viernes, 23 de enero de 2009

Escravos, cultura política e experiências transatlânticas

Escravos, cultura política e experiências transatlânticas Flávio Gomes
Cena 1: Um início de noite em 1812. João Thompson e Pedro Cabrete, pretos forros norteamericanos, são presos na rua do Sabão. Motivo: envolvidos em pancadarias e supostamente em “ajuntamentos” de capoeiras.

Cena 2: Alguma madrugada de 1823. Um pequeno negociante,residente em Belém do Pará nota alguma coisa diferente e clama providências à polícia local: seus escravos escafederam-se. Pior: um deles tinha procurado refúgio na casa do cônsul britânico, que aliás era acusado de promover “súcias” (ajuntamentos com desordens), reunindo negros fujões.Prontamente houve repúdio quanto a tal denúncia. O suposto escravo fugido reclamado era na verdade, Mr. Gray, um oficial negro da Marinha Inglesa.
http://www.lpp-uerj.net/olped/documentos/ppcor/0079.pdf

A Influência Africana na Amazónia*

No final do século XIX, início do século XX, dá-se o fluxo migratório dos negros barbadianos originários das colónias inglesas de Barbados, Caribe, directamente para Belém do Pará.
http://74.125.77.132/search?q=cache:UmkfCZAxZMgJ:www.iilp-cplp.cv/index2.php%3Foption%3Dcom_content%26do_pdf%3D1%26id%3D34+Arsenal+de+Marinha+da+Corte+capoeiras&hl=es&ct=clnk&cd=40

Capoeiras ,marineros ,marujos y desertores

NOTA:
O País, 24 de julho de 1889.

O Império educara a sociedade na idéia de que ordem e civilização eram termos intrinsicamente interligados. Era, pois, com perplexidade que se assistia a tais ocorrências. Na coluna “Boletim Republicano” do jornal O País, Saldanha Marinho notifica:
Ainda ontem a cidade inteira foi testemunha de um espetáculo boçal e bárbaro, que nos envergonha perante a mais atrasada civilização.
Imperiais marinheiros, capitaneando conhecida malta de capoeiras e malfeitores percorreram a rua do Ouvidor, de navalha em punho, dando vivas à monarquia e morras aos republicanos.46 :http://www2.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/0016013_04_cap_03.pdf




recorte libro: Epistemologia Quântica & Direito Penal .http://books.google.com/books?id=gDaW7Yn_wpUC&pg=PA110&dq=CAPOEIRAGEM&lr=&as_brr=3&ei=l6NsSsPVOonOzQTD2L3EAg&hl=es


grabado superior:1857 le 22 août (date d'enregistrement de l'image sur les registres du dépôt légal de l’estampe)
« Brevet de boxe et de chausson(Savate). Marseille, imp. Lith. (Michalet)
http://chaussfight.vs.bf.free.fr/sauvegarde/Historique.pdf

A polícia e o porto: marinheiros, imigrantes e os consulados estrangeiros no Rio de Janeiro (1890-1920).

...........................Esta intimidação à polícia não era à toa. Aquela região, do cais Faroux ao bairro da Saúde, era infestada de marinheiros, capoeiras, escravos e estivadores. Esses fatores nos levaram a pensar que a gente de Marinha compusesse uma malta, a malta da Candelária. E com certeza ela havia.

Tendo o subdelegado da freguesia da Candelária me informado de que na noite de Natal costumam reunir-se nas proximidades das igrejas maltas de capoeiras, em sua quase totalidade, compostas de aprendizes e imperiais marinheiros, rogo à V. Ex. ª, no intuito de prevenir conflitos, se digne providenciar para que sejam policiadas por força da Armada aquelas praças que obtiverem licença para vir à terra na referida noite.24
Mas o problema não era somente com marinheiros brasileiros. Estrangeiros também passavam pelas mãos da Polícia.

...................Mais um dos problemas mais comuns ligando Polícia, consulados e comandantes dos navios mercantes era o de deserção. Diversos homens, ao chegarem ao porto carioca, acabavam abandonando o navio. Há histórias diversas que podem nos ajudar a entender o assunto. Casos de amor, de crise econômica em seu país de origem, cansaço por longas viagens etc. Veja por exemplo os casos abaixo.
Tendo desertado de bordo da barca portuguesa “Mariana” os tripulantes José Correia natural de Bissau, de 24 anos, solteiro, e Miguel Ferreira, natural de Alfazeirão filho de José Ferreira, 36 anos, casado, venho rogar à V. Ex. ª se digne providenciar para que os referidos tripulantes sejam capturados e conduzidos a bordo do referido navio.
[...] pede providências no sentido de ser capturado o marinheiro Paulo Mathias Smolaerzik, desertor do cruzador “Bremen”. O referido marinheiro tendo saído ontem com licença não voltou até hoje. Paulo tem 21 anos, solteiro, estatura baixa, cabelo loiro, olhos azuis, boca e nariz regulares, dentes estragados, tatuagem nos ante-braços, rosto oval. Trajava na ocasião calça branca, blusa azul, bonet branco, botinas pretas29
[...] pede providências no sentido de ser capturado o marinheiro Gustavo Adolpho Grobe, desertor do cruzador alemão Vineta. O referido desertor ausentou-se de bordo em Santos, a 4 do corrente, e consta ter vindo para esta capital, onde conhece uma moça, cujo pai tem um café ou botequim na rua Larga ou Lapa ou de nome semelhante, sendo essa moça quem facilitou, provavelmente os meios para o desertor transportar-se a esta cidade. Grobe tem 25 anos de idade e deve andar em companhia de um marinheiro mercante de nome Fischbein.30

http://74.125.77.132/search?q=cache:HbLW9rL7ANoJ:www.crimenysociedad.com.ar/wp-content/uploads/2008/08/pereira-do-nascimento.doc+Arsenal+de+Marinha+da+Corte+capoeiras&hl=es&ct=clnk&cd=34


El origen preciso del arte es desconocido incluso para sus más antiguos practicantes. Se sabe que marineros del S.XVII, de Marsella, tenían que practicar algunas patadas y estiramientos para mantenerse en buenas condiciones físicas por sus viajes a través del océano. Algunos historiadores especulan que estos marineros fueron influenciados por la relación con algunas
artes marciales de Asia durante sus visitas ocasionales a Burma, Tailandia y China. Ciertamente, las peleas callejeras en los callejones de los puertos franceses empezaron a ver patadas a la cabeza, al cuerpo, a las piernas, etc. Los marineros llamaron a esta forma de combate con los pies "Chausson", en referencia al tipo de zapatillas que vestían mientras practicaban estos ejercicios.

capoeiragem paraense.




dibujo:Seqüência ilustrada sobre a ação dos capoeiras.
Fonte: A Semana Ilustrada, 06/04/1888.





