O jornal Piauhy de 17 de junho de 1911 traz as vantagens do alistamento:
APRENDER
Ler escrever e contar, manobrar com quaesquer embarcações e armas, exercicios de infantaria, de gymnastica, de natação e de esgrima de bayoneta, espada e florete, armar e desarmar qualquer embarcação ou navio o que encontrarão professores, mestres e bons auxiliares nomeados pelo governo.
CONHECER
Todos os exercicios, todas as armas todos os meios de transporte, todos os mares, todos os rios, todos os estados do Brazil e bem assim todos os países estrangeiros.
SER
Educado e civilizado
TER SEMPRE
Bôa e variável alimentação que diariamente consiste:
PELA MANHÃ
Café com assucar pão e manteiga
ALMOÇO
Carne guisada ou ensopada (com verduras e legumes, arroz, farinha, pão com manteiga e café)
JANTAR
Feijão com carne verde, de porco ou lombo secco de porco, ou carne secca (batatas ingleza e verduras) toucinho, arroz, farinha, pão fructas e doces.
CEIA
Mate com assucar, pão e manteiga.
ROUPA CALÇADO E REDE (MACCA), QUER PARA INVERNO OU VERÃO.
VENCIMENTO MENSAL
Aprendiz (não graduado) 3$000; cabo 5$000, 3º Sargento 6$000, 1º Sargento 7$000 e Sargento ajudante 9$000. [...]
O tempo é dividido e aproveitado em estudo, refeições, recreio e repouso. (ESCOLA, 1911b).
http://www.ufpi.br/mesteduc/eventos/ivencontro/GT10/companhia_aprendizes.pdf.
otra cita "Aprendices Marinheiros"http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/194.pdf.
Pastinha nasceu em 1889, numa família pobre de Salvador. Alguns autores mencionam a origem ibérica de seu pai, ora portuguesa, ora espanhola. Neste último caso, teria se chamado inicialmente Pastiña.9Sua mãe era negra, e ele próprio era descrito como negro ou como mulato.
Em várias entrevistas, o mestre conta que aprendeu a capoeira com um africano de Angola, chamado Benedito, quando ainda era pequeno.10Na época, queria se defender de um garoto mais velho de sua rua que sempre batia nele. Foi assim que Pastinha se iniciou na capoeira e parou de apanhar do seu jovem rival. Com 12 anos de idade, o futuro mestre se inscreveu na Escola de Aprendizes de Marinheiro e, um pouco mais tarde, entrou para a Marinha, onde ficou até os 20 anos. Nessa instituição, aprendeu esgrima, florete e ginástica sueca. Ao mesmo tempo, ensinava capoeira aos colegas.11A partir desse relato, podemos perceber que, além da capoeira, Pastinha teve contato com outros tipos de luta, que não são brasileiras e nem originárias das camadas populares. Quando deixou a Marinha, em 1910, abriu a sua primeira escola de capoeira, num espaço onde funcionava uma oficina de ciclistas. Seus alunos eram artesãos de todo tipo. Paralelamente às aulas, fez vários tipos de biscate, como pintor, carpinteiro, engraxate, vendedor de jornais ou segurança num cassino. Pastinha conta que, nessa época, sempre carregava consigo uma navalha e que o delegado de polícia recebia queixas freqüentes a seu respeito. Também declara que era comum brigar com a polícia, pois a capoeira ainda era uma atividade proibida.
http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/354.pdf.
viernes, 30 de enero de 2009
Do cativeiro ao mar: escravos na Marinha de Guerra1
Do cativeiro ao mar: escravos na Marinha de Guerra1
Álvaro Pereira do Nascimento
Recebido em novembro de 1999 Doutorando em História Social da UNICAMP-SP
Para se ter uma idéia dessa pressão, no Relatório do Ministro da Marinha (1888 "Annexos") nota-se que, de 1840 a 1888, foram recrutados à força 6.271 homens para o Corpo de Imperiais Marinheiros, e recebidos somente 460 voluntários. Essa diferença com certeza asseverava o dito por vários ministros da Marinha ao longo do século XIX e início do XX, isto é, a falta de voluntários levava ao imediatismo do recrutamento forçado (Nascimento 1997: cap. 2). Entre as autoridades civis, os chefes de polícia eram o braço direito do ministro da Justiça e dos presidentes de província para assuntos de alistamento, e precisavam pôr seus delegados e subdelegados na rua para alcançar a quantidade de alistados destinada à cada província. Nesse sentido, todo homem pego pela malha como recruta, suspeito de deserção, vadio, arruaceiro, gatuno, capoeira ou órfão poderia ser enviado para a Marinha ou para o Exército. Se até um homem negro com sinais de castigo podia ser capturado e enviado para as Forças Armadas, o que dizer daqueles sem marcas?
