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jueves, 2 de abril de 2009

Zeca Floriano,un pionero de las Luchas Femenínas en Brasil

1909-Lucha Romana-(foro acervo familia Zeca Floriano)
Zeca Peixoto, como era conhecido, destacava-se não só pelo seu corpo forte, como também pelo fato de ser praticante e campeão de muitos esportes diferentes. Ganhou ar de herói quando salvou diversas pessoas em um naufrágio que ocorrera na Bahia, ocasião em que retornava de excursão à Europa.
Nos primeiros anos da década de 1900, Peixoto já estava envolvido com o grupo de Paul Pons, um francês muito atuante nos primeiros momentos do halterofilismo no Brasil e no mundo. No decorrer da década esteve envolvido com apresentações em teatros, fazendo parte da "Companhia Ginástica e de Variedades" e chegando a ser proprietário de um circo (Circo Floriano), que fez sucesso na cidade.
Peixoto, junto com o empresário paulista Francisco Serrador, estava por trás da organização de um campeonato de lutadoras, realizado no Teatro São Pedro de Alcântara, no ano de 1910. Tratava-se, na realidade, de uma temporada teatral, em conjunto com o grupo musical feminino Mirales; as lutas eram realizadas entre estrangeiras, com a participação de algumas brasileiras que vieram de São Paulo.
O evento teve grande repercussão na cidade. A revista Fon-Fon de 7 de maio de 1910 publica, sob o título "O muque feminino", uma foto das competidoras, em trajes de luta (com braços e pernas descobertas), em posições que lembravam muito a dos atletas masculinos; ao centro, em trajes aristocráticos, o árbitro das pelejas.
Na edição de 28 de maio de 1910, a revista publica novas imagens, espalhadas pelas páginas, sempre sob o título "As lutadoras", informando o nome de algumas competidoras: a russa Schuwalod, Nero Berkson (que foi alcunhada de Minas Gerais, nome do navio adquirido pela Marinha brasileira à época), Philippi, Morgan, Nelson, Fisher, Rieb e Schmidt. Na edição de 4 de junho ficamos sabendo o nome das brasileiras: Annita e Nenê.
Circo-Teatro: Benjamim de Oliveira e a teatralidade circense no Brasil. SILVA, Ermínia. São Paulo, Editora Altana, 2007 434 p.
........................Famigerado também é o episódio de Marechal Floriano Peixoto que, apaixonado pela comicidade circense, ao que parece contribuiu com o Circo Spinelli, onde Benjamim era responsável por toda direção artística. Inclusive, um de seus filhos era ginasta e atleta deste circo. Cartazes da época anunciavam a grande atração: um homem hercúleo enfrentaria feras enormes. Seu nome: "José Floriano Peixoto, filho do Marechal de Ferro"(p.135).
História do Samba - Editora Globo e Cifrantiga - A história da MPB e Cifras
.............São Paulo era das mais procuradas, por sua população de imigrantes europeus, já afeitos ao gênero de espetáculo. Estatísticas dizem que, em 1897, os 200 mil habitantes de São Paulo contavam com as diversões e atividades de lazer bastante raras, no mais das vezes esportivas e domingueiras. Os paulistanos tinham três teatros, oito jornais diários e o maior deles, O Estado de São Paulo, com tiragem de apenas seis mil exemplares. Nesse clima ideal para os circenses. De 1887 a 1914, foram listadas mais de quarenta companhias do gênero, que se estabeleceram na cidade.Foi a época de ouro de dois grandes circos que, tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro, eram reconhecidos como os dois melhores do país e disputavam entre si o primeiro lugar. O circo Spinelli, ao ser armado – garantem os contemporâneos que melhor seria dizer construído – no Rio de Janeiro, encostado no viaduto da Estrada de Ferro Central do Brasil, sua lona chegava até a Rua Figueira de Melo, por coincidência, na mesma região onde se encontra a Escola Municipal do Circo.
1906 – 1908 Na cidade do Rio de Janeiro – então Distrito Federal– o francês Paul Pons, lidera uma turma de praticantes de exercícios com pesos e de lutas no Parque Fluminense, que se exibiam em praças e ruas. Este grupo incluiu personalidades importantes à época, tais como Francisco Lage, Zeca Floriano – filho de Floriano Peixoto, Presidente da República – e o Dr. Eutíquio Soledade, pai de Tico Soledade.

jueves, 19 de marzo de 2009

El Capoeira Alberto Latorre entrenador de la Guardia Personal de Getulio Vargas

foto: Prof. Waldemar Areno, Diretor da E.N.E.F.D. e o Prof. Alberto Latorre de Farias. Profa. Kimie Kihara ao centro. Curso de Judô Feminino, 1961. Acervo del Centro de Memoria de la Escuela de Educacion Fisica/UFRJ



O boxe não foi a única luta com a qual o prof. Latorre esteve ligado. Já quando lutador, ao abandonar o boxe, se envolvera com a luta livre. Na verdade, desde que ingressou no exército já vinha tendo aulas dessa modalidade, passando em seguida a praticar o jiu-jitsu sob supervisão do famoso Geo Omori. Era uma época de grandes desafios e logo o nome de Alberto ganhou os jornais, onde mais uma vez sempre se ressaltava que era um valoroso cavalheiro8. Até promotor e árbitro de "lutas de vale tudo", ou catch-as-catch-can, Alberto foi. Por exemplo, foi o promotor e árbitro do célebre desafio entre Waldemar Santana e Hélio Gracie. Foi até mesmo treinador da guarda pessoal de Getúlio Vargas, já na década de 1940(9)
9)Na verdade, Alberto se envolveu com muitas outras lutas, entre as quais teve participação destacada no judô e na capoeira.
http://www.efdeportes.com/efd120/alberto-latorre-de-faria-100-anos.htm

Na Escola Nacional de Educação Física, fundada em 1939, o professor Alberto Latorre de Faria, então Chefe do Departamento de Lutas, introduziu a modalidade com o nome de jiu-jitsu practicado por Zeca Floriano http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/03/zeca-floriano-un-gran-deportista.html
1906 – 1908 Na cidade do Rio de Janeiro – então Distrito Federal– o francês Paul Pons, lidera uma turma de praticantes de exercícios com pesos e de lutas no Parque Fluminense, que se exibiam em praças e ruas. Este grupo incluiu personalidades importantes àépoca, tais como Francisco Lage, Zeca Floriano – filho de FlorianoPeixoto, Presidente da República – e o Dr. Eutíquio Soledade, paide Tico Soledade.
http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/74.pdf