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http://books.google.es/books?id=7B_J69cGricC&pg=PA51&lpg=PA51&dq=%22zeca+floriano%22&source=bl&ots=OPzhZT-X2Y&sig=FYAnLUQdqylg6GFRsZvsJOtCkeU&hl=es&ei=fIPKSdmgBYeRjAfLueXNAw&sa=X&oi=book_result&resnum=5&ct=result#PPA185,M1
foto Zeca:1906 Com um peitoral confeccionado por sua esposa Carmelina; feito especialmente para exibir as medalhas conquistadas no esporte e na vida. A primeira medalha central é um leão enjaulado, toda em ouro e os olhos são em rubi...Recebeu do Sr. João Apóstolo (dono do circo) porque se negou a receber o prêmio de 10.000 mil contos de réis para quem entrasse na jaula do Leão Marusko.
foto leao:1908:Desafio lançado por João Apóstolo (dono de circo) aos brasileiros; entrar na jaula do leão Marusko... Zéca Floriano entrou, brincou e sentou em cima do leão...http://www.8p.com.br/zecafloriano/flog/#4840989
Mulheres em movimento: a presença feminina nos primórdios do esporte na cidade do Rio de Janeiro (até 1910)
............ No início do século XX, no Brasil começou a se tornar mais comum a prática da luta romana, notadamente desafios entre atletas cariocas e de São Paulo. José Floriano Peixoto foi um dos mais renomados dessa modalidade naquele momento, praticamente o nosso Sandow.
No seu livro de memórias, comenta Luiz Edmundo, captando bem o momento de transição:
Não se pratica a ginástica do corpo. A do sentimento basta. E nesse particular, ninguém supera o jovem desse tempo ... Vive ainda da lírica do poeta Casimiro de Abreu, acha lindo sofrer-do-peito, bebe absinto e, de melenas caídas nas orelhas, ainda insiste em recitar ao piano. Toda uma plêiade de moços de olheiras profundas, magrinhos, escurinhos, pequeninhos ... Tipos como o do atleta José Floriano Peixoto, são olhados, por todos, com espanto. (Edmundo, 1957, p.833)
Zeca Peixoto, como era conhecido, destacava-se não só pelo seu corpo forte, como também pelo fato de ser praticante e campeão de muitos esportes diferentes. Ganhou ar de herói quando salvou diversas pessoas em um naufrágio que ocorrera na Bahia, ocasião em que retornava de excursão à Europa.
Nos primeiros anos da década de 1900, Peixoto já estava envolvido com o grupo de Paul Pons(ver nota abajo), um francês muito atuante nos primeiros momentos do halterofilismo no Brasil e no mundo. No decorrer da década esteve envolvido com apresentações em teatros, fazendo parte da "Companhia Ginástica e de Variedades" e chegando a ser proprietário de um circo (Circo Floriano), que fez sucesso na cidade. Peixoto, junto com o empresário paulista Francisco Serrador, estava por trás da organização de um campeonato de lutadoras, realizado no Teatro São Pedro de Alcântara, no ano de 1910. Tratava-se, na realidade, de uma temporada teatral, em conjunto com o grupo musical feminino Mirales; as lutas eram realizadas entre estrangeiras, com a participação de algumas brasileiras que vieram de São Paulo.
O evento teve grande repercussão na cidade. A revista Fon-Fon de 7 de maio de 1910 publica, sob o título "O muque feminino", uma foto das competidoras, em trajes de luta (com braços e pernas descobertas), em posições que lembravam muito a dos atletas masculinos; ao centro, em trajes aristocráticos, o árbitro das pelejas.
Na edição de 28 de maio de 1910, a revista publica novas imagens, espalhadas pelas páginas, sempre sob o título "As lutadoras", informando o nome de algumas competidoras: a russa Schuwalod, Nero Berkson (que foi alcunhada de Minas Gerais, nome do navio adquirido pela Marinha brasileira à época), Philippi, Morgan, Nelson, Fisher, Rieb e Schmidt. Na edição de 4 de junho ficamos sabendo o nome das brasileiras: Annita e Nenê.