............Mando apresentar [...] o moleque livre Martinho de Tal, solteiro, de 16 anos, capoeira, ex-sineiro da igreja de Santa Anna, e que pretende passar por peruano quando até mal sabe uma ou outra palavra de espanhol e aqui na Corte é muito conhecido, infelizmente, sempre vadio.11
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-546X2000000200005&script=sci_arttext&tlng=pt
Álvaro Pereira do Nascimento
Recebido em novembro de 1999 Doutorando em História Social da UNICAMP-SP
Para se ter uma idéia dessa pressão, no Relatório do Ministro da Marinha (1888 "Annexos") nota-se que, de 1840 a 1888, foram recrutados à força 6.271 homens para o Corpo de Imperiais Marinheiros, e recebidos somente 460 voluntários. Essa diferença com certeza asseverava o dito por vários ministros da Marinha ao longo do século XIX e início do XX, isto é, a falta de voluntários levava ao imediatismo do recrutamento forçado (Nascimento 1997: cap. 2). Entre as autoridades civis, os chefes de polícia eram o braço direito do ministro da Justiça e dos presidentes de província para assuntos de alistamento, e precisavam pôr seus delegados e subdelegados na rua para alcançar a quantidade de alistados destinada à cada província. Nesse sentido, todo homem pego pela malha como recruta, suspeito de deserção, vadio, arruaceiro, gatuno, capoeira ou órfão poderia ser enviado para a Marinha ou para o Exército. Se até um homem negro com sinais de castigo podia ser capturado e enviado para as Forças Armadas, o que dizer daqueles sem marcas?
............Mando apresentar [...] o moleque livre Martinho de Tal, solteiro, de 16 anos, capoeira, ex-sineiro da igreja de Santa Anna, e que pretende passar por peruano quando até mal sabe uma ou outra palavra de espanhol e aqui na Corte é muito conhecido, infelizmente, sempre vadio.11
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-546X2000000200005&script=sci_arttext&tlng=pt
jueves, 29 de enero de 2009
Capoeira ,primer deporte practicado en Maranhao-Brasil 1877
OS ESCOLARES E OS JOGOS/ESPORTES
EM MARANHÃO
1
LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ
Professor de Educação Física do CEFET-MA
Mestre em Ciência da Informação
MARTINS (1989) aceita a capoeira como o primeiro “esporte” praticado em Maranhão, tendo encontrado referência à sua prática com cunho competitivo por volta de 1877. Considera que tenha sido praticada antes,trazida pelos escravos bandu-angoleses. Fugitivos, os negros a utilizavam como meio de defesa, exercitando-se na prática da capoeira para apurarem a forma física, ganhando agilidade.O público tomou conhecimento de um acontecimento esportivo a 10 de janeiro de 1877, através do Diário do Maranhão:
"JOGO DA CAPOEIRA
"Tem sido visto, por noites sucessivas, um grupo que, no canto escuro da rua das Hortas sair para o largo da cadeia, se entretém em experiências de força, quem melhor dá cabeçada, e de mais fortes músculos, acompanhando sua inocente brincadeira de vozarios e bonitos nomes que o tornam recomendável à ação dos encarregados do cumprimento da disposição legal, que proíbe o incômodo dos moradores e transeuntes". (MARTINS, 1989, p. 179)
http://www.cefet-ma.br/publicacoes/artigos/revista10.6.1/Leopoldo_Jogos_escolares_em_maranhao.pdf.
otra cita:http://www.efdeportes.com/efd37/maranh.htm
Resumo
Procura-se estabelecer quais os primeiros “sports” praticados em Maranhão, desde o final do século XIX e início do século XX. Muito embora tenha-se encontrado a prática uma forma primitiva de tênis (jogo da pella) e do bilhar desde os anos 1820, e a educação física desde os 1840, inclusive para o sexo feminino, alguns autores trazem como sendo a capoeira o primeiro esporte praticado em São Luís. Seguiu-se o turfe, o remo, o ciclismo, o tiro ao alvo, o tênis, o tênis de mesa, o "foot-ball association", o "cricket", o "crockt", o atletismo...