Como se vê na Figura 1, cabeçadas, navalhadas, cacetadas e punhaladas seriam as principais violências praticadas contra o “pacífico cidadão”.
Nesta série, podem-se perceber algumas características raciais dos capoeiras representados. Nos dois primeiros quadros o capoeira age sozinho e é concebido como negro e escravo, pois está descalço. Nas cenas seguintes, a situação é diferente: os capoeiras são brancos (possivelmente de origem portuguesa) e, no terceiro quadro, agem em grupo. As ocorrências, pelo cenário, são todas urbanas. A representação ilustra tanto os discursos voltados para a capoeira que se está analisando, quanto para a condição racial informada em alguns documentos.

.....................
Muitos dos “perigosos capoeiras” acabaram sendo soltos posteriormente. Por isso, como no Rio de Janeiro de 1889, onde a repressãoocorreu mais intensamente, a capoeiragem paraense não haveria de desaparecer com a campanha de 1890. Acompanhemos o processo.

Escravidão urbana e o sistema prisional no Rio de Janeiro

Escravidão urbana e o sistema prisional no Rio de Janeiro
1790 – 1821
Para concluir a análise da historiografia da escravidão urbana temos as obras de Carlos Eugênio Líbano Soares que examina o fenômeno da capoeira nas ruas do Rio de Janeiro. 28 Essa mistura de dança e luta praticada pelos escravos e libertos estava articulada com a cultura urbana forjada pelas camadas populares e pelos trabalhadores marginalizados, dentre eles, emigrantes pobres portugueses e indivíduos vindos de diversas partes de dentro e de fora do Brasil.29 Segundo Carlos Eugênio, o Rio de Janeiro era uma cidade “coalhada de africanos, atravessada por libambos de negros acorrentados, presigangas flutuantes carregadas de condenados, pelourinhos espalhados nas praças, onde, por muito anos, os capoeiras sofreram o flagelo do açoite, do vergalho, cercados de quitandeiras e de negros de ganho, moradores de zungus”.30

O Arsenal de Marinha da Corte é considerado por Carlos Eugênio o “centro nervoso” das relações atlânticas travadas a partir do Rio de Janeiro com outras possessões portuguesas e estrangeiras além mar. Até por volta de 1835, o Arsenal é o maior complexo prisional da cidade. A partir de 1824, a pena de açoites, destinada aos escravos presos na prática de capoeira, é substituída pela pena de três meses de trabalhos forçados na construção do dique que serviria para a manutenção de embarcações no complexo militar.
Neste complexo se juntavam escravos presos por capoeira, homens livres pobres cumprindo penas por vadiagem enviados para a realização de diversos serviços, qualificados ou não. O trabalho no Arsenal estava dividido em cinco grupos: Presiganga e Dique, onde os detentos trabalhavam nas tarefas mais pesadas; encarregados de cozinha, compra de mantimentos, faxina e limpeza, serviços geralmente realizados por mulheres; prisioneiros que trabalhavam em outras obras da Ilha das Cobras ou na fabricação de carvão; as oficinas, cujo o trabalho era especializado e nos escaleres, ocupados em ligar a ilha com o continente ou com navios na Baía de Guanabara. Como podemos ver, nesse complexo militar e prisional todas as ocupações ficavam a cargo dos detentos, fossem eles livres ou escravos.

http://209.85.129.132/search?q=cache:zjk5J3dUBt8J:www1.capes.gov.br/teses/pt/2004_mest_ufrj_carlos_eduardo_moreira_de_araujo.PDF+pris%C3%A3o+do+Aljube+capoeira&hl=es&ct=clnk&cd=7

Brasil,500 anos de povoamento



Território Brasileiro e Povoamento










Japoneses
Estatísticas do Povoamento


Os números da população indígena




População escrava e negra




Imigração no Brasil




Degredados en Brasil encaminados para India o Moçambique

Alguns sentenciados a degredo, vindos de fora da Corte, realmente amargavam tempos de prisão até seguirem rumo ao destino da pena.252 Ao aguardarem a decisão da última instância de justiça da Capitania e do então Vice-Reino, a Casa de Suplicação, esses homens permaneciam na prisão do Aljube, verdadeiro depósito e sepulcro humano. Lá, poderiam construir solidariedades com seus pares, uma vez que os sentenciados eram sazonal ou parcamente separados por cor, condição social ou condenação. De outra forma, poderiam se envolver em conflitos entre os diversos detentos e transformar suas estadias num inferno, como acontecera em 1813, quando o carcereiro foi acionado para encerrar um tumulto na cela dos “degredados brancos” que esperavam o envio para a Índia e Moçambique. 253
http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/10686/1/DEGREDO%20INTERNO%20E%20INCORPORAÇÃO%20NO%20BRASIL%20MERIDIONAL_%20FABIO%20PONTAROLO.pdf?bcsi_scan_347083700BE749B9=3RI1ihBvBpHjfmFcF20bxxkAAAAhTDsV&bcsi_scan_filename=DEGREDO%20INTERNO%20E%20INCORPORA%C3%87%C3%83O%20NO%20BRASIL%20MERIDIONAL_%20FABIO%20PONTAROLO.pdf

Javaneses en Surinam




1853-Javaneses en Surinam .pag 326 y 327

1863-2500 Chinos de Macao,Hongkong y Cantón en las Antillas-Caribe.pag327


Europa, Asia y Africa en América Latina y el Caribe Escrito por Birgitta Leander, Mario Margulis, Omar Martínez Legorreta.


