os portugueses e os luso-brasileiros, principalmente os da praça mercantil do Rio de Janeiro, utilizaram destes escravos quase que exclusivamente no comércio no Rio da Prata232, fazendo com que suas representações fossem pouco afetadas na América portuguesa. Foi somente na primeira metade do século XIX, quando aumentou o número de escravos da África Oriental enviado à América portuguesa233, é que apareceram outras nações da África Oriental, como mombaça, quelimane, inhambane e quiloa. Mesmo assim, muitas dessas denominações ficaram restritas ao Rio de Janeiro234. Aliado a isto, as representações atribuídas aos indivíduos de nação moçambique no Rio de Janeiro no século XIX, seriam diferentes daquelas encontradas em Minas Gerais no século anterior.




................................a pouca miscigenação dos grupos de cultura portuguesa na África Ocidental refletiu na maior distância entre os não-africanos do Império português e os africanos da Costa Ocidental.





miércoles, 25 de febrero de 2009

Casualidad,coincidencia???-La Capoeira de Thomas Ender

Pintura: Thomas Ender-Rio de Janeiro 1817








Gravura:Titulo CAPOEIRA Digital:icon395061_73v_238.tifAutor/Criador:Ender, Thomas, 1793-1875.Título:[Estudos de atitudes: capoeira.]Data:[18--].Em:-Thomas Ender -Procedente do Gabinete de Gravuras do Museu de Belas Artes de Viena.

Escravos do Atlântico equatorial: tráfico negreiro para o Estado do Maranhão e Pará (século XVII e início do século XVIII)


Levantamiento de los bóxers(box chino)-China

foto: Soldados bóxers, fotografía de 1900.
http://es.wikipedia.org/wiki/Rebeli%C3%B3n_Boxer


Los miembros de la Dadaohui practicaban las tradicionales artes marciales chinas: el Taiji quan y otras versiones del Wushu . Estas técnicas de combate, presentes en todas las sociedades secretas, eran empleadas como medio de autodefensa y como recurso para regenerar al degradado pueblo chino. El opio,introducido en grandes cantidades por los extranjeros, hacía estragos en la salud de la buena parte de la población. No pasó este detalle desapercibido a los viajeros occidentales mínimamente imparciales, que dejaron constancia del estado de las chinos adictos a esta droga:
«Flacos y enjutos de carnes, de aspecto lacio, torpes sus movimientos, andan arrastrando las piernas: su cara es pálida, con los pómulos salientes, los labios lívidos y los ojos brillantes cual si tuvieran fiebre.., líos efectos secundariosí ocasionan la pérdida de la memoria, la suspensión de las demás funciones cerebrales y un estado de abatimiento de todas las fuerzas físicas... Sería muy difícil encontrar una enfermedad ó vicio causantes de los estragos y las víctimas que en justicia pueden atribuirse al opio en China»


~La Dadaohui, aunque útil en la lucha contra el bandolerismo, resultaba inapropiada en una campaña a gran escala para expulsar a los extranjeros de China.
Esta empresa requería un apoyo popular masivo. La dureza y el sacrificio que llevaba aparejado el entrenamiento en las artes marciales no era la mejor propaganda para comprometer a amplios sectores de la población. Sin embargo, en la provincia de Shandong, en 1896 apareció una nueva
modalidad de Wushu, ciertamente degenerada, en la que primaba el componente esotérico
. Las artes marciales perdían de este modo su original pureza. Los luchadores no tenían que esforzarse para adquirir las habilidades necesarias para el combate. Una serie de ritos y hechizos, adornados con algunos movimientos pugilísticos, les proporcionaban algo mucho más necesario: la invulnerabilidad absoluta. Estos luchadores serían más tarde conocidos como los Boxers:
«Como estos chinos son muy aficionados á la esgrima, dándoles por el gusto y valiéndose de! boxeo, así los seducen y embaucan. El cabecilla y principales todos son maestros consumados en dicho arte y los chinos pronto se ofrecen discípulos dóciles de sus maniobras. Supuestas ya las primeras nociones, les arman de una grande espada y de un especial abanico y les dan además un diploma de admisión (un papelucho con garabatos ininteligibles) y los tienen V. armados caballeros a la nueva usanza. Nada de armas de fuego ó de otra cualquier clase. Con dichos tres elementos son invulnerables (asilo creían ellos) aunque sea á los cañones krup y a toda la maquinaria terrestre. Los principales tienen secretos que no comunican á sus adeptos; de ahí que se les vea hacer mil diabluras, como comerse fuego. arrojarse desde los tejados y subir á ellos con suma ligereza y mil cosas de este género» 46, Los Boxers formaban la llamada ‘Vihequan, la Sociedad de los Luchadores por la Justicia y la Armonía.


http://www.nationstatecrisis.org/archivo/lecturas/El_origen_de_la_revuelta_de_los_boxers.pdf

Berimbau-Angola




fuente:Field Museum of Natural History Founded by Marshall Field, 1893 Publication 329ºAnthropological Series Vol. XXI, No. 2
THE OVIMBUNDU OF ANGOLA
BY Wilfrid D. Hambly
ASSISTANT CURATOR OP AFRICAN ETHNOLOGY

domingo, 22 de febrero de 2009

Sociabilidades políticas na América portuguesa: Henriques e Pardos sob o governo barroco e na era das Luzes

PINTURA:
Retrato de Henrique Dias, de autor anônimo, acervo do Museu do Estado de Pernambuco

Sociabilidades políticas na América portuguesa: Henriques e Pardos sob o governo barroco
e na era das Luzes
(1750-1831)
................escreveu Henrique Dias acerca de sua tropa aos flamengos, numa carta de 1648: “De quatro nações se compõe este regimento: Minas, Ardas, Angolas e Crioulos; estes são tão malcriados que não temem nem devem; os Minas tão bravos que onde não podem chegar com o braço, chegam com o nome; os Ardas tão fogosos, que tudo querem cortar de um só golpe; e os Angolas tão robustos, que nenhum trabalho os cansa”. (Costa 1983: IV, 229).Em janeiro de 1646, ao início da guerra de
restauração, Dias comandou um batalhão de soldados negros com a ajuda do Capitão dos pretos “Minas”, Antônio Mina. Este participou da batalha, conforme um relato contemporâneo, “com seus soldados, os mais dos quais haviam sido escravos do governador João Fernandes Vieira, e lhes havia dado alforria, porque o ajudaram com muito esforço na batalha do monte das Tabocas” (Costa 1882: 414). Vê-se, pois, que não existia qualquer princípio de exclusão de africanos ocidentais quando tais corpos foram criados. Ao contrário, estes apareciam no momento da guerra como sujeitos absolutamente necessários aos esforços coloniais da restauração. Na verdade, são questões ligadas ao cativeiro, ao tráfico de escravos e, sobretudo, às relações de poder entre os homens de cor, forjadas na experiência do Novo Mundo, que explicam o surgimento de aspectos constitutivos da norma crioula. 7