http://www.cefet-ma.br/publicacoes/artigos/revista11.6.2/Leopoldo_A_introducao_do_esporte_Ginastica_artist.pdf
1829 – 1877 A primeira aula de dança de São Luís, é anunciadaem jornais locais pelo italiano Carlos Carmini. Posteriormente, a partir de 1842 aparece nos programas das escolas particulares que se abriam na cidade. No mesmo período aparecem indícios da prática da capoeira, confirmada por notícia de jornal de 1835. Em 1855 e anos seguintes, a prática é proibida pela polícia. No ano de 1874, sua proibição consta do Código de Posturas da cidade de Turiaçú, identificada também com o nome de Carioca. Em 1863,quando da inauguração da iluminação pública em São Luís, JosuéMontelo registra em um romance o seguinte: “que com os lampiões
de gás altera-se a na vida da cidade com as ruas mais claras durante a noite. Ninguém mais se queixou de ter caído numa vala por faltade luz nem recebeu o golpe de um capoeira na escuridão”. Em 1877, a capoeira aparece sob a forma de competição. Nascimento
de Moraes, em uma crônica que retrata os costumes e ambientes de São Luís em fins do século XIX e início do XX, publicada em 1915, emprega o termo capoeiragem: “A polícia é mal vista por lá, a cabroiera dos outros também não é bem recebida e, assim, quando menos se espera, por causa de uma raparigota qualquer, que se faceira e requebra com indivíduo estranho ali, o rolo fecha, a capoeiragem se desenfreia e quem puder que se salve”. Cumpre ressaltar que a capoeira praticada no Maranhão é sui-generis, e a partir da década de 1970 do século passado tem um destacado incremento e é introduzida, nos anos de 1980, nos Jogos Escolares Maranhenses-JEMs.
http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/194.pdf
"Em Turiaçú, no ano de 1884, é proclamada uma Lei "de no. 1.341, de 17 de maio, em que constava:"Artigo 42 " é proibido o brinquedo denominado Jogo Capoeira ou Carioca1[2]. Multa de 50 aos contraventores e se reincidente o dobro e 4 dias de prisão". (CÓDIGO DE POSTURAS DE TURIAÇU, Lei 1342, de 17 de maio de 1884. Arquivo Público do Maranhão, vol. 1884-85, p. 124). (Grifos do Professor Leopoldo Vaz)
http://aecfica.blogspot.com/2008_08_01_archive.html
EM MARANHÃO
1
LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ
Professor de Educação Física do CEFET-MA
Mestre em Ciência da Informação
MARTINS (1989) aceita a capoeira como o primeiro “esporte” praticado em Maranhão, tendo encontrado referência à sua prática com cunho competitivo por volta de 1877. Considera que tenha sido praticada antes,trazida pelos escravos bandu-angoleses. Fugitivos, os negros a utilizavam como meio de defesa, exercitando-se na prática da capoeira para apurarem a forma física, ganhando agilidade.O público tomou conhecimento de um acontecimento esportivo a 10 de janeiro de 1877, através do Diário do Maranhão:
"JOGO DA CAPOEIRA
"Tem sido visto, por noites sucessivas, um grupo que, no canto escuro da rua das Hortas sair para o largo da cadeia, se entretém em experiências de força, quem melhor dá cabeçada, e de mais fortes músculos, acompanhando sua inocente brincadeira de vozarios e bonitos nomes que o tornam recomendável à ação dos encarregados do cumprimento da disposição legal, que proíbe o incômodo dos moradores e transeuntes". (MARTINS, 1989, p. 179)
http://www.cefet-ma.br/publicacoes/artigos/revista10.6.1/Leopoldo_Jogos_escolares_em_maranhao.pdf.
otra cita:http://www.efdeportes.com/efd37/maranh.htm
Resumo
Procura-se estabelecer quais os primeiros “sports” praticados em Maranhão, desde o final do século XIX e início do século XX. Muito embora tenha-se encontrado a prática uma forma primitiva de tênis (jogo da pella) e do bilhar desde os anos 1820, e a educação física desde os 1840, inclusive para o sexo feminino, alguns autores trazem como sendo a capoeira o primeiro esporte praticado em São Luís. Seguiu-se o turfe, o remo, o ciclismo, o tiro ao alvo, o tênis, o tênis de mesa, o "foot-ball association", o "cricket", o "crockt", o atletismo...