jueves, 22 de enero de 2009

Deserciones de soldados y marineros a finales del XVII en Brasil

libro:
Castilla y Portugal en Asia, 1580-1680 Escrito por Rafael Valladares
http://books.google.es/books?id=BB9BmCJ0EQsC&pg=PA65&dq=ESCLAVOS+MALAYOS+BRASIL&lr=&as_brr=3

No final do século XVII, porém, um novo fator veio se adicionar aos problemas alfandegários. Bandeirantes paulistas haviam descoberto muito ouro em Minas Gerais. Uma corrida para os garimpos afetou o Brasil e Portugal e até mesmo outros países europeus. Milhares de aventureiros atravessaram o Atlântico e se internaram nos sertões em busca do metal precioso. Soldados e marinheiros dos navios desertavam e fugiam para os garimpos, sem que fosse possível impedí-los. O movimento comercial mais que duplicou nos portos de Salvador e do Rio de Janeiro.
http://www.receita.fazenda.gov.br/Memoria/pessoal/alfandega_salvador/default.asp

Las Capitanías en Brasil


Em 1530, D. João III, reconhecendo que era preciso povoar as terras, enviou expedição com amplos e excepcionais poderes de organizar e reger o novo domínio, ditar leis, aplicar e executá-las. Esses poderes constavam de cartas régias, primeiros atos legislativos brasileiros. A fim de atrair povoadores, por via delas se ofereciam vantagens aos que nele se
estabelecessem, isentando-os de tributos. Quando Portugal resolve implantar no Brasil o sistema de Capitanias o faz por título de doação que consistia de dois documentos: a Carta de Doação e o Foral. Os donatários deveriam dar conta à coroa portuguesa do que arrecadavam, pagando o direito de alfândegas reais (10%), o quinto dos metais e a dízima do pescado e das colheitas. Os impostos eram pagos em espécie.http://www.mcampos.br/CENTRODEEXTENSAO/Programa%20Libertas/Arquivos/Mara%20Cristina.pdf

En 1525 nombró capitán mayor del Brasil á Cristóbal Jaques, enviándole al frente de una pequeña armada. Arribó Jaques á la bahía de Todos los Santos, así llamada del día que fue
descubierta (i.° de Noviembre de 1501), mas no la halló tan sola como pensaba, porque en ella estaban fondeados unos buques franceses. No se sabe quién los mandaba ni quién los guiara
á aquellos parajes, aunque se sospecha fueron atraídos por cartas de dos capellanes también franceses que algo antes pasaron al Brasil en la escuadrilla mandada por Coelho. No anduvo Ja-
ques en las averiguaciones que nosotros ahora, ni quiso tampoco saber si los tales buques estaban allí de arribada, obligados or fuerza mayor; fuese á ellos, los echó á pique, y ni á uno
solo de los tripulantes dejó con vida.


El primero de los portugueses favorecido con una capitanía fue el insigne historiador Juan de Barros, á quien dio la de Maranháo, con encargo especial de subir por el Amazonas arriba enbusca del Perú, á la sazón conquistado por Pizarro, y de cuyos tesoros había ya en la Península estupendas noticias. La empresa fue desgraciada. Se perdieron cuatro buques arruinándose Barros y los que se le habían asociado.
Hubo otras ocho capitanías cuyos nombres y donatarios fueron de esta manera:
La de Pernambuco, que se dio á Coelho d'Albuquerqué.
La de los llheos, á Jorge de Figueiredo Correa.
La de Porto Seguro, á Pedro de Campos Tourinho. resolveu demarcar Capitania do Brasil com 50 léguas de costa desde Pernambuco ao rio da Prata, entregando-as a fidalgos ou pessoas de confiança, experimentadas em negócios e empreendimentos da India.http://pt.wikipedia.org/wiki/Pero_do_Campo_Tourinho
La de Espíritu Santo, á Vasco Fernándes Coutinho. Partiu de Lisboa em uma embarcação com cerca de sessenta homens a bordo, a maioria degredados, entre os quais se incluiam dois nobres http://pt.wikipedia.org/wiki/Vasco_Fernandes_Coutinho
La de Santo Thomé—en la que se incluía áRío de Janeiro—
á Pedro de Goes da Silva. http://pt.wikipedia.org/wiki/Pero_de_Góis
La de San Vicente, á Martín Alfonso de Souza . Nomeado capitão-mor do Mar das Índias (1533), foi encarregado de proteger as possessões de Portugal no Oriente. Defendeu a feitoria de Diu contra mouros e hindus, derrotou o rajá de Calecute e combateu os corsários que saqueavam as embarcações portuguesas na região. Vitorioso, foi nomeado por D. João III (1542) vice-rei das Índias http://pt.wikipedia.org/wiki/Martim_Afonso_de_Sousa. Y la de Santo Amaro, á Pero Lopes de Souzahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Pero_Lopes_de_Sousa , hermano del anterior. La corona se reservó el dominio pleno de San Salvador da Bahía, hasta que últimamente cedió también este territorio á Francisco Pereira Coutinho http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Pereira_Coutinho.


Por fracaso de las Capitanías,se nombró en 1549- Gobernador general Thomé de Souza http://pt.wikipedia.org/wiki/Tomé_de_Sousa, el cual se instaló en Bahía con un millar de soldados y de deportados.