............Essa impressão fica mais forte quando vemos que no mesmo número foi publicada uma foto, sob o título "O muque masculino" (o oposto da foto das mulheres publicada na edição de 7 de maio), onde posam atletas do Centro de Cultura Física Eneas Campelo, um dos pioneiros na cidade, situado à rua das Marrecas (Centro). A postura é a já tradicional naquele momento no que se refere aos esportistas: sem camisa, exibição dos músculos, posturas másculas; na parede da academia se vê escrito: "o homem forte é sensato e calmo".
notas del pesquisador: En Francia y en 1898 se celebraba en Paris el primer campeonato del mundo de lucha grecorromana, un hispano-francés, Paúl Pons, fue el vencedor. Fundo en Paris el gimnasio Pons que marco época.No seu livro de memórias, comenta Luiz Edmundo, captando bem o momento de transição:
Não se pratica a ginástica do corpo. A do sentimento basta. E nesse particular, ninguém supera o jovem desse tempo ... Vive ainda da lírica do poeta Casimiro de Abreu, acha lindo sofrer-do-peito, bebe absinto e, de melenas caídas nas orelhas, ainda insiste em recitar ao piano. Toda uma plêiade de moços de olheiras profundas, magrinhos, escurinhos, pequeninhos ... Tipos como o do atleta José Floriano Peixoto, são olhados, por todos, com espanto. (Edmundo, 1957, p.833)
Zeca Peixoto, como era conhecido, destacava-se não só pelo seu corpo forte, como também pelo fato de ser praticante e campeão de muitos esportes diferentes. Ganhou ar de herói quando salvou diversas pessoas em um naufrágio que ocorrera na Bahia, ocasião em que retornava de excursão à Europa.
Nos primeiros anos da década de 1900, Peixoto já estava envolvido com o grupo de Paul Pons(ver nota abajo), um francês muito atuante nos primeiros momentos do halterofilismo no Brasil e no mundo. No decorrer da década esteve envolvido com apresentações em teatros, fazendo parte da "Companhia Ginástica e de Variedades" e chegando a ser proprietário de um circo (Circo Floriano), que fez sucesso na cidade. Peixoto, junto com o empresário paulista Francisco Serrador, estava por trás da organização de um campeonato de lutadoras, realizado no Teatro São Pedro de Alcântara, no ano de 1910. Tratava-se, na realidade, de uma temporada teatral, em conjunto com o grupo musical feminino Mirales; as lutas eram realizadas entre estrangeiras, com a participação de algumas brasileiras que vieram de São Paulo.
O evento teve grande repercussão na cidade. A revista Fon-Fon de 7 de maio de 1910 publica, sob o título "O muque feminino", uma foto das competidoras, em trajes de luta (com braços e pernas descobertas), em posições que lembravam muito a dos atletas masculinos; ao centro, em trajes aristocráticos, o árbitro das pelejas.
Na edição de 28 de maio de 1910, a revista publica novas imagens, espalhadas pelas páginas, sempre sob o título "As lutadoras", informando o nome de algumas competidoras: a russa Schuwalod, Nero Berkson (que foi alcunhada de Minas Gerais, nome do navio adquirido pela Marinha brasileira à época), Philippi, Morgan, Nelson, Fisher, Rieb e Schmidt. Na edição de 4 de junho ficamos sabendo o nome das brasileiras: Annita e Nenê.
............Essa impressão fica mais forte quando vemos que no mesmo número foi publicada uma foto, sob o título "O muque masculino" (o oposto da foto das mulheres publicada na edição de 7 de maio), onde posam atletas do Centro de Cultura Física Eneas Campelo, um dos pioneiros na cidade, situado à rua das Marrecas (Centro). A postura é a já tradicional naquele momento no que se refere aos esportistas: sem camisa, exibição dos músculos, posturas másculas; na parede da academia se vê escrito: "o homem forte é sensato e calmo".
Ciríaco (1908-30) derrotou os portugueses campeões de “braço-de-ferro” no Rio de Janeiro; venceu, na mesma prática, mestre francês de halterofilismo (pudiera ser Paul Pons,ver más arriba)que ensinava aos filhos da elite. Conta-se, que ao vergar o braço direito deste professor de ginástica, pediram-lhe para disputar com o esquerdo. Ao dobrar-lhe o braço esquerdo, teria arrastado o oponente sobre a mesa e dito “Que pouca porcaria”. Valendo-se de sua força e agilidade, matou vários oponentes em lutas corporais. Derrotou dois mestres orientais de passagem pelo Rio, em épocas distintas. Dizia-se que colocava sobre a cabeça de uma só vez três ou quatro sacas de café.
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