http://www.cefet-ma.br/publicacoes/artigos/revista11.6.2/Leopoldo_A_introducao_do_esporte_Ginastica_artist.pdf
1829 – 1877 A primeira aula de dança de São Luís, é anunciadaem jornais locais pelo italiano Carlos Carmini. Posteriormente, a partir de 1842 aparece nos programas das escolas particulares que se abriam na cidade. No mesmo período aparecem indícios da prática da capoeira, confirmada por notícia de jornal de 1835. Em 1855 e anos seguintes, a prática é proibida pela polícia. No ano de 1874, sua proibição consta do Código de Posturas da cidade de Turiaçú, identificada também com o nome de Carioca. Em 1863,quando da inauguração da iluminação pública em São Luís, JosuéMontelo registra em um romance o seguinte: “que com os lampiões
de gás altera-se a na vida da cidade com as ruas mais claras durante a noite. Ninguém mais se queixou de ter caído numa vala por faltade luz nem recebeu o golpe de um capoeira na escuridão”. Em 1877, a capoeira aparece sob a forma de competição. Nascimento
de Moraes, em uma crônica que retrata os costumes e ambientes de São Luís em fins do século XIX e início do XX, publicada em 1915, emprega o termo capoeiragem: “A polícia é mal vista por lá, a cabroiera dos outros também não é bem recebida e, assim, quando menos se espera, por causa de uma raparigota qualquer, que se faceira e requebra com indivíduo estranho ali, o rolo fecha, a capoeiragem se desenfreia e quem puder que se salve”. Cumpre ressaltar que a capoeira praticada no Maranhão é sui-generis, e a partir da década de 1970 do século passado tem um destacado incremento e é introduzida, nos anos de 1980, nos Jogos Escolares Maranhenses-JEMs.
http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/194.pdf
"Em Turiaçú, no ano de 1884, é proclamada uma Lei "de no. 1.341, de 17 de maio, em que constava:"Artigo 42 " é proibido o brinquedo denominado Jogo Capoeira ou Carioca1[2]. Multa de 50 aos contraventores e se reincidente o dobro e 4 dias de prisão". (CÓDIGO DE POSTURAS DE TURIAÇU, Lei 1342, de 17 de maio de 1884. Arquivo Público do Maranhão, vol. 1884-85, p. 124). (Grifos do Professor Leopoldo Vaz)
http://aecfica.blogspot.com/2008_08_01_archive.html
OS BORDADOS DE JOÄO CÀNDIDO
RECORTE LIBRO:Nem do morro, nem da cidade: as transformações do samba e a indústria cultural (1920-1945)Escrito por José Adriano Fenerick
Publicado por Annablume, 2005.
http://books.google.es/books?id=vmhRb4FrxZwC
Página 103 Os brancos daquele tempo gostavam do samba. Tinha branco capoeira, cantor de samba, compositor, ...

foto:Fotográficos - Bilhete Postal - Revolta da Chibata ou dos Marinheiros - 1910.Resultado da conspiração dos marinheiros insatisfeitos com os castigos disciplinares e com as péssimas condições, inclusive alimentares, a marujada revoltou-se tomando os então mais modernos couraçados da Marinha Brasileira sob o comando do Marinheiro João Candido, o Almirante Negro. O movimento que sacudiu a República, ocorrido nas águas da baía da Guanabara é registrado em raros instantâneos tirados à bordo do encouraçado São Paulo.OS BORDADOS DE JOÄO CÀNDIDO
JOÄO CÀNDIDO'S EMBROIDERIES
JOÄO CÀNDIDO'S EMBROIDERIES
Quando o reporter do Correlo da Martha chegou a bordo do Minas Gerais no dia 26 de novembro, ouviu dos marinheiros que Joäo Candido era "fera", energico, mas também "um grande coraçao". A proposito, o jornal reproduz artigo de Virgilio Várzea, publicado pela primeira vez em 1909, em que se conta um episodio da vida do marinheiro, relatado pelo almirante Alexan-drino. Quando comandante do encouraçado Riachuelo, Alexan-drino conhecera Joäo Candido, que nele esteve embarcado por mais de cinco anos. Achava-o o mais indisciplinado marinheiro a bordo, constantemente sob castigos que o impediam de ir à terra. Provocador, brigäo, capoeira. Certo dia, Alexandrino o viu dando de esmola a urna velha aleijada todo o seu soldo de cinco mil-réis. Decidiu elogiá-lo diante da tripulaçao do navio. O gran-dalhäo chorou e passou a ter comportamento exemplar {Correlo da Martha, 27.11.1910).
nota: CARVALHO, J. M. de. 'Os bordados de Joäo Candido'. Historia, Ciencias, Saiíde—Manguinbos, II (2),
68-84 jul.-out. 1995
68-84 jul.-out. 1995
Dois bordados, pela primeira vez revelados, feitos por Joäo Candido, servem de base para revisäo e ampliaçào dos conhecimentos sobre a personalidade do mais conhecido lider da Revolta dos Marinheiros de 1910, também conhecida como a Revolta da Chibata. Os bordados permitem ainda esclarecer aspectos da vida cotidiana dos marinheiros da época.