http://www.ateneodemadrid.com/biblioteca_digital/folletos/Folletos-0045.pdf.
notas personas brasil colonial:http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Pessoas_do_Brasil_Colonial

miércoles, 21 de enero de 2009

Historia de la Policia de Sao Paulo

1881-1888-Capoeiras liberan esclavos en Santos (1)
1884-El Pintor Pedro Américo compara los capoeiras con la problematica de las calles de Nápoles (1)
1885-PARÍS-Legaçao Brasileira petición información sobre sistema de Policía Francesa-VIDOCQ-SAVATE (1)
1885-Sakalavas en el ejercito francés (1)
1888-Franceses y ex-combatientes en Paraguai - Policia de Sao paulo(otros estranjeros) (1)
1890-Incorporación de ARMAS PORTUGUESAS en la capoeira (1)
1890-Prohibición de entrada de Asiaticos y Africanosen Barsil (1)
1890-Prohibición en Francia espada en lugares públicos-surge o Savate (1)
1890-reclutamento de Capoeiras en Sao Paulo (1)
1892-Soldados paulistas-Capoeiras (1) 1896-Capoeira na Guerra dos Canudos (1)
1896-Guerrillero acróbata en la guerra de los Canudos (1)
1899-Pae de Sinhozinho vereador(Coronel J.M.Sampaio)-Santos (1)
1899-Pae de Sinhozinho vereador-Santos (1)
1901-PASTINHA Escuela de Aprendices de Marineros aprendeu esgrima (1)
1902-Fin contrato trabajadores libres (1)
1902-Formaçao Fisíca Batalhão de Caçadores no Quartel da Luz São Paulo (1)
1905-Zeca Floriano -Jiu Jitsu (1)
1905-Zeca Floriano practica Jiu Jitsu (1)
1906-***(SAVATE)chega a São Paulo a Primeira Missão Francesa de Instrução Militar (3)
1906-1908-RIO Zeca Floriano exhibiciones de luchas (1)
1906-La policia estadual-Brasil sob orientação de la francesa aún usa en SAVATE(Box) como defensa (1)