biografia Joao Cándido:http://www.mns.org.br/index2.php?programa=candido.php
martes, 27 de enero de 2009
Angola: Colonos Holandeses en Angola
Com o desejo ardente de Portugal povoar o interior do país, foram-seerguendo outras colónias da Região Sul de Angola. Assim, aos 4 de Fevereiro
de 1881 os Boers Holandeses se instalaram na Humpata, então região do Soba Nguimbi e formaram com a permissão do Ministro da Marinha e Ultramar em Portugal – o Visconde D. Januário, a colónia bóer de S. Januário chefiada por Jacobs Friedrich Botta, e como representante português na comunidade holandesa, foi promovido o jovem português Alferes Artur de Paiva, empossado pelo Governador do Distrito de Moçamedes – Coronel Nuno da Matta, aos 19 de Janeiro de 1882. A numerosa colónia Bóer de S. Januário, eram constituída por:
270 Holandeses
250 serviçais
2 000 cabeças de gado bovino
100 cavalos
3 000 ovelhas e cabritos, para além de gado de tracção
http://www.brasilangola.org.br/textos/pdf/AngolaNossoPais.pdf.
Angola: mito y realidad de su colonización Escrito por Gerald J. Bender http://books.google.es/books?id=TMONAmot-qYC&printsec=frontcoverOTRA CITA: Em 1881, cerca de sessenta familias boers, vindas do Transvaal, ... Instalaram— se os colonos estrangeiros na Humpata (Huila), em Sacan- jiba (Benguela) e..http://books.google.es/books?id=2VZqAAAAIAAJ&pgis=1
MARINHEIROS, PORTOS E SOCIABILIDADES: O BRASIL E A ASCENSÃO DO ATLÂNTICO SUL (1780-1850)

MARINHEIROS, PORTOS E SOCIABILIDADES: O BRASIL E A ASCENSÃO DO ATLÂNTICO SUL (1780-1850).1
José Carlos Barreiro.2
Congresso Internacional da Brasa, 2006
Entre 1828 e 1833 foram apresentadas pelos Ministros da Marinha, sugestões de mandar certo número de jovens oficiais brasileiros para servirem como voluntários em França e na Inglaterra à custa do Estado. Caberia também a eles inteirarem-se das novidades tecnológicas e pesquisarem a estrutura e o funcionamento da Força Naval dessas nações, apresentando os resultados por escrito para a Marinha brasileira 35. Esta prática teve continuidade, tendo sido enviados vários Segundos Tenentes para navios norte americanos e ingleses, por volta de meados do século XIX. Os Ministros avaliavam positivamente os resultados desse tipo de treinamento, bem como o material trazido pelos oficiais para ser aproveitado na organização da marinha brasileira 36.
A segunda providência igualmente importante na formação de uma elite preparada para subordinar os marinheiros à disciplina no processo de trabalho, foi também sendo implementada logo no início da formação da Marinha. Talvez a instituição mais importante para atender a esses objetivos tenha sido a Academia dos Guarda Marinhas.
O seu caráter elitista foi desde logo evidenciado 37
37 Esse elitismo da Marinha brasileira tem raízes históricas e vinha da tradição da estrutura organizacional da Marinha portuguesa. Pelo regulamento português de 1782 da Academia Real da Marinha, exigia-se, para ser Guarda-Marinha, que o candidato fosse fidalgo ou filho de oficial da Marinha ou do Exército. Essa estrutura elitista foi transplantada legal e materialmente para o Brasil em 1807. Uma das naus que compunha a frota que trouxe a família real, a do Conde Dom Henrique(ver gráfico), transportou toda a Academia Real dos Guarda-Marinhas para o Brasil. Com a Independência, 98 desses oficiais portugueses aderiram à causa brasileira, não o fazendo apenas 27. Essa formação elitista da Marinha, chefiada à época pelo Lorde Thomas Alexander Cochrane, completa-se com a contratação de 19 altos oficiais da Inglaterra e 3 da França. Cf. Boiteux, H. Os nossos almirantes. Rio de Janeiro, Imprensa Naval, 1915; Paula, E. S. de “A Marinha”. In: Holanda, S. B. de (Org.) O Brasil Monárquico. Tomo II. Vol. 4. São Paulo, Difusão Européia do Livro, 1971; Carvalho, J. M. “As Forças Armadas na Primeira República: o poder desestabilizador. In: Fausto, B. (Org.) O Brasil Republicano. Tomo III, vol. 2. Rio de Janeiro, Difel, 1977, p. 189; Azevedo, A. M. “Lorde Cochrane, primeiro almirante brasileiro”. Revista de História. São Paulo, 1954, 19: 101-130; Fonseca, C. da A evolução da Marinha brasileira. Sinopse, 1822-1958. Rio de Janeiro, 1961, p. 7, 9 e 20.
http://74.125.77.132/search?q=cache:aVlpJKL7HpUJ:sitemason.vanderbilt.edu/files/ew6hAQ/Barreiro.doc+marinheiros+brasileiros.+Estrangeiros&hl=es&ct=clnk&cd=5&gl=es
José Carlos Barreiro.2
Congresso Internacional da Brasa, 2006
Entre 1828 e 1833 foram apresentadas pelos Ministros da Marinha, sugestões de mandar certo número de jovens oficiais brasileiros para servirem como voluntários em França e na Inglaterra à custa do Estado. Caberia também a eles inteirarem-se das novidades tecnológicas e pesquisarem a estrutura e o funcionamento da Força Naval dessas nações, apresentando os resultados por escrito para a Marinha brasileira 35. Esta prática teve continuidade, tendo sido enviados vários Segundos Tenentes para navios norte americanos e ingleses, por volta de meados do século XIX. Os Ministros avaliavam positivamente os resultados desse tipo de treinamento, bem como o material trazido pelos oficiais para ser aproveitado na organização da marinha brasileira 36.
A segunda providência igualmente importante na formação de uma elite preparada para subordinar os marinheiros à disciplina no processo de trabalho, foi também sendo implementada logo no início da formação da Marinha. Talvez a instituição mais importante para atender a esses objetivos tenha sido a Academia dos Guarda Marinhas.
O seu caráter elitista foi desde logo evidenciado 37
37 Esse elitismo da Marinha brasileira tem raízes históricas e vinha da tradição da estrutura organizacional da Marinha portuguesa. Pelo regulamento português de 1782 da Academia Real da Marinha, exigia-se, para ser Guarda-Marinha, que o candidato fosse fidalgo ou filho de oficial da Marinha ou do Exército. Essa estrutura elitista foi transplantada legal e materialmente para o Brasil em 1807. Uma das naus que compunha a frota que trouxe a família real, a do Conde Dom Henrique(ver gráfico), transportou toda a Academia Real dos Guarda-Marinhas para o Brasil. Com a Independência, 98 desses oficiais portugueses aderiram à causa brasileira, não o fazendo apenas 27. Essa formação elitista da Marinha, chefiada à época pelo Lorde Thomas Alexander Cochrane, completa-se com a contratação de 19 altos oficiais da Inglaterra e 3 da França. Cf. Boiteux, H. Os nossos almirantes. Rio de Janeiro, Imprensa Naval, 1915; Paula, E. S. de “A Marinha”. In: Holanda, S. B. de (Org.) O Brasil Monárquico. Tomo II. Vol. 4. São Paulo, Difusão Européia do Livro, 1971; Carvalho, J. M. “As Forças Armadas na Primeira República: o poder desestabilizador. In: Fausto, B. (Org.) O Brasil Republicano. Tomo III, vol. 2. Rio de Janeiro, Difel, 1977, p. 189; Azevedo, A. M. “Lorde Cochrane, primeiro almirante brasileiro”. Revista de História. São Paulo, 1954, 19: 101-130; Fonseca, C. da A evolução da Marinha brasileira. Sinopse, 1822-1958. Rio de Janeiro, 1961, p. 7, 9 e 20.
http://74.125.77.132/search?q=cache:aVlpJKL7HpUJ:sitemason.vanderbilt.edu/files/ew6hAQ/Barreiro.doc+marinheiros+brasileiros.+Estrangeiros&hl=es&ct=clnk&cd=5&gl=es
FUENTE DEL GRÁFICO:http://www.revistamilitar.pt/modules/articles/article.php?id=257
lunes, 26 de enero de 2009
MARINHEIROS, PORTOS E SOCIABILIDADES: O BRASIL E A ASCENSÃO DO ATLÂNTICO SUL (1780-1850)
MARINHEIROS, PORTOS E SOCIABILIDADES: O BRASIL E A ASCENSÃO DO ATLÂNTICO SUL (1780-1850).1
José Carlos Barreiro.2
Congresso Internacional da Brasa, 2006.