El Caribe Holandés -Surinam

El Caribe holandés en la época de la esclavitud
Wim Klooster & Gert Ööstindie Universidad de Leiden y Real Instituto de Lingüística y Antropología, Leiden. Holanda
Descripción de las líneas claves de la historia del Caribe holandés hasta la abolición de la esclavitud (1863). Se organiza con un doble criterio cronológico v geográfico (Antillas Sotaventas y Barloventos), desarrollando los tenias desde una perspectiva caribeña y latinoamericana más amplia. Incluye bibliografía y fuentes documentales al final de cada sección, destacando la relevancia de las existentes en Holanda v sus antiguas colonias.
Introducción
La relevancia de Holanda en la historia latinoamericana es limitada. Sólo en un período los holandeses desempeñaron un papel crucial cuando, entre 1630 y 1654, ocuparon el nordeste de Brasil. La breve aventura brasileña tuvo consecuencias enormes. Con la conquista de la parte
noreste de Brasil los holandeses se vieron involucrados en el sistema atlántico del comercio de esclavos y de la producción de plantación. El abastecimiento de las plantaciones brasileñas con esclavos les llevó a las costas africanas, donde sus factorías comerciales permanecerían hasta bien entrado el siglo XIX. El comercio de esclavos ganó importancia con gran rapidez. En el período brasileño, los holandeses y los zelandeses fueron incluso los mayores comerciantes transatlánticos de esclavos durante un breve período de tiempo. Además los empresarios holandeses ayudaron a exportar la plantación azucarera al Caribe. Mediante créditos holandeses, llevaron la tecnología de la producción azucarera y los primeros contingentes de esclavos a la isla inglesa de Barbados. Mientras el sector de las plantaciones del Caribe español, que ya databa de poco después de 1500, languidecía, las plantaciones azucareras de Barbados se convirtieron en el modelo que daría una nueva imagen a la parte no española del Caribe en pocas generaciones. A los holandeses les corresponde el honor cuestionable de haber puesto en marcha esa "revolución
de plantaciones".
Debido a la pérdida de Brasil, el punto de enfoque de la América holandesa se desplazó posteriormente al Caribe. Al igual que la ocupación de Brasil, la llegada de los holandeses a esta zona estuvo relacionada con la Guerra de los Ochenta Años contra España (1568-1648). El Caribe pasó a ser un nuevo frente, los rebeldes terminaron con el monopolio español y combinaron los combates navales con la rapiña y con una expansión territorial discreta. En este archipiélago la presencia de Holanda se ha mantenido hasta hoy en día, siempre como pequeña
potencia.
Desde mediados del siglo XVII, el reino americano holandés estaba compuesto por seis islas minúsculas en las Antillas y cuatro colonias en la costa norte de Sudamérica conocida como la "Costa Salvaje". Curaçao no sirvió para la agricultura de plantación, sin embargo prestaría buenos servicios como centro del comercio (de contrabando) y como depósito de esclavos; las demás islas de las Antillas tuvieron una relevancia limitada, salvo algún episodio excepcional. De las cuatro colonias de la Costa Salvaje, Suriname se convirtió en unas décadas en una colonia
de plantación prometedora. Sin embargo las otras tres Guayanas —Berbice, Demerara y Essequibo— sólo se desarrollaron tras las guerras napoleónicas, cuando pasaron de manos holandesas a manos inglesas.
.....................la población surinamesa casi no estaba arraigada a Holanda. Dentro de la pequeña parte de la población blanca, el mayor contingente estaba formado por judíos sefardíes procedentes de la Península Ibérica y de Brasil, seguidos por los judíos askenazíes, los holan-
deses y los zelandeses; además había, entre otros, hugonotes franceses, ingleses, escoceses y alemanes
. Los propietarios holandeses de plantaciones con más éxito fueron atrapados por lo que un gobernador del siglo XVIII criticó como el animus revertendi, el deseo de volver lo antes po-
sible a la 'patria'. También los propietarios menos ricos siguieron este ejemplo. A finales del siglo XVIII la mayoría de los propietarios de plantaciones vivían en Holanda. El grado de absentismo también comparativamente alto acarreó graves problemas con respecto a la gestión de las
plantaciones.
La mayor parte de la población surinamesa tenía raíces africanas. Entre 1667 y los años 20 del siglo XIX, se importaron 210.000 esclavos aproximadamente. La población total surinamesa ascendió de unos 10.000 habitantes hacia el año 1700 a 70.000 en 1770; después esta cantidad
descendió progresivamente como consecuencia de la disminución y de la posterior finalización del comercio de esclavos. En 1863, en tiempos de la abolición de la esclavitud, vivían en la colonia 63.000 personas aproximadamente. En el siglo XVIII los esclavos constituían más del 90% de
la población, cantidad que sin embargo disminuyó hasta menos del 65% en 1863. La gran mayoría de los esclavos vivía en las plantaciones; los esclavos urbanos formaban una pequeña minoría. Hasta el siglo XIX, la manumisión no tuvo gran importancia cuantitativamente. Además de los esclavos, dueños y el grupo de mulatos libres que iba creciendo poco a poco, al margen del mundo colonial vivían también varios miles de indios y cimarrones. Se estimó que hacia 1750 estos últimos eran 3.000 y en la Emancipación habían ascendido a 8.000. Por consiguiente el porcentaje de cimarrones fue muy alto según los criterios caribeños y latinoamericanos.
La pequeña ciudad de Paramaribo funcionaba como centro administrativo, lugar de residencia para la élite, los negros y los mulatos libres, y como punto de intersección en las relaciones entre la colonia y la madre patria. Así, poco a poco, surgió en Paramaribo una población mezclada en lo que se refiere a raza y cultura, que en su diversidad contrastó con la población dividida en las plantaciones por la 'segregación' racial.
Hacia 1790 vivían en la ciudad 9.600 personas aproximadamente, cantidad que se duplica ampliamente en el momento de la abolición de la esclavitud. La proporción de afro-surinameses era considerable dentro de esta población urbana, ya que además de los mulatos libres, también vivían en Paramaribo esclavos domésticos y artesanales. Una pequeña parte de esta población de color supo hacer fortuna; sin embargo se les siguió denegando el acceso a la administración colonial hasta bien entrado el siglo XIX.
............... Suriname tuvo que producir de forma mucho más eficiente que sus rivales. A largo pla-
zo no pudo soportarlo. La consecuencia fue una dependencia creciente y finalmente asfixiante de los créditos concedidos por la madre patria. En un principio se concedieron créditos con demasiada facilidad, bajo unas condiciones que después las plantaciones no pudieron cumplir. Cada vez con más frecuencia había plantaciones que quebraban, generalmente a costa de sus propietarios repatriados y prestamistas en Holanda. Finalmente esto tomó formas dramáticas; de ahí que se produjera una crisis financiera en el último cuarto del siglo XVIII y que se agotara durante mucho tiempo la afluencia de capitales a Suriname.
..................... Finalmente la abolición de la esclavitud daría el golpe de gracia al sector de plantación, a pesar de que acto seguido tuvo lugar una historia de trabajo asiático bajo contrato.
Bajo fuerte presión inglesa se abolió el comercio de esclavos en 1814. Sin embargo, con la abolición de la esclavitud, en 1863, Holanda iba muy por detrás de Inglaterra (1834) y Francia (1848) y sólo un poco por delante de otra potencia caribeña, España (1873, 1886). Esta última fecha refleja no tanto la importancia decisiva de la esclavitud para Holanda, sino sobre todo la falta de interés por las indias Occidentales. Sólo hacia 1850 el Parlamento holandés habló seriamente sobre la emancipación. . La indemnización de los propietarios de esclavos expropiados se saldó con los beneficios de las Indias Orientales que aumentaron rápidamente. Así los javaneses financiaron la liberación colectiva de los esclavos surinameses. I8 La esclavitud surinamesa tenía fama de ser excepcionalmente severa. I9 En parte esta reputación sólo reflejaba malentendidos y una 'agenda escondida1, pero asimismo reflejaba una realidad efectivamente inconcebible. Los patrones demográficos de la población de esclavos eran, también comparativamente, desfavorables. El crecimiento demográfico anual fue hasta 1750 del -5% aproximadamente; después se habló ciertamente de una mejora, pero el crecimiento siguió siendo negativo hasta la abolición de la esclavitud. La mejora se puede atribuir en parte a una presión de trabajo menos extrema y en parte —y probablemente más— al factor de la criollización. Además los patrones demográficos cambiaban mucho según el producto que se cultivara en la plantación; las exigencias tecnológicas correspondientes determinaban en gran medida la dureza del régimen de trabajo.
http://keur.knaw.nl/16424/1/16424.pdf.
otras citas:
( 4 ) Durante el periodo 1890-1939 llegaron a Surinam bajo contrato, 33.012 javaneses; y entre 1930-1939, unas 653 familias como inmigrantes libres. Salieron de Batavia, Marangay y Surabaja, pero la mayor parte procedía del centro de la isla, con una fuerte tendencia a la producción colectivista. Fueron repatriados 8.441, de manera que el remanente en 1947 era de 24.571 (PANDAY, 1959).
(7)A Surinam llegaron, en 1873, los primeros tres barcos procedentes de Calcuta con un total de 1.310 coolíes; el último cargamento, con 304, llegó en 1916; durante esos 43 años, 34.024 hindúes vinieron con contratos de 5 años, pero con las repatriaciones quedaron asentados firmemente 22.334. Casi toda la producción agricola está en manos de orientales (PANDAY, 1959). Tomará tiempo para que se verifique la integración y asimilación de más de media docena de etnias que conviven en antiguas posesiones inglesas, holandesas y francesas de Guayanas y Trinidad. Cuando estas notas se escriben, en 1992, un descendiente de hindúes acaba de ser elegido primer ministro en Surinam.
http://www.lablaa.org/blaavirtual/historia/equinoccial_8_trabajo/capitu30.htm

Franceses en Goa-Bengala-Ceilán y Maldivas............

.....vuelven a Europa Via Brasil
http://www.tesisenxarxa.net/TESIS_UAB/AVAILABLE/TDX-1222103-160816//fmpnro1de4.pdf

Rutas navegación China -Indico

Ver pagina 270
http://www.tesisenxarxa.net/TESIS_UAB/AVAILABLE/TDX-1222103-160816//fmpnro1de4.pdf

Los inconfidentes deportados a Mozambique (1792-1812)