13 O marinheiro Silva foi mencionado várias vezes por Luccock, tal a sua importância como líder e como trabalhador marítimo típico daquele período. Luccock informa que ao regressar, antes mesmo de ser punido no Brasil embarcou para a China em outro navio mercante, dizendo também dele nunca mais ter ouvido falar. Sua biografia merece ser melhor explorada, com o objetivo de esclarecer vários aspectos do mercado de trabalho marítimo, dentre os quais as suas características de internacionalidade, bem como as características, os contextos e os sentidos da movimentação daqueles trabalhadores pelo mundo atlântico. Exemplares, neste sentido, são os trabalhos de Rediker e Linenbaugh em relação às biografias dos marinheiros John Young e Edward Coxere no século XVIII, e o recente artigo de Reis, Gomes e Carvalho sobre o africano Rufino José Maria. Cf. Rediker, M. Between the Devil and the Deep Blue Sea, p. 79-80; Linenbaugh and Rediker The Many-Headed Hydra. Sailor, Slaves, Commoners, and the Hidden History of the Revolutionary Atlantic. Boston, Beacon Press, 2 000, p. 151, 257 e 315; Reis, J.J. e alli África e Brasil entre margens: aventuras e desventuras do africano Rufino José Maria no século XIX.
http://74.125.77.132/search?q=cache:aVlpJKL7HpUJ:sitemason.vanderbilt.edu/files/ew6hAQ/Barreiro.doc+marinheiros+brasileiros.+Estrangeiros&hl=es&ct=clnk&cd=5&gl=es
José Carlos Barreiro.2
Congresso Internacional da Brasa, 2006.
13 O marinheiro Silva foi mencionado várias vezes por Luccock, tal a sua importância como líder e como trabalhador marítimo típico daquele período. Luccock informa que ao regressar, antes mesmo de ser punido no Brasil embarcou para a China em outro navio mercante, dizendo também dele nunca mais ter ouvido falar. Sua biografia merece ser melhor explorada, com o objetivo de esclarecer vários aspectos do mercado de trabalho marítimo, dentre os quais as suas características de internacionalidade, bem como as características, os contextos e os sentidos da movimentação daqueles trabalhadores pelo mundo atlântico. Exemplares, neste sentido, são os trabalhos de Rediker e Linenbaugh em relação às biografias dos marinheiros John Young e Edward Coxere no século XVIII, e o recente artigo de Reis, Gomes e Carvalho sobre o africano Rufino José Maria. Cf. Rediker, M. Between the Devil and the Deep Blue Sea, p. 79-80; Linenbaugh and Rediker The Many-Headed Hydra. Sailor, Slaves, Commoners, and the Hidden History of the Revolutionary Atlantic. Boston, Beacon Press, 2 000, p. 151, 257 e 315; Reis, J.J. e alli África e Brasil entre margens: aventuras e desventuras do africano Rufino José Maria no século XIX.
http://74.125.77.132/search?q=cache:aVlpJKL7HpUJ:sitemason.vanderbilt.edu/files/ew6hAQ/Barreiro.doc+marinheiros+brasileiros.+Estrangeiros&hl=es&ct=clnk&cd=5&gl=es
domingo, 25 de enero de 2009
Danças Populares Portuguesas

foto: Dança dos Pauliteiros (Miranda do Douro). Os marinheiros e a soldadesca que pelo mundo fora andavam largos meses e, às vezes, até anos, ao regressar à Pátria traziam consigo as danças exóticas dos povos ultramarinos por onde andavam, danças que difundiam entre a sua e nossa gente e que logo eram assimiladas e transformadas. O mesmo acontecia com os escravos que, mesmo fixados em Portugal, não abandonavam as suas danças que o nosso povo logo copiava e assimilava. A partir do século XVI
com os escravos vindos de África e depois, no século XVIII, com a criadagem e os escravos negros vindos do Brasil, as danças populares portuguesas conquistam novos ritmos, novos passos, novos movimentos que muito alteram a sua fisionomia tradicional.
com os escravos vindos de África e depois, no século XVIII, com a criadagem e os escravos negros vindos do Brasil, as danças populares portuguesas conquistam novos ritmos, novos passos, novos movimentos que muito alteram a sua fisionomia tradicional.
............. Originárias de arcaicas civilizações e antigas culturas pagãs e primitivas, moldadas por factores culturais hispano-godos e por um mundo espiritual, cultural e social construído e imposto pela Igreja, miscigenadas de elementos judaicos e mouriscos e, mais tarde, de elementos exóticos ultramarinos, influenciadas por elementos palacianos e eruditos, aculturadas (por via
burguesa) por danças estrangeiras ― nem por força deste complexo etno-cultural as danças populares portuguesas de hoje deixam de possuir a sua fisionomia e o seu carácter próprios, deixam de ser originais e bem expressivas do povo que as reteve, transformou e ainda executa.
burguesa) por danças estrangeiras ― nem por força deste complexo etno-cultural as danças populares portuguesas de hoje deixam de possuir a sua fisionomia e o seu carácter próprios, deixam de ser originais e bem expressivas do povo que as reteve, transformou e ainda executa.
Danças guerreiras
.............Reminiscências das «danças de espadas» agora executadas com paus encontramos em algumas «danças de paulitos» de Trás-os-Montes, da Beira Baixa e do Algarve. Pessoalmente, cremos que as «danças de paulitos» ainda por vezes, embora já hoje muito raramente, executadas na Beira Baixa e no Algarve são reminiscências das danças dramáticas e pantomimas de lutas entre turcos (mouros) e cristãos que faziam parte da representação de certos autos novelescos e de cavalaria.
Quanto à famosa e de aspecto tão céltico «dança dos pauliteiros de Miranda do Douro» supomos tratar-se de uma muito primitiva e arcaica dança guerreira ritualista transformada por imposição da Igreja em dança religiosa, possivelmente processional, ou talvez apenas uma reminiscência céltica da pírrica greco-romana.
.............Reminiscências das «danças de espadas» agora executadas com paus encontramos em algumas «danças de paulitos» de Trás-os-Montes, da Beira Baixa e do Algarve. Pessoalmente, cremos que as «danças de paulitos» ainda por vezes, embora já hoje muito raramente, executadas na Beira Baixa e no Algarve são reminiscências das danças dramáticas e pantomimas de lutas entre turcos (mouros) e cristãos que faziam parte da representação de certos autos novelescos e de cavalaria.
Quanto à famosa e de aspecto tão céltico «dança dos pauliteiros de Miranda do Douro» supomos tratar-se de uma muito primitiva e arcaica dança guerreira ritualista transformada por imposição da Igreja em dança religiosa, possivelmente processional, ou talvez apenas uma reminiscência céltica da pírrica greco-romana.
..................... A voga do fandango entre os portugueses está de tal maneira arreigada no seu gosto que o levaram para o Brasil. Nos estados do Nordeste brasileiro baila-se o fandango; porém, nessas regiões não lhe dão tal nome, mas sim outros nomes que bem denotam que foram os
portugueses que para lá levaram essa dança: «bailado dos marujos», «dança dos marujos», «marujada», «chegança dos marujos» ou «barca». No Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul (terras do Brasil), a palavra «fandango» quer dizer «festa», «baile» ou, simplesmente, «reunião onde se dança».
portugueses que para lá levaram essa dança: «bailado dos marujos», «dança dos marujos», «marujada», «chegança dos marujos» ou «barca». No Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul (terras do Brasil), a palavra «fandango» quer dizer «festa», «baile» ou, simplesmente, «reunião onde se dança».
Construcción de Brasil-Los Tratados
O Tratado de Tordesilhas (1494) definiu as áreas de domínio do mundo extra-europeu.O Tratado de Lisboa (1681) tratou da devolução da Colônia do Sacramento, ocupada pelos espanhóis no ano de sua fundação. O apoio da Inglaterra foi decisivo para Portugal conseguir essa vitória diplomática. A saída das forças espanholas só se dá efetivamente em 1683.
O primeiro Tratado de Utrecht entre Portugal e França (1713) estabeleceu as fronteiras portuguesas do norte do Brasil: o rio Oiapoque foi reconhecido como limite natural entre a Guiana e a Capitania do Cabo do Norte.
O segundo Tratado de Utrecht entre Portugal e Espanha (1715) tratou da segunda devolução da Colônia de Sacramento a Portugal.
O Tratado de Madri (1750) redefiniu as fronteiras entre as Américas Portuguesa e Espanhola, anulando o estabelecido no Tratado de Tordesilhas: Portugal garantia o controle da maior parte da Bacia Amazônica, enquanto que a Espanha controlava a maior parte da baixa do Prata. Neste Tratado, o princípio do usucapião (uti possidetis), que quer dizer a terra pertence a quem a ocupa, foi levado em consideração pela primeira vez.
O Tratado de Santo Ildefonso (1777) confirmou o Tratado de Madri e devolveu a Portugal a ilha de Santa Catarina, ficando com a Espanha a Colônia de Sacramento e a região dos Sete Povos.
O Tratado de Badajós entre Portugal e Espanha (1801) incorporou definitivamente os Sete Povos das Missões ao Brasil.
O Tratado de Petrópolis (1903), negociado pelo Barão do Rio Branco com a Bolívia, incorporou ao Brasil, como território, a região do Acre.
Tratado de Tordesilhas
Capitanias hereditárias
União Ibérica
Descoberta do ouroTerritório legalizado: os tratados
Novos tempos na construção da territorialidade
Extensão territorial atual
http://www.ibge.gov.br/brasil500/constrterrit/territ_legalizado.html
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