Los inconfidentes deportados a Mozambique (1792-1812)
El primer caso detectado sobre presencia de pensamiento latinoamericano en África, y sobre el que se conoce muy poca documentación, es el de los inconfidentes mineiros (de Minas Gerais, en Brasil) deportados en razón del movimiento que protagonizaron a fines del siglo XVIII. La Inconfidencia Mineira ocurrió en 1789, siendo deportados a Mozambique en 1792 Tomás Antonio Gonzaga, José Aires Gomes, Vicente Vieira da Mota, Joao da Costa Rodríguez y Vitoriano Goncalves Veloso, con penas de 8 y 10 años en distintos lugares de esa región africana. Hubo luego otras inconfidencias como la Carioca (1794) la Baiana (1798) y la Pernambucana (1801). También éstas generaron deportaciones a las posesiones portuguesas de África. (Véase Rocha p. 210-211) Las inconfidencias fueron movimientos de protesta que se han interpretado como antecedentes de la independencia del Brasil. En el caso de Minas Gerais, el primero de estos movimientos, quienes participaron fueron caracterizados como “el grupo más claramente definido en materia de producción literaria”, ha señalado el historiador paulista Carlos Guilherme Mota. Éste ha detectado en el movimiento tres ideas básicas: lo que llama las ideas de “integración” y que detecta en peticiones como que los “oficios se debían dar a los hijos de estas Minas”; las ideas “nacionalistas” como cuando se postula que los “oficios” sean para los “nacionales” y no para los europeos; y las ideas “radicales o revolucionarias” como las de quienes esperaban el “tiempo en que los hijos del reino han de ser nuestros cautivos”, donde se daría la inversión del proceso de colonización (Mota, p.31).
Destaca Mota igualmente que en Minas en 1789 se pensaba que era posible el apoyo externo por parte de Estados Unidos, Francia o Inglaterra, en caso que hubiera una revolución, y que se hablaba también de la eclosión de un movimiento revolucionario paralelo en la India, lo que mostraría además de las ideas antes apuntadas, la aparición de cierta conciencia colonial (Mota, p.35). Sabemos que algunos de los inconfidentes deportados como Tomas Antonio Gonzaga o José Resende Costa permanecieron mucho tiempo en África. Gonzaga casó con la hija de un negrero y murió en Mozambique en 1812, 20 años después de su llegada y Resende Costa fue elegido diputado por Cabo Verde. Sabemos igualmente que varios de los movimientos en pro de la independencia de las colonias africana de Portugal fueron interpretados como consecuencia de las ideas de los inconfidentes deportados (Rocha, p.211).
No sabemos, sin embargo, cuan difundidas fueron efectivamente las ideas de los inconfidentes brasileños, ni tampoco si influyeron sobre los africanos y si estos realizaron o no algunas reelaboraciones. Las afirmaciones de los informantes portugueses no bastan para probar tales asertos.
http://web.usach.cl/revistaidea/html/revista%202/html/pdf/devesfinal.pdf

Independentistas y liberales brasileños en África (1820-1840)

Independentistas y liberales brasileños en África (1820-1840)
Más significativo tanto en cantidad de personas envueltas como en contactos es el caso de los movimientos que se desarrollan a partir de inicios de los 20, en que se gestó una red de independentistas, partidarios del libre comercio y traficantes de esclavos entre Brasil, Mozambique y Portugal, y probablemente también con Angola y Argentina. Ello generó varios movimientos en pro de la independencia de Mozambique, algunos de los cuales fueron gestados por logias en las que participaban africanos creoles, americanos y europeos. En Brasil se produjo la revolución liberal en 1821 y la independencia en 1822.
Paralelamente se estaban dando avances de parte de Portugal para la abolición del tráfico de esclavos. La unión de las ideas liberales y las independentistas con los deseos de mantener el tráfico de esclavos generó, entre 1821 y 1825, en Mozambique, más de un intento de independizar la región para unirla a Brasil. Se gestó allí lo que se denominó la “faccao brasileira”, grupo de personas que apoyaban esta iniciativa. Es de notar que desde antes de 1820 había mozambicanos que iban a estudiar a la Isla de Francia (actual Mauricio)desde donde volvían “con costumbres bastante afrancesadas” (Véase Capela, p. 195-196). Otro movimiento se detectó hacia 1830 en que un grupo de liberales y masones de Río de Janeiro, en el que participaban importantes negreros, había establecido relación con los “rebeldes” de África, donde predominaban también los traficantes de esclavos. Por esta época, varios negreros que habitaban Mozambique abandonaron la región para trasladarse con sus fortunas a Brasil (Véase Capela, p.16 y Rocha, p.212-213). Es importante destacar que en julio de 1830 en Mozambique comenzó a ser divulgado el periódico Brasil Imparcial, enviado desde Río de Janeiro, distribuido por Antonio Mariano da Cunha .
http://web.usach.cl/revistaidea/html/revista%202/html/pdf/devesfinal.pdf

martes, 20 de enero de 2009

Uma história não contada


"Uma história não contada" sobre la marginación del hombre negro en Brasil. libro: de Escrito por Petrônio Domingues .




Nota del pesquisador: Para marginar al africano,se le acusaba de capoeira cuando en blanco practicaba el savate.Seguir esta cita del libro:............Assim também a capoeira soube substituir o savate ...

LOS INMIGRANTES COREANOS MIRANA LOS BRASILEÑOS Y VICEVERSA

Decreto-lei n. 528, de 28 de junio de 1890, Artigo 1°), prohibía la entrada de asiáticos y africanos, y treinta años más tarde, el gobierno amplió esa prohibición a todos los que él considerase ‘africanos’ o ‘asiáticos’, incluyendo aquellos que jamás habían estado en África o en Asia. La inmigración fue, ‘de facto’, la construcción de la identidad nacional
(Lesser, 1999).
http://docsgedime.files.wordpress.com/2008/02/tc-eun-mi-yang.pdf

Ocupación de Timor

dibujo:Coolis embarcando en Macao-1885-1905


A partir de cerca de 1640, portanto, a presença portuguesa em Timor começa a crescer de forma relevante, de resto sem grande oposição dos habitantes da ilha. Poucos anos antes, em 1636, a chegada ao litoral timorense de frei Rafael da Veiga tinha marcado o início de uma missionação mais consequente, embora os religiosos dominicanos nunca se livrassem totalmente da fama – e talvez do proveito ! – de se envolverem no tráfico de sândalo. Mais uma vez, interesses espirituais e materiais caminhavam lado a lado. Cinco anos mais tarde existiriam em Timor vinte e duas igrejas, onde missionavam exclusivamente os frades de São Domingos. E um pouco antes de 1645, um outro religioso da mesma ordem, frei António de S. Jacinto, dirigia a construção de um forte português em território timorense, na região de Cupão, na extremidade ocidental da ilha, onde parece ter-se então desenvolvido o primeiro estabelecimento português permanente.
http://www.lusotopie.sciencespobordeaux.fr/loureiro,%20p.pdf
TIMOR LORO SAE DA DESCOBERTA À INVASÃO INDONÉSIA
Autor : A. Monge da Silva , Sócio da AMOC
O Povo, a Língua e a Organização

Basicamente, o povo é uma mistura pouco homogénea de raças melanésia e malaia. Há depois muita mistura de sangue Português, Africano, Indiano(de Goa), Chinês e outros; há até uma ilógica tribo ruiva.
A Presença Estrangeira
As primeiras referências sobre Timor vêm de escritos chineses de 1225 que se referiam ao sândalo aí produzidos. Os Portugueses chegaram à zona em 1515, mas, só em 1556, os frades Dominicanos fundam uma colónia e um forte em Lamaquera nas ilhas de Solor. Posteriormente, alargam a sua influência à ilha das Flores fundando outro forte em Larantuca. Em 1642 os mesmos frades estabelecem-se em Cupão (Kupang) na ilha de Santa Cruz, mais tarde chamada Timor.
Formaram-se nestes fortes grandes comunidades de Portugueses mestiços. Para além da "força do sangue" Português, havia uma política régia de fomento ao casamento inter raças; até os misisonários deram grande ajuda. A estes Portugueses mestiços era dado o nome de Portugueses pretos ou topasses (do Malaio, o que fala duas línguas).
Entretanto chegaram à zona os Holandeses, que tomam a ilha de Solor(1636) e a fortaleza de Cupão em Timor(1653), ficando a ilha das Flores a ser o principal centro do comércio Português. Solor muda de mão várias vexes. Quando em 1642 Malaca é tomada pelos Holandeses, os topasses que aí residiam estabelecem-se em Larantuca, na ilha das Flores e em Macáçar, nas ilhas Celébes.
Em 1629 são referenciadas em Larantuca duas importantes famílias topasses: A de Jan d'Hornay, desertor Holandês, e a família Costa, que depois se mudaram para Timor e deram origem a várias linhagens de régulos.
Guerra Ritual (Funu). As Revoltas
...............De 1719 a 1769 dá-se a rebelião de Cailaco, uma revolta de topasses contra o domínio Português. Os topasses com o apoio de vários régulos, entrincheiram-se nas "Pedras de Cailaco", uma fortaleza natural a 2.000 metros de altitude onde nascem os rios Lois, Marobo e Lau-Heli. Chuvas torrenciais obrigam os Portugueses a levantar o cerco mas alguns dos reis cercados aceitam a derrota, juram fidelidade e passam a pagar as fintas (impostos em géneros).
http://oecussi.no.sapo.pt/

Brigas nos Navíos-Carreira da India

Já o Pe. Pêro Fernandes não parece ter sido muito bem sucedido no seu navio, no que diz respeito ao apaziguamento dos ânimos. De facto, na nau Santo António, em 1564, ele próprio afirma que “hum homem honrrado recebeo huma grande cutilada pollo rosto”, e “outro homem, de pouca calidade, deu a outro soldado honrado huma ma facada, da qual, por ser em a ilharga, cuidavão que morresse”; finalmente, “hum homem honrrado, riquo, esta em grande maneira agravado de outro homem que ho havia espancado, sem rezão” (Rêgo, vol. IX, 1953, págs. 336 e 337).
Curiosa é a justificação apresentada nas Décadas da Ásia para os abundantes desacatos acontecidos na armada de 1560: “Como a gente da armada era muita e andava ociosa, começaram-se a atear em brigas huns cos outros e haver desafios particulares de feição que se mataram mais de cincoenta homens” (cit. por Fonseca, 1926, pág. 353).
http://group.xiconhoca.com/2008/12/05/a-vida-a-bordo-nas-naus-da-carreira-da-india/

Carnaval nos navíos-Carreira da India

cuadro:Rua Direita de Goa, 1614, (B.N.) in História da Expansão Portuguesa, vol. II.
Existem testemunhos da ocorrência desta festividade - com tão profundas semelhanças com o Carnaval - nos navios que viajavam para a Índia. O holandês Jean Hugues de Linscot, ao relatar, em 1610, a viagem que fez para a Índia num navio português, fala da eleição de um imperador no dia de Pentecostes, que nesse ano ocorreu a 29 de Maio, com trocas de oficiais e um banquete que durou 3-4 dias (Linscot, 1610, pág.8). Também o missionário italiano Fúlvio de Gregori, escrevendo de Goa, em 1583, refere a aparatosa eleição, no navio que o transportou, de um menino como imperador na vigília de Pentecostes. Mário Martins, partindo desse documento, relata-nos a festa da seguinte forma: “Vestiram-no depois ricamente e puseram-lhe na cabeça a coroa imperial. Escolheram também fidalgos para seus criados e oficiais às suas ordens, de modo que o capitão foi nomeado mordomo da sua casa, outro fidalgo foi nomeado copeiro, enfim, cada um com o seu ofício, à disposição do imperador”. No dia seguinte, “trajando todos a primor, fez-se um altar na proa da nau, por ali haver mais espaço, com belos panos e prataria. Levaram então o imperador à missa, ao som de música, tambores e festa, e ali ficou sentado numa cadeira de veludo com almofadas, de coroa na cabeça e ceptro na mão, cercado pela respectiva corte, ouvindo-se entretanto as salvas de artilharia durante a a missa. A seguir veio o banquete, em que os fidalgos serviam o imperador. (…)Comerão depois os cortesãos do imperador e, por fim, serviram toda a gente ali embarcada, à volta de trezentas pessoas” (Martins, 1973, págs. 39 e 40).Outras actividades de carácter lúdico encontravam também lugar nestas longas viagens da Carreira da Índia. É o caso das touradas, ou, se preferirmos, simulações de touradas.
http://group.xiconhoca.com/2008/12/05/a-vida-a-bordo-nas-naus-da-carreira-da-india/

Navios-Carreira da India


LIBRO:
Os Portuguezes em Africa, Asia, America e Occeania Escrito por Manuel Pinheiro Chagas, José Maria de Sousa Monteiro
http://books.google.es/books?id=svoJ9A0UVy4C&pg=RA2-PA45&vq=300+homens&dq=conde+de+sargedas&lr=&as_brr=3&source=gbs_search_s&cad=0
ARTÍCULO:
A obra A Arte de Furtar, do século XVII, é bem elucidativa: “Seja o primeiro do que cada dia vemos em provimentos de náos da India, e de galeoens, e navios, que manda El Rey nosso Senhor ao Brasil, Angóla, e outras partes: provêm-se de chacinas podres, bacalhão corrupto, biscouto mascavado, vinho azedo, azeite borra: porque achão tudo isto assim mais barato na compra; e say-lhes mais caro no effeito, porque adoecem todos os passageiros, morre a metade, malogra-se a viagem, perde-se tudo; porque forão providos com unhas de fome: e por pouparem o que se furta, fizerão com que o barato custasse caro a todos.
...................As diferentes escalas que normalmente eram feitas, serviam também para fazer reabastecimentos. São os casos da ilha da Madeira, dos Açores, do Brasil, da ilha de Santa Helena, da costa entre o Cabo da Boa Esperança e o Cabo de S. Sebastião, de Sofala, de Moçambique, de Mombaça ou de Melinde, que serviam de pontos de apoio à ida ou à volta.
.............“Êstes navios são extremamente sujos e infectos, porque a maior parte da gente não toma o trabalho de ir acima para satisfazer as suas necessidades, o que em parte é causa de morrer ali tanta gente. Os espanhóis, franceses e italianos fazem o mesmo; mas os ingleses e holandeses são mui limpos e asseados” (Laval, vol. II, 1944, pág. 149).
http://group.xiconhoca.com/2008/12/05/a-vida-a-bordo-nas-naus-da-carreira-da-india/

lunes, 19 de enero de 2009

Vida a bordo dos navios -Indias


..............Sucedendo às etapas de navegação relativamente curtas que uniam o continente às ilhas atlânticas ou que haviam proporcionado o reconhecimento sistemático da costa ocidental africana, a permanência no alto mar alargou-se definitivamente no tempo e no espaço com o estabelecimento, logo no início do século XVI, de uma ligação anual regular entre Lisboa e o Oriente – a Carreira da Índia. De facto, nenhum outro momento das navegações portuguesas determinou a existência de uma micro-sociedade embarcada, sujeita a severas regras de conduta, impostas por uma hierarquia estabelecida de molde a zelar por todas as componentes da vida no mar...............Tratava-se, pois, de encontrar formas de ocupar o espírito, com recurso tanto ao âmbito do profano como do religioso. Quanto à primeira vertente, qualquer acontecimento benéfico que quebrasse a rotina servia de pretexto para festejar. Do mesmo modo, os hábitos de terra viam-se transpostos e adaptados à vivência a bordo, destacando-se os jogos de azar, os quais, apesar de proibidos por degenerarem facilmente em altercações e violência, eram tolerados enquanto uma das raras diversões existentes, apesar da crítica dos religiosos embarcados, verdadeiros agentes da observação da moral e bons costumes. Simulavam-se touradas, utilizando canastros empurrados ou largando no convés os tubarões que se deixavam enlear nas redes de pesca, existindo ainda registos da representação de peças teatrais, sobretudo de teor sacro.
http://www.instituto-camoes.pt/cvc/navegaport/d36.html


a Carreira da Índia era uma viagem marítima que percorria toda a costa ocidental africana até ao Cabo da Boa Esperança, com uma primeira paragem para reabastecimento em Cabo Verde.
Atravessado o Cabo da Boa Esperança, entravam no Oceano Índico, percorriam a costa oriental de África, onde faziam nova paragem em Moçambique e seguiam então até à Índia.
Mesmo sem imprevistos, como tempestades ou ausência de vento, era impossível fazer esta longa viagem em 3 ou mesmo 6 meses...
Otra cita:Los marineros combatían el aburrimiento pescando, cantaban canciones, tocaban instrumentos musicales: flauta, dulzaina, etc... Algunos jugaban a escondidas -los juegos de azar estaban prohibidos a bordo- a los naipes o a los dados. Siempre había quien narraba fabulosas aventuras imaginadas, leída o recordadas de algún libro de caballería.
Aquellos marineros eran valientes, expertos y audaces, y disputaban a las tempestades la salvación de sus buques. No hablaban los marineros más que de las personas ausentes, de los objetos de su cariño, padres, hijos, hermanos, esposas y prometidas; recordaban las funciones del pueblo donde nacieron, la festividad del santo patrono, la velada o verbena donde en alegres corrillos, se bailaba al son de los cantos populares y de la animada guitarra; soñaban con la elevada torre de la iglesia de su aldea, cuyas campanas volteaban en unión de otros revoltosos compañeros, ~ mezclándose a tan sencillas memorias el natural tentar de no volver a gozar de aquellos placeres.5
Además de la lista de actividades indicadas, los marineros organizaban pequeñas competiciones bién entre ellos o con animales (cerdos y conejos).

Ciganos

Os ciganos vieram para o Brasil oficialmente em 1574, quando um certo João de Torres, tendo sido condenado às galés, fez petição ao rei dom Sebastião para que comutasse sua pena para degredo perpétuo no Brasil, visto que estava doente e não agüentaria as lides do mar. Entretanto, oficiosamente já estavam aqui desde 1568, quando para cá veio João Giciano, mulher e quatorze filhos[1].
Existiam disposições régias proibindo entrada de ciganos em Portugal e que aqueles que lá estavam, se intentassem manter seus modos de vida e sua língua, deviam ser expulsos para o Maranhão. Em 27 de agosto de 1865, Ordenações do Reino diz o seguinte: “Fica comutado aos ciganos o degredo da África para o Maranhão.”
[1] In Elisa Maria Lopes da Costa. O povo cigano entre Portugal e terras de além-mar (séc. XVI-XIX), p. 36. Grupo de Trabalho do Ministério da Educação para as comemorações dos descobrimentos portugueses, 1a ed. 1997.
http://www.ciganosbrasil.com/novo/ciganos_na_historia_do_brasil